Google Tag Manager

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Suicidio Suicidio Assistido e Eutanasia

Suicídio, Suicídio Assistido e Eutanásia,
 são crimes para quem pratica e 
para quem induz, inclusive pela internet

Fonte:Wikipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Suic%C3%ADdio
Suicídio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Aviso médico
Classificação e recursos externos


Retrato do poeta romântico inglês Thomas Chatterton
que teria se suicidado com arsênico em 1770.
MedlinePlus 001554
MeSH F01.145.126.980.875


Suicídio (do latim sui, "próprio", e caedere, "matar")
 é o ato intencional de matar a si mesmo.
[1] Sua causa mais comum é um transtorno mental 
que pode incluir depressão,transtorno bipolar,

Dificuldades financeiras e/ou emocionais
 também desempenham um fator significativo.[3] 

Além da consideração nefasta do suicídio, 
há também avaliações positivas, 
sendo visto como uma vontade 
legítima ou um dever moral[4].

Mais de um milhão de pessoas 
cometem suicídio a cada ano, 
tornando-se esta a décima causa de morte
 no mundo. 

Trata-se de uma das principais causas de morte
 entre adolescentes e adultos com menos
 de 35 anos de idade.[5][6] 

Entretanto, há uma estimativa de 
10 a 20 milhões de tentativas de suicídios 
não-fatais a cada ano em todo o mundo.[7]

As interpretações acerca do suicídio 
tem sido vistas pela ampla vista cultural 
em temas existenciais como religião,
Albert Camus escreveu certa vez: "O suicídio é a 
grande questão filosófica de nosso tempo, 
decidir se a vida merece ou não ser 
vivida é responder a uma pergunta
 fundamental da filosofia."[8] 

As religiões abraâmicas, por exemplo,
 consideram o suicídio uma
 crença religiosa na santidade da vida. 

No Ocidente, foi muitas vezes considerado
 como um crime grave. 

Por outro lado, durante a era dos samurais
no Japão, o seppuku era respeitado como
 uma forma de expiação do fracasso
 ou como uma forma de protesto.

 No século XX, o suicídio sob a forma
 de auto-imolação tem sido usado como
 uma forma de protestar, enquanto
 que na forma de kamikaze e de
 atentados suicidas como uma tática

O sati é uma antiga prática funerária
hindu no qual a viúva se auto-imola
 na pira funerária do marido, 
seja voluntariamente ou por pressão das
 famílias e/ou das leis do país.[9]

O suicídio medicamente assistido
 (Eutanásia, ou o "direito de morrer")
 é uma questão ética atualmente muito
 controversa que envolve um determinado
 paciente que esteja com uma doença terminal
ou em dor extrema, que tenha
 uma qualidade de vida muito mínima
 através de sua lesão ou doença. 

Para alguns, o auto sacrifício
geralmente não é considerado suicídio,
 uma vez que o objetivo não é matar
 a si mesmo mas salvar outrem.


Índice
1 Classificação
1.1 Automutilação
1.2 Eutanásia e suicídio assistido
1.3 Ortotanásia
1.4 Homicídio Suicídio
1.5 Ataque suicida
1.6 Suicídio em massa e pacto suicida
2 Indução de suicídio
2.1 Suicídio metafórico
3 Causas
3.1 Transtorno psicológico
3.2 Abuso de substâncias
3.3 Biológico
3.4 Social
3.5 Ideação suicida
3.6 Fatores de risco
4 Método
5 Informações sobre suicídio
6 Epidemiologia
6.1 Gênero
6.2 Alcoolismo e uso de drogas
6.3 Etnia
6.4 No mundo
7 Prevenção
7.1 Abordagem psicológica
7.1.1 Intervenção em crise
8 Aspectos sociais
8.1 Legislação
8.2 Interpretações religiosas
8.2.1 Judaico-cristã
8.2.2 Islamismo
8.2.3 Hinduísmo
8.2.4 Budismo
8.2.5 Seitas pró-suicídio
8.3 Filosofia
9 Suicidas famosos
10 Ver também
11 Referências
12 Bibliografia
13 Ligações externas

Classificação
Automutilação
Ver artigo principal: Automutilação

A automutilação não é uma tentativa
 de suicídio; no entanto, tempos atrás
 as lesões autoprovocadas eram
 erroneamente classificada
 como uma tentativa de suicídio. 

Existe uma correlação não-causal
 entre a automutilação e o suicídio:
 ambos são mais comummente um efeito da depressão.[10]

Eutanásia e suicídio assistido
Ver artigo principal: Eutanásia

Máquina de eutanásia inventada por
 Philip Nitschke e disponível no
 Museu de Ciências de Londres.

Indivíduos que desejam pôr
termo à sua própria vida podem recorrer
 ao auxílio de outra pessoa para atingir a morte.

 A outra pessoa, geralmente um
 membro da família ou um médico
 especializado, podem ajudar a praticar o ato,
 se o indivíduo não tem capacidade
 física para fazê-lo mesmo com
 os meios fornecidos. 

O suicídio assistido é uma questão
 moral e politicamente controversa
 em muitos países, como no caso
 do Dr. Jack Kevorkian, um médico
 que apoiava a eutanásia, afirmando
 ter ajudado 130 pacientes a
 terminarem suas próprias vidas, mas que foi
 condenado a 8 anos de prisão por isto. 
Apelidado de Doutor Morte,
 ele se candidatou ao 
em 2008 defendendo a legalização da eutanásia.[11]

Ortotanásia
Ver artigo principal: Ortotanásia

É quando não se tomam medidas
 para prolongar artificialmente a vida
 de uma pessoa com uma doença letal,
 restringindo a fazer um tratamento paliativo
 para aliviar a dor e permitir uma morte digna. 
No Brasil essa prática só foi legalizada em 2010.[12]

]Homicídio Suicídio

Trata-se do ato no qual um indivíduo
 mata uma ou várias outras pessoas
 imediatamente e comete suicídio
 para não ser preso. 

