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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Esclarecimentos de Ednamara Taro e Florais de Minas 14 de 15

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Parte 14/15

“Enquanto O Louco (Rosmarinus) flutua no incondicionalismo, O Mago (Origanum) já consegue fazer o intercâmbio entre as energias que estão no alto e as que estão embaixo.

Com suas mãos ele diz que “o que está acima é como o que está abaixo” e, ao contrário de seu antecessor, suas forças são direcionadas para um propósito.

Se em O Mago temos o Yang puro, encontraremos em A Papisa (Chicorium) o Yin primordial.

Ela sempre nos convida para um contato com nós mesmos e daí surgem as revelações do inconsciente.

O Arcano III, A Imperatriz (Chicorium, Vitis), nos mostra a criação, a abundância devido a sua ligação com a terra, enquanto O Imperador (Basilicum, Vitis, Phyllanthus) aparece, como Arcano IV, para sugerir limites, leis, dimensões e a necessidade de concretizar algo.

Em O Papa (Leonurus), sentimos a necessidade de entender o divino, buscamos a religião e a filosofia, desta forma a resposta pode ser revelada. Com o Arcano VI, O Enamorado (Ficus, Fórmula de Exame), estamos na encruzilhada e teremos que fazer uma escolha.

Oscilamos, pois sabemos que escolher significa renunciar.

Em O Carro (Icaro), Arcano VII, nos vemos livres e vivenciamos os primeiros processos da individuação.

Nesta fase estamos como muita disposição para correr risco, já que a tendência é vermos somente nós e o nosso objetivo.

Para os exageros cometidos durante a trajetória de O Carro, surge a ação equilibrante de A Justiça (Verbenacea), que deverá deixar os pratos da balança no mesmo nível.

Em atitude introspectiva está O Eremita (Phyllanthus), Arcano IX, isolado das questões humanas.

Tendendo para a rigidez, logo ele verá, em A Roda da Fortuna (Buquê da Transformação), as investidas do destino e a inconstância da vida.

Isto sugere uma desorientação pois, nesta estação “o que está em cima desce, o que está em baixo sobe”.

O segredo da estabilidade consistirá em buscarmos o centro.

Com A Força (Vitis, Splendens), seremos testados na capacidade de domar nossa fera interior e saber executar a ação, sem aparentemente agir.

No Arcano XII, O Enforcado (Palicores), estaremos de pés e mãos atadas e de cabeça para baixo veremos o mundo às avessas. Impossibilitados de ação, só nos resta a atividade interna e ela nos levará a uma autoavaliação.

No Arcano XIII, experimentaremos com A Morte (Buquê da Transformação, Tagetes) a poda do velho.

Estamos num momento de luto, o velho se foi e o novo ainda não se manifestou.

Depois do transformador processo vivido em A Morte, teremos um período moderado com A Temperança (Capsicum, Jasminum, Piperita, Rosa Canina, Ruta), verificaremos o que restou da atividade anterior e trabalharemos na renovação.

No Arcano XV, O Diabo (Lilium, Aristoloquia), estaremos diante de uma incrível força criativa, porém não devemos esquecer que tudo o que é poderoso é perigoso.

Com sabedoria poderemos aproveitar este incrível potencial.

Chegamos ao momento de A Torre (Buquê da Transformação) e vemos, por intermédio do raio, as estruturas obsoletas caírem.

Se soubermos entender este episódio, sentiremos liberação, ao invés de queda e vergonha.

Mostrando que nem tudo se destrói com A Torre, o Arcano XVII, A Estrela (Aleluia, Leonotis, Rosa Canina, Sonchus, Tabebuia), nos convida a ter fé e esperança mesmo porque em seguida enfrentaremos mais um momento sombrio.

A Lua (Ageratum, Ficus, Fuchsia, Madressilva, Silene), Arcano XVIII, mostra um período de contato profundo com o inconsciente.

Sugere dúvidas, preocupações, pesadelos.

É hora de confronto com o nosso aspecto sombra.

Esta fase não é momento de ação, mas sim de introspecção, de gestação.

Compreenderemos e aceleraremos este processo ao lembrarmos que o momento mais escuro da noite coincide com o primeiro momento do dia.

Após a influência da Lua, com a noite fria e escura, vem a do Sol (Helianthus, Bougainvillea, Fuchsia, Verbenacea), Arcano XIX, com seus movimentos extrovertidos e voltados para o aspecto lúdico da vida.

Apesar do Sol sugerir o amanhecer, o nascimento, é em O Julgamento (Buquê da Transformação) que seremos ressuscitados pelo som da trombeta.

Aspectos adormecidos veem à tona, sentiremos um alívio comparável ao da ressurreição para então, em O Mundo (Fórmula do Sétimo Chakra, Origanum), último dos Arcanos Maiores, sentirmos a inteireza da conexão, a reabsorção cíclica.

Este processo não mostra uma conclusão que sugere término, mas sim um novo início.

É condutor de uma outra trajetória.”

EDNAMARA BATISTA VASCONCELOS E MARQUES

(cocriadora, pesquisadora e sócia-proprietária dos Florais de Minas, escritora, palestrante, autora de vários livros sobre terapia floral e autoconhecimento)

Referência para leitura: “O Tarô – das Correlações Arquetípicas à Função Terapêutica (descrição dos 78 arcanos do Tarô enfocando várias seções de conhecimento, modos de disposição das cartas e suas associações terapêuticas com os Florais de Minas)” – autoria de Ednamara Batista Vasconcelos e Marques - Edições Florais de Minas.

Contato: www.floraisdeminas.com.br, ednamara@floraisdeminas.com.br

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