Google Tag Manager

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Joseph Smith acreditava secretamente na reencarnacao e nos anjos de guarda

Joseph Smith acreditava secretamente na reencarnação?










quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fonte: http://investigacoessud.blogspot.com.br/2010/09/espiritismo-na-doutrina-sud.html

O ESPIRITISMO E A IGREJA SUD

Existe alguma relação entre as doutrinas mórmons e as doutrinas das religiões espíritas?

A resposta é SIM. A seguir, examinaremos detalhadamente este assunto.

1 - A DOUTRINA DOS ANJOS DA GUARDA
Há alguma coisa de verdade na idéia de que temos anjos da guarda que cuidam de nós e nos protegem?
(Larry E.Dahl –Professor História e Doutrina da Igreja-BYU)
As escrituras mórmons contém muitas referências a ‘’anjos’’ e ‘’anjos ministradores’’. No entanto, o termo Anjo da Guarda não é usado. Um dos muitos exemplos está no Livro de Mórmon:


‘’É pela fé que os anjos aparecem e exercem seu ministério em favor dos homens. Portanto, ai dos filhos dos homens, se estas coisas tiverem cessado, pois isso terá acontecido em virtude de sua descrença.’’(Moroni 7:31).

De acordo com a igreja SUD, os anjos aparecem e ministram aos homens para:

--- Anunciar e testificar de acontecimentos relativo à obra e glória de Deus.
DeC 88:92-110)

--- Pregar o evangelho e ministrar ‘’aos filhos dos homens e darem-lhes instruções relativas à vinda de Cristo’’.

(Moroni 7:22).

--- Declarar ‘’a palavra de Cristo aos vasos escolhidos do Senhor, para que dêem testemunho d'Ele’’.

(Moroni 7:31).

---Trazer à terra ‘’Seus direitos, Suas chaves, Suas honras, Sua majestade e glória, e o poder de Seu Sacerdócio’’.
(DeC 128:21, 27:12, 110:11-16, e JS 2:68-70).
---Proteger e orientar os servos de Deus em tempos de tribulação, de modo que possam cumprir seus propósitos.

(1 Nefi 3:29, e Helamã 5).
---Trazer conforto, instrução e advertências às pessoas fiéis em tempos de necessidade.

(1 Nefi 11:14, 15:30, e Alma 8:14-18).
Quem são esses anjos? De acordo com DeC 130:5:

‘’não há anjos que ministram a esta terra, a não ser aqueles que pertenceram a ela’’

Portanto, os mórmons crêem que esses personagens foram espíritos que ainda não nasceram na mortalidade, ou que viveram na terra, mas ainda não foram ressuscitados. Ou ainda, são os seres com corpos tangíveis, que foram ressuscitados ou transladados. (DeC 129:1-9).

O Presidente Joseph F. Smith explicou sobre os anjos que ministram aos que estão na terra:



‘’Os mensageiros enviados para ministrar aos habitantes desta terra não são estranhos, mas sim nossos familiares, amigos, companheiros e servidores. Os profetas antigos que morreram, foram aqueles que vieram visitar os seus semelhantes sobre a terra. Visitaram a Abraão, a Isaque e a Jacó...

"Tais seres... ministraram ao Salvador no Monte das Oliveiras...Os nossos pais e mães, irmãos, irmãs e amigos que passaram por esta terra, tendo sido fiéis e dignos de gozar desses direitos e privilégios, podem receber a missão de visitar os seus parentes e amigos na terra, trazendo da presença divina mensagem de amor, de advertência, ou reprovação e instrução àqueles que aprenderam a amar na carne.’’ (Doutrinas do Evangelho, p.399-400). Ênfase adicionada

Mas isto seria equivalente à afirmação de que cada um de nós tem determinado ‘’anjo da guarda’’ para nos acompanhar na mortalidade?

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo


Em uma Conferência Geral, em 1973, o Presidente Harold B.Lee citou a respeito das bênçãos recebidas de um mensageiro celeste invisível:



‘’Eu sofria por causa de uma úlcera que a cada dia se agravava. Estávamos viajando em uma missão, minha esposa Joan e eu, quando sentimos, numa certa manhã, que deveríamos voltar para casa o mais rápido possível...

"A caminho de casa, ao atravessarmos o País, estávamos sentados na parte dianteira do avião, e alguns dos membros estavam na parte posterior. Em certo ponto da viagem, alguém colocou as mãos sobre minha cabeça. Olhei para ver quem era e não vi ninguém. Mais tarde, esse fato se repetiu antes de chegarmos em casa. Quem era, eu não sei. Porque aquilo havia acontecido, também não sei. A única coisa que sabia é que recebera uma bênção, e mais tarde verifiquei que precisava dela urgentemente.

"Logo que chegamos, minha esposa, preocupada, chamou o médico...Ele pediu para falar comigo pelo telefone, a fim de saber do meu estado, ao que lhe respondi: 'Estou um tanto cansado, mas creio que tudo está bem’. Pouco depois, comecei a ter hemorragias que, se tivessem ocorrido durante a viagem, eu não poderia estar falando-vos aqui, hoje’’. (Permanecei em locais sagrados, Liahona,03-1974, p. 46-47).