Geralmente feito por vingança 
ou/e passional. Exemplos incluem
 o caso de Francisco Hyalisson Gonzaga
 que atirou na ex-namorada, Luana Kalyev Almeida
 e em seguida atirou na própria cabeça [13]
e o de Edwin Valero
campeão mundial de boxe venezuelano
 acusado de enforcar a própria mulher.[14].

Ataque suicida

Um ataque suicida é quando um
 atacante comete um ato de violência 
contra outros 
(geralmente um grande número de pessoas),
 normalmente para atingir um objetivo
militar ou político, que resulta 
em sua própria morte. 

Os atentados suicidas são muitas 
vezes consideradas como um ato de terrorismo

Os exemplos históricos incluem 
os ataques kamikazes por pilotos aéreos japoneses
 durante a Segunda Guerra Mundial

Entre 2000 e 2007 ocorreram 140 
ataques suicidas em Israel que mataram
 542 pessoas e feriram milhares.[15]

Suicídio em massa e pacto suicida

Certos suicídios são realizados sob
 pressão social ou de um grupo. 
Os suicídios coletivos, ou em massa, 
podem ocorrer apenas entre duas pessoas,
 como um "pacto suicida", 
ou com um número muito maior. 

Um exemplo é o suicídio em massa 
que ocorreu por membros do Peoples Temple,
 uma seita estado-unidense liderada
 por Jim Jones em 1978 na Guiana 
que levou a morte de 918 pessoas 
incluindo 270 menores de idade.[16]

Outro exemplo ocorreu em janeiro 
Trezentos funcionários da Foxconn
fabricante do Xbox 360, ameaçaram 
um suicídio coletivo se as reivindicações 
do grupo não forem atendidas.[19] 
O protesto terminou com um acordo 
entre a empresa e os respectivos funcionários.[20]

Indução de suicídio

Induzir, estimular, dar dicas ou 
apoiar de qualquer outra forma 
o suicídio de outra pessoa é um crime
em vários países ocidentais, considerado
 como uma forma de homicídio com dolo
(intenção de matar). 

Essa punição leva em conta inclusive
 quando o estímulo é feito na internet.[21][22][23] 

No Brasil o artigo 122 do Código Penal 
prevê reclusão de dois a seis anos 
para quem induz, instiga ou ajuda 
alguém a cometer suicídio, ou reclusão, 
de 1 (um) a 3 (três) anos, se da 
tentativa de suicídio resulta lesão corporal 
de natureza grave.[24]
[editar]Suicídio metafórico

É o sentido metafórico de "destruição 
intencional de um auto-interesse",[25] como
 o suicídio político.

Causas

O comportamento suicida 
está associado com a impossibilidade 
do indivíduo de
 identificar alternativas viáveis 
para a solução de seus conflitos, 
optando pela morte como resposta 
de fuga da situação estressante.[26] 

Uma série de fatores estão associados 
com o risco de suicídio, 
bem como fatores sócio-econômicos. 

Embora as circunstâncias externas,
 tais como um evento traumático,
 podem desencadear o suicídio, 
não parece ser uma causa independente. 

Assim, os suicídios são mais prováveis
 de ocorrer durante os períodos de família
 sócio-econômico, ou uma crise individual.

Transtorno psicológico

Segundo a OMS, os transtornos 
psicológicos que estão mais associados
 com o risco de suicídio são[27][28]:

Transtornos de humor 
 histriônica e esquiva)

Os transtornos mentais são freqüentemente
 presentes durante o momento do suicídio,
 com estimativas de 87%[29] a 98% dos casos.[30] 

Transtornos de humor estão presentes em
 30%, abuso de substâncias em 18%, 
esquizofrenia em 14% e 
em 8 a 20% dos suicídios.[30][31] 

Estipula-se que entre 5 e 15% de 
pessoas com esquizofrenia morrem de suicídio.[32][33]


Abuso de substâncias

O abuso de alcóol é um dos principais
 indicadores de ideação suicida.

Veja também: Drogadição, Cocaína
Droga psicoativa, Alcoolismo

O abuso de substâncias é a segunda
 causa mais comum de suicídio 
depois dos transtornos de humor.[34] 

Tanto o abuso crônico de substâncias, 
bem como o abuso de substâncias de forma aguda
 está associada a um risco aumentado de suicídio. 

Isso é atribuído aos efeitos intoxicantes 
e desinibidor de muitas substâncias psicoativas
quando combinado com o sofrimento pessoal,
 como o luto o risco de suicídio é muito maior.[35] 

Mais de 50% dos suicídios estão 
relacionados ao álcool ou drogas. 

Até 25% dos toxicodependentes 
e alcoólicos cometem suicídio. 

Em adolescentes, o número é maior 
com álcool ou abuso de drogas, 
que desempenha um papel em até 70% dos suicídios.

 Foi recomendado que todos os 
toxicodependentes ou alcoólicos 
são investigadas por pensamentos suicidas,
 devido ao elevado risco de suicídio.[36]


Biológico

Para boa parte dos especialistas, 
a genética tem um efeito sobre
 o risco de suicídio[37] 
responsável por 30-50% de variância..[38]

Grande parte deste relacionamento 
atua através da hereditariedade da doença mental.


[38] Porém, a questão da hereditariedade 
é polêmica, alguns autores alegam 
que é apenas consequência de viver 
com pais com transtornos mentais 
(e esses sim seriam hereditários).[31]

Social 
Problemas familiares, amorosos e financeiros

Um estudo encontrou maior 
frequência de suicídio entre pessoas
 com famílias desestruturadas 
e após rompimentos de relacionamentos
 amorosos entre jovens. 

