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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O que vai acontecer em 2012 previsoes para 2012

{EAV:74a9b2e4adc3a40d}
O que vai acontecer em 2012?


Confira as previsões para 2012

Fonte: Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/2012

2012
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Nota: Para outros significados, veja 2012 (desambiguação).

Este artigo ou seção contém informações sobre eventos futuros.
É provável que contenha informações de natureza especulativa, e seu conteúdo pode mudar drasticamente.
Editor: considere marcar com um aviso mais específico.

Séculos: Século XX - Século XXI - Século XXII
Décadas: 1960 1970 1980 1990 2000 - 2010 - 2020 2030 2040 2050 2060
Anos: 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Textos originais no Wikisource


2012 em outros calendáriosCalendário gregoriano 2012
MMXII
Ab urbe condita 2765
Calendário arménio 1461
Calendário chinês 4708 – 4709
Calendário hebraico 5772 – 5773
Calendários hindus
- Vikram Samvat
- Shaka Samvat
- Kali Yuga
2067 – 2068
1934 – 1935
5113 – 5114
Calendário persa 1390 – 1391
Calendário islâmico 1433 – 1434
Calendário rúnico 2262


2012 (MMXII) será um ano bissexto, começando no domingo docalendário gregoriano.

Há uma enorme variedade de crenças populares sobre o ano de 2012, que são geralmente consideradas como não-científicas.


Eventos

A cidade de Guimarães em Portugal ostentará o título de Capital Europeia da Cultura em conjunto com a cidade eslovena de Maribor.
Janeiro
1 de Janeiro
A Polónia, a Bulgária e a Letónia adotarão o Euro. Será proibido, por lei, os eventos como "tourada" na região de Catalunha, Espanha.
15 de Janeiro
Eleições Presidenciais na Finlândia.
11° aniversario da Wikipédia.
13 a 22 de Janeiro
Realização da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno, em Innsbruck, Áustria
31 de Janeiro
433 Eros, o segundo maior objeto próximo à Terra registrado (tamanho 13×13×33 km) passará a 0,1790UA (26.778.042 km). A NASAestudou o Eros com a sonda NEAR Shoemaker lançada em 17 de fevereiro de 1996.[1]
Fevereiro
6 de Fevereiro
Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II que marca o 60 º aniversário da sua ascensão ao trono do Reino Unido, Canadá, Austráliae Nova Zelândia (assim como o 60 º aniversário de seu tornar-se chefe do Commonwealth).
Março
Começo da retirada das tropas brasileiras do Haiti.[2]
Abril
14 de Abril
Centenário do Santos Futebol Clube
15 de Abril
Centenário do Naufrágio do RMS Titanic
26 de Abril
Fecho da televisão analógica em Portugal
Maio
20 de Maio
Eleições presidenciais na França
Eclipse solar anular
Junho
3 de Junho
Abertura do Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.
4 de Junho
Eclipse lunar parcial, visível principalmente no leste da Ásia, na Austrália e no oeste da América do Norte.
9 de Junho
Realização do 14º Campeonato Europeu de Futebol na Polônia e na Ucrânia.
Julho
2 de Julho
Eleições presidenciais no México.
27 de Julho
Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres, Reino Unido.
Agosto
12 de Agosto
Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 em Londres, Reino Unido.
Setembro
9 de Setembro
Cerimônia de Encerramento dos Jogos Para-olímpicos de Verão de 2012 em Londres, Reino Unido.
Outubro
7 de Outubro
Eleições municipais (Prefeitos e Vereadores) no Brasil.
Eleições presidenciais na Venezuela.[3]
Novembro
6 de Novembro
Eleições presidenciais dos Estados Unidos da América.
13 de Novembro
Eclipse solar total, visível principalmente no nordeste da Austrália e no Pacífico sul.
Dezembro
21 de Dezembro
Final do Calendário Maia de Contagem Longa, com o ciclo de 5.125 anos, o que alguns interpretam como o fim do mundo.
Data prevista para a finalização das obras do Estádio do Mineirão.[4]
23 de Dezembro
Data alternativa para o fim do calendário Maia, utilizando 584.285 dias julianos baseados em estudos de especialistas.
31 de Dezembro
Expira o prazo do Protocolo de Kyoto.
Referências

Near Earth Object Fact Sheet.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/brasil-vai-comecar-a-retirar-tropas-do-haiti-em-marco-diz-amorim.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/venezuela-marca-eleicao-presidencial-para-outubro-de-2012.html
http://www.agendaesportiva.net/site/index.php?option=com_content&view=article&id=815:site-do-senado-publica-informacoes-sobre-ultima-etapa-de-obras-no-mineirao&catid=62:futebol-brasileiro&Itemid=56
Ver também
Fenômeno 2012
2012 (filme)
Categorias:
Eventos futuros
2012
Artigo
Discussão
Esta página foi modificada pela última vez à(s) 21h30min de 25 de dezembro de 2011, na Wikipedia.

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.


Informação astrológica:

O planeta regente de 2012 é a Lua.

Saiba mais em

http://cova-do-urso.blogspot.com/2011/07/previsoes-astrologicas-e-psicologicas.html

Este blog é do meu amigo Antonio Rosa de Portugal. Vale visitar!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Para que serve o Google Alerts

Para que serve o Google Alerts?












O Google Alerts é um serviço de Clipping automático e gratuíto.
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Por exemplo, tenho interesse em tudo o que se refere a Coworking no mundo. 
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Isto pode ser aplicado para qualquer assunto.
Por exemplo, coloque o seu nome completo e sempre que seu nome surgir na internet você será avisado. Simples assim!


























E você pode escolher quantos assuntos pesquisar livremente.
Experimente, 
Você vai gostar!
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Cursos 2012 Florais de Saint Germain Agenda primeiro semestre

Cursos 2012, Florais de Saint Germain - Agenda primeiro semestre.
Confira, fonte: http://www.fsg.com.br




 
Veja a matéria "As propriedades terapêuticas dos Florais de Saint Germain” 
Gravação da TV TEM ( filiada GLOBO) pelo link:
http://www.temmais.com/superbem/interna_detalhe.aspx?editoria_id=682&menu_id=5
  
CURSOS 2012 FLORAIS DE SAINT GERMAIN
Por Neide Margonari

MATO GROSSO DO SUL- dias 10 e 11 de MARÇO
informações com  ASTEFLOR de MS
telefone 67- 33217541/99620809  mariaedesouza@hotmail.com

FLORIANÓPOLIS - dias 24 e 25 de MARÇO
informações com  Floral & Música
telefone 48- 32256176

BARCELONA (ESPANHA) - dias 14 e 15 de ABRIL
informações na NESTINAR
telefone +34 93- 4125868  nestinar@nestinar.com
PORTO (PORTUGAL) - dias 21 e 22 de ABRIL
informações na VITALFLORA
telefone +351 22-9483920   reginafloral@gmail.com

SÃO PAULO - dias 05 e 06 de MAIO
Organização Florais de Saint Germain
informações com  talita@fsg.com.br  tel 11- 28093399 / 99909222
Valor: R$200,00 (almoço não incluso)
Reciclagem (ex alunos): R$150,00
LOCAL: Bourbon Convention Ibirapuera (www.bourbon.com.br)
Ao lado do Shopping Ibirapuera
Sábado das 7:30 as 18:30  e  Domingo das 8:00 as 13:00
RIO DE JANEIRO - dias 19 e 20 de MAIO
Organização Florais de Saint Germain
informações com  talita@fsg.com.br  tel 11- 28093399 / 99909222
Valor: R$320,00 (almoço incluso)
Reciclagem (ex alunos): R$210,00
LOCAL: Windsor Guanabara Palace (www.windsorhoteis.com)
Sábado das 7:30 as 18:30  e  Domingo das 8:00 as 13:00
PORTO ALEGRE - dias 02 e 03 de JUNHO
informações na Rapa-el Espaço de Cura
telefone 51- 33848376  espacodecura@terra.com.br

NATAL - dias 23 e 24 de JUNHO
informações no Espaço Ânima com Elizabeth
telefone 84-32214727/88615540   espacoanima@live.com






OBS: Todos os cursos listados à cima serão audiovisuais e ministrados por Neide Margonari. Os cursos abrangem os florais do módulo I, Módulo II, avulsas e Emergencial. Informações sobre local e custos, favor contatar diretamente o organizador responsável.
 
 
 

FLORAIS DE SAINT GERMAIN © 2004
talita@fsg.com.br

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Se existe um judeu húngaro na China você encontra em Macau

Macau é o mesmo que Makó em húngaro.
É uma cidade fundada pelos portugueses na China.
Se você fala português e vai para a China com um pouco mais de tempo, você precisa conhecer Macau.
Isto é incrível.

Macau em português é o mesmo que Makó em Hungaro.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Macau

Macau
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Coordenadas: 22º10'N 113º33'E
澳門
Macau
中華人民共和國澳門特別行政區
Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China (RAEM)
* *

Bandeira






Brasão de armas

Hino nacional: Marcha dos Voluntários[nota 1]
Gentílico: de Macau [nota 2]

Capital Não tem [nota 3]
Língua oficial Chinês ePortuguês[nota 4]
Governo Reg. Admin. Especial
- Chefe do Executivo Fernando Chui Sai-on
- Presidente do Tribunal de Última Instância Sam Hou Fai
- Presidente da Assembleia Legislativa Lau Cheok Va
Acontecimentos importantes
- Início da ocupação portuguesa de Macau 1557[2]
- Ocupação perpétua portuguesa reconhecida pela China 1887[2]
- Ocupação perpétua renunciada por Portugal 1967[2]
- Transferência de soberania. Estabelecimento daRAEM. 20 de Dezembro de1999[2]
Área
- Total 28,6[3] km²
- Água (%) 0
População
- Estimativa de 2007 538 000[4] hab.
- Censo 2001 435 235[3] hab.
- Densidade Aproximadamente 18 811 hab./km²
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
- Total US$ 19,1 mil milhõesUSD[5]
- Per capita US$ 36 357 USD[5]
Indicadores sociais
- IDH (2004) 0,909[6] (28.º) – muito elevado[3]
- Esper. de vida 80,7 anos (9.º)
- Mort. infantil 7,0/mil nasc. (42.º)
Moeda Pataca (MOP)
Fuso horário MST (UTC+8[7])
Cód. Internet .mo
Cód. telef. +853
Website governamental www.macau.gov.mo