O Presidente Lee prometeu também aos jovens da Igreja a ajuda de um ‘’anjo de Deus’’:



‘’Jovens de hoje, viajamos juntos...Pode ser uma tempestade onde a fúria da natureza é desencadeada ou uma comoção mental ou emocional que ameaça destruição. Qualquer que seja a ocasião ou causa, podeis, pela fé, intensificada pelo jejum ou ‘havendo já muito que não comia’, como Paulo, ter a vosso lado durante a ‘noite’ turbulenta, um ‘anjo de Deus de quem (sois) e a quem (servis)’." (Decisions for Sucessful Living, Deseret Book, p.79-80).

Mas, de forma mais direta e esclarecedora, John A . Widtsoe explica se cada pessoa tem ou não um "anjo da guarda’’:



‘’Sem dúvida, anjos frequentemente nos guardam de acidentes ou do mal, da tentação e do pecado.Pode-se corretamente falar deles como anjos da guarda. Muitas pessoas prestaram e podem prestar testemunho das diretrizes e proteção que receberam de fontes além de sua visão natural. Sem a ajuda que recebemos da presença constante do Santo Espírito, e de possíveis anjos sagrados, as dificuldades da vida seriam muitas vezes multiplicadas.

"A crença comum, no entanto, de que cada pessoa nascida no mundo tem um anjo da guarda designado para estar com ela constantemente, não é confirmada pela evidência de que dispomos...Um anjo pode ser um anjo guardião, embora venha apenas conforme for designado para nos dar ajuda especial. Na realidade, a presença permanente do Santo Espírito parece tornar desnecessária essa companhia angélica constante.

"Assim, até que obtenhamos mais conhecimento, podemos dizer que anjos podem ser mandados para nos guardar, de acordo com nossa necessidade. Mas náo podemos dizer, com certeza, que haja um anjo da guarda especial, para acompanhar cada pessoa constantemente.’’ (The Improvement Era, 04-1944, p.225).
2 - A DOUTRINA DE MÚLTIPLAS VIDAS (REENCARNAÇÃO)
Se formos avaliar, a doutrina da reencarnação é pregada pela maioria das culturas e religiões antigas (na Índia, China, Egito, entre outros). Este conceito também fazia parte dos dogmas judaicos, principalmente dos cabalistas, sob o nome de ressurreição.
As igrejas católica e protestante, seguindo caminhos distintos, adotaram a crença de uma vida única e da ressurreição após a morte.
Atualmente a ressurreição supõe o retorno à vida do próprio cadáver, e a reencarnação é a volta da alma ou espírito à vida corporal, mas num outro corpo, novamente constituído, que não guarda nenhuma relação com o corpo anterior.
Nos dias atuais, a igreja SUD nega qualquer relação ou aprovação da doutrina de múltiplas vidas, mas sempre seus dirigentes tiveram esta postura. É provável que Joseph Smith acreditasse em reencarnação, mas como não tinha tanta certeza, acabou adotando na Igreja a doutrina da ressurreição.
Outros líderes, por vezes, se pronunciaram à favor de muitas vidas na mesma terra, em corpos diferentes. Vejamos algumas citações à seguir (ênfases adicionadas):

Joseph Smith
Muitos mórmons mais próximos e esposas plurais de Joseph Smith, mais tarde revelaram muitos dos seus ensinamentos privados. Dentre estes encontram-se: Proscenia Huntington Buell (esposa de Joseph Smith), George Q. Cannon, William Clayton, Orson Hyde, Heber C. Kimball, Helen Whitney Kimball (Esposa de Joseph Smith), Mary Elizabeth Rollins Lightner (esposa de Joseph Smith), Alexander Niebour (que ensinava Cabalah para Joseph Smith a partir do Zohar, Avô de Hugh Nibley), Charles W. Penrose, Orson Pratt, Parley P. Pratt, Joseph L. Robinson, Eliza R. Snow (esposa de Joseph Smith), Orson F. Whitney e muitos mais.

De fato, Joseph L. Robinson e Charles W. Penrose e suas esposas afirmaram que Joseph Smith foi a fonte para suas crenças nas provações plurais.

Eliza Snow – esposa plural de Joseph Smith

Ao longo de sua vida, Eliza se referiu ao amado marido Joseph Smith como seu primeiro e único amor:
"A escolha do meu coração e a coroa da minha vida". (Eliza R. Snow, "Past and Present", Woman's Exponent 15 (1 de agosto de 1886): 37).

Antes de morrer no dia 5 de dezembro de 1887, Eliza disse ao seu irmão Lorenzo Snow que ela
"era uma crente firme no princípio de várias provações... [Tendo] recebido isto de Joseph, o Profeta, seu marido".
Seu irmão Lorenzo Snow acreditava nesse conceito, mas nunca abertamente o ensinara como doutrina.
Prescendia Huntington Buell, que se casou com Joseph Smith em dezembro de 1841, afirmava que Joseph falara com ela sobre "provações plurais” (reencarnação).

Brigham Young:

"Quando os elementos de uma forma organizada não chegam ao fim de sua organização, eles são unidos novamente, como a cerâmica antiga do irmão Kimball, para voltarem e serem feitos novamente". (Brigham Young, Journal of Discourses, v.1, p.275, 14 de agosto de 1853).
"Existem milhares de espíritos malígnos desencarnados - os quais há muito deixaram seus corpos aqui e nas regiões que nos cercam, entre nós e ao nosso redor, e estão tentando fazer com que nós e nossos filhos fiquemos doentes,tentando destruir-nos e fazer com que pratiquemos o mal. Eles tentarão por todos os meios possíveis desviar-nos do caminho da retidão". (Brigham Young, Journal of Discourses, v. 6, pg. 73-74).