Entre adultos separações e problemas 
financeiros são fatores de risco.[39] 

Apesar de problemas financeiros sérios
 serem um fator de risco e religião
 ser um fator de proteção Durkheim
 percebeu uma prevalência de suicídio
 entre pessoas de classe sócio-econômica
 mais elevada e entre protestantes no
 Rio de Janeiro.[40] 

Outros autores também encontraram
 maior prevalência entre classes 
sócio-econômicas mais altas num 
estudo feito em São Paulo.[41]
Como forma de rebeldia ou protesto

Muitas vezes a greve de fome 
pode encaminhar no suicídio de 
mais de uma pessoa, como ocorreu na
Irlanda em 1981 durante o Conflito
 na Irlanda do Norte liderado por Bobby Sands
 e que resultou em 10 mortes.

[42]Suicídio judicial

Muitas vezes uma pessoa que 
tenha cometido um crime pode
 cometer suicídio para evitar ser processado,
 como foi o caso de Budd Dwyer e


Suicídio militar

Ataque kamikaze sobre a transportadora
 escolta USS White Plains (CVE-66).

Nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial,
 alguns pilotos japoneses kamikazes voluntariaram
 para missões em uma tentativa de evitar
 a derrota para o Império. 

Perto do fim da guerra, os japoneses 
desenvolveram um pequeno avião (Ohka),
 cujo único propósito era missões kamikazes. 

Da mesma forma, as unidades 
da Luftwaffe voava Selbstopfereinsatz 
(missões de auto-sacrifício) contra pontes Soviéticas. 

Na Alemanha nazista, muitos soldados
 e oficiais do governo (incluindo Adolf Hitler
) mataram-se, em vez de se render

O japonês também construiu um
 "homem-torpedo humano submarinos"
 suicídio chamado Kaitens.[44]

Ideação suicida

Carta de suicídio do poeta alemão
Heinrich von Kleist (1777-1811) 
endereçada à sua meia-irmã Ulrike. 

Muitos suicidas, em particular 
personalidades públicas, escrevem
notas de suicídio justificando o ato.
Ver também: Idealização suicida
Ver também: Nota de suicídio

Segundo a psicologia, existem vários
 comportamentos que indicam a possibilidade
 de ideação suicida. 

Dentre eles o relato de querer desaparecer,
 dormir para sempre, ir embora e nunca mais voltar
 ou mesmo objetivamente o relato
 do desejo de morrer, mesmo quando
 falado num tom de brincadeira, 
devem ser considerados indícios 
significativos e levados a sério.

Um importante indicativo é o 
uso abusivo de álcool, especialmente 
quando o início for precoce, existir 
um histórico familiar de alcoolismo 
e houver eventos disruptivos recentes 
ou perda de uma relação interpessoal importante.[27] 

Outro importante indicativo é o uso drogas ilegais.
 Enquanto pessoas com histórico de
 abuso de drogas tem mais de 50 vezes
 mais probabilidade de tentar suicídio 
do que os que nunca usaram. 
Mais de 40% dos suicidas tem 
histórico de abuso de álcool ou outra substância.[45]

Quanto mais comportamentos 
indicativos mais provável a ideação 
e necessidade de intervenção. 

Outros comportamentos associados 
com tentativas de suicídio e 
que devem ser tratados como alerta são:

Fumar cigarro [46][47]
Distúrbios do sono (insônia, hipersonia, parassonia...) [48]
Transtornos alimentares [27]
Descaso com a higiene e cuidados pessoais[27]
Mau humor, irritabilidade, tristeza, anedonia.(humor depressivo)[27]
Transtornos de ansiedade (Ataque de pânico,
TOC e Transtorno de ansiedade generalizada) [27]
Correr riscos desnecessários 
como não usar camisinha
dirigir perigosamente e andar em locais perigosos.
 (sintomas de mania)[27][49]
Alucinação, Delírio, desconfiança excessiva, deterioração cognitiva. (sintomas de esquizofrenia)[27]

Ter um método planejado.[50]

Ouvir músicas, assistir filmes e/ou ler livros sobre morte regularmente

Pouca socialização/Se isolar de família e amigos;

O Inventário de Depressão de Beck (BDI)
 pode ser usada para medir a gravidade dessa ideação.[51]

Fatores de risco

Retrato de uma família russa pintado
Pais negligentes, libertários e/ou autoritários
 são um fator de risco para suicídio, 
enquanto pais atenciosos e responsáveis são um fator de proteção.[31]

Outros fatores importantes que deveriam
 ser considerados, pois seriam mais comuns
 entre aqueles que tentam suicídios [28][31][50]:

Planejar o suicídio;
Acesso ao método de suicídio;
Tentativas anteriores 
(as duas semanas após a tentativa é que tem mais risco);

Eventos estressores recentes 
(como perda do emprego, morte de ente querido,
 desastres naturais, guerras, 
diagnóstico de doença e divórcio);

Idade entre 13 e 19 anos 
(35% dos adolescentes brasileiros entre 13 e
 19 anos tem ideação suicida)[52] 
ou depois dos 65;

Rede de apoio social restrita 
(poucos amigos e cuidadores).
Nível sócio-econômico e nível 
educacional baixos;
Traumas, tais como abuso físico
 e sexual;
Baixa auto-estima e desesperança;

Questões de orientação sexual 
(tais como homossexualidade e transsexuais);
Pouco discernimento, falta de controle
 da impulsividade, e comportamentos
 auto-destrutivos;
Poucos recursos (cognitivos, materiais,
 funcionais e sociais) para enfrentar problemas;

Doença física (como HIV) e dor crônica;

Exposição ao suicídio de outras pessoas.