* Nota: Para outros significados, veja Macau (desambiguação).
Macau (em chinês: 澳門; pinyin: Àomén; em cantonês: Oumun) é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China desde os primeiros momentos da madrugada do dia 20 de Dezembro de 1999.[8][9] Antes desta data, Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colónia europeia na China.[10]
A colonização de Macau teve início em meados do século XVI,[2] com uma ocupação gradual[nota 5] de navegadores portugueses que rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno território, tornando-o numa grande cidade e importante entreposto comercial entre a China, a Europa e o Japão. Macau atingiu o seu auge nos finais do século XVI e nos inícios do século XVII, mas só em 1887 a China reconheceu oficialmente a soberania e a ocupação perpétua portuguesa de Macau, através do "Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português".[2] Em 1967, como consequência do Motim 1-2-3, que marcou a revolta dos residentes chineses pró-comunistas de Macau, em 3 de Dezembro de 1966, Portugal renunciou à sua ocupação perpétua de Macau.[2] Em 1987, após intensas negociações entre Portugal e a República Popular da China, os dois países acordaram que Macau voltaria para a soberania chinesa no dia 20 de Dezembro de 1999.[2] Actualmente, Macau está a experimentar um grande e acelerado crescimento económico, baseado no acentuado desenvolvimento do sector do jogo e do turismo, as duas actividades económicas vitais desta região administrativa especial chinesa.
A Região Administrativa Especial de Macau é constituída pela Península de Macau e por duas ilhas: (Taipa e Coloane. Após a ligação feita por meio de um aterro, o istmode Cotai), Macau ficou com a superfície total de 28,6 km². Situa-se na costameridional da República Popular da China, a oeste da foz do Rio das Pérolas e a 60 km de Hong Kong, que se encontra aproximadamente a este de Macau. Faz fronteira a norte e a oeste com a Zona Económica Especial de Zhuhai, logo é adjacente à província de Guangdong.[11]
Macau tem cerca de 538 mil habitantes, sendo a esmagadora maioria de etnia chinesa[4]. Faz muitos aterros na foz do Rio das Pérolas para conseguir mais espaços de construção.
Desde 20 de Dezembro de 1999, o nome oficial de Macau é "Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China" (RAEM). Após o estabelecimento da RAEM, Macau actua sob os princípios do Governo Popular Central da RPC de "um país, dois sistemas", da "Administração de Macau pela Gente de Macau" e de "Alto Grau de Autonomia", gozando por isso de um estatuto especial, semelhante ao deHong-Kong, e possuindo consequentemente um elevado grau de autonomia, limitado apenas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa. Foi também garantido pela RPC a preservação do seu sistema económico-financeiro e das suas especificidades durante pelo menos 50 anos, isto é, pelo menos até 2049.[12][13][14]
Índice
1 Etimologia
2 História
2.1 Antes do século XVI
2.2 Séculos XVI a XVIII
2.3 Século XIX
2.4 Século XX
2.5 Século XXI
3 Geografia
3.1 Clima
4 Demografia
4.1 Religião
4.2 Criminalidade e segurança pública
5 Política e Administração
5.1 Chefe do Executivo e o seu Governo
5.2 Assembleia Legislativa
5.2.1 Eleições legislativas
5.3 Sistema jurídico e judicial
5.4 Cidades-irmãs de Macau
6 Divisão administrativa
7 Economia
8 Infraestrutura
8.1 Saúde
8.2 Assistência social
8.2.1 Fundo de Segurança Social
8.3 Transportes
8.4 Educação
8.5 Comunicações
8.5.1 Televisão e Rádio
8.5.2 Imprensa
8.5.3 Telefone
8.5.4 Internet
9 Cultura
9.1 Culinária
9.2 Património Mundial da Humanidade
9.3 Desporto
9.3.1 Grande Prémio de Macau
9.4 Feriados
10 Notas
11 Referências
12 Ver também
13 Ligações externas
13.1 Governo e suas instituições
13.2 Estabelecimentos de ensino
13.3 Turismo e hotéis
14 Ligações externas

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.




Etimologia
Antes da colonização portuguesa ocorrida no início do século XVI, Macau era conhecida como Haojing ("Ostra Espelho") ou Jinghai ("Mar de Espelho").[15] O seu nome chinês (Ou Mun), que, à letra, significa "Porta da Baía", parece ter origem no facto de a Península de Macau ser habitada, antes da chegada dos portugueses, por várias povoações de pescadores e alguns camponeses chineses vindos das províncias de Fujian e Cantão. O seu nome português (Macau) parece ter origem num dos primeiros locais de desembarque dos navegadores portugueses, a Baía de A-Má (em cantonês, "A-Ma Gao"), nome esse que se deve à existência nessa baía de um templo em homenagem à deusa A-Má. A-Ma Gao se tornaria, Amacao, Macao e, por fim, Macau.[16]
História
História de Macau
Antes do século XVI
Através de estudos arqueológicos, há fortes indícios que comprovam que os chineses se estabeleceram na Península de Macau entre quatro e dois mil anos antes de Cristo e em Coloane há cinco mil anos.
Durante a Dinastia Ming, muitos pescadores oriundos de Cantão e de Fujian estabeleceram-se em Macau e foram eles que construíram o famoso Templo de A-Má. Edificaram também várias povoações, sendo uma das mais importantes localizada em Mong-Há. Pensa-se que o templo mais antigo de Macau, o Templo de Kun Iam, se localizava precisamente nesta região do Norte da Península de Macau.

Séculos XVI a XVIII

Mapa onde mostra Macau e a sua posição nas rotas comerciais portuguesas e espanholas, no seu período mais próspero (finais do século XVI e princípios do século XVII).
Os portugueses estabeleceram-se ilegal e provisoriamente em Macau entre 1553 e1554,[2] sob o pretexto de secar a sua carga. Em 1557, as autoridades chinesas deram finalmente autorização para os portugueses se estabelecerem permanentemente em Macau,[2] concedendo-lhes um considerável grau de autogovernação. Em troca, os portugueses foram obrigados a pagar aluguer anual (cerca de 500 taéis de prata) e certos impostos a estas autoridades, que defendiam que Macau continuava a ser parte integrante do Império Chinês. As autoridades chinesas tiveram desde sempre algum medo e desprezo pelos estrangeiros, passando a supervisionar atentamente os portugueses de Macau e a exercer, até meados do século XIX, uma grande influência na administração deste entreposto comercial.











Ruínas de São Paulo, George Chinnery(1774–1852).

A catedral foi construída em1602 e destruída por um incêndio em 1835. Somente a fachada sul chegou aos dias de hoje.
Desde então, Macau desenvolveu-se como intermediário no comércio triangular entre a China, o Japão e a Europa, numa época em que as autoridades chinesas proibiram o comércio directo com o Japão por mais de cem anos. Este lucrativo comércio trouxe enorme prosperidade para Macau, tornando-a numa grande cidade comercial e ajudando-a a atingir o seu auge nos finais do século XVI e inícios do século XVII.

Para além de ser um entreposto comercial, Macau desempenhou também um papel activo e fulcral na disseminação do Catolicismo, tornando-se também um importante ponto de formação e de partida de missionários católicos para os diferentes países do Extremo Oriente, principalmente para a China. Por este motivo, o Papa Gregório XIII criou, em 1576, a Diocese de Macau, com sede obviamente em Macau. Esses missionários desempenharam também um importante papel no intercâmbio cultural, científico e artístico entre a China e o Ocidente, e no desenvolvimento da cultura e da educação de Macau.
Em 1583, foi criado o Leal Senado, sede e símbolo do poder e do governo local, pelos moradores portugueses, mais precisamente pelos comerciantes de Macau. Este organismo político, considerado como a primeira câmara municipal de Macau, foi fundada com o objectivo de proteger o comércio controlado por Macau, de estabelecer a ordem e a segurança nesta cidade e de resolver os problemas quotidianos. Apesar de a partir de 1623 Macau passar a ter um Governador português,[2] o Leal Senado, até à primeira metade do século XIX, continuou a manter uma grande autonomia e a exercer um papel fundamental na administração da cidade.
Devido à sua prosperidade, Macau foi várias vezes atacada pelos holandeses ao longo da primeira metade do século XVII. O ataque mais importante teve início em 22 de Junho de 1622, quando cerca de 800 soldados holandeses desembarcaram, numa tentativa de conquistar a cidade. Após dois dias de combate, em 24 de Junho,[2] os invasores foram derrotados, sofrendo elevadas baixas (cerca de 350 mortes) e conseguindo abater apenas algumas dezenas de portugueses. Para Macau, desprevenida, esta vitória foi considerada um milagre.
Em 1638-1639, o comércio português com o Japão foi interrompido, devido às políticas de isolamento levados a cabo pelo então xogumjaponês, Tokugawa Iemitsu. Este acontecimento afectou seriamente a economia de Macau, que entrou rapidamente em declínio.
Século XIX

Mapa da Região do Delta do Rio das Pérolas emitido no século XIX.
No contexto da Guerra Peninsular, em Setembro de 1808 foi ocupada por tropas da força expedicionária sob o comando do contra-almirante William O'Brien Drury, comandante-chefe das Forças Navais Britânicas nos mares da Ásia, a pretexto de proteção contra a ameaça francesa. Esse efetivo foi reembarcado no final desse mesmo ano, por força da concentração de cerca de 80.000 homens do exército chinês diante das portas da cidade.
Desde os meados do século XVII, Macau, mesmo perdendo muitos mercados de comércio ao longo dos tempos (a começar pelo encerramento do comércio com o Japão) e vivendo com alguma frequência na pobreza e miséria, conseguiu ainda reter a sua importância económica e estratégica enquanto porto europeu na China. Mas, esta importância foi seriamente reduzida na Primeira Guerra de Ópio em 1841 quando Hong Kong se tornou no porto ocidental mais importante na China.
Em 1844, através de um decreto real, Macau foi ingressado finalmente na estrutura administrativa ultramarina portuguesa. Porém, este acto não foi reconhecido pela China.[2] Este documento real redefiniu ainda e mais uma vez que o Governador era o principal órgão político-administrativo de Macau e não o Leal Senado, que já tinha perdido a sua importância e influência política em 1834.

Foto de Macau em 1870.
Em 1845, Portugal declarou a cidade um porto franco. O Governador João Ferreira do Amaral (1846-1849) ordenou o fim do pagamento do aluguer anual e dos impostos chineses, a expulsão dos mandarins de Macau e a abolição, em 1849, da alfândega chinesa (o Ho-pu)..[2]
Durante o século XIX, os portugueses ocuparam a parte Norte da Península de Macau (naquela altura ocupada pelos chineses), as ilhas da Taipa (em 1851) e de Coloane (em 1864).[2] Eles começaram também a expandir a sua influência às ilhas vizinhas de Lapa, Dom João e Montanha.
Em 1887, Portugal diligenciou junto do debilitado e fraco Governo Chinês a assinatura do Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português, o qual reconhecia e legitimava a ocupação perpétua de Macau e das suas dependências pelos portugueses.[2]
Século XX
O Governo de Macau, querendo criar a sua própria moeda oficial, autorizou, em 1901, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) a emitir notas com a denominação de patacas. As primeiras notas impressas começaram a entrar em circulação em 1906 e 1907.
Portugal não participou formalmente da Segunda Guerra Mundial (1939-1945); portanto, Macau tornou-se um dos únicos locais do Sudeste Asiático a permanecer neutro frente ao conflito mundial. Por esta razão, um grande número de refugiados chineses, fugindo à ocupação japonesa, foram abrigar-se provisoriamente em Macau, fazendo duplicar a sua população durante aquele período. Esta afluência de refugiados causou muitos problemas, principalmente os relativos à sobrepopulação e à falta de bens alimentares.

Brasão de Armas de Macau sob domínio português.
O Japão respeitou a neutralidade de Portugal e por isso também a de Macau. Mas, mesmo não ocupando Macau, os temidos japoneses exerceram uma enorme influência no Governo de Macau, ameaçando-o muitas vezes. Como por exemplo, em 1941, as ilhas de Lapa, Dom João e Montanha, ocupadas oficialmente pelos portugueses em 1938, foram abandonadas devido a uma ameaça emitida pelo Exército Japonês. Consequentemente, os japoneses ocuparam-nas, mas com o terminar da Segunda Guerra Mundial, em 1945, elas foram restituídas à China, devido à incapacidade dos portugueses em reocupá-las.[2]
Em 1949, deu-se a fundação da República Popular da China (RPC), de carácter comunista e anticolonialista. Esta nova república declarou o "Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português" como um dos muitos tratados desiguais impostos pelas potências europeias à China e por isso foi declarado inválido. Mas, o novo regime não esteve ainda disposto a tratar desta questão histórica dos tratados desiguais, por isso o statu quo de Macau foi provisoriamente mantido.
No dia 3 de Dezembro de 1966 ocorreu em Macau um célebre motim popular levantado por chineses pró-comunistas descontentes e fortemente influenciados pela Revolução Cultural de Mao Tse-tung. Este acontecimento é vulgarmente chamado de Motim 1-2-3. Neste dia de protestos, houve 11 mortos e cerca de 200 feridos e foi necessário a mobilização de soldados para controlar a situação. O motim gerou terror e uma grande tensão em Macau, sendo o assunto encerrado apenas em 29 de Janeiro de 1967, com um humilhante pedido de desculpas do Governo de Macau à comunidade chinesa local. Este motim fez também com que Portugal renunciasse a sua ocupação perpétua sobre Macau[2] e reconhecesse o poder e o controlo de facto dos chineses sobre Macau, marcando o princípio do fim do período colonial desta cidade.