Wilford Woodruff
“Duas semanas antes de sair de St. George, os espíritos dos mortos se reuniram ao meu redor, desejando saber por que não haviam sido redimidos.
"Eram eles os signatários da Declaração da Independência e ficaram esperando por mim durante dois dias e duas noites.


Wilford Woodruff cercado pelos espíritos dos signatários da Declaração da Independência
"Eu fui direto até a fonte batismal, chamei o irmão McAllister para me batizar pelos signatários da Independência e outros 50 homens eminentes, num total de 100, inclusive John Wesley, Colombo e outros. 
"Em seguida eu o batizei em lugar de todos os Presidentes dos Estados Unidos, exceto três, e se a causa deles for justa, alguém fará o serviço por eles" (Wilford Woodruff, Journal of Discourses, 19:229)."O Presidente Young disse que Michael era um ser ressurreto e deixou Eloim e veio a esta terra com um corpo imortal. E assim continuou até que ele comeu o alimento terrestre e gerou filhos que foram mortais. (Mantenham isso para si).Então, eles morreram." (Woodruff, Wilford, Waiting For the World’s End, The Diaries of Wilford Woodruff, edited by Susan Staker, pg.247, January 27, 1860)

Woodruff também afirmou:
“Joseph Smith visitou-me muitas vezes após a sua morte, e ensinou-me muitos grandes e importantes princípios...
"Na última vez que o vi estava no céu. Na visão eu o vi à porta do templo no céu. Ele veio e falou comigo. Disse que não podia parar para falar comigo, porque estava com pressa.. Em seguida seguida, encontrei-me com o patriarca (Joseph Smith Sr.); ele não podia falar comigo porque estava com pressa. Encontrei meia dúzia de irmãos que tinham ocupado altas posições na terra, e nenhum deles podia parar para falar comigo, porque estavam com pressa. Fiquei muito admirado.

"Vi o Profeta outras vezes, e tive o privilégio de fazer-lhe uma pergunta.
" ‘Bem’, disse-lhe eu, ‘quero saber porque vocês estão com pressa. Eu estive com pressa toda a minha vida, e esperava não precisar mais ter pressa, quando chegasse ao reino do céu, caso o fizesse.’

"Joseph disse: 
" 'Ouça, irmão Woodruff. Cada dispensação que teve o sacerdócio na terra e foi para o Reino Celestial, teve uma certa quantidade de trabalho a fazer, a fim de preparar-se para voltar à terra com o Salvador, quando ele for reinar no mundo. Cada dispensação teve muito tempo para realizar o seu trabalho. Nós não. Nós somos a última dispensação. Há tanto trabalho que precisa ser feito, que nós precisamos ter pressa para realizá-lo'.”(Wilford Woodruff, Obtain the Spirit of God, MillenialStar, 5 de out. de 1905, pp. 637-38.)

Orson Pratt
Orson Pratt ensinou que se a pessoa não foi bem sucedida nessa provação, ela pode ser transferida para um outro mundo e viver um outro estágio.

“...enquanto que aqueles que não puderam provar sua herança, ou que não ouderam provar que eles receberam qualquer parte da terra da promessa,serão lançados em outro reino ou mundo, onde, se ganharem uma herança, eles terão que ganhá-la mantendo as leis da mansidão durante outra provação.” (Orson Pratt Journal of Discourses, vol. 1, p. 332-333,

Heber C. Kimball

Heber C. Kimball, um apóstolo mórmon e confidente de Joseph Smith, ensinou em diferentes circunstâncias o que significa as ‘várias provações mortais’.
Ainda assim, acredito que a maior parte dos habitantes da terra serão redimidos, sim, todos serão finalmente resgatados, exceto aqueles que pecaram contra o Espírito Santo ou derramaram sangue inocente, e que nunca poderão ser resgatados até que a dívida seja paga. E eu não conheço nenhuma outra maneira de pagá-la, a menos que eles sejam trazidos de volta para uma existência mortal, e paguem a dívida que contraíram. Deus trará cada homem para pagar a dívida que contraiu, pois uma restauração deve existir. Isso é o que tem sido falado, pela boca de todos os santos profetas desde que o começo do mundo.” (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol 6, p. 67)

"Se vocês não cuidarem de si mesmos, e cuidarem dos seus espíritos neste estado de existência, assim como há um Deus que Vive, vocês terão que ir para um outro estado de existência e tornarem seus espíritos em estado de submissão lá. Agora vocês podem refletir sobre isso, vocês nunca obterão seus corpos ressurretos até que vocês tornem seus espíritos submissos.
“Eu não estou falando desta casa terrena, nem estou falando de seus corpos, mas estou falando de seus espíritos. Eu não estou falando a respeito das pessoas que não estão em casa. Não estão os vossos espíritos em casa? Não são seus corpos suas casas, seus tabernáculos ou templos, o local para vossos espíritos? Olhai-os; reflitam sobre isso.
Se vocês mantiverem seus espíritos treinados de acordo com a sabedoria e temor de Deus, vocês alcançarão a salvação, tanto do corpo quanto do espírito. Pergunto, então, é o seu espírito que deve ser levado em submissão? É, e se vocês não fizerem isso nestes corpos, então terão que ir para um outro fazê-lo. Vocês tem que treiná-los de acordo com a lei de Deus, ou vocês nunca irão conseguir seus corpos ressurretos". (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol. 1. pg. 356 1852/11/14)
"Eu melhorei ontem: trabalhei e fiz todas as melhorias, fiz o melhor que pude, mas chegou a noite, e eu me deitei para tirar uma soneca, o que é semelhante a morte. Esta manhã, eu levantei e, novamente, fiz minhas obras, e estou buscando fazer o melhor, e fazer melhor do que fiz ontem. Mas eis que aparece mais uma noite de sono, o que considero semelhante à morte, e me levanto pela manhã, que é semelhante a ressurreição, e recomeço o meu trabalho.