Factores sócio-económicos como
 e discriminação podem provocar
 pensamentos suicidas.[53] 

A pobreza pode não ser uma causa direta,
 mas pode aumentar o risco de suicídio
, pois é um grupo de risco para depressão.[54]

Método

O principal método de suicídio
 varia dramaticamente entre os países.

 Os métodos de liderança em diferentes regiões incluem enforcamento, envenenamento por pesticidas

Em todo o mundo 30% dos suicídios
 são de pesticidas. 

A utilização deste método, contudo, 
varia consideravelmente de 4% na Europa 
a mais de 50% na região do Pacífico.[56] 

Nos Estados Unidos, 52% dos suicídios 
envolvem o uso de armas de fogo.[57] 

Asfixia e envenenamento também são 
bastante comuns neste país. 

Juntos, eles compreenderam 
aproximadamente 40% dos suicídios
 nos Estados Unidos. 

Outros métodos de suicídio incluem
trauma contundente 
(saltando de um prédio ou uma ponte,
 jogando-se na frente de um trem,
 ou provocando um acidente de carro,
 por exemplo). 

Há ainda causas menos comuns, 
como afogamento intencional, 
choque elétrico, ou fome intencional.


Informações sobre suicídio

A associação americana de suicidologia 
o centro de controle e prevenção
 de doenças americano (CDC)
 defendem que aprender sobre
 o suicídio, sinais de alerta sobre ideação,
 fatores de risco e proteção
 e como intervir em crises são
 importantes medidas de prevenção.[58]

Porém definir se a exposição ou não
 a um suicídio é um fator de risco
 para novos suicídios ainda é uma
 questão controversa.[59] 

Um estudo de 1996 foi incapaz de
 encontrar uma relação de suicídios
 entre amigos.[60] No entanto, um outro
 estudo de 1986 encontrou maiores
 taxas de suicídio após um noticiário
 televisivo em relação ao suicídio.[61]


O suicídio é a décima causa de
 morte no mundo,[2] com cerca de um milhão
 de pessoas mortas por suicídio anualmente.[63]

Em todo o mundo as taxas de suicídio 
aumentaram 60% nos últimos 50 anos,
 principalmente nos países em desenvolvimento


A maioria dos suicídios do mundo 
ocorrem na Ásia, que é estimada em até 60%
 de todos os suicídios do planeta. 

China, Índia e Japão podem ser responsáveis
 por 40% de todos os suicídios no mundo.[64] 

Nos Estados Unidos, a taxa de suicídios
 está aumentando pela primeira vez
 em uma década, enquanto que no Brasil,
regionalmente, o índice é semelhante
 ao de países com maiores taxas do mundo,
 principalmente no Rio Grande do Sul e o 

O aumento da taxa de suicídio global
 entre 1999 e 2005 foi devido
 principalmente a um aumento dos suicídios
 entre os brancos com idade de 40-64, 
com média branca de meia-idade
 entre as mulheres que experimentaram
 o maior aumento anual.[66]

Gênero

No mundo ocidental, os homens
 morrem muito mais frequentemente
 por meio de suicídio do que as mulheres,
 embora as mulheres tentem o suicídio
 com mais freqüência. 

Alguns médicos acreditam que isso
 decorre do fato de que os homens
 são mais propensos a acabar
 com suas vidas através de meios
 eficazes de violência, principalmente
 quando as mulheres usam métodos
 mais lentos, como consumo excessivo de medicamentos.


Alcoolismo e uso de drogas

Estudos norte-americanos mostraram
 que 33% a 69% dos suicidas apresentavam 
alcoolemia positiva.[67] 

De fato, nos Estados Unidos, 
16,5% dos suicídios estão relacionados
 ao álcool.[68] 

No Reino Unido, um estudo de suicídios
 ocorridos entre 1988 e 1995 
determinou que 45% das vítimas 
apresentavam alcoolemia positiva, 
com maiores porcentagens na 
faixa etária de 35 a 44 anos 

Alcoólatras são de 5 a 20 vezes
 mais propensos a se matar, 
enquanto o mal uso de outras 
drogas aumenta o risco de 10 a 20 vezes.[69] 


No Brasil, em estudo realizado 
com 290 vítimas de suicídios 
na cidade de São Paulo
36,2% apresentavam alcoolemia 
positiva.[70] Cerca de 15% dos alcoólicos
 cometem suicídio, e cerca de 33%
 dos suicídios em menos de 35 
anos têm um diagnóstico primário
 de álcool ou abuso de outras substâncias,
 mais de 50% dos suicídios estão relacionados
 à dependência de álcool ou drogas. 

Sabe-se que o consumo de álcool
 aumenta a agressividade e essa
 afirmação é também válida para
 violência dirigida a si mesmo.[71] 

Em adolescentes o álcool ou uso 
indevido de drogas desempenha 
um papel em até 70% dos suicídios.[36][72]


Etnia

Taxas de suicídio nacionais diferem
 significativamente entre países 
e entre grupos étnicos no interior 
dos países.[73] Por exemplo, 
no E.U.A., não-hispânicos caucasianos
 são quase 2,5 vezes mais propensos
 a se matar do que afro-americanos 

No Reino Unido as taxas de suicídio
 variam significativamente entre as diferentes
 partes do país. Na Escócia, por exemplo, 
a taxa de suicídio é aproximadamente o dobro do que na Inglaterra.[75]

No mundo

Taxas de suicídio por 100 000 habitantes.