Cerimónia da Transferência de Soberania de Macau para a República Popular da China, que decorreu no início da madrugada de 20 de Dezembro de 1999. Nesta foto, aBandeira da República Portuguesa e do Leal Senado foram recolhidas (na direita da fotografia) enquanto que a Bandeira da República Popular da China e da Região Administrativa Especial de Macau foram hasteadas (na esquerda da foto).
Com o regime democrático instaurado em Portugal pela Revolução dos Cravos, em 1974, Portugaliniciou conversações com os movimentos de libertação das colónias portuguesas. Essas negociações conduziram ao Acordo do Alvor, Nasciam assim, em 1975, os novos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP): Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. A China rejeitou a transferência imediata da soberania de Macau, tendo apelado para o estabelecimento de negociações que permitissem uma transferência harmoniosa.
Com o decorrer das negociações, o estatuto de Macau redefiniu-se para território chinês sob administração portuguesa e a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China[8][10] foi agendada para a data de 20 de Dezembro de 1999, através da Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau.[14] Este documento bilateral e internacional, assinado no dia 13 de Abril de 1987, estabelecia ainda uma série de compromissos e garantias feitas entre Portugal e a China que permitiam a Macau um considerável grau de autonomia e a conservação das suas especificidades, incluindo o seu modo de vida e o seu sistema económico de carácter capitalista, até 2049.[17]
Século XXI
Após a transferência, o novo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, encabeçada e dirigida por Edmund Ho Hau-wah, combateu ferozmente e com êxito contra o crime organizado pelas tríades, com o precioso apoio do Governo Central da República Popular da China. Macau foi remilitarizada, através da colocação de uma guarnição de tropas chinesas. Estas tropas, além de servir para afirmar a soberania chinesa, foram encaradas como uma mais-valia, um apoio ao combate à criminalidade.[18]
Em 2001-2002, deu-se uma liberalização parcial do sector do jogo, devido ao fim do prazo da concessão do monopólio deste sector económico de tão grande importância à companhia de casinos de Stanley Ho.[19] Esta liberalização, aliado ao relaxamento das restrições de viagem aos residentes da China Continental pelo Governo Central e consequentemente ao desenvolvimento do turismo de Macau, causou um grande e acelerado crescimento económico jamais visto em Macau.

A Bandeira da Região Administrativa Especial de Macau, o novo estatuto que Macau teve após a transferência de soberania.
Mas, por detrás deste crescimento, criaram-se graves e alarmantes problemas sociais, como por exemplo o problema da inflação galopante, da mão-de-obra ilegal ou do excesso da importação (legal) de mão-de-obra barata e o alargamento do fosso entre os ricos e os pobres (em 2006, ocoeficiente de Gini de Macau subiu para 0,48, sendo por isso a sua desigualdade da distribuição de renda mais acentuada do que, como por exemplo, na Singapura, na Coreia do Sul ou até naChina Continental[20]).
Estes problemas, juntamente com a denúncia em 2006 de escandalosos casos de corrupção envolvendo o então Secretário das Obras Públicas Ao Man Long[21] e a falta de transparência do Governo da RAEM, fizeram com que se ocorresse em Macau vários protestos, principalmente em2007. Os protestos mais recentes foram a 1 de Maio de 2007 (Dia do Trabalhador)[22] e a 20 de Dezembro de 2007, quando Macau celebrou os oito anos de aniversário do estabelecimento da RAEM. Neste último protesto, cerca de 1500 a 3500 pessoas saíram às ruas para lutarem por um sistema político mais democrático e com maior transparência, exigindo ao Governo a implementação total do sufrágio universal directo nas eleições para a Assembleia Legislativa de Macau e para o Chefe do Executivo de Macau. Lutavam também por uma maior independência das receitas do jogo e a introdução de medidas para a diminuição do fosso entre ricos e pobres.[23][24][25]
GeografiaGeografia de Macau
Mapa da R.A.E. de Macau.
Macau localiza-se a 22° 10' Norte (latitude) e 113° 33' Leste (longitude), mas as coordenadas 113º 55' Leste e 21º 11' Norte (a localização exacta do Farol da Guia) também são aceites como sendo as coordenadas geográficas oficiais da localização da RAEM.
Esta região administrativa especial está situada na costa meridional da República Popular da China, a oeste da foz do Rio das Pérolas, na ligação entre o Interior da China e o Mar do Sul da China, a sul do Trópico de Câncer, a 145 quilómetros de Cantão (que se situa aproximadamente anorte de Macau) e a 60 quilómetros de Hong Kong, que se encontra no outro vértice da foz do Rio das Pérolas (isto é, situa-se aproximadamente a este de Macau).[11] Macau faz fronteira com aZona Económica Especial de Zhuhai a norte e a oeste, logo é adjacente à província deGuangdong. Outras principais cidades próximas de Macau incluem a Zona Económica Especial de Shenzhen.

Localização de Macau no Delta do Rio das Pérolas (Pearl River) e em relação aHong Kong e a Cantão (que se situa naprefeitura de Guangzhou e na província deGuangdong).
A Região Administrativa Especial de Macau é constituída pela Península de Macau, pelas ilhas daTaipa e de Coloane e pelo istmo de Cotai. A área total é de 28,6 km², sendo a península de 9,3 km².[11] É na Península de Macau que se concentra a principal actividade, sendo lá que se encontram os principais organismos político-administrativos, a maior parte da indústria, os principais serviços e equipamento cultural.
Possui um relevo não muito acidentado, mas também possui elevações: Alto de Coloane (170,6 m), a Colina da Guia, Colina de Mong Há, Colina da Penha e Colina da Ilha Verde.
A área total de Macau continua a aumentar visto que o Governo da RAEM está continuamente a fazer mais aterros, "reclamando" terrenos à foz do Rio das Pérolas, para "ganhar" mais espaços de construção.
Clima
Climaticamente, Macau está na área das monções e o seu clima é considerado subtropical húmido, sendo considerado temperado e chuvoso no Verão, a estação de ano mais longa de Macau. Nesta estação de ano, isto é, entre Maio e Outubro, são frequentes as chuvas intensas, as trovoadas e os tufões (as tempestades tropicais), bem como os elevados valores daprecipitação e da temperatura. Quando está hasteado o sinal nº 8 do Código local de Tempestades Tropicais, são interrompidas as ligações marítimas e aéreas com o exterior. A última vez que tal ocorreu foi a 19 de Abril de 2008, na passagem do tufão Neoguri (cão-guaxinim, emcoreano[26]) a ciclone tropical e sua aproximação de Macau.[27]
A época mais agradável do ano é o Outono, que começa em Outubro, altura em que o Interior da China começa a arrefecer. Nesta época, o clima é quase sempre ameno e o céu limpo. No mês de Dezembro as massas de ar frio vindas do Interior da China (norte de Macau) atingem Macau, arrefecendo a sua temperatura.

Vista da Colina Penha em Macau.
Em Janeiro e Fevereiro (meses do Inverno), Macau é atingida por mais vagas de ventos frios e secos do Norte da Sibéria vindos do Centro e do Sul da China, arrefecendo ainda mais a sua temperatura, podendo esta descer abaixo dos 10°C. É geralmente nesta época invernal que se registam os valores mais baixos do ano para a temperatura, a humidade relativa e a precipitação.
Nos meses de Março e Abril (período da Primavera), o vento sopra de Leste para Sudoeste, fazendo assim aumentar a temperatura e a humidade. Nesta época do ano, são relativamente frequentes os dias húmidos com chuviscos e com pouca visibilidade.[28]
As variações atmosféricas de Macau, que são relativamente grandes entre o Verão e o Inverno, são principalmente causadas pelas monções. Em 2006, os valores absolutos da temperaturamáxima (no Verão) e mínima (no Inverno) do ar foram de 36,0 °C e de 6,5 °C,[29] respectivamente, sendo a temperatura média anual aproximadamente de 22 °C.[28] A média da humidade relativa foi de 79,0% e o vento soprou predominantemente do Norte.[29]
Demografia
er artigo principal: Demografia de Macau
Desenvolvimento populacional
em Macau
(Est. desde 2003)[30]
Ano População (aprox.) % ±
2003 446.700 1,40
2004 462.600 3,57
2005 484.300 4,68
2006 513.400 6,02
2007 538.000 4,7

Em 2007, a população de Macau contava com cerca de 538 mil habitantes[4] e é a cidade com maiordensidade populacional (18.811 habitantes por km²) do mundo.
Em 2006, cerca de 93,9% da população era de nacionalidade chinesa, sendo a maioria dos restantes (6,1%) de nacionalidade portuguesa (1,7%)[nota 6] e de nacionalidade filipina (2%).[31] Relativamente à origem da população residente, em 2006, cerca de 94,3% tem uma ascendência somente chinesa e 5,7% de outras ascendências. Nesta última categoria, incluem-se os residentes com uma ascendência chinesa e portuguesa (0,8%); com uma ascendência chinesa, portuguesa e outra (0,1%); com uma ascendência portuguesa (0,6%); e com uma ascendência portuguesa e outra (0,1%).[32]
Actualmente, o crescimento populacional, nomeadamente da população activa (que contava em Novembro de 2007 com mais de 320 mil pessoas[33]) ou mão-de-obra, registado em Macau é sustentado principalmente pela imigração de pessoas oriundas da China Continental, das Filipinas e de outras partes do mundo,[4] visto que a sua taxa de natalidade é uma das mais baixas do mundo, tendo sido somente registado em 2007 uma taxa de 8,57 ‰.[34] Mas, por outro lado, Macau é um dos lugares com maioresperança de vida à nascença (em média, com cerca de 82,27 anos de idade, em 2007)[35] e com o menor índice de mortalidade infantil(com aproximadamente 4,33 mortes por 1000 nascimentos).[36] Mais concretamente, em 2007, nasceram em Macau cerca de 4500 crianças e morreram cerca de 1500 pessoas.[4]

Muitas placas e estabelecimentos fazem uso de nomes em Chinês e Português.
Em Novembro de 2007, registaram-se em Macau cerca de 85 mil trabalhadores não residentes (TNR),[37] sendo este elevado número devido ao rápido crescimento económico, que consequentemente originou o aparecimento em massa de postos de emprego, que por sua vez contribuiu para a falta de trabalhadores locais e, em geral, também de mão-de-obra, quer qualificada quer não qualificada. A maioria da população activa trabalha no sector dos jogos, do turismo e da hotelaria. Somente 2,9% da população activa é desempregada.[33]
As línguas oficiais são o português e o cantonês. O último é dominado, em 2006, por cerca de 91,9% da população e falado correntemente por cerca de 85,7% da população, tornando-o alíngua, ou mais precisamente o dialecto chinês, mais falado de Macau. O português é só dominado por cerca de 2,4% da população e falado correntemente por cerca de 0,6% da população.[38]
Os portugueses, ex-administradores de Macau, sempre foram uma minoria étnica nesta região. Mas, mesmo assim, eles deixaram em Macau uma das suas mais importantes e duradouras heranças, os macaenses ou "filhos da terra", que são pessoas que têm uma ascendência (antepassados) portuguesa e chinesa (e também outras de origem asiática, como por exemplo, malaia, indiana, cingalesa) que nasceram e/ou moram ou moraram em Macau. Uma minoria deles ainda sabem falar o patuá macaense, um crioulo de base portuguesa em via de extinção.[39][40]
ReligiãoReligião em Macau

Porta principal do Templo de A-Má, um famoso templo chinês.
Macau, como um ponto de encontro e de intercâmbio entre o Ocidente e o Oriente, é dotada de uma grande diversidade de religiões, como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo, oCatolicismo, o Protestantismo, o Islamismo e a Fé Bahá'í, que se coexistem harmoniosamente.
Porém a esmagadora maioria da população de Macau é adepta ao Budismo. Mas, muitos deles, considerando esta religião como uma concepção genérica, incorporam nela vários elementos e valores do confucionismo, do taoísmo, da mitologia chinesa e de outros costumes, crenças e práticas tradicionais chinesas, sendo uma destas práticas os cultos ancestrais. Todo este conjunto religioso sincretizado e adoptado pelos chineses é chamado vulgarmente por religiões populares chinesas ou crenças populares chinesas ou ainda por crenças tradicionais chinesas.

