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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Depressão um transtorno psiquiatrico


Depressão nervosa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosa


Depressão

Classificação e recursos externos



Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu
suicídio, pintou esse quadro em 1890 
de um homem que emblematiza o desespero
 e falta de esperança sentida na depressão.

CID-10 F32, F33
CID-9 296
OMIM 608516
DiseasesDB 3589
MedlinePlus 003213
MeSH D003865


O transtorno depressivo maior, também chamado de perturbação
 depressiva  é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. 

Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).[1][2]



O transtorno depressivo maior diferencia-se
 do humor "triste", que afeta a maioria
 das pessoas regulamente, por se tratar
 de uma condição duradoura 
(a maior parte do dia, quase todos os dias,
 pelo menos 2 semanas), de maior intensidade
 ou mesmo por uma tristeza de qualidade
 diferente da tristeza habitual,
 acompanhada de vários sintomas específicos
 e que trazem prejuízo à vida da pessoa. 

A distimia é um outro tipo de transtorno
 depressivo caracterizado por sintomas
 de menor intensidade, 
mas com caráter bastante crônico
 (a maior parte do dia, quase todos os dias,
 pelo menos 2 anos). 
Ou seja, depressão não é tristeza. 
em algum momento da vida, sofreu de depressão.
 A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos.
 Dependendo do motivo pode ser dada a crianças 
e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola,
 sexualidade, rejeição e principalmente Bullying



Sabe-se hoje que a depressão
 é associada a um desequilíbrio em certas
e os principais medicamentos 
antidepressivos têm por função 
principal agir no restabelecimento
 dos níveis normais destas substâncias,
 principalmente a serotonina.

Fatores psicossociais


As pessoas que já experimentaram
 períodos de depressão relatam
 um acontecimento estressante
 como o fator precipitante da doença.

 A perda recente de uma pessoa amada
 é o fato mais citado, 
mas todas as grandes perdas
 (e mesmo as pequenas)
 causam um certo pesar. 

Também a falta de amigos, 
que pode ocorrer devido a vários fatores, 
desde a rejeição, até à falta de interesses em comum,
 leva à solidão indesejada e é um fator de risco
 que frequentemente leva à depressão,
 principalmente durante a adolescência.

Acontecimentos traumáticos, 
como a perda súbita de um ente querido,
 ou mesmo eventuais mudanças de cidade,
 podem causar uma depressão profunda,
 sendo necessário um longo período de recuperação.

 A maioria das pessoas supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida. 

Alguns fatores genéticos ou biológicos
 podem explicar a maior vulnerabilidade
 de certas pessoas. 

A existência ou a ausência de uma
 forte rede social ou familiar também
 influenciam – positiva ou negativamente
 – na recuperação.

Algumas pessoas podem sofrer
 com a doença pelo fato de trocar
 de uma cidade muito boa, para uma pior
 e que não oferece nada em troca,
 é um grande fator de risco, por exemplo,
 uma pessoa que tem vários amigos ir para outra
 que não tenha ninguém . 

As pessoas afetadas criam um
 bloqueio de aceitação. 

Desse modo acabam se desanimando
 das atividades comuns do dia-a-dia,
 e com o passar do tempo o desanimo
 aumenta a pessoa perde a motivação da vida,
 e isso gera uma grande tristeza. 

Esse e um fator comum que afeta mais os jovens e os adultos.

Dentre os fatores psico-sociais causadores de depressão,
 problemas relacionados à convivência e relacionamento no ambiente de trabalho também têm fundamental importância para o desenvolvimento da doença em questão. 

Assédio Moral e Mobbing no trabalho podem levar a depressão profunda com vontade forte de praticar o suicídio o que as vezes pode até se consumar.
Para o behaviorismo um dos fatores
 correlacionados com a depressão
 é o desamparo aprendido,
 que é a diminuição de comportamentos
 saudáveis resultante de várias punições
 que aconteciam não importando
 o que o indivíduo fizesse (punições não-contingentes).[7]


Fatores biológicos

Alterações nos níveis de neurotransmissores
 (principalmente 
relacionam-se à susceptibilidade para depressão. 
Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. 

Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro 
(particularmente no lobo pré-frontal) 
responsáveis pelo controle das emoções e 
produção de serotonina são responsáveis
 por distúrbios depressivos importantes.

Para saber mais, clique mais informações, abaixo

Na Mania por outro lado, quando existe excesso desses neurotransmissores, 
os sintomas são de euforia, 
sensação de energia ilimitada,
 necessidade de poucas horas de sono, 
pensamentos acelerados, 
impulsividade, 
irritabilidade e 
dificuldade de se controlar.

Evidências neurobiológicas mostram
 uma forte relação entre depressão
 com transtornos de ansiedade

Aproximadamente 85% dos pacientes com
 depressão tem sintomas de ansiedade
 significativos e 90% dos pacientes
 com transtornos de ansiedade experienciam
 depressão em algum momento.[8]

Fatores Físicos (Traumatismos)

Em algumas depressões podem ser encontradas
 causas físicas para a sua existência. 
Há muito que se sabe que muitos dos
 nossos traumatismos e acidentes físicos
 ficam registados no nosso corpo em conjunto
 com as emoções que sofremos na altura
 do acidente traumatismo.

Isto cria situações somato emocionais
 que muitas das vezes perpetuam as dores 
ou alteram a pessoa por completo
 em termos emocionais. 

São bem conhecidos os resultados de
 diversas terapias dirigidas ao físico
 que fazem libertação somato emocional
 e alteram por completo o estado emocional da pessoa.


Em algumas situações problemas
 físicos podem criar um desgaste e uma tensão
 demasiado grande sobre o corpo e sobre
 o sistema nervoso que desencadeiam
 ou agravam o estado depressivo. 

Nestas situações devem-se corrigir 
os diversos problemas físicos. 
Infelizmente muitas das vezes não
 existem quaisquer sintomas da
 sua existência pelo que estes costumam
 passar completamente despercebidos.
Outros fatores relacionados
 ao desenvolvimento de depressão

Medicamentos como betabloqueadores,
podem causar depressão, 
bem como a retirada de qualquer medicação
 utilizada a longo prazo.

Drogas

Alguns tipos de drogas podem levar a depressão crônica
 ou a não crônica. 
A benzoilmetilecgonina (Cocaína) e o
 Erythroxylon Coca (Extrato de Coca ou Pasta Base de Coca),
 são as principais que são possíveis
 a levar a depressão crônica, 
capazes de alterar completamente
 o sistema nervoso em menos de 15 segundos após o uso.

 Já a depressão não crônica, vem
 geralmente de genética ou causada
 por distúrbios perante a vida.

História

Hipócrates criou a teoria dos 4
 humores corporais
(sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra
 em que o equilíbrio ou desequilíbrio
 era responsável pela saúde 
(eucrasia) ou enfermidade e dor
 (discrasia) de um indivíduo. 

Hipócrates acreditava que a
 influência de Saturno levava o baço
 humano a segregar mais bílis negra,
 alterando o humor do indivíduo e
 escurecendo-o, levando ao estado de melancolia.
 A palavra melancolia vem de melancolis 
(melanos=negro e colis=bíle).
Galeno redescreveu a melancolia. 
Aureliano falou da agressividade associada
 à depressão e associou o suicídio à depressão.

Epidemiologia


Cerca de 16% da população mundial
 já teve depressão pelo menos uma vez na vida. 

Em alguns países como a Austrália
uma em cada quatro mulheres e
cerca de um em cada oito homens
 já sofreram de depressão . 

O início dos estudos sobre a depressão
 começou na década de 1920

Foi reportado que as mulheres 
têm duas vezes mais chances de
 sofrer de depressão do que os homens,
 mas em contrapartida essa diferença
 tem diminuído durante os últimos anos. 

Esta diferença desaparece completamente
 entre os 50 e 55 anos. 