No mundo, 815 000 pessoas 
cometeram suicídio no ano 2000
o que perfaz 14,5 mortes por 100 000 habitantes
 (uma morte a cada 40 segundos)[76] 

Países do Leste Europeu 
são os recordistas em média de suicídio
 por 100.000 habitantes. 
A Lituânia (41,9), 
Estônia (40,1),
Rússia (37,6), 
Letônia (33,9) e 
Hungria (32,9). 

no lado oposto, com a menor taxa,
 variando entre 0,5 e 2.

Os demais estão na faixa de 10 a 16. 
Em números absolutos, porém,
lidera as estatísticas. 

Foram 195 mil suicídios no ano

 de 2000, seguido pela Índia
com 87 mil, a Rússia com 52,5 mil,
 osEstados Unidos com 31 mil, o Japão
com 20 mil e a Alemanha com 12,5 mil.

Na Rússia

Todos os anos 60 mil pessoas
 põem um fim às suas vidas na Rússia
onde a taxa de suicídio é a segunda
 no mundo—são 34,9 por 100 mil habitantes,
 abaixo somente da Lituânia e 
leste europeu anunciou a diretora
 do Centro Serbski de Psiquiatria Social
 e Judiciária da Rússia, Tatiana Dmitrieva,
 em entrevista coletiva organizada 
por ocasião do Dia Internacional 
da Saúde Mental. 

Em 2008, foram registados 29 suicídios
 por 100 mil habitantes, índice muito superior
 à média mundial de 14 por 100 mil.[77] 

As altas taxas provavelmente estão 
associadas com a grande frequência 
de alcoolismo, crises sócio-econômicas
 e fatores culturais.

Japão

O Japão tem a mais alta taxa de suicídio
 do mundo desenvolvido 
(24,1 por 100.000 habitantes). 

Os suicídios atingiram o número recorde de
 34.427 em2003 (+ 7,1% com relação a 2002
Geralmente empresários e funcionários, 
comentem suicídios motivados por escândalos
 de corrupção ou perda de dignidade na sociedade.[78]

No ano de 2008 o suicídio entre
 jovens bateu novo recorde no Japão,
 tendo alcançado 4.850 mortes , 
1,7% a mais que no ano anterior, 
informou a polícia japonesa. 

Mesmo com este aumento, em 2008, 
32 249 pessoas se mataram no Japão, 
uma baixa de 2,6% em com relação aos números de 2007.

A taxa de suicídios foi, no ano de 2008,
 de 25,3 para cada 100 mil habitantes,
 o que coloca o Japão entre os dez países
 do mundo com mais casos. 

O suicídio é a sexta maior causa de morte
 no Japão, onde não está associado
 a um tabu social.[79]

França

Em 1996, a França teve 12 000 suicídios
 por 160 000 tentativas; com 62 milhões
 de habitantes, esses números representam
 aproximadamente 19,6 suicídios 
por 100 000 habitantes, ou seja, 
um suicídio por 5 000 pessoas, 
e uma tentativa por 400 pessoas. 

A França ocupa o quarto lugar 
entre os países desenvolvidos. 

Esses números são mais ou menos
 estáveis desde 1980
Assim como em outros países da Europa 
o suicídio já se tornou uma causa mortis 
mais frequente que os acidentes de trânsito. 
Fatores culturais e crises sócio-econômicas 
agravaram a situação em 2008-2009.[80]

Brasil
Ver artigo principal: Suicídio no Brasil

No Brasil, 4,9 pessoas a cada 100 mil
 morrem por suicídio por ano, 
uma das menores médias do mundo. 

E ao contrário do resto do mundo 
onde é mais comum entre adultos, 
no Brasil há uma prevalência entre 
os jovens entre 15 e 24 anos.[81] 

Entre os estados, o Rio Grande do Sul
 é o que tem a maior taxa, 9,88 para 100 mil.

 Entre as cidades, o município 
com o maior índice é o de Amambai(MS),
 com mais de 49,3 casos a cada 100 mil habitantes,
 uma das cidades com maior índice de suicídio do mundo. 
(Mapa do suicídio estadual: [5]). 

Um dos métodos mais comuns no país 
são venenos como o agrotóxico Tamaron.
 Foram registradas 7.987 mortes por suicídio no País.[82]

Entre os índios, o índice de suicídio foi de 98 por 100 mil,
 um índice alarmante que já responde por 81%
 dos suicídios em Mato Grosso do Sul e no Amazonas.[81]


No Rio Grande do Sul, em 2004,
 foi identificada a maior mortalidade
 masculina por suicídio do país com 16,6
 mortes a cada 100 mil homens, enquanto
 Maranhão ficou em último lugar com 2,3 mortes
 a cada 100 mil homens. 
Em relação às mulheres, Mato Grosso do Sul 
ocupou o primeiro lugar com 4,2 
mortes a cada 100 mil mulheres, 
e Rio Grande do Norte o último 
com mortalidade de 0,6 a cada 100 mil mulheres.[83]

Em 2005, seguindo as recomendações
 da OMS para combater o aumento 
no número de casos, foram elaborados 
um grupo de políticas nacionais de
 prevenção ao suicídio, atuando em
 esfera nacional, estadual e municipal.
(Mais informações: [6])[84].

Portugal

Em Portugal em 2003 11,1 pessoas 
por cada 100 mil morreram por suicídio
 sendo que a distribuição por género 
é de 17,1 por 100 mil para os homens
 e 5 por 100 mil para as mulheres.[85][86] 

A taxa de suicídio em Portugal dobrou
 na última década, de cerca de 600
 para mais de 1.200 casos por ano.[87]

O enforcamento é o método de suicídio
 mais utilizado em 16 países europeus,
 incluindo Portugal, representando quase
 metade do total de casos. 

O segundo mais usado depende do gênero,
 sendo armas de fogo para homens e
 afogamento pelas mulheres sendo o oposto
 (arma de fogo por mulheres e afogamento por homens)
 muito raro.