Ruínas de São Paulo, a fachada do que era originalmente da Catedral de São Paulo, construída em 1602.
Existe também em Macau uma comunidade considerável de cristãos, sendo a sua maioria membros da Igreja Católica, que está hierarquicamente organizada e estruturada em Macau na Diocese de Macau. Esta diocese foi criada em 1576 e está actualmente na dependência imediata da Santa Sé, abrangendo somente o território daRAEM. Actualmente, Macau conta com cerca de 18 mil[41] a 27,5 mil católicos. Desde 2003, oBispo desta diocese é D. José Lai Hung-seng, um natural de Macau.
Além da presença da Igreja Católica, existe também em Macau uma comunidade de protestantes, que contava, em 2006, com cerca de 6 mil protestantes e com cerca de 70 templos. A chegada do Protestantismo a Macau remonta ao século XIX, com a chegada, em 1807, do missionário protestante Robert Morrison.
Os residentes de Macau são dotados de uma considerável tolerância religiosa. De acordo com o artigo 34.º da Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau, "os residentes de Macau gozam da liberdade de crença religiosa e da liberdade de pregar, de promover actividades religiosas em público e de nelas participar". E, de acordo com o seu artigo 128.º, "o Governo da RAEM não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas…" e "…não impõe restrições às actividades religiosas que não contrariem as leis da Região Administrativa Especial de Macau". Em Macau, todas as confissões religiosas são iguais perante a lei e, de acordo com a Lei n.º 5/98/M, as relações entre o seu Governo e as confissões religiosas assentam-se "nos princípios da separação e da neutralidade".[42]
Criminalidade e segurança pública
Durante várias décadas, a criminalidade violenta era um risco sério para o turismo, pois a cidade não conseguia controlar o crime organizado.
Os grupos de crime organizado, designados localmente de "Tríades" ou "Seitas", são transformações de organizações político-revolucionárias, que existiam desde a altura da Dinastia Qing. Com o tempo, essas mesmas organizações foram perdendo a sua identidade e hoje em dia são mais conhecidas como sociedades secretas ou, em chinês, "Hák Sé Wui". Entre eles, os mais conhecidos são os "14 Kilates" (Sap Sei Kei) e a "Gasosa" (Soi Fong).
A sua fonte de receitas são: comissões para não destabilizarem a actividade dos casinos, lojas ou outras actividades comerciais, empréstimos a altíssimas comissões principalmente a jogadores dos casinos, "protecção" aos comerciantes que lhes pagam, droga e lavagem de dinheiro.
Na década de 1990 deram-se bastantes assassinatos por ajuste de contas entre tríades, que não atingiram ou interferiram na vida da população normal e inocente.
Em Maio de 1998, Wan Kuok-koi, o famoso e temido líder da poderosa tríade "14 Kilates", foi detido. Em Outubro de 1999, começou o seu histórico julgamento e em Novembro, um mês antes da transferência de soberania, foi condenado a 15 anos de prisão e ao confisco de todas as suas possessões ilegais.[18][43][44]
Após a transferência de soberania, o novo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, apoiado pelo Governo Central da República Popular da China, combateu com êxito contra o crime organizado. Uma guarnição do Exército de Libertação Popular foi colocada em Macau e foi encarada como uma mais-valia, um apoio ao combate à criminalidade.[18] O número de crimes reduziu-se de forma considerável, principalmente a criminalidade violenta que desceu 70% no ano 2000 e outros 45% no ano 2001. Macau tornou-se muito mais seguro e isto trouxe de novo confiança aos turistas. Esta evolução foi também propiciada pela reanimação da economia de Macau. Apesar da diminuição do número de crimes organizados, isto não quer dizer necessariamente que as poderosas e temidas tríades deixaram de existir e de ter influência na sociedade.
Mas, em 2006, a criminalidade, principalmente a não-organizada, voltou a aumentar de novo, registando-se mais crimes contra a vida em sociedade, embora menos crimes violentos.[45]
[editar]Política e AdministraçãoPolítica de Macau

Palácio do Governador. Antes de 1999, o Governador de Macau trabalhava lá dentro e era o centro político mais importante do Território. Depois de 1999, continuou a ser a sede oficial da RAEM, mas o Chefe do Executivo já não trabalha lá dentro e consequentemente a sua importância diminuiu bastante. Actualmente serve somente como um local de recepção de diplomatas e figuras importantes.
O actual estatuto de Macau (Região Administrativa Especial) está definido na Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau e na Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau. A Declaração Conjunta e a Lei Básica especificam que Macau goza de uma elevada autonomia e que o seu sistema económico-financeiro, social, fiscal, de segurança e de controlo da imigração e das fronteiras, bem como a maneira de viver, os direitos e as liberdades dos seus cidadãos (como por exemplo as liberdades de expressão, de imprensa, de edição, de livre saída e regresso de Macau, de associação, de reunião, de desfile e de manifestação, dereligião, de organização e participação em greves e em associações, etc.) e, em suma, as suas especificidades, irão manter-se preservadas e inalteráveis, pelo menos, até 2049, 50 anos após a transferência de soberania. Como um exemplo da sua autonomia, esta região administrativa especial pode, por si própria, estabelecer relações, celebrações e acordos com países e regiões ou organizações internacionais com a designação de "Macau, China". Com esta designação, Macau pode também participar, por si própria, nas organizações e conferências internacionais não limitadas aos Estados e em eventos desportivos, como por exemplo..[12][13][14]
Segundo os princípios de "um país, dois sistemas", de "Administração de Macau pela Gente de Macau" e de "Alto Grau de Autonomia", Macau possuiu uma grande autonomia em todos os aspectos e assuntos relacionados com a RAEM, exceptuando em assuntos relacionados com a defesa e os negócios estrangeiros (política externa) sendo que, nesta última esfera Macau goza ainda assim de alguma autonomia.[13] Esta pequena região mantém a sua própria moeda (pataca), o seu próprio sistema de controlo de imigração e de fronteiras e a sua própria polícia.[46][47]
O poder é exercido por oficiais e administradores naturais de Macau, e não por pessoas e oficiais de República Popular da China. O poder está dividido, tal como na maioria dos sistemas políticos, em 3 partes distintas: o executivo, o legislativo e o judicial. Relativamente ao poder judicial, Macau goza do poder de julgamento em última instância, de acordo com as disposições da Lei Básica.[48]
Chefe do Executivo e o seu GovernoChefe do Executivo de Macau e Governo da Região Administrativa Especial de Macau

Edmund Ho Hau-wah.
O cargo do Chefe do Executivo de Macau é sempre ocupado por um cidadão chinês residente proeminente de Macau. Ele é o Chefe do Governo da RAEM, que é o órgão executivo de Macau e composto por 5 Secretarias e 2 Comissariados. Ele é aconselhado pelo Conselho Executivo, composto por 7 a 11 conselheiros. O primeiro Chefe do Executivo foi Edmund Ho Hau-wah. Desde2009, este cargo passou a ser ocupado por Fernando Chui Sai On.
Este cargo político de grande importância é eleito por sufrágio indirecto, mais concretamente seleccionado por uma "Comissão Eleitoral" composta por 300 membros nomeados por associações ou organizações representativas dos interesses dos vários sectores da sociedade de Macau devidamente registadas e regularmente recenseadas, pelos deputados à Assembleia Legislativa de Macau, pelos deputados de Macau à Assembleia Popular Nacional e pelos representantes dos membros de Macau no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Após a selecção, o Chefe do Executivo ainda tem que ser aceite e oficialmente nomeado pelo Governo Popular Central da RPC.[49]
[editar]Assembleia LegislativaAssembleia Legislativa de Macau