A depressão nervosa é causa comum de aposentadoria por invalidez na América do Norte e em outros países da Europa.

Segundo a OMS, em 2020, 
a depressão nervosa passará a ser 
a segunda causa de mortes mundiais 
por doença, após doenças cardíacas.

 Pessoas deprimidas têm frequentemente
 pensamentos mórbidos e a 
taxa de suicídio entre depressivos é 30 vezes
 maior do que a média da população em geral.
 A depressão é considerada em
 várias partes do mundo como
 uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.


Sintomas


Os sintomas depressivos podem ser divididos entre: cognitivos, fisiológicos e comportamentais. 

[9]Cognitivos: 

Humor deprimido: 
desânimo persistente, 
tristeza, 
baixa autoestima,
sentimentos de inutilidade, 
vazio, 
culpa ou/e irritabilidade;


Redução da capacidade de experimentar
 prazer na maior parte das atividades,
 antes consideradas como agradáveis;

Diminuição da capacidade de pensar,
 de se concentrar, 
memorizar ou 
de tomar decisões;

Fisiológicos
Fadiga ou sensação de perda de energia;
Alterações do sono 
(mais frequentemente insônia, 
podendo ocorrer também sonolência
 excessiva ou sono interrompido);

Alterações do apetite 
(mais comumente perda do apetite,
 podendo ocorrer também aumento do apetite);

Redução do interesse e prazer sexual;

Agitação motora, inquietude;

Alterações dos rimos circadianos
 (dormir fora de hora).[10]

Evidências comportamentais
Retraimento social (isolamento social);
Chorar mais e com mais frequência;
Comportamentos suicidas;
Retardo psicomotor e lentificação generalizada, ou agitação psicomotora;
Tentativa de suicídio.
Comportamento auto-destrutivo (auto-mutilação).

Os pacientes costumam aludir ao sentimento de que tudo lhes parece fútil, 
ou sem real importância. 

Acreditam que perderam, 
de forma irreversível, 
a capacidade de sentir alegria ou prazer na vida. 

Tudo lhes parece vazio e sem graça, 
o mundo é visto "sem cores", 
sem matizes de alegria. 
Em crianças e adolescentes, 
sobretudo, o humor pode ser irritável, 
ou "rabugento", ao invés de triste. 

Certos pacientes mostram-se antes
 "apáticos" do que tristes, 
referindo-se muitas vezes ao
 "sentimento da falta de sentimentos". 

Constatam, por exemplo, já não se
 emocionarem com a chegada dos netos,
 ou com o sofrimento de um ente querido,
 e assim por diante.[9]

Existem diversos testes psicológicos 
para medir a presença e intensidade da depressão,
 dentre elas um dos mais populares é o BDI

Sintomas psicóticos

Os delírios depressivos incluem um sentimento
 excessivo e angustiante de culpa,
 de punição merecida,
 delírios de ruína
 (incluíndo a sensação de estar apodrecendo,
 desintegrando ou sendo esmagado)
 e delírios niilistas 
(que podem configurar a síndrome de Cotard,
 quando incluem negação de órgãos e negação da morte).

As alucinações congruentes com
 humor depressivo podem ser po
exemplo de pessoas,
 espíritos ou vozes que condenam o paciente, 
ameaças de demônios ou choro de defuntos. 

É raro quando não são congruentes
 com a depressão e podem indicar a
 presença de um transtorno psicótico. [9]

Classificação

Segundo a versão atual de classificação internacional de doenças[11] a depressão pode ser classificada como:

F32 - Episódio depressivo (caso seja o primeiro episódio)

32.0 - Episódio depressivo leve: Dois ou três sintomas sem grave prejuízo nas atividades diárias;

32.1 - Episódio depressivo moderado: Quatro ou mais sintomas com sério prejuízo nas atividades diárias;

32.2 - Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos: Muitos sintomas muito intensos, severo prejuízo nas atividades diárias, ideação suicida elevada e com ou sem sintomas somáticos;

32.3 - Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos: episódio depressivo grave acompanhado de alucinações, ideias delirantes, lentidão psicomotora ou de estupor de uma gravidade tal que todas as atividades sociais normais tornam-se impossíveis; pode existir o risco de suicídio, de desidratação ou de desnutrição. As alucinações e os delírios podem não corresponder ao caráter dominante do distúrbio afetivo;

F33 - Transtorno depressivo recorrente: 

Caso não seja o primeiro episódio depressivo;


F34 - Distimia: Rebaixamento crônico do humor, persistindo ao menos por vários anos.