Entre os jovens masculinos dos 15 aos 24,
 Portugal é o país que apresenta a taxa
 mais baixa da Europa. Além disso,
 é um dos países com menos suicídios
 entre mulheres.[85] 

O número de suicídios aumenta 
com a faixa etária, sendo mais frequente
 em homens acima dos 50 anos, 
esta peculiaridade pode ser reflexo 
de fatores históricos e culturais. 

Entre 1902 e 1939 o número de suicídios
 registrados aumentou de 236 para 969
 casos e seguiu estável entre 750 e 1000
 até 1975. E desde essa época que o
 número de suicídios entre homens já
 era entre duas e quatro vezes mais
 comuns do que mulheres e predominava
 entre os mais velhos.[88] 

Houve um grande decréscimo 
a partir da década de 70, chegando a 
516 casos em 2000, menos número 
em 40 anos. Porém, em 2002 e 2003, 
esse número dobrou ultrapassando os
 mil casos e seguiu aumentando até 2010,
 tornando-se a causa de morte não-natural
 mais comum do país, superando o
 número por acidentes viários.[85][89]

Segundo a Sociedade Portuguesa de 
Suicidologia, entre 1998 a 2008, 
a média anual de suicídios no 
Baixo Alentejo foi de 53 casos, 
enquanto no concelho de Odemira
em 2007, foram registrados 61 mortes
 a cada 100 mil habitantes, 
com um grande número de casos na
 freguesia de Sabóia, levando a região
 a um dos maiores índices de suicídio 
em todo o mundo. Um dos prováveis 
motivos pode ser o aumento no índice 
de desemprego e depressão maior.[85]

No sexo feminino, a menor taxa 
registou-se na região autónoma da 
Madeira, onde não houve casos 
registrados. Salienta-se que nas regiões 
Norte e Açores ocorreu menos de 
um suicídio por 100.000 habitantes. 
No sexo masculino, a região com 
menor taxa foi a do Norte. 
De um modo geral, em Portugal 
registaram-se mais suicídios nos 
meses de Junho, Julho e Setembro. 
Janeiro e Fevereiro foram os meses 
com menor número de registos. 
Fazendo uma análise por sexos, 
não se verificam grandes diferenças 
de perfis, registando-se um maior 
número de suicídios no sexo 
masculino nos meses de Junho e 
Setembro e no sexo feminino em Junho e Julho.

Prevenção

Ver artigo principal: Prevenção do suicídio

Policial de Dallas tenta convencer 
uma mulher a não se jogar do edifício. 
Grande parte dos policiais das 
grandes cidades recebem treinamento 
para esses tipos de situações.

Segundo diversos especialistas a 
prevenção suicídio não deve ser 
apenas uma preocupação exclusiva 
de médicos, e sim de todos os 
profissionais de saúde, de segurança 
e da comunidade humana em sua
 totalidade.[90][91][92]


Abordagem psicológica

A abordagem psicológica 
quanto ao suicídio foca-se na 
prevenção e na intervenção em crise. 

A visão predominante da psicologia 
moderna é de que o suicídio 
é um problema de saúde mental,
 associada a fatores psicológicos
 como a dificuldade ou a impotência
 em lidar com eventos altamente estressantes,
 impacto de transtornos mentais e . 

Ao invés de uma verdadeira intenção
 de morrer, a tentativa de suicídio
 por vezes é interpretada como um "grito de socorro"
 para chamar a atenção ao 
seu desespero e seu desejo de fuga.[93] 
A maioria das pessoas que tentam 
suicidar-se não obtém sucesso 
em sua primeira tentativa e 
frequentemente tentam novamente 
em outro momento. 
Pessoas com tentativas anteriores t
êm mais probabilidade de realizarem 
o ato com sucesso, por isso, é importante 
que a família e amigos se mantenham 
alerta e tomem medidas de prevenção 
contra novas tentativas.[94]

Intervenção em crise
Ver também: Intervenção psicológica

Segundo a psicologia e a psiquiatria,
 caso seja identificado ideação suicida
 em alguém algumas das medidas 
que podem ser tomadas para evitar
 a conclusão do ato é [50][95][96][97]:


Colocar a pessoa em acompanhamento

Mobilizar a rede social de apoio
 (família, parceiro(a), amigos...);

Em casos graves, internação em

Fazer um contrato de vida,
onde a pessoa se compromete
 a ligar para pessoas de sua confiança,
 antes de cometer o suicídio;

Monitoramento regular;

Restringir acesso a álcool e drogas;

Retirar acesso aos métodos 
 do ambiente;

Conversar sobre alternativas 
para solução dos problemas atuais 
e de como encará-los de uma forma mais saudável.


Família e amigos devem ficar 
alerta para pessoas com ideação suicida
 que começaram a usar antidepressivos. 
Medicação antidepressiva apesar 
de diminuir a ideação a longo prazo, 
nos primeiros meses aumenta 
bastante os riscos, ao melhorar 
a capacidade do indivíduo de tomar 
decisões e tomar atitudes, 
e por isso precisa de acompanhamento
 constante.[98]

Contenção física pode ser necessária
 durante uma tentativa. 
Conseguir conter o momento 
de crise e o impulso de se matar 
frequemente é eficaz para prevenir 
o suicídio temporariamente. 

A intervenção em crise geralmente
 é pontual durando de duas a seis sessões.
 Intervenções preventivas feitas
 em comunidades teve bom resultados
 como forma de preparar as pessoas
 a lidar com crises e fazer um acolhimento
 mais adequado.[99]

Conseguir conter o momento de crise
 e o impulso de se matar frequentemente
 é eficaz para prevenir o suicídio temporariamente.