Assembleia Legislativa de Macau.
O órgão legislativo da RAEM é a Assembleia Legislativa (AL), composta por 29 membros eleitos ou nomeados de diferentes formas: doze são eleitos por sufrágio directo; dez são eleitos porsufrágio indirecto; e sete são nomeados pelo Chefe do Executivo. A AL é responsável de fazer as leis e tem o poder, nos termos legais, de acusar, questionar e apresentar uma moção de censura contra o Chefe do Executivo, ou comunicar a moção directamente ao Governo Popular Central da RPC para que este decida. Ela também tem o poder de emendar o método de eleição do Chefe do Executivo e da própria AL em 2009.[50]
Eleições legislativas
Em cada quatro anos, realizam-se em Macau as eleições legislativas. O sufrágio directo está reservado a todos os cidadãos de Macau com residência permanente e com uma idade superior a 18 anos. O sufrágio indirecto é apenas reservado para as organizações ou associações locais representativas dos interesses dos vários sectores da sociedade que adquiriram personalidade jurídica há, pelo menos, sete anos, e que foram oficialmente registadas e regularmente recenseadas.[51]
As eleições legislativas de 2005, a segunda vez a realizar este tipo de eleições na RAEM (a primeira vez foi no ano de 2001), foram muito participativas, com 128 830 cidadãos de Macau (cerca de 58% do total de eleitores inscritos) a votarem.[52] As Eleições legislativas em Macau em 2009 também foram igualmente muito participativas, com 149 006 cidadãos (59.91% do total dos eleitores inscritos) a votarem.[53]
Sistema jurídico e judicial
Segundo a Lei Básica da RAEM, a Região possui um elevado grau de autonomia na gestão dos seus assuntos. O sistema judicial de Macau é autónomo e independente quer do Governo local quer do Governo Popular Central da República Popular da China, e goza inclusivamente o poder de julgamento em última instância.
Os órgãos judiciários da RAEM são o Ministério Público; os Tribunais de Primeira Instância, que são subdivididos em Tribunal Judicial de Base e em Tribunal Administrativo; o Tribunal de Segunda Instância; e o Tribunal de Última Instância.
O sistema jurídico de Macau é baseado essencialmente no modelo do direito português, e dessa forma faz parte da família dos sistemas jurídicos de raiz continental (romano-germânico). De 1987 a 1999, este sistema jurídico foi completamente modernizado tendo em vista a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China. Assim, foram aprovados uma série de novas leis e códigos, incluindo o Código Penal (1995), o Código Civil (1999), o Código Comercial (1999), o Código de Processo Penal (1996) e o Código de Processo Civil (1999). Após a transição, continuaram-se a efectuar grandes reformas no sistema jurídico, como por exemplo o uso da língua chinesa nos tribunais e nas legislações.
Apesar de, desde do estabelecimento da RAEM, este sistema sofrer várias alterações, aperfeiçoamentos e adaptações para corresponder à Lei Básica da RAEM e ao novo estatuto de Macau como região administrativa especial, ele continua a ser essencialmente mantido durante pelo menos 50 anos, a contar desde da transferência de soberania (1999), em harmonia com o princípio de um país, dois sistemas. Por esta razão, toda a legislação existente antes de 1999 foi mantida, excepto uma pequena parte que contrariava a Lei Básica.
Do ponto de vista constitucional, o sistema jurídico de Macau caracteriza-se pela existência de um texto com força constitucional na ordem jurídica interna da RAEM, a Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau, promulgada pelo Assembleia Popular Nacional da República Popular da China no ano de 1993. Em regra, as leis nacionais da República Popular da China não têm aplicação na RAEM, excepto aquelas que são expressamente indicadas no Anexo III da Lei Básica. Actualmente, elas são 11 e tratam de assuntos não compreendidos no âmbito da autonomia da RAEM, tais como a defesa nacional e as relações externas.
O sector do jogo, sendo uma actividade económica fundamental para Macau, é objecto de regulamentação bastante desenvolvida, tendo por isso um bom e desenvolvido direito do jogo. Em Macau não há pena de morte nem prisão perpétua, visto que elas não estão previstas no Código Penal de Macau.
Grande parte da legislação da RAEM pode ser consultada gratuitamente no website da Imprensa Oficial de Macau.[54]
Cidades-irmãs de Macau
Segue-se uma lista das cidades-irmãs de Macau:[55] Lisboa (Portugal)Porto (Portugal)Coimbra (Portugal)São Paulo (Brasil)Linköping (Suécia)Praia, (Cabo Verde)Luanda, (Angola) - Convenção de Amizade com esta cidadeBruxelas (Bélgica) - Convenção de Amizade com esta cidadeDanang (Vietname) - Convenção de Amizade com esta cidade
Macau estabeleceu laços a vários níveis (cultural, económico, político, etc.) com estas cidades-irmãs.
Divisão administrativaFreguesias e municípios de Macau
Mapa das divisões administrativas de Macau.
Durante o período de administração portuguesa, Macau esteve dividido em 2 municípios ouconcelhos (Concelho de Macau e o Concelho das Ilhas) e em sete freguesias. Estes concelhos eram administrados por uma câmara municipal e supervisionados por umaassembleia municipal.[56]
Após a transferência de soberania, o novo Governo da RAEM aboliu os municípios e os seus órgãos municipais,[57] criando provisoriamente o Município de Macau Provisório, o Município das Ilhas Provisório, a Câmara Municipal de Macau Provisória, a Câmara Municipal das Ilhas Provisória, a Assembleia Municipal de Macau Provisória e a Assembleia Municipal das Ilhas Provisória.[57]
Em Dezembro de 2001, estes municípios e órgãos provisórios foram abolidos, dando definitivamente lugar ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), que está subordinado à Secretaria da Administração e Justiça.[58] As freguesias de Macau foram mantidas e passaram a ser reconhecidas pelo Governo como umas meras divisões regionais e simbólicas de Macau, não dispondo de quaisquer poderes administrativos. Elas são sete:
Freguesia da Sé;
Freguesia de Nossa Senhora de Fátima;
Freguesia de Nossa Senhora do Carmo (Taipa);
Freguesia de Santo António;
Freguesia de São Lázaro;
Freguesia de São Lourenço;
Freguesia de São Francisco Xavier (Coloane).
EconomiaEconomia de Macau

Vista da Torre de Macau à noite, uma torre de comunicação e entretenimento que tem vários restaurantes, teatros, shoppings e uma variedade de atividades de aventura.
Macau é uma pequena economia de mercado, extremamente aberta e liberal, com livre circulação de capitais, resultante da sua longa história como porto franco. A moeda oficial usada em Macau é a pataca e encontra-se indexada ao dólar de Hong Kong. Macau faz parte da Organização Mundial do Comércio.
A economia de Macau é em grande parte baseada no sector terciário, nomeadamente no jogo de fortuna e azar e no turismo. Outras actividades importantes são a indústria têxtil e a produção de fogo-de-artifício, brinquedos, produtos electrónicos e flores artificiais, as transacções bancárias e a construção civil.
O PIB de Macau, em 2007, era de 19,1 mil milhões de dólares americanos. O PIB per capita, no ano de 2007, era de 36.357 dólares americanos. Em 2006, a economia do território assistiu a uma inflação de 5,2%[5] e em2007 a uma inflação de 5,57%. Porém, um economista destacado de Macau defendeu que os valores reais da inflação estão muito acima dos 5,57%, possivelmente ultrapassando até o valor de 7,5%.[59]
O Governo da RAEM sempre conseguiu equilibrar as suas finanças, por isso, em 2006, os seus saldos acumulados ascenderam a mais de 50 mil milhões de patacas.[60]
Casinos estão por toda parte em Macau. Na foto, oGrand Lisboa.
Mas, este equilíbrio fiscal é actualmente muito dependente dos impostos recolhidos no sector do jogo, que sofreu uma liberalização parcial, que só foi possível quando o prazo da concessão do monopólio da companhia de casinos de Stanley Ho (a STDM) no sector do jogo expirou no dia 31 de Dezembro de2001.[19]
Na RAEM, a actividade neste sector vital para a economia de Macau assenta em concessões de direito administrativo,[61] sendo que, actualmente e após a liberalização, existem três concessionárias e três subconcessionárias de jogos de fortuna e azar.[19] Devido ao seu grande número de casinos, Macau é chamada de Las Vegas do Oriente.
Em 2005 as somas envolvidas no jogo em Macau equivaleram pela primeira vez às de Las Vegas (cada uma cerca de 5,6 mil milhões de dólares americanos), tornando Macau no principal centro mundial da indústria do jogo.[62] Em 2007, as receitas brutas do sector do Jogo de Macau foram contabilizadas aproximadamente nos 83,8 mil milhões de patacas, isto é, cerca de 10,5 mil milhões de dólares americanos.[63]
Em 2007, Macau possuía uma balança comercial negativa (importações mais do que exportações) de aproximadamente -2,805 mil milhões de dólares americanos.[5]
Em 2007, houve mais de 27 milhões de turistas que escolheram Macau como destino de viagem, sendo que 55,08% eram oriundos da China Continental.[64] Este crescimento deve-se principalmente à diminuição de restrições de viagem pelo Governo Central Chinês. Após a diminuição gradual destas restrições, os chineses passaram a poder obter vistos individuais de viagem, podendo viajar livremente para outros países e regiões, principalmente para Macau e Hong Kong, ajudando a desenvolver grandemente o sector do turismo de Macau.
No mês de Outubro de 2010, as receitas brutas provenientes da área do Jogo bateram um valor recorde até à data, atingindo as 19 mil milhões de patacas (cerca de 2,375 mil milhões de USD ou 1,706 mil milhões de Euros). Este valor relativo apenas ao mês de Outubro supera as 13 mil milhões de patacas referentes ao ano todo de 1999, último ano em que Macau esteve sob administração portuguesa.[65]
As receitas brutas provenientes da área do Jogo têm continuado a crescer em 2011 e a bater novos máximos, mês após mês. Em Maio, as receitas brutas atingiram as 24,306 mil milhões de patacas (cerca de 3,03 mil milhões de USD ou 2,1 mil milhões de Euros). Trata-se de um crescimento de 42,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.[66] Para melhor se compreender a dimensão astronómica desta quantia, estima-se que a manter este ritmo, as receitas brutas da área do Jogo em Macau em 2011 se aproxime das 290 mil milhões de patacas ou 25 mil milhões de Euros (ao câmbio actual de € 1 = MOP 11,61) que é praticamente o mesmo valor do empréstimo do FMI a Portugal em 2011 (26 mil milhões de Euros).[67]

Panorama de Macau à noite.
Infraestrutura
SaúdeSaúde em Macau

Hospital Kiang Wu.
Segundo as estatísticas governamentais, em 2007, Macau contava com 1226 médicos (em média cerca de 2,3 médicos por cada 1000 habitantes), 1335 enfermeiros (em média cerca de 2,5 enfermeiros por cada 1000 habitantes) e 1014 camas hospitalares disponíveis ao internamento (em média cerca de 1,9 camas por cada 1000 habitantes). Enquanto que a média para o número de médicos e enfermeiros per capita está acima da média global (apesar de ainda estar longe da média europeia), a média do número de camas de internamento per capita está muito abaixo da média global, que é cerca de 3 camas por cada 1000 habitantes.[68]
Em 2005, o Governo da RAEM gastou 1,56 mil milhões de patacas, tendo registado um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Mas, mesmo com todo este investimento, o sistema desaúde pública de Macau, para além da falta de camas de internamento hospitalar, defronta ainda vários problemas, como por exemplo a lentidão ou morosidade de atendimento dos doentes e ainda a falta de pessoal especializado em certos serviços e áreas específicas da Medicina.[68]
O Governo tutela e oferece à população vários tipos de serviços de saúde, destacando-se os cuidados de saúde primários e básicos, que são actualmente disponibilizados por 7 centros de saúde e 2 estações de saúde pública espalhados pela RAEM, e os cuidados de saúde diferenciados e especializados, que são principalmente disponibilizados pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário. Este centro hospitalar, fundado em 1874, é actualmente o único hospitalpúblico desta região e, em 2005, era composta por 230 médicos, 532 enfermeiros e 544 camas, sendo 476 pertencentes ao Serviço de Internamento.
Além do Governo, existe também muitas entidades privadas, como por exemplo o Hospital Kiang Wu, o Dispensário dos Operários, a Clínica da Associação de Beneficência Tung Sin Tong e tantas outras clínicas privadas, que prestam serviços de saúde. Várias destas entidades recebem apoio financeiro de associações locais e do Governo, como por exemplo o Hospital Kiang Wu. Este hospital privado foi fundado pelos chineses em 1871 e, em 2005, era composta por 237 médicos, 356 enfermeiros, 195 técnicos e 445 trabalhadores com outras funções. O Hospital Kiang Wu dispõe também de um Centro Médico na Taipa, construído em Outubro de 2005, para servir principalmente os moradores da Taipa.
Em Macau e no ano de 2005, as principais causas de morte foram as doenças do sistema circulatório (32,1%), os tumores (28,2%) e as doenças do sistema respiratório (16,5%).[69]
Assistência social
Em 2005, as despesas do Governo da RAEM nos serviços sociais foram mais de 401 milhões de patacas, tendo registado um aumento de 38,88% em relação ao ano anterior. No mesmo ano, o Governo da RAEM, pretendendo dar uma ajuda especial às famílias monoparentais, aos deficientes e aos doentes crónicos, canalizou mais de 20 milhões de patacas para ajudá-los e, com a intenção de ajudar os residentes com mais de 65 anos de idade, criou um Subsídio para Idosos, que concede anualmente 1200 patacas a este grupo etário. Este subsídioanual, mesmo criticado por muitas pessoas de Macau por conceder anualmente pouco dinheiro aos idosos, custou ao Governo cerca de 40 milhões de patacas só no ano de 2005.
Fundo de Segurança Social
O Governo de Macau, em 1989, criou um regime contributivo de segurança social para proteger os trabalhadores. Este regime ficou sob a responsabilidade do Fundo de Segurança Social (FSS), estabelecido no dia 23 de Março de 1990. Esta instituição, que está sob a alçada do Secretário para a Economia e Finanças, possui autonomia administrativa e financeira, sendo as suas receitas principais os lucros provenientes de investimentos privados e principalmente as contribuições dos empregadores, dos trabalhadores, do Governo (1% das suas receitas correntes) e do sector do jogo (uma determinada percentagem das suas receitas brutas).
O Fundo de Segurança Social concede aos trabalhadores contribuintes vários tipos de prestações, tais como a pensão de velhice, a pensão de invalidez, a pensão social, o subsídio de desemprego, o subsídio de doença, o subsídio de nascimento, o subsídio de casamento, o subsídio de funeral e créditos emergentes das relações de trabalho. Em 2005, conforme os diversos tipos de prestações, a FSS pagou cerca de 229 milhões de patacas.
De acordo com a lei, todos os empregadores têm a responsabilidade de inscrever e pagar as suas devidas contribuições, a fim de os seus trabalhadores poderem gozar os benefícios oferecidos pela FSS. Os trabalhadores com pagamento voluntário de contribuições e os trabalhadores por conta própria têm um regime de contribuição diferente.
Em 2005, mais de 158 mil trabalhadores contribuintes eram empregados por conta de outrem (incluindo os trabalhadores eventuais e daAdministração Pública), mais de 12 mil eram trabalhadores de pagamento voluntário de contribuições e mais de 10 mil eram trabalhadores por conta própria.[69]
Transportes