F38 - Episódios depressivos recorrentes breves
Diagnósticos diferenciais


Caso a depressão seja intercalada
 com um ou mais episódio maníaco
passa a ser denominado como
ou como ciclotimia dependendo
 da duração dos episódios.

A esquizofrenia e outros transtornos
 do tipo psicótico com predomínio
 de sintomas negativos frequentemente
 são confundidos com uma depressão severa.

Caso o humor depressivo seja tão
 duradouro que se torne parte
 da personalidade da pessoa,
 e não apenas um episódio,
 então passa a ser considerado
ou transtorno de personalidade esquizóide.

Muitas doenças endócrinas também
 podem levar a um quadro depressivo,
 dentre elas[12]:
Hipotireoidismo (Problema no funcionamento da tireóide)

Anemias

Transtornos neurológicos
também frequentemente geram quadros
 depressivos sérios. 

Mesmo algumas doenças infecciosas
 como AIDS e mononucleose também
 já foram correlacionadas com sintomas depressivos.[13]

Tipos de depressão

A depressão é muitas vezes classificada
 como distimia quando os sintomas
 permanecem por períodos muito longos
 de tempo (pelo menos seis meses)
 de forma "leve", enquanto que nas
 ocorrências gravesda depressão os
 sintomas atingem proporções incontroláveis,
 impossibilitando as atividades normais
 do indivíduo e obrigando a internação
 devido ao alto risco de suicídio.

Do ponto de vista didático
, a depressão clínica pode ser
 dividida em 6 tipos principais.

1- Depressão maior

Os pacientes com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir, por um período não inferior a duas semanas:

1- Desânimo na maioria dos dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças há um predomínio da irritabilidade)

2- Falta de prazer nas atividades diárias

Perda do apetite e/ou diminuição do peso
3- Distúrbios do sono — desde insónia até sono excessivo — durante quase todo o dia

Sensação de agitação ou languidez intensa

4- Fadiga constante

- Sentimento de culpa constante
- Dificuldade de concentração
5-Ideias recorrentes de suicídio ou morte
- Começa a se preocupar com os pequenos problemas da vida
- Tem dificuldade para tomar banho, ler um livro e até coisas simples como assistir televisão

Automutilação

Além dos critérios acima, devem ser observados outros pontos importantes: os sintomas citados anteriormente não devem estar associados a episódios maníacos (como no transtorno bipolar); devem comprometer actividades importantes (como o trabalho ou os relacionamentos pessoais); não devem ser causados por drogas, álcool ou qualquer outra substância; e devem ser diferenciados de sentimentos comuns de tristeza. Geralmente, os episódios de depressão duram cerca de vinte semanas.

Os sintomas da depressão em adolescentes podem ser diferentes das dos adultos, incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir com suas atividades favoritas, teimosia constante, irritabilidade acentuada, queixas frequentes de problemas como dores de cabeça e cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, concentração ruim, alterações nos padrões de sono e de alimentação ou queixas frequentes de não quer ir à aula.