"Eu tenho que começar de onde parei, vocês não podem dar um salto à frente, quando vocês deixarem seus corpos e irem para o mundo dos espíritos. Não será assim, pois vocês terão que começar de onde pararam." (Journal of Discourses, vol. 4, pág. 336)
Em outra ocasião, Heber C. Kimball afirmou:

"Em quantas formas vocês acham que serão colocados antes de se tornarem santos, ou antes de se tornarem perfeitos e santificados para entrarem na glória celestial de Deus?

"Vocês tem que ser como o barro nas mãos do oleiro. Vocês não sabem que o Senhor orientou os Profetas antigamente, para irem até a casa do oleiro e verem um milagre na roda? Suponha que o oleiro leve um pedaço de barro, e o coloque na roda, e trabalhe para moldá-lo em um vaso, e as obras são dessa forma. Mas a argila é refratária e mordaz, ele ainda precisa trabalhá-la, quebrá-la, amassá-la e a sová-la.

"Portanto, o oleiro trabalhará e trabalhará até que ele esteja satisfeito, ou ele não poderá moldar a argila na forma que ele deseja, e isso estragaria seu trabalho. Ele usa o seu instrumento, e então tira-a da roda, e a joga no moinho para moê-la novamente, até que se torne submissa (você não acha que vai para o inferno se não estiver submisso?).

"Depois de moída por muitos dias, a argila torna-se submissa, o oleiro pega então a mesma massa e faz dela um vaso de honra. Agora vocês vêem, irmãos? Eu sei o que os oleiros podem. Eu lhes digo, irmãos, se vocês não estão submissos, vocês terão que ir para a usina, e, talvez, terem que ser moídos por mil anos, e depois o Evangelho será oferecido a vocês novamente, e então se vocês não aceitarem e não se tornarem submissos, terão que voltar para a usina novamente.
"Assim, vocês terão a oferta de salvação de tempos em tempos, até que todos os da família humana, exceto os filhos de perdição, sejam resgatados. Os espíritos dos homens com o evangelho, como nós, serão julgados segundo os homens na carne. Vamos ser submissos, e trilhar um caminho perfeitamente submissos." (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol. 1, pág. 161. 1852/10/09)
Heber C. Kimball também falou como Joseph Smith ensinou que a humanidade é conduzida de um estágio de provação para outro estágio de provação na Terra - de uma dispensação para outra. 

“Joseph sempre disse que teríamos que passar pelos sentinelas, que são colocados entre nós e nosso Pai e Deus. Então, naturalmente, somos conduzidos ao longo deste estágio de provações, ou de uma dispensação para a outra, por aqueles que conduziram as dispensações.(Heber C. Kimball, Journal of Discourses 6:63). – Figura abaixo

"Talvez alguns não acreditem que, quando um homem é jogado de volta no moinho, ou vai para o mundo espiritual, ele nunca será resgatado. Mas ele será, se não tiver pecado contra o Espírito Santo. Ele irá trabalhar até se tornar submisso, e então Deus, através de seus servos, irá resgatá-lo e fazer dele um vaso de honra.

“Uma grande parte irá para o inferno. E os mesmos homens que estão pregando a você agora irão visitá-lo e oferecer-lhe a salvação, após você estar lá, talvez, por milhares de anos, porque você deverá ficar no moinho até você se tornar submisso e obediente.

Jeremias, ao comando de Deus, foi à casa do oleiro, onde este estava moldando o barro, e quando ele foi transformá-lo na roda tornou-se refratário e rebelde, e trabalhou com ele e suou sobre ele, mas depois de tudo continuava rebelde. O que ele fez então? Ele tirou-o da roda e jogou-o de volta para o moinho, e depois de trabalhar por algum tempo, fez dele um vaso de honra, por isso com a mesma massa com que ele fez um vaso de desonra, ele transformou num vaso de honra.
“Será que o oleiro faz disso uma desonra? Não, o barro se fez em desonra, mais numa próxima chance ele se tornou flexível e submisso, e o oleiro fez dele um vaso de honra, pois foi honrado e submisso". (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol. 4, pg. 120, 1856/10/05) – Figura abaixo

Todos serão resgatados do moinho. 
Abaixo, encontra-se parte de seu discurso na Conferência Geral em 1850 e posteriormente publicado no Journal of Discourses:
“Nós viemos aqui para nos acostumarmos a trabalhar para construir templos, e melhorar os elementos que Deus colocou ao nosso redor, e amanhã podemos nos tornar mais hábeis, através da experiência de hoje.
"O que eu não faço hoje, quando o sol se põe, eu me deito para dormir, o que é semelhante a morte, e pela manhã eu me levanto e começo o meu trabalho de onde eu parei. Este curso é típico das provações que temos. Mas suponha que eu não melhore hoje, eu acordarei amanhã e encontrar-me-ei em dívida, e então, se eu não me aperfeiçoar amanhã, e novamente me deitar para dormir, ao acordar, eu ainda estarei em dívida.
"Este dia de trabalho é semelhante a esta provação, e o sono de cada noite é semelhante à morte, e o levantar na parte da manhã é semelhante à ressurreição. São dias de trabalho, para sermos fiéis, hoje, amanhã e sempre". (Journal of Discourses: Vol. 4, pg 329, 1857/05/3).
A seguir, ele também explica:
"Eu costumava pregar em Nauvoo, e Joseph afirmou que era verdadeira essa interpretação. Agora, Jeremias era um homem como o irmão Brigham, irmão Heber, Amasa, e milhares de servos de Deus que foram valentes. 