Terminal Marítimo do Porto Exterior é o único heliporto e o mais movimentado portode embarque e desembarque de passageiros, operando lá carreiras regulares de e para Hong Kong e Shenzhen.
A RAEM é coberta eficazmente por uma rede rodoviária, cuja extensão total atingiu os 368,2 quilómetros, no ano de 2004. Esta região chinesa tem também um sistema de transportes públicos relativamente eficiente, cobrindo grande parte da RAEM, apesar de ainda ter vários problemas relativamente graves e urgentes a serem resolvidos, como por exemplo a elevada saturação do sistema[70] e a falta preocupante de condutores de autocarros, que, consequentemente, originou a diminuição do número de autocarros a circularem nesta região.[71]Os dois meios predominantes de transporte público são os autocarros e os táxis.
Actualmente, os Transportes Urbanos de Macau S.A.R.L. (Transmac), a Sociedade de Transportes Públicos Reolian, S.A. (Reolian) e a Sociedade de Transportes Colectivos de Macau(STCM) são as três únicas companhias que são autorizadas a explorar os serviços de autocarros na RAEM.[72][73] Relativamente aos táxis, no final de 2005, existe somente cerca de 760 veículos deste tipo a circularem em Macau.
No final de 2005, havia em Macau mais de 78 mil ciclomotores e motociclos e mais de 68 milautomóveis ligeiros particulares em circulação e foram registadas mais de 17 mil novas viaturas (apresentando um aumento de 15% em relação a 2004). Relativamente ao estacionamento de viaturas, que é um grande problema que necessita de ser resolvido, existe somente em Macau, no ano de 2005, 14 parques de estacionamento concessionados para o uso público, que têm uma capacidade total para 5928 veículos ligeiros, 250 mini-autocarros, 240 autocarros ou veículos pesados e 609 motociclos, e ainda cerca de 2931 parquímetros. Tudo isto contribui para o agravamento dos problemas relativamente urgentes relacionados com o trânsitoem Macau.

Aeroporto Internacional de Macau.
A península encontra-se ligada à ilha da Taipa por três pontes (Ponte da Amizade, Ponte Governador Nobre de Carvalho e Ponte Sai Van). A ilha da Taipa e a ilha de Coloane encontram-se ligadas entre si pela "Estrada do Istmo", construída sobre o istmo de Cotai. Cotai encontra-se por sua vez ligada à ilha chinesa de Hengqin por uma ponte rodoviária (Ponte Flor de Lótus) e futuramente receberá uma ligação ferroviária.
Para estabelecer ligações com o exterior, a RAEM possui um aeroporto internacional, umheliporto e vários portos, que servem ou para o embarque e desembarque de passageiros (destacando-se o Terminal Marítimo do Porto Exterior, também chamado de Terminal Marítimo e Heliporto de Macau) ou para a carga e descarga de mercadorias e também de combustíveis. O transporte marítimo e de helicóptero contribuem de um modo importante para o estabelecimento de ligações frequentes com Hong Kong, Shenzhen, Zhuhai e outras cidades costeiras da Região do Delta do Rio das Pérolas.[74].Macau também possui o projeto de construir o seu metropolitano, e assim aumentar a eficiência do seutransporte coletivo.
EducaçãoVer artigo principal: Educação em Macau

Universidade de Macau, localizado naTaipa.
Em 2006, a taxa de alfabetização da população residente com idade igual ou superior a 15 anos era somente de 93,5%, registando porém uma subida de cerca de 2,2% relativamente a 2001. Mas, este número deve-se ao facto de a taxa de alfabetização da população com idade superior ou igual a 65 anos se situar somente nos 60,1%. Relativamente à população com idades entre os 15 aos 19 anos, a sua taxa de alfabetização era de 99,7%, um número muito mais animador.
Mas, mesmo assim, os níveis de escolaridade da população de Macau são baixos em relação às outras regiões e países desenvolvidos e mais ricos. Em 2006, só cerca de 16,4% da população activa concluiu o ensino superior, um facto bastante preocupante, dado que Macau, que está a experimentar actualmente um acelerado crescimento económico, necessita de muita mão-de-obraqualificada e especializada.[75]
Em Macau, a escolaridade obrigatória é aplicada de uma forma obrigatória e universal a todos os menores entre os 5 e os 15 anos de idade. A escolaridade gratuita, que é mais abrangente, engloba o ensino infantil ou pré-escolar (de 3 anos e cujo acesso é permitido quando a criança complete 3 anos), o ensino primário (de 6 anos e cujo acesso é permitido quando a criança complete 6 anos), o ensino secundário geral (de 3 anos) e o ensino secundário complementar (de 3 anos).[76][77][78]
Macau não tem um sistema de ensino próprio e universal, sendo por isso usado pelas escolas o sistema educativo britânico, chinês ou português. As línguas chinesa (o cantonense e o mandarim) e inglesa são dadas praticamente em todas as escolas locais. A língua portuguesa é deixada em segundo plano, muito mais depois do ano de transferência de soberania de Macau (1999), com excepção óbvia daEscola Portuguesa de Macau, que é actualmente a única escola de Macau a oferecer currículos semelhantes aos de Portugal e um ensino em língua portuguesa aos alunos do 1º ano ao 12º ano de escolaridade. Outras línguas estrangeiras, como o francês, também existem como opções.
No ano lectivo de 2005/2006, existiam em Macau 86 escolas (13 são públicas ou oficiais, 60 são particulares de escolaridade gratuita e 13 são particulares de escolaridade não gratuita) que ministravam o ensino não superior, contando com mais de 92 mil alunos e de 4490docentes.
E também no ano lectivo de 2004/2005, existia em Macau 10 instituições de ensino superior, sendo 4 públicas e 6 particulares. Estas instituições, sendo a mais antiga a Universidade de Macau, contavam com cerca de 26 mil alunos matriculados e 1521 docentes e ofereciam juntos um total de 252 cursos de diploma, bacharelato, licenciatura, pós-graduação, mestrado e doutoramento..[79]
ComunicaçõesComunicações em Macau
Ao contrário de Hong Kong, a rede local de comunicações de Macau não se tornou numa rede em grande escala e ferozmente competitiva. Por esta razão, esta rede sofre uma forte competição de outras redes regionais próximas da RAEM, nomeadamente a de Hong Kong e a daChina Continental, cujas redes são, na maioria dos casos, de maior qualidade do que a rede local. Por isso, muitos residentes de Macau escolhem também, muitas vezes em detrimento ou em complementariedade com a rede local, as dezenas de jornais e revistas publicadas e os vários canais e programas de rádio e da televisão emitidos em Hong Kong e na China Continental.
A Lei Básica e a Lei de Imprensa da RAEM protege e garante as liberdades de expressão, de edição e de imprensa a todas as pessoas de Macau, e o Governo da RAEM garantiu a total autonomia e liberdade dos meios de comunicação, principalmente os de comunicação social, de informar o público e o papel destes meios na vigilância às acções governamentais. Televisão e Rádio
Relativamente à televisão (TV) e ao rádio, existe em Macau:
uma estação de televisão: a Teledifusão de Macau, S.A. (TDM), que foi fundada em 1982 e que actualmente é o único responsável pela prestação do serviço público de radiodifusão sonora e televisiva nas línguas chinesa e portuguesa;
duas estações de rádio: a Rádio Macau, que pertence à TDM, e a Rádio VilaVerde Lda,[80] que é uma empresa privada;
uma empresa responsável pela distribuição de serviços de televisão por cabo: a TV Cabo Macau, S.A.;
três empresas que fornecem serviços de radiodifusão televisiva por satélite: a Cosmos Televisão por Satélite, a Companhia de Televisão por Satélite China (Grupo) S.A. e a Companhia de Televisão por Satélite MASTV, Limitada.[81][82]
Imprensa
A Imprensa só apareceu em Macau durante o século XIX, mas foi a partir dos anos 1930 do século XX que os jornais de Macau começaram a desenvolver-se aos passos.
Actualmente, publicam-se diariamente, com uma tiragem total superior a 100 mil exemplares, oito jornais (diários) de língua chinesa, sendo o mais antigo o "Tai Chung Pou" (fundado em Julho de 1933) e o mais novo o "San Wa Ou" (fundado em Dezembro de 1989). O maior jornal de Macau é o "Ou Mun Iat Pou", fundado em 15 de Agosto de 1958, e este exerce uma grande influência na Cidade, representando a maior parte da tiragem total diária. É possuído por uma empresa privada que mantém fortes laços e amizades com o Partido Comunista Chinês. O "Va Kio Pou", fundado em 20 de Novembro de 1937, é o segundo maior jornal chinês de Macau.
Entre os seis semanários de língua chinesa ainda existentes, o mais antigo é o "Assuntos Correntes", fundado em 1972. Todos eles, com excepção do "Semanário Desportivo de Macau", que divulga notícias relacionados com o Desporto, tratam de assuntos de interesse geral da população local.
Há cada vez mais pessoas que criticam a imprensa chinesa, por esta ser maioritariamente pró-China e pró-Governo e por esta muitas vezes praticar a chamada autocensura, ao evitar, sem ameaça directa de outrem, certos temas sensíveis, por temer represálias da China.[17]
Actualmente, e relativamente à imprensa em língua portuguesa, existe em Macau 3 diários, 1 semanário e um suplemento em língua portuguesa lançado pelo diário chinês "Tai Chung Pou" no dia 10 de Setembro de 2007. Com excepçăo do semanário católico "O CLARIM", que foi fundado em 1948, grande parte dos jornais de língua portuguesa que actualmente ainda continuam a estar presentes em Macau foram fundados na década de 1980 do século XX.
Quanto à imprensa em língua inglesa, existem actualmente 2 diários publicados, sendo o primeiro, o "The Macau Post Daily", posto a circular em Agosto de 2004, e o segundo, o "Macau Daily Times", fundado em 2007.
Também se publica vários tipos de revistas em Macau, destacando-se, como por exemplo, a Revista MACAU.[83]
Telefone
Estima-se que, em 2005, mais de 532 mil pessoas utilizavam os serviços de telecomunicações móveis oferecidos pelas três empresas actualmente a operar em Macau (a Hutchison - Telefone (Macau), Limitada; a SmarTone - Comunicações Móveis (Macau); e a Companhia de Telecomunicações de Macau), sendo por isso a taxa de popularização dos telefones móveis na fasquia dos 110%.
Actualmente, as redes de telecomunicações fixas e os serviços de telecomunicações com o exterior continuam a ser do exclusivo daCompanhia de Telecomunicações de Macau (CTM), havendo em Macau mais de 174 mil linhas telefónicas fixas, em 2005. Outrora, a CTM, que foi fundado em 1981, detinha o monopólio de todo o sector das telecomunicações, privilégio este que acabou no ano 2000. Com o fim do monopólio, ela teve que competir, a partir de 2001, com dois novos operadores (a Hutchison - Telefone (Macau), Limitada; e a SmarTone - Comunicações Móveis (Macau)) no sector das telecomunicações móveis. Em 2002, estas 3 operadoras obtiveram a licença definitiva emitida pelo Governo da RAEM, com um prazo de oito anos.
O actual código telefónico de Macau é "853".[84]
Internet
Em 1995, os serviços de Internet foram lançados em Macau e em 2000, o Serviço Internet de Banda Larga, lançado pela CTM, entrou finalmente em serviço. Em 2001, o Governo da RAEM começou a emitir licenças de serviços de Internet para vários operadores, tendo concedido até 2005 licenças definitivas a 17 companhias. Em 2002, o regulamento administrativo sobre a prestação destes serviços foi finalmente publicado.
Em 2005, mais de 88 mil pessoas eram utentes da Internet, ou seja, cerca de 18% da população total de Macau, sendo que cerca de 68 mil eram utilizadores registados da Banda Larga. O actual código de Internet de Macau é " .mo"..[84]
CulturaCultura de Macau
Macau é muitas vezes caracterizado como um ponto de encontro, de coexistência harmoniosa e de intercâmbio multicultural (principalmente entre a cultura chinesa e ocidental), e consequentemente, um sítio onde se convergem muitos valores, crenças religiosas, costumes, hábitos, tradições e estilos arquitectónicos. Esta característica única e própria de Macau constitui uma das suas especificidades mais importantes.
Os macaenses, uma das maiores heranças deixadas pela multissecular administração portuguesa de Macau, têm a sua própria cultura e maneira de viver, distinta quer da dos portugueses quer da dos chineses, bem como o seu próprio crioulo, o patuá macaense, que está actualmente em vias de extinção. Este crioulo é baseado no português e fortemente influenciado pelo cantonês, pelo malaio e por muitas outras línguas.[39] Tudo isto é fruto do longo e histórico convívio, coexistência e intercâmbio entre as culturas ocidental e oriental.