Distimia


A depressão crônica leve, ou distimia, caracteriza-se por vários sintomas também presentes na depressão maior, mas eles são menos intensos e duram muito mais tempo — pelo menos 2 anos. Os sintomas são descritos como uma "leve tristeza" que se estende na maioria das atividades. Em geral, não se observa distúrbios no apetite ou no desejo sexual, mania, agitação ou comportamento sedentário. Os distímicos cometem suicídio na mesma proporção dos deprimidos graves. Talvez devido à duração dos sintomas, os pacientes com depressão crônica não apresentam grandes alterações no humor ou nas atividades diárias, apesar de se sentirem mais desanimados e desesperançosos, e serem mais pessimistas. Os pacientes crônicos podem sofrer episódios de depressão maior (estes casos são conhecidos como depressão dupla).
Depressão atípica

As pessoas com esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.

Depressão pós-parto



Após o parto é comum ocorrer um forte declínio dos hormônios, resultando em um período de anedonia e apatia conhecido como "Baby blues", que caso persista pode se tornar uma "depressão pós-parto". Essa persistência ocorre em cerca de 6,8 a 16,5% das mulheres adultas e até 26% das adolescentes.[14] E não afeta só as mães, os pais também esperenciam o "baby blues" em 25% dos casos.[15]

Este tipo de depressão pode deve-se não só as mudanças hormônais como também à grande ansiedade, desgaste e frustrações comuns na gravidez, sendo mais pro alterações com o nascimento de um bebê. Por vezes surgem desconfortos, mal-estar e dores que podem agravar o estado emocional e hormonal da recente mãe. Quanto mais estressante for uma gravidez mais provável que resulte em depressão.

Os partos naturais e as alterações que a bacia sofre para o nascimento do bebê podem criar alterações quer a nível da bacia quer a nível da coluna, que podem agravar o estado emocional da mulher. Estas alterações podem estar na origem de depressões de causas físicas.
Distúrbio afetivo sazonal (DAS)

Este distúrbio caracteriza-se por episódios anuais de depressão durante o outono ou o inverno, que podem desaparecer na primavera ou no verão, quando então tendem a apresentar uma fase maníaca.

Este distúrbio tem como principal fator a falta de sol, sendo bem comum nos países onde a luz solar dura poucas horas. É menos comum em países onde a temperatura gira em torno de 20 a 30 °C.

A D.A.S. (S.A.D. em inglês) atinge cerca de 7% da população da Inglaterra.

Outros sintomas incluem fadiga, tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.

Dentre os tratamentos recomendados, deve-se ficar próximo às janelas durante o período diurno, sair para locais abertos com frequência durante o dia, decorar quartos, mesas, salas com itens coloridos, e fototerapia.
Tensão pré-menstrual (TPM)



Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruação. Afeta entre 40 a 75% das mulheres em idade fértil. O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos 5 dos sintomas descritos no tópico depressão maior na maioria dos ciclos menstruais, havendo uma piora dos sintomas cerca de uma semana antes da chegada do fluxo menstrual, melhorando logo após a passagem da menstruação.
Pesar

O pesar, também conhecido como reação de luto, não é um tipo de depressão, mas ambas possuem muito em comum. Na verdade, pode ser difícil diferenciá-los. O pesar, contudo, é considerado uma resposta emocional saudável e importante quando se lida com perdas. Normalmente é limitado. Nas pessoas sem outros distúrbios emocionais, o sentimento de aflição dura entre três e seis meses. A pessoa passa por uma sucessão de emoções que incluem choque e negação, solidão, desespero, alienação social e raiva. O período de recuperação consome outros 3 a 6 meses. Após esse tempo, se o sentimento de pesar ainda é muito intenso, ele pode afetar a saúde da pessoa ou predispo-la ao desenvolvimento de uma depressão propriamente dita.


São encontrados no pesar os mesmos sintomas da depressão:
-Perda de vontade para realizar as atividades diarias
-Alterações de humor
-Alteração no sono
-Alterações no apetite
-Luto constante
-Ideia fixa em relação a perda
-Introspecção (sentimento de inferioridade, "recolher-se ao seu próprio mundo" e etc.)

Tratamento

Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.



A cultura popular associa depressão como um estado de humor 
da pessoa e que ela pode se curar sozinha. 
Isso faz com que as pessoas não encarem a depressão
 como uma doença e não procurem ajuda médica.