 A intervenção em crise geralmente
 é pontual durando de duas a seis sessões.
 Estudos apontam que algumas intervenções
 preventivas feitas em comunidades
 obtiveram bons resultados como
 forma de preparar as pessoas
 a lidar com crises e fazer um 
acolhimento mais adequado.[100]

Aspectos sociais
Legislação

Uma faca tantō preparada para o seppuku.

Países aonde a eutanásia é legalizada 
(em verde escuro), e países aonde a legalização
 está sendo discutida 
(em verde claro e em laranja).

 a eutanásia chegou a ser legalizada,
 mas depois a prática foi novamente
 considerada criminosa.

Antigamente, em Atenas
uma pessoa que havia cometido suicídio
 (sem a aprovação do Estado) 
era negada às honras de um funeral normal; 
a pessoa era enterrada sozinha, na periferia
da cidade, sem lápide ou inscrição.

[101] Um decreto-lei criminal 
emitido por Luís XIV de França 
em 1670 era muito mais grave 
em sua punição: o corpo do morto 
era atirado pelas ruas, virado para baixo,
 depois pendurado ou jogado
 em uma pilha de lixo, enquanto que todos os seus bens eram confiscados.[102] 

Em contrapartida, os soldados da
que haviam sido derrotados nas
 guerras eram obrigados a cometerem suicídio.

Modernamente, em algumas jurisdições, 
um ato incompleto ou ato de suicídio
 é considerada um crime. 

Mais comumente, um membro 
do grupo sobrevivente que 
ajudou na tentativa de suicídio 
enfrentará acusações criminais. 

No Brasil, se a ajuda for direcionada 
para um menor, a pena é aplicada 
em seu duplo e não considerada como homicídio. 

Na Itália e no Canadá, a instigação ao suicídio
 a outrem também é uma ofensa criminal.

 Em Singapura, que presta assistência
 no suicídio de uma pessoa com 
deficiência mental, esta é uma ofensa capital.

 Na Índia, o suicídio, a cumplicidade
 de um menor ou uma pessoa com
 problemas mentais podem resultar
 em um prazo máximo de prisão
 de 1 ano com uma possível multa.[103]

Na Alemanha, as seguintes leis se
 aplicam no caso do suicídio:[104]

a eutanásia ativa (morte a pedido
 do próprio paciente) é proibida pelo artigo
 216 do Código Penal (Strafgesetzbuch,
 Código Penal alemão), punível com pena
 de seis meses a cinco anos de prisão;

a lei alemã interpreta o suicídio
 como um acidente e todas as pessoas
 presentes durante o ato podem ser processadas
 por não prestar auxílio e caso de emergência.
 Um suicídio torna-se legalmente emergencial
 quando uma pessoa perde
 a consciência suicida. 
A falta de prestação de auxílio
 é punível nos termos do artigo 
323C do Código Penal Suíço, 
com uma pena de prisão máxima de um ano.

Interpretações religiosas

Émile Durkheim, em sua teoria sobre o suicídio,
 acredita que a religião promove
 valores compartilhados, interação
 e limites sociais fortes que evitam que
 o indivíduo se sinta isolado e, ao mesmo tempo,
 estabelecem um conjunto de ideais
 pelos quais viver, constituindo-se
 em um fator protetor contra o suicídio.[105] 

Alguns estudos internacionais 
mostraram que realmente ter uma 
religião diminui o número de tentativas 
de suicídio e aumentam a aversão a esse ato.[106]

Porém mesmo com o cristianismo 
condenando o suicídio em um estudo 
brasileiro a frequência de ideação 
suicida significativa foi encontrada 
em 26,4% dos católicos, 24% dos evangélicos, 
13,3% dos espíritas/outros e apenas 
10% de pessoas que se definiam sem religião. 

Analisando do ponto de vista 
da intensidade da religião em sua vida
 24% dos muito religiosos 
tinham ideação suicida, 21% 
dos moderadamente religiosos e 
32,1% dos pouco religiosos. 

Um aumento de depressão maior
 também foi encontrado entre religiosos
 (30%) em comparação a pessoas
 sem religião (20%).[107]

Outro estudo brasileiro mostrou que religião,
 nível de ortodoxia e nem mesmo
 o medo da morte servem como
 predição da aceitação do suicídio.[108]

Judaico-cristã


Judas enforcado cercado por demônios.
 Afresco em Mălâncrav.

Na maioria das escolas do cristianismo,
 o suicídio é considerado um pecado
baseado principalmente em escritos
 de influentes pensadores da Idade Média
o suicídio não era considerado um
 pecado sob o código de Justianiano
do Império Bizantino, no entanto.[109][110] 

Na doutrina católica, o argumento 
é baseado no mandamento 
"Não matarás" 
(aplicado no âmbito do Novo Testamento
por Jesusem Mateus 19:18), 

bem como a ideia de que a vida
 é um dom dado por Deus que não
 deve ser desprezada, e que o suicídio
 é contra a ordem "natural" e, portanto,
 interfere com a vontade de Deus.[111][112]

Na Idade Média, a Igreja Católica 
Romana condenava o suicídio, e para
 desestimular o ato aqueles que morriam
 dessa forma não eram enterrados, 
os corpos ficavam ao ar livre para serem
 devorados pelas "feras" e aves de rapina.[113]

A Bíblia, embora nunca use a palavra suicídio,
 conta sobre algumas pessoas 
que o desejaram (inclusive , Moisés e Elias)
 e sobre várias que cometeram atos suicidas
 (como Sansão, Saul e Judas).