Centro Cultural de Macau.
Este encontro harmonioso multicultural é revelado também, como por exemplo, no calendário dosferiados e das festividades de Macau, destacando-se como por exemplo o Ano Novo Lunar Chinês, o Dia do Buda, o Natal e a Páscoa.
O Governo da RAEM organiza muitos espectáculos, concertos e actividades e eventos recreativos e culturais, destacando-se o Concurso de Jovens Músicos de Macau (realizado no Verão), aExposição de Artes Visuais, o Festival Internacional de Música (realizado em Outubro) e oFestival de Artes de Macau (realizado em Março).
Macau possui uma rede de bibliotecas públicas, pondo em disposição ao público mais de 541 mil volumes e 24 mil objectos multimédia; um arquivo histórico (o Arquivo Histórico de Macau), que tem como objectivo principal recolher, tratar, preservar e difundir documentos com valor histórico; muitos museus, destacando-se o Museu de Macau e o Museu Marítimo; e um centro cultural (oCentro Cultural de Macau), que tem aproximadamente uma área de 45 mil metros quadrados.[85]
Culinária
A culinária de Macau também é uma mistura de culturas. Algumas das delícias da gastronomia da China, principalmente do Sul da China, são a sopa de barbatana de tubarão, a sopa de fitas, o arroz glutinoso e o famoso dim sum (点心, diǎnxīn em Mandarim), que é uma mistura riquíssima de pequenos pratos diferentes, servidos principalmente nos restaurantes onde existe o "Yam Tchá" (traduzido literalmente emportuguês: beber chá).
Quando se fala sobre a culinária de Macau, é de destacar a culinária dos macaenses, considerada única no Mundo, que nasceu quando as esposas orientais dos portugueses tentavam fazer comidas portuguesas com os ingredientes locais (principalmente os de origem chinesa), mas também com vários ingredientes oriundos de lugares (como por exemplo Malaca, Índia e Moçambique) visitados pelos portugueses na altura dos Descobrimentos. Evidentemente, as tradições culinárias destas esposas influíram nestas comidas, originando a culinária macaense, considerada por muitos como uma genuína gastronomia de fusão. Sopa de lacassá e porco afumado, "Min Chi" (carne picada),balichão, "Tacho" (ensopado de carne e legumes), arroz gordo, cabidela de pato, camarões grandes recheados, chetnim de bacalhau,inhame chau-chau com lap-yôck, galinha assada, caldo de raiz de lótus e caril de galinha são algumas das comidas macaenses populares.[86][87]
Património Mundial da HumanidadeCentro Histórico de Macau

Ruínas de São Paulo.
A protecção, valorização e preservação do património histórico, arquitectónico e cultural de Macau é uma prioridade importante do Governo da RAEM, sendo este património uma atracção turística de grande importância para Macau.
Dezenas de edifícios e lugares históricos, como por exemplo as famosas Ruínas de São Paulo e o Templo de A-Má, foram inclusivamente reconhecidos como fazendo parte da História mundial, visto que ilustram bem um dos primeiros e mais duradouros encontros entre a China e o Mundo ocidental. Por esta razão, foram incluidos na lista dos Patrimónios Mundiais da Humanidade daUNESCO, no dia 15 de Julho de 2005. A partir daquele momento, este conjunto arquitectónico histórico passou a chamar-se de Centro Histórico de Macau.[88][89]
DesportoDesporto em Macau
Estádio Campo Desportivo, na Taipa.

Piscina Olímpica de Macau, localizado na Taipa.
O Governo da RAEM, para promover o desporto para todos e divulgar junto da população as vantagens do exercício físico na saúde, organiza muitas actividades e eventos, como por exemplo o Dia de Desporto em Família, o Dia do Desporto para Todos, o Festival Desportivo das Entidades Públicas, o Festival Desportivo das Mulheres de Macau e o Dia Internacional do Desafio.
Macau possui muitos campos, pavilhões, centros e instalações desportivas de grande qualidade, destacando-se o Estádio Campo Desportivo e a Piscina Olímpica de Macau, sendo quase sempre abertas para o uso público.
Esta região administrativa especial possui também uma rede de trilhos (localizado nas ilhas daTaipa e Coloane), piscinas e praias públicas e um número significativo de parques e jardins (atendendo à reduzida área de Macau), oferecendo à população um lugar para praticarem exercícios matutinos ou para frequentarem por puro lazer.
O futebol é o desporto mais praticado no território e o que tem mais amantes. Dado a existência de poucos campos de dimensões oficiais para futebol entre 22 jogadores (duas equipes) para atender às necessidades do grande número de praticantes locais de futebol, existe em Macau o futebol jogado a 7, ao qual se denominou de "Bolinha", praticado em campos de menor dimensão como o existente no Colégio D. Bosco. Existe em Macau dezenas de associações e clubes de futebol, nomeadamente o Clube Desportivo Monte Carlo. As ligas e grande parte das competições de futebol são anualmente organizadas pela Associação de Futebol de Macau, mas devido à pequena população de Macau (cerca de meio milhão), as ligas profissionais são financeiramente inviáveis. A modalidade de futebol de salão (futsal) é também uma das mais praticadas pela juventude de Macau.
O hóquei em campo e a pelota basca foram outros desportos que tiveram a sua dimensão em Macau, mas que com o tempo se perderam a sua glória e praticamente desapareceram. O hóquei em patins, muito por influência da comunidade portuguesa, ainda prevalece em Macau como uma boa alternativa de desporto para muitos jovens, além de ténis de mesa, badminton, basquetebol e voleibol.
As modalidades relacionadas com artes marciais como o Kung Fu, Karaté, Judo e Taekwondo são muito populares e têm muitos adeptos. A maioria da população mais idosa, principalmente chinesa, opta por praticar Tai Chi, como desporto de manutenção.
Macau organiza muitos eventos e competições desportivas locais. A nível regional e internacional, Macau organiza anualmente o Grande Prémio de Macau e organizou em 2005 os 4º Jogos da Ásia Oriental, em 2006 os 1º Jogos da Lusofonia e em 2007 os 2º Jogos Asiáticos em Recinto Coberto.[90]
Grande Prémio de Macau