"Existem milhares aqui que nunca viram a casa de um oleiro. Mas se eu estivesse em uma, poderia pegar um pedaço de barro e mostrá-lo a vós e, talvez, por estar sem prática, ficaria desfigurado em minhas mãos. Então eu o jogaria de volta no moinho e o moeria, e depois eu iria transformá-lo novamente em um vaso de honra. 
"E assim o Senhor disse a Jeremias:
“ ‘Como você pode ver que se desfigura o barro nas mãos do oleiro, assim será com a casa de Israel. Eles deverão ir para a prisão até eu trazê-los e transformá-los em um vaso de honra.’ 
"Isso será realizado nos últimos dias, quando o Senhor disser aos ossos secos: "Saiam", e assim por diante. Vá e leia a Bíblia, e você aprenderá sobre isso. Será apenas para milhares e dezenas de milhares de pessoas que abraçarem o "Mormonismo". Senão, eles voltarão para a fábrica de novo, por causa da sua desobediência”. [Esta e algumas destas citações de outros aqui não implica os filhos da perdição. Não são "milhares" e "dezenas de milhares" que viram o Pai e o Filho face a face no Mormonismo e negaram-no, como ensinou Joseph Smith, sobre quem se torna filho da perdição]." (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol. 5, pg. 271. 1857/09/27)
"Vamos honrar nossos tabernáculos, vamos honrar a terra, e vamos honrar os céus, para que possamos desfrutar das bênçãos daí decorrentes. Pois o homem que desonra a sua tenda e a terra sobre a qual habita não habitará nela novamente por algum tempo." (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol. 8, pg. 240. 1860/11/25)
". . . aqueles que mataram Joseph e Hyrum, e David W. Patten, e outros Patriarcas e Profetas, eu gostaria que eles estivessem no inferno. Embora eu não deseje que permaneçam no inferno eternamente, se eles não desceram literalmente ao inferno, eles irão, como vive o Senhor Deus, cada um deles, e todos aqueles que consentiram com seu ato de assassinato.

“Isso é amar os maus, para que sejam enviados no inferno, para serem queimados até que estejam purificados. Sim, eles deverão ir e lá premanecerem e serem queimados, como uma tubulação antiga que fede com o tempo, até que sejam extintos, e em seguida, os espíritos possam ser salvos no dia do Deus Todo-Poderoso." (Heber C. Kimball, Journal of Discourses, vol. 4, pg. 223. 1857/02/08)

Joseph F. Smith

"Até agora, tanto as fases de progressão eterna e realizações foram dadas ao nosso conhecimento através da revelação divina, devemos entender que apenas os seres ressuscitados e glorificados podem tornarem-se pais de filhos espirituais.
“Somente essas almas exaltadas atingiram a maturidade no curso vida da eterna. E os espíritos que nascerem deles nos mundos eternos passarão em sequências devidas por vários estágios ou estados pelos quais os pais glorificados atingiram a exaltação." (Joseph F. Smith, Improvement Era 19:942, 30 de junho de 1916)
George D. Smith, editor do An Intimate Chronicle: The Journals Of William Clayton, comentou sobre uma anotação no diário de William Clayton, que diz que a ressurreiçãoserá literalmente cumprida pelo nossonovo nascer, ou seja, “pelo renascimento literal através de uma mulher." (Sunstone Dec. 1991, p.35).
Hyrum Smith
Para ele, era bem possível que suas encarnações na Terra houvessem começado antes mesmo dos dias de Adão:
"Existiam profetas antes de Adão, e Joseph tem o espírito e o poder de todos os profetas." (Hyrum Smith, Millenial Star vol. 23, pg 406).
Orson Hyde também disse:
"O mundo era povoado antes dos dias de Adão tanto quanto era antes dos dias de Noé." (Journal of Discourses, vol. 2, pg 79) – Figura abaixo

O mundo era povoado antes de Adão 
Doutrina SUD

1 - Na LIAHONA – The Elders Journal, de 1910 (vol.6, p.33), lemos:
"Quando Adão e Eva foram colocados no início, no Jardim do Édem, eles tinham corpos ressurretos..." – Figura abaixo.
 
Adão e Eva no Jardim do Édem com corpos ressurretos 

A doutrina mórmom ensina que só podem ter corpos ressurretos aqueles que já viveram em uma terra, passaram por provações, foram dignos e ressuscitaram, tornando-se Deuses.

Portanto, se Adão e Eva tinham corpos ressurretos e, mesmo assim, nasceram nesta terra, esta seria no mínimo a segunda vida do mesmo espírito (reencarnação)!
2 - Em Mateus 17:10-13, lemos:

“E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;

Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.

Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.”
As revelações modernas dos SUDs selam a doutrina de que João Batista fora de fato Elias, o profeta.
Em DeC 2:1, lemos as palavras do anjo Morôni a Joseph Smith, em 1823:
“EIS que vos revelarei o Sacerdócio pela mão de Elias, o profeta, antes da vinda do grande e terrível dia do Senhor.” (grifo nosso)
 
João Batista ordenando JS ao
Sacerdócio Aarônico 
E quem revelou - ou ordenou - o sacerdócio a Joseph Smith?
Todos os membros da igreja conhecem essa grande data em que o sacerdócio foi revelado: em 15 de maio de 1829, conforme registrado na seção treze de DeC
“um anjo que se anunciou como João, o mesmo que é chamado João Batista no Novo Testamento” ordenou, com suas próprias mãos, Joseph Smith e Oliver Cowdery o sacerdócio Aarônico.

DUALIDADE DA DOUTRINA?
Os SUDs utilizam uma passagem no diário de Joseph Smith, para “provarem” que esta é uma doutrina que jamais foi ensinada.
Em novembro de 1835, um homem que usava o nome de Joshua, pagou para visitar Joseph. Este homem, evidentemente, discutiu alguns pontos interessantes com Joseph, pois ele disse que esse homem tinha “excelentes comentários”. Entretanto, ele suspeitou desse homem e descobriu que ele era Robert Mathias, de Nova York, que havia respondido por acusações de “assassinato, homicídio, desobediência ao tribunal, de chicotear sua filha, etc”.

Apesar disso, Joseph entreteu-se com ele por alguns dias, até que finalmente perguntou acerca da doutrina da ressurreição. Foi quando Mathias explicou seu ponto de vista e Joseph, em seu diário, anotou:
"Eu disse a ele que sua doutrina era do diabo, que ele estava, na realidade, na posse de um espírito mau e depravado, embora ele afirmava ser o Espírito da verdade em si, e disse também que ele possuía a alma de Cristo. (Joseph Smith, History of the Church, v . 2:304-7)"

Na realidade, vamos entender de fato o que Mathias afirmava:
(1) Ele era um descendente literal de Matias, o apóstolo de Jesus. 
(2) O espírito de Matias havia ressuscitado nele 
(3) O esquema da vida eterna era a reencarnação do espírito de pai para filho 
(4) Ele era o próprio Espírito de Verdade e possuía a alma de Cristo.
Sabendo de todas as acusações contra esse homem, e das doutrinas que iam contra aquilo que estava de acordo com o que Joseph ainda elaborava sobre isso, ele escreveu, indignado (vejamos a citação completa):

"Ele [Robert Matthews, aliás Robert Matthias, alias Joshua, o ministro judeu] disse que possuía o espírito de seus pais, que ele era um descendente literal de Matias, o apóstolo, que foi escolhido no lugar de Judas, que caiu, para que seu espírito fosse ressuscitado nele, e que esta era a forma ou regime de vida eterna, esta transmigração da alma ou espírito de pai para filho.

"Eu disse a ele que sua doutrina era do diabo, que ele estava, na realidade, na posse de um espírito mau e depravado, embora ele afirmava ser o Espírito da verdade em si, e disse também que ele possuía a alma de Cristo. (Joseph Smith, History of the Church, v7 . 2:307)"
Mesmo os crentes na doutrina da reencarnação rejeitariam facilmente, pelo menos, as 3 últimas suposições de Mathias. Portanto, não pode ser afirmado que Joseph disse que a “doutrina da reencarnação é uma doutrina do diabo”.

Porém, foi isso que muitos “entenderam” e passaram a professar. Vejamos abaixo:
"De vez em quando os crentes ouvem alguma história sobre pessoas que voltaram à Terra em outro corpo. O Profeta Joseph Smith diz que a reencarnação é uma doutrina do diabo... " (Elder Joseph Fielding Smith,Answers to Gospel Questions, vol. 5, Supposed Visions).

"A reencarnação é uma falsa doutrina. Os homens nascem, morrem e são julgados uma vez." (Élder Bruce R. McConkie, New Testament Doctrine Commentary, vol. 3)

Considerando o fato de que vários dos mais próximos colaboradores de Joseph Smith afirmaram que ele ensinou-lhes a doutrina das provações pluras (extremamente semelhante à reencarnação), devemos nos perguntar por que Joseph Smith não ensinou a doutrina publicamente. Sua declaração dá-nos esta informação:

"Nossa vida já se tornou comprometida, revelando os efeitos perversos e sanguinários dos nossos inimigos, e para o futuro, temos de deixar de fazê-lo. Tudo o que temos dito sobre eles é verdade, mas nem sempre é prudente ensinar toda a verdade.

"Mesmo Jesus, o Filho de Deus teve que se abster de fazê-lo, e teve que reprimir seus sentimentos muitas vezes para a segurança de si mesmo e de seus seguidores, e teve que esconder os justos propósitos do seu coração em relação a muitas coisas que pertencem ao reino do Pai (discursos de Joseph Smith, compilado por Alma Burton P. [Salt Lake City: Deseret Book Co., 1977], 302).
Curiosidade: O historiador mórmon Hugh Nibley disse que os ensinamentos dos essênios eram muito semelhantes ao da Igreja Mórmon. Earnest Renan disse: 
"Os essênios assemelhavam-se ao mestres Gurus do bramanismo".
Aqueles que leram o Bhagavad Gita irão lembrar-se que os princípios fundamentais dos ensinamentos de Krishna são de pureza de coração, a abnegação, o controle das paixões, a renúncia, o amor, e a realização da unidade da alma com o Pai. Em suma, a religião de Cristo antes dele foi ensinada por Krishna na Índia.