 Pela bíblia não se pode garantir 
que todos suicidas vão para 
o inferno[114], pois ao mesmo
 tempo que o suicídio é visto 
como um pecado gravíssimo 
(por ir contra o "Não matarás") 
que deve ser evitado por todos aqueles
 que tem fé em Deus, aqueles
 que perderam algum ente querido
 nessas condições podem encontrar
 consolo nas passagens
 "os cristãos podem saber que possuem
 a vida eterna sem qualquer dúvida" (1 João 5:13),
 "Nada pode separar um cristão do amor de Deus"
 (Romanos 8:38-39) 
e na passagem que diz que Jesus perdoou todos
 os pecados com seu sacríficio.[115]

O judaísmo enfoca a importância 
da valorização da vida, e como tal,
 o suicídio é o mesmo que negar 
a bondade de Deus no mundo. 
Apesar disso, existem relatos de 
judeus que se suicidaram em
 circunstâncias extremas, quando 
estavam correndo de serem escravizados, 
humilhados ou mortos 
(ver Massada e Saul (rei) por exemplo)[116]

Para honrar suas memórias 
há mesmo uma oração na liturgia judaica
 "para aqueles que estão morrendo, 
com a faca na garganta, 
para santificar o nome de Deus" (Ver: martírio). 
Estes atos são considerados polêmicos
 entre autoridades judaicas, 
sendo considerados por alguns 
como exemplos de martírio heróico
enquanto outros afirmam que foi errado
 eles tomarem suas próprias vidas.[116]

No Talmud existe uma história aplicável
 à questão da eutanásia. 
O grande sábio Rabi Chanina 
estava sendo queimado vivo pelos romanos. 
Seus alunos pediram-lhe para
 acabar com seu sofrimento rapidamente, 
abrindo sua boca e respirando a fumaça e chamas. 
Mas ele respondeu:
 "É melhor que Ele, que deu me a minha alma,
 leve-a, em vez de eu causar danos a mim mesmo."[116]

Islamismo

O suicídio não é permitido na religião do islã;[117] 
contudo, martirizando-se para Deus 
(durante o combate) não é o mesmo de 
completar o suicídio. Suicídio no Islã é
 visto como um sinal de descrença em Deus.[118] 

Entretanto, a utilização de suicídio é 
praticada por grupos radicais como o 

Hinduísmo

No hinduismo, o suicídio é desaprovado
 e é considerado tanto pecaminoso
 como matar outra pessoa. 
Os textos hindus dizem que 
quem comete suicídio passará a 
fazer parte do espírito do mundo, 
vagando pela Terra até o dia em 
que deveria ter falecido, caso não 
houvesse cometido suicídio.[119]
Budismo

Para o Budismo, já que o primeiro preceito
é que não se destrua nenhuma forma de vida,
 incluindo a sua própria, o sucídio
 é visto como uma ação negativa.

Nos ensinamentos budistas, 
o passado dos indivíduos atua
 fortemente na influência que 
experimentam no presente; atos
 presentes, por sua vez, tornam-se
 a influência de fundo para experiências
 futuras (carma). 
As ações produzidas pela mente, 
pelo corpo e pela reação, ou 
repercussão, por sua vez, são 
a causa das condições (boas e más) 
de que nos deparamos no mundo de hoje.

Seitas pró-suicídio

Algumas seitas religiosas fazem 
cultos ao suicídio, como a 


Filosofia

A Saída, ou Idealização suicida: George Grie, 2007.

O suicídio e seu contexto existencialista 
é um amplo tema para a filosofia. 
Pensando nisso,Albert Camus 
escreveu certa vez: "O suicídio é a 
grande questão filosófica de nosso tempo, 
decidir se a vida merece ou não ser
 vivida é responder a uma pergunta 
fundamental da filosofia."

[8] Vilém Flusser, estudioso tcheco
 naturalizado brasileiro, escrevia,
 num artigo que estuda Camus: 
"O suicídio é, portanto, uma espécie de metafísica,
 uma espécie de truque teológico,
 em resumo: uma tentativa desonesta
 de escapar ao absurdo. 
Consequentemente, o suicídio
 deve ser repelido, como qualquer
outra espécie de metafísica. 
É preciso continuar vivendo com
 o nojo, dia após dia, momento após momento
, para viver o mais possível,
 já que não se pode viver o melhor possível. Somente assim, devorando quantidade em vez de qualidade, somente como Don Juan, ator ou conquistador, é o homem honesto."[121]

Um exemplo antigo e notável da filosofia
 do suicídio nos vem de Platão
que argumentava que o suicídio 
não é errado quando o indivíduo 
está condenado à morte pelo Estado 
(no caso, ele citava Sócrates), 
compelido por infortúnio, 
ou quando sofre uma desgraça irreversível;
 no entanto, Platão acredita que o 
suicídio deve ser punido quando 
origina-se de uma "covardia viril 
e preguiçosa".[122] 

Alguns filósofos mais contemporâneos 
vêem o suicídio como um assunto 
legítimo de escolha pessoal e um 
direito humano (coloquialmente 
conhecido como o "direito de morrer"), 
e alegam que ninguém deveria ser obrigado
 a sofrer contra a sua vontade, 
sobretudo de condições como 
doenças incuráveis, doenças mentais,
 e idade avançada que não têm nenhuma
 possibilidade de melhoria.

Os defensores deste ponto de vista
 rejeitam a crença de que o suicídio
 é sempre irracional, argumentando
 às vezes que ele pode ser um último
 recurso válido para dores maiores e
 para certos traumas persistentes. 

Essa perspectiva é mais
 popular na Europa continental
onde a eutanásia e outros temas, 
como são comumente discutidas 
no parlamento, tem uma boa dose de apoio.[123] 

Um segmento mais estreito desse 
grupo considera o suicídio como uma
 escolha grave mas condenável
 em algumas circunstâncias e um
 direito sagrado que todos tem (mesmo
 as pessoas jovens e saudáveis), 
que acredita que eles têm plena consciência