A maioria das pessoas que possuem um quadro clínico
 depressivo não conhece ou não procura ajuda médica
 especializada apesar da grande possibilidade de tratamento efetivo. 
O tratamento geralmente envolve uma medicação antidepressiva
receitada por pelo menos 12 meses para evitar recaídas [1]
) e algumas vezes acompanhada de psicoterapia.

A eletroconvulsoterapia (ECT)
 é utilizada para indivíduos com depressão grave
 e que não tiveram resposta satisfatória ao
 tratamento medicamentoso. 
pode ser uma alternativa para os pacientes resistentes aos medicamentos.

Sabe-se também que praticar exercícios regularmente
 e participar de atividades desportivas e sociais pode ajudar
 o paciente a superar os sintomas da depressão,
 além de outros benefícios para a saúde.

São exemplos de tratamentos para a depressão:
Medicação
Psicoterapias
Eletroconvulsoterapia
Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva
Suplementos alimentares
Atividades físicas

Medicação


Os antidepressivos mais usados no tratamento
como a Fluoxetina,
 a Paroxetina e a 
Sertralina.
Outros antidepressivos usados são os 
Antidepressivos tetracíclicos.

O principal mecanismo de ação dos antidepressivos 
é provocando o aumento de neurotransmissores
Apesar do nome, alguns antidepressivos também são usados 
om sucesso em tratamento de diversos outros
 transtornos, como transtornos de 
migrânea.

Quanto mais específicos em sua ação, 
menos efeitos colaterais eles apresentam.

Referências

a b Depressão. Portal Banco de Saúde. 2008 Depressão: Guia 2008
DEL PORTO, José Alberto. Conceito e diagnóstico. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1 [cited 2011-03-09], pp. 06-11 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44461999000500003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1516-4446. doi: 10.1590/S1516-44461999000500003.
Manual Estatístico e Diagnóstico dos Transtornos Mentais, 4a. Edição
Bahls, SC. Epidemiology of depressive symptoms in adolescents of a public school in Curitiba, Brazil. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(2):63-7.
Depression in women. ACOG technical bulletin number 182-July 1993. Int J Gynaecol Obstet. 1993;43(2):203-11.
JUSTO, Luís Pereira and CALIL, Helena Maria. Depressão: o mesmo acometimento para homens e mulheres?. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2006, vol.33, n.2 [cited 2011-03-09], pp. 74-79 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832006000200007&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0101-6083. doi: 10.1590/S0101-60832006000200007.
Seligman, M. E. P. (1992). Helplessness. On development, depression and death. New York, W.H. Freeman and Company (Trabalho original publicado em 1975).
Jack M. Gorman M.D. Comorbid depression and anxiety spectrum disorders. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/%28SICI%291520-6394%281996%294:4%3C160::AID-DA2%3E3.0.CO;2-J/abstract (acesso em 06/09/2010)
a b c DEL PORTO, José Alberto. Conceito e diagnóstico. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1 [cited 2012-02-04], pp. 06-11 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44461999000500003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1516-4446. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-44461999000500003.
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http://www.clinicaverri.com.br/_conteudo/cid10.pdf
http://www.psiconeuroendocrinologia.com.br/O%20DIAGN%D3STICO%20DIFERENCIAL%20DA%20DEPRESS%C3O.pdf
http://psicopsi.com/pt/saude-mental-e-trabalho-o-diagnostico-diferencial-da-depressao/
Faisal-Cury A, Tedesco JJ, Kahhale S, Menezes PR, Zugaib M. Postpartum depression: in relation to life events and patterns of coping. Arch Women Ment Health. 2004;7(2):123-31.
Focusing on Depression in Expectant and New Fathers Prenatal and Postpartum Depression Not Limited to Mothers By James F. Paulson, PhD | 6 de Fevereiro de 2010
Ver também
Emoção
Tristeza
Ligações externas
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 sobre as causas, os sintomas e o tratamento da depressão.
Uma psiquiatria
Artigo Sobre a depressão
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