Portanto, parece ter havido uma influência indireta do Bramanismo sobre a mente de Jesus através dos essênios, e especialmente através João Batista. Ainda, na cultura indiana, há vários relatos de um homem (com as características de Jesus) que ali viveu e preparou-se espiritualmente para sua missão!

3 - UMA ANÁLISE BÍBLICA
É interessante notarmos que a palavra ressurreição podia aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos demais profetas. Se João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João tinha sido visto criança e seus pais eram conhecidos. João podia ser, pois, Elias reencarnado, mas não ressuscitado.

Lendo João 3: 1-12:
“Ninguém pode ver o Reino dos Céus, se não nascer de novo” e “Não te maravilhes de eu ter dito que é necessário nasceres de novo”.
Os cristãos entendem este versículo como a doutrina do batismo. Mas outros também acreditam que se trata da doutrina da reencarnação. E certamente, esta passagem específica pode ser entendida das duas formas.
Note que o texto primitivo diz simplesmente: “Não renascer da água e do Espírito”, enquanto, em algumas traduções, a expressão “Espírito” foi substituída por "do Espírito Santo", o que não corresponde ao mesmo pensamento.
Para compreendermos o verdadeiro sentido dessas palavras, é necessário nos reportarmos ao significado da palavra "água". Os antigos tinham conhecimentos imperfeitos sobre as ciências físicas, e acreditavam que a Terra havia saído das águas (talvez por causa do Dilúvio). Por isso consideravam a água como o elemento gerador absoluto.
É assim que encontramos no Gênesis: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas", "flutuava sobre as águas", "que o firmamento seja feito no meio das águas", "que as águas que estão sob o céu se reúnam num só lugar, e que o elemento árido apareça", "que as águas produzam animais viventes, que nadem na água, e pássaros que voem sobre a terra e debaixo do firmamento".

Conforme essa crença, a água se transformara no símbolo da natureza material, como o Espírito o era da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renascer da água e do Espírito", ou "na água e no Espírito", significam pois: "Se o homem não renascer com o corpo e a alma".

Entretanto, a passagem de Hebreus 9: 27 é tida como contrária à reencarnação, que diz:
“Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim o Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não, porém, em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles que o esperam”.

UMA ANÁLISE HISTÓRICA DOS PRINCÍPIOS DA MULTIPLICIDADE DE VIDAS
A palavra reencarnação (renascimento, ressurreição) é em Grego “paliggenesia”, em Português palingenesia ou paligênese. Deriva-se de duas palavras gregas: “palin”, de novo, e “gênesis”, nascimento. Significa a ação de renascer, ressurgir, surgir de novo.
O historiador judeu Flávio Josefo, quase contemporâneo de Cristo, registrou que ambos os essênios e os fariseus acreditavam na reencarnação. Ele nos diz que eles:

"dizem que todas as almas são incorruptíveis, mas as almas dos bons homens são apenas removidas para outros corpos, mas as almas dos homens maus estão sujeitas às punições duradouras para as idades".

Sabemos que o cristianismo foi reformulado para atender às idéias políticas do imperador Constantino e Eusébio, o mesmo que compilou o material para o Novo Testamento.

Esta reformulação ocorreu no Concílio Ecumênico de Constantinopla (553), e decretou ser condenável a doutrina de Orígenes da preexistência da alma, com relação à fecundação do corpo. Assim, sem essa preexistência, não poderia haver reencarnação.

Porém, muitos ainda acreditavam na doutrina da reencarnação: São Jerônimo, São Gregório de Nissa, São Sulpício Severo, Clemente de Alexandria, Justino Mártir, entre outros.

Abaixo, vemos citações algumas citações à este respeito:
São Jerônimo (340-420):
"A doutrina de provações mortais foi secretamente ensinadas desde os tempos antigos para um pequeno número de pessoas, como uma verdade tradicional que não era para ser divulgado."

Pelas palavras de São Gregório, bispo de Nissa:
"É absolutamente necessário que a alma será curada e purificada e se ela não terá lugar em uma vida na terra, ele deve ser realizado no futuro, a vida terrena."

São Sulpício Severo (363-420):
"A filosofia fala de almas a serem preparadas por uma reencarnação claro... Quando primeiro vem à Terra, ela [a alma] embarca nesta espírito animal, tal como em um barco e, através dele é entrar em contacto com a matéria... A alma que não se voltar rapidamente para a região celeste a partir do qual ela foi enviada para a terra tinha que passar por muitas vidas de errante”.

Foi o mesmo ensino que ocorreram entre os primeiros cristãos, os essênios, os gnósticos, e os cátaros.
A confusão com a ressurreição do corpo físico veio aceitação de que a alma é, de alguma maneira, também composta por algum tipo de matéria física. É portanto entendida como corporalidade da alma, e foi aceita por muitos padres da Igreja Antiga: São Basílio, São Gregório Nazianzeno, São Cirilo de Alexandria, Bernardo, Stº Ambrósio, Evódio (bispo de Uzala), João de Tessalônica, Tertuliano etc. (Abrahm, liv. 2, parágrafo 58, Edição Beneditina, 1686).