Curva do Hotel Lisboa, um dos locais do percurso do Grande Prémio onde mais acidentes são registados.
Uma das atracções de Macau é o Grande Prémio de Macau, uma série de espectaculares corridas de automóveis e motociclos, desde a corrida dos carros clássicos, passando pelos Super-Cars até à Fórmula 3 (a mais esperada).
Todos os meses de Novembro, e desde o ano de 1954, os melhores pilotos do mundo são convidados a participar num dos circuitos mais emocionantes e perigosos do Mundo. Trata-se de um circuito que percorre o meio da cidade, intercalando longas rectas (Porto Exterior) com as sinuosas curvas do monte da Guia. A curva do Hotel Lisboa é o local onde mais acidentes são registados.
Os pilotos mais famosos que passaram neste circuito foram: Ayrton Senna, Michael Schumacher, Mika Hakkinen, Rubens Barrichello, David Coulthard e Ralf Schumacher. Muitos deles usaram o circuito de Macau como trampolim para a Fórmula 1.[91] O piloto chinês Michael Kwan, na prova de Super Cars, é um dos que mais vezes venceram em Macau, tendo inclusive participado numa das corridas com um recém-fabricado Ferrari F50.
Contudo, a dificuldade do circuito e a inexistência de escapatórias têm provocado algumas mortes desde a criação das competições principalmente em motociclos.
Durante os dois dias de treino e principalmente durante os dois dias de competição, um número significativo de residentes de Macau e de turistas assistem a estas corridas espectaculares.
Em 2003, celebrou-se o 50ª edição do Grande Prémio, com muitas celebrações e festas, incluindo uma demonstração de Fórmula 1.[92]
]Feriados
Segue-se uma lista dos feriados da Região Administrativa Especial de Macau:[93]
↑ Desde a transferência de soberania, Macau utiliza o hino nacional da República Popular da China.
↑ Nunca se utiliza o termo "Macaense" para designar os habitantes e os naturais de Macau, porque o termo é usado para designar os mestiços luso-descendentes de Macau com ascendência portuguesa e asiática. Os chineses residentes e nascidos em Macau, que são a maioria da população de Macau, não se identificam como macaenses, mas sim como "Chineses de Macau" ou "Ou Mun yan" (澳門人, ou seja, gente de Macau ou pessoa de Macau). Os macaenses são designados vulgarmente pelos chineses por "Tou sán" (土生, ou seja, filhos da terra, nascidos na terra). Os portugueses europeus são designados vulgarmente por "Kuai lou" (diabo-homem), "Ngau sôk" (tio-boi) ou "Ngau pó" (mulherona-vaca)[1]
↑ Historicamente, a capital era a "Cidade do Santo Nome de Deus de Macau" (este nome foi abolido aquando da transferência de soberania), que abrangia a Península de Macau. A sede do Governo está localizada na Freguesia de S. Lourenço.
↑ Enquanto que a Lei Básica da Região Administrativa Especial de Macau estabelece que o chinês e o português são as línguas oficiais de Macau, o tipo de chinês não é especificado. Na China continental, é utilizado o chinês simplificado e o mandarim. Já em Macau, costuma-se utilizar o chinês tradicional e o cantonês. Também se fala Patuá macaense por um grupo reduzido de pessoas, não sendo reconhecido oficialmente.
↑ Expressão usada na Lei Básica da RAEM
↑ A grande maioria dos macaenses residentes em Macau têm nacionalidade portuguesa.
Referências
↑ Macau - sua História e Cultura, de Benilde Justo Caniato (USP), Revista Sarará.
↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q rwww.worldstatesmen.org
↑ a b c Dados retirados do website 2007 Macau em Números da DSEC e doQuadro estatístico dos "Censos 2001" da DSEC.
↑ a b c d e Residentes aumentaram 4,7% em 2007 no Jornal Tribuna de Macau
↑ a b c d Dados retirados do websitePrincipais Indicadores Económicos de Macau da DSE
↑ As Nações Unidas não calculam o IDH de Macau. O governo de Macau calculou o seu próprio IDH em 2004 como 0,909. Se isto fosse incluído na lista das NU de 2004, Macau estaria na 28ª posição (atrás de Eslovênia e à frente de Portugal). 2006 Macao in Figures. Statistics and Census Service, Macau SAR (2006).
↑ Hora de Macau na Direcção dos Serviços de Turismo da RAEM
↑ a b Retorno de Macau. Contém informações sobre a transferência de soberania. Algumas informações gerais sobre Macau estão desactualizados, visto que os artigos deste website foram publicados em 1999.
↑ Um artigo da BBC sobre a cerimónia da transferência de soberania
↑ a b Uma secção da BBC sobre a transferência de soberania
↑ a b c Situação geográfica de Macau na Direcção dos Serviços de Turismo da RAEM
↑ a b As Políticas Fundamentais do Governo da China em relação à RAEM e As Relações Externas da RAEM no "Retorno de Macau"
↑ a b c Lei Básica da RAEM na Imprensa Oficial de Macau
↑ a b c Declaração Conjunta na Imprensa Oficial de Macau
↑ Macau Yearbook 2007, 517.
↑ Síntese histórica de Macau na Direcção dos Serviços de Turismo de Macau
↑ a b Ao Encontro de Macau de Geoffrey C. Gunn
↑ a b c Um artigo da BBC de 1999 sobre o crime organizado, a vinda da guarnição do Exército Chinês e a falta de pressão vinda pela sociedade para a democratização do sistema político
↑ a b c História do Jogo na Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos(DICJ) da RAEM
↑ Profile of China: The problems behind Macau's prosperity no BBC Chinese
↑ Uma notícia sobre a sentença de Ao Man Long
↑ "A bomba-relógio que ninguém desmonta"; edição de 4 de Maio de 2007 do semanário católico "O CLARIM"
↑ Jornal Público, dia 21 de Dezembro de2007 (1º Caderno, pág. 18, artigo Cerca de mil manifestantes em Macau exigem nas ruas mais democracia, e suplementoMundo à Sexta, pág. 6, rubricaAconteceu: 5ª Feira, 20 de Dezembro)
↑ Artigo do "Jornal Tribuna de Macau" sobre esta manifestação.
↑ Todas as referências usadas para editar a secção "História" são as mesmas usadas para o artigo "História de Macau"
↑ (em inglês) Agência Meteorológica do Japão. Nomes dos tufões. Página visitada em 22 de Abril de 2008.
↑ Notícia de última hora no Público.pt
↑ a b Clima de Macau na Direcção dos Serviços de Turismo da RAEM
↑ a b Estatísticas do Ambiente da DSEC, em ficheiro PDF, página 9
↑ Estimativas da População no DSECe Residentes aumentaram 4,7% em 2007 no Jornal Tribuna de Macau
↑ Nacionalidade da população residente de Macau, na página 91 do Ficheiro PDF dos Intercensos de 2006
↑ Ascendência da população residente de Macau, na página 92 do Ficheiro PDF dos Intercensos de 2006
↑ a b Um artigo do Jornal Tribuna de Macau sobre a população activa e a baixa taxa de desemprego verificada em 2007
↑ (em inglês) Rank Order - Birth Rate noThe World Factbook, emitido pela CIA
↑ (em inglês) Rank Order - Life expectancy at birth no The World Factbook, emitido pela CIA
↑ (em inglês) Rank Order - Infant mortality rate no The World Factbook, emitido pela CIA
↑ Um artigo do Jornal Tribuna de Macausobre o número recorde de trabalhadores não residentes em Macau, ao fim de 2007
↑ Línguas utilizadas pela população de Macau, na página 95 do Ficheiro PDF dos Intercensos de 2006
↑ a b Baseado no artigo Macaense
↑ As referências utilizadas para a subsecção Demografia são as mesmas do que para o artigo Demografia de Macau, que contém várias tabelas com mais dados estatístico demográficos.
↑ (em inglês) Catholic Hierarchy. Nota: Esta página está desactualizada nos dados referentes à superfície/área actual da Diocese e ao número de paróquias
↑ A esmagadora maioria da secçãoReligião está baseada no artigoReligiões e Hábitos do Macau Yearbook 2006
↑ Uma notícia da BBC de 1999 sobre a detenção de Wan Kuok-koi, um líder de uma poderosa tríade
↑ Uma notícia da BBC de 1999 sobre o julgamento de Wan Kuok-koi, um líder de uma poderosa tríade
↑ Um artigo do JTM sobre o balanço criminal de 2006
↑ Capítulo V da Lei Básica da RAEM
↑ Capítulo VII da Lei Básica da RAEM
↑ Capítulo II da Lei Básica da RAEM
↑ A sub-secção Chefe do Executivo é baseado no artigo Chefe do Executivo e o seu Governo e nos seguintes documentos legais: Lei eleitoral de 2004 para o Chefe do Executivo eMetodologia para a Escolha do Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau
↑ Estatuto, Competências, Funcionamento e Composição da Assembleia Legislativa. Nota: Está desactualizado referente à lista dos deputados à AL. A lista actual está naIntrodução (Deputados) na página oficial da Al.
↑ Breve apresentação sobre as eleições de 2009 para a Assembleia Legislativa de Macau
↑ Apuramento geral para as eleições por sufrágio directo
↑ Afluência nas eleições directas de 2009
↑ Grande parte da subsecção Sistema jurídico e judicial é baseado no artigoOrdenamento jurídico e Sistema judicialdo Macau YearBook 2006
↑ Um artigo da IACM sobre os protocolos de geminação de Macau
↑ Lei n.º 24/88/M
↑ a b Lei 1/1999, Artigo 15
↑ Lei n.º 17/2001
↑ Inflação real estimada em 7,5% noJornal Tribuna de Macau
↑ Um breve artigo do Jornal Tribuna de Macau sobre os saldos acumulados de Macau, no ano de 2007.
↑ Lei nº 16/2001
↑ Um artigo do Diário de Notíciaspublicado em 2006 sobre o florescente sector do Jogo de Macau
↑ Um artigo do Jornal Tribuna de Macau sobre as receitas brutas do Jogo em 2007
↑ Um artigo do Jornal Tribuna de Macausobre algumas das medidas-chave do Governo no turismo em 2008
↑ Uma notícia do Jornal Tribuna de Macau de 30 de Outubro de 2010
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↑ [1]
↑ a b Camas de hospitais disponíveis na RAEM muito abaixo da média mundialdo Jornal Tribuna de Macau; edição de 17 de Junho de 2008
↑ a b As secções Saúde e Assistência Social foram baseada no artigo Saúde pública e assistência social do Macau Yearbook 2006
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↑ Novo modelo de serviços de autocarros entra em funcionamento em Agosto, Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, 10 de Janeiro de 2011
↑ Second chance, macaubusiness.com, 27 de Setembro de 2010 (em inglês)
↑ A secção Transportes é baseado no artigo Transportes do Macau YearBook 2006
↑ Educação, nas páginas 95 a 98 e na página 100 do Ficheiro PDF dosIntercensos de 2006
↑ Artigos 20º e 21º da Lei n.º9/2006
↑ Artigo 18º da Lei n.º 9/2006
↑ Artigo 6º da Lei n.º 9/2006
↑ Grande parte da secção Educação é baseada no artigo Educação do Macau YearBook 2006
↑ Website do Rádio Vilaverde
↑ Comunicação Social, Telecomunicações e Tecnologias da Informação do Macau YearBook 2006
↑ Estações de Rádio e Televisão no sítio do Gabinete de Comunicação da RAE de Macau
↑ Grande parte da subsecção Imprensaé baseado no artigo As Comunicações Sociais em Macau no "Retorno de Macau" (Nota: Algumas informações, como por exemplo o número de jornais portugueses, estão desactualizados, visto que o presente artigo foi publicado em 1999) e no artigo Comunicação Social, Telecomunicações e Tecnologias da Informação do Macau YearBook 2006
↑ a b Grande parte das secções Telefonee Internet foram baseadas no artigoComunicação Social, Telecomunicações e Tecnologias de Informação do Macau YearBook 2006 e no website da Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações da RAEM
↑ Grande parte da secção Cultura é baseado no artigo Cultura e Desporto doMacau YearBook 2006
↑ Culinária macaense no Projecto Memória Macaense
↑ (em inglês) Macanese Cuisine
↑ Macau Heritage.net
↑ MACAU PATRIMÓNIO MUNDIAL "O Centro Histórico de Macau
↑ Parte da secção Desporto é baseado no artigo Cultura e Desporto do Macau YearBook 2006
↑ Um Passado Dourado e um Futuro Resplandecente no website oficial do 50ª Grande Prémio de Macau
↑ Festival do Jubileu no webste oficial do 50ª Grande Prémio de Macau
↑ Ordem Executiva n.º 60/2000, que define os feriados da RAEM
]Ver também


Hong-Kong
Banco Nacional Ultramarino
Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau
Edmund Ho
Pataca
Região Administrativa Especial
República Popular da China
República da China
Stanley Ho
Ligações externas
Governo e suas instituições
Portal do Governo da Região Administrativa Especial de Macau
Página oficial do Gabinete de Comunicação Social do Governo da RAEM
Imprensa Oficial de Macau
Página oficial da Direcção dos Serviços de Turismo de Macau
Página oficial da Direcção dos Serviços de Ecomomia de Macau
Principais Indicadores da Actividade Económica e Financeira
Página oficial da Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro de Macau
Freguesias da RAEM
Evolução da Cartografia de Macau
Evolução ao longo do séc. XX da RAEM
Mapa actual da RAEM
Instituto Cultural de Macau
Rede do Património Cultural de Macau
Fundação Macau
Biblioteca Virtual de Macau (em chinês)
Revista da Administração Pública de Macau, emitida em 2002
[editar]Estabelecimentos de ensino
Universidade de Macau
Instituto Inter-Universitário de Macau (em inglês)
Escola Portuguesa de Macau
Turismo e hotéis
GoMacau.com (em inglês)
Hotéis de Macau (em inglês)
OlaMacauGuide (em inglês)
Guia turístico sobre Macau no Wikitravel
Ligações externas
Guia da Cidade
Macau no The World Factbook (em inglês)
MacauHub - Portal de informação económica para promover as relações comerciais entre a China e o mundo lusófono
Revista MACAU
Centro Científico e Cultural de Macau em Lisboa
Informações acerca dos autocarros de Macau
Jornal Tribuna de Macau
Rádio Vilaverde Lda
O idioma português em Macau na entrada do novo milênio: Impressões de um brasileiro
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