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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Florais de Minas - Phylantus


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PHYLLANTHUS (Phyllanthus niruri) – Quebra-Pedra

A quebra-pedra é uma planta pequena e muito delicada, po­rém insistente, encontrada no meio das pedras, nas fendas dos passeios, nas beiras das casas - sempre em locais de crescimento bem difícil. Suas folhinhas são parecidas com as da avenca ou da samambaia. Oferece-nos pequeninas flores que mal se abrem, pa­recendo bolinhas dependuradas entre as folhas.

As pessoas que têm cálculos renais usam-na constantemente em chás, a fim de dissolver o incômodo. Sabemos que quando uma planta tem influência no nível físico de uma pessoa, é de se esperar que também a influencie em níveis mais sutis, tal como no das emoções.

A pessoa tipo Phyllanthus pode apresentar ações densificadas em forma de cálculos renais e tensão muscular. Esta pessoa pode  viver em auto-martírio, sacrificando-se. É em geral, inflexível consigo mesma, tem opiniões firmes sobre política, religião, reformas sociais. Apre­senta altos ideais, bastante rígidos. Pode reprimir a si e aos outros com estes ideais de perfeição. Priva-se de qualquer prazer quando pensa que este poderia atrapalhar o rumo do seu trabalho.

As tensões e pedras indicam que a pessoa deve mudar seu comportamento e suavizar suas emoções para que não reapareçam novas pedras e enrijecimento muscular.

A quebra-pedra, apresentada em essência floral, tem a capa­cidade de ajudar a pessoa a dissolver sua rigidez comportamental, permitindo-lhe adotar outra visão do mundo, na qual a liberdade interior será a tônica que guiará seus passos.




Para pessoas metódicas, perfeccionistas, exigentes, sóbrias e severas consigo mesmas e cujo comportamento gostariam que servisse de exemplo para outros; para aqueles que podem ter dificuldades de adaptação e podem ser internamente prisioneiros de formas cristalizadas de sentimentos e pensamentos; a essência é útil quando há rigidez mental e emo­cional, para aqueles muito disciplinados em seus hábitos. Em geral, tais personalidades constróem toda uma filosofia de vida, cheia de preceitos morais, éticos e religiosos, que Ihes é inquestionável e que serviria de modelo de felicidade para todas as outras pessoas

Podem ter o vestuário, a alimentação, os horários, o círculo de amizade, a leitura, os gostos artísticos, as distrações, enfim, tudo fixado dentro de limites estreitos e pouco mutáveis.

São dotados de enorme força de vontade, que empregam sobre si mesmos no sentido de obterem a perfeição e o autodomínio. Ficam um tanto deprimidos quando fracassam e decidem empregar mais e mais força para conseguirem a auto-realização. Têm uma ardente chama interior, que se esconde por trás de preconceitos e de um frio e rígido distanciamento.

O grande desafio destas almas é quebrar a grossa muralha que construíram e que as separam desta fonte interna de calor, afeto e solicitude. Muitos indivíduos que se apegam rigidamente aos preceitos da vida ascética ou monástica, ou que se aderem obstinada e orgulhosamente aos princípios de seitas religiosas, podem ser beneficiados por Phyllanthus.

Embora inconscientemente, são eles atraídos por cachoeiras, quedas d'água, praias, para os banhos frios e toda sorte de situação em que o embate das águas com as pedras tragam o aprendizado arquetipal do reciclar psíquico e espiritual, convidando-os a quebrar padrões cristalizados, tornando-se maleáveis e adaptáveis.

O bloqueio de energias pode levar à rigidez nos órgãos de percepção física, como as anomalias visuais, baixa acuidade auditiva e insensibilidade gustativa e tátil, esta refletida em dificuldades circulatórias nas extremidades dos membros. Os indivíduos podem apresentar uma aparência externa típica de frio e congelamento.

Podem ocorrer dores generalizadas pelo corpo como avisos de que escolheram um caminho pedregoso, gélido, ácido, espinhento e estéril. O equilíbrio água-sal-ácido também tende a ser afetado, podendo gerar efeitos como hipertensão, problemas renais e digestivos, gota e cãibras.

As personalidades Phyllanthus, quando desarmonizadas, estão cristalizadas ou salinizadas, e ainda assim podem estar insatisfeitas e ansiosas ficando compelidas à ingestão de sais e alimentos com alto teor de ácido úrico.

A vida humana só adquire um significado quando o ho­mem exerce um discernimento seletivo e estabelece limites. Todavia, o homem não deve impor restrições muito amargas à sua própria natureza, pois isso lhe seria prejudicial.

Portanto, é necessário fixar limites até mesmo às limitações, e é jus­tamente este o grande desafio, no qual o homem é conclamado a se santificar e a se tornar sábio.

A lição a ser aprendida é a de que a liberdade total, embora inexprimível e inconceituável, consiste na ausência de necessidades. O germe de todos os conflitos que escravizam a alma é a necessidade.

Estes tipos humanos, quando equilibra­dos positivamente, são idealistas, mentalmente flexíveis e realizadores de grandes obras. Conseguem harmonizar a teoria e a prática, e com a força de suas persona­lidades são capazes de influenciar e atrair adeptos e seguidores para os seus belos ideais altruístas.

A essência parece ser tanto mais útil quanto mais idosa a pessoa, principal­mente no que se refere à necessidade de quebrar resistências ao tratamento floral. Phyllanthus evoca em nossas profundezas as maravilhosas vibrações de adaptabi­lidade e de liberdade interior.

Phyllanthus é uma pequenina e frágil erva rasteira, da família das Euforbiáceas, chamada de Quebra-pedra, Erva-pombinha e Saxifraga. O primeiro nome está car­regado de significação quanto ao conteúdo curativo anímico e fisiológico da planta. Já o segundo faz a associação com a pomba, símbolo universal da paz e da liber­dade. O terceiro nome, Saxifraga, vem do latim, saxum e frangere, que querem dizer "fragmenta as pedras". A planta prolifera nas rachaduras e frestas dos muros e calçadas, dando a aparência de terem sido elas que provocaram as minúsculas fen­das que lhes servem de berço. As folhas são ovais e muito verdes, enquanto as flores são minúsculas, verde-amareladas, quase translúcidas, e ficam penduradas, como que observando no chão a própria experiência de vencer a esterilidade e rigidez do ambiente. A erva tem extrema capacidade de adaptação, pois é capaz de suportar os mais diversos e estéreis habitats, na maioria das vezes desprovidos de umidade e nutrientes.

Essa erva é de uso vulgar na fitoterapia como poderoso dissolvente de cálculos renais e biliares, razão pela qual recebeu o nome de Quebra-pedra. Aliás, há uma lei oculta que diz que se uma planta ajuda o homem no nível físico, também é capaz de fazê-lo, analogamente, por questão de continuidade, nos níveis sutis e anímicos.

A flor traz em sua essência os planos fecundos de adaptabilidade, de liberdade interior e de opção por um estilo de vida com necessidades mínimas.



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