Mas a corporalidade da alma tem vários nomes nas diversas culturas: Ochema, eidolon, somod, ferouer, lúcido, etéreo, aura, corpo sidéreo, ka, aromático, corpo astral, corpo bioplasmático (russo) ,“Corpo Espiritual” (de São Paulo) e “Perispírito” (de Kardec).

Vejamos uma citação de Tertuliano:
“Se a alma não tivesse corpo, a imagem dela não teria a imagem de corpos”
RELAÇÃO COM A IGREJA MÓRMON
Sabemos que, por mais interessado que Joseph Smith fosse em adquirir conhecimento, dificilmente estes textos teriam chegado às suas mãos. Então qual teria sido a influência que ele recebera para pensar e ensinar sobre as provações plurais?

Inicialmente, o que é a Cabala?
Basicamente, é uma compilação de vários ensinamentos hebraicos. Ela contém as chaves, que permaneceram ocultas durante um longo tempo, para os segredos do universo, bem como as chaves para os mistérios do coração e da alma humana.

Os ensinamentos cabalísticos explicam as complexidades do universo material e imaterial, bem como a natureza física e metafísica de toda a humanidade. A Cabala mostra em detalhes como navegar por este vasto campo, a fim de eliminar toda forma de caos, dor e sofrimento (fonte: Wikipédia).
O Zohar, que é apenas uma parte da Cabala, é o ensinamento esotérico dos Hebreus. Ele ensina que as almas devem reentrar no Absoluto, de onde elas surgiram.

Mas para conseguirem esse feito, os humanos devem desenvolver as perfeições, o germe do que é plantado neles. E se eles não desenvolverem essas características na vida, então eles devem começar uma segunda vida, uma terceira vida e assim por diante. Desta forma, devem continuar assim até que adquiram a condição que lhes permita associarem-se novamente com Deus.

Alega-se que a Cabala tenha sido transmitida pela tradição oral a partir de fontes angélicas, através de Adão, Noé, Abraão, Moisés, os setenta anciãos, a Davi e a Salomão.
(texto adaptado de "Joseph Smith and the Kabbalah: The occult conexion".)

COMO JOSEPH ENTROU EM CONTATO COM A CABALA?
Na primavera de 1841, chegou à Nauvoo uma biblioteca extraordinária de escritos cabalísticos pertencentes à um judeu europeu, Alexander Neibaur.
Ele fora convertido ao cristianismo e posteriormente, ao mormonismo e evidentemente conhecia muito bem as principais obras escritas do Cabala. Este homem logo se tornaria amigo e companheiro de Joseph.
Newel e Avery observaram na biografia de Emma Smith que:
"Através de Alexander Neibaur, Joseph Smith teve acesso aos antigos ritos judaicos chamados cabalismo ao mesmo tempo, ele alegava estar traduzindo os papiros das múmias egípcias [que se tornou o livro de Abraão]. " [1]
Em junho de 1843, Neibaur publicou no Times and Seasons um pequeno texto intitulado "Os judeus". O trabalho decorreu em duas partes, nas publicações de 1 de Junho e 15 de Junho. Quanto ao objetivo destes textos, ele afirmou apenas que o seu esforço fora inspirado por uma conversa com Joseph Smith. [2] Seu ensaio trata ostensivamente do conceito judaico da ressurreição.
Porém, sua maior discussão é sobre o conceito cabalista de gilgul, a transmigração e renascimento da alma. [3] O ensaio é interessante não por causa de seus comentários sobre a ressurreição, mas por causa de suas citações repetidas de textos clássicos da Cabala judaica. 
Nas quatro páginas publicadas, Neibaur cita mais de duas dezenas de textos e autores.Das citações, foram identificadas pelo menos dez de autoria cabalística. [4] O tom de todo o texto e a utilização apropriada do material cabalístico mostram o respeito de Neibaur para com a Cabala.

NT. Por este texto ser apenas uma tradução, as fontes citadas pelos autores originais são verificadas. Algumas ainda encontram-se nesse processo. 
___________________________Notas:
Texto extraído e adaptado de José Reis Chaves “A Face Oculta das Religiões” (Ed. Martin Claret).1 Newell and Avery, 325n36.
2 "The Jews," Times and Seasons 4 (1 June 1843): 220-22; 4 (15 June 1843): 233-34. The article is introduced by editor John Taylor: "The following very singular notions of the Jews, with regard to their resurrection, will no doubt, be read with interest by many of the curious, especially the lovers of Jewish literature." On the composition of this piece, we have only Neibaur's brief explanatory endnote: "Having commenced this sometime since--and having had the privilege, a few Sundays back, to hear our worthy prophet on the same subject, I was determined to go on with it, and hand it over to you. If you think it will be of any interest to your readers, I shall take another time to continue the subject, and tell you the means, as held by my brethren the Jews, whereby the Lord will bring to pass this glorious work." The proposed continuation never appeared.
3 See G. Scholem, "Gilgul: The Transmigration of Souls", in On the Mystical Shape of the Godhead (New York: Schocken Books, 1991), 197-250. The concept of transmigration of souls received further discussion in early Mormonism. William Clayton records in his diary arguments among Mormon companions over the idea of "baby resurrection," or rebirth as a mortal infant. See George D. Smith, ed., An Intimate Chronicle: The Journals of William Clayton (Salt Lake City: Signature Books in association with Smith Research Associates, 1991), 429-30.
4 Given the importance of this material to the discussion that follows, I have provided an Appendix to this essay listing each citation made by Neibaur in his Times and Seasons article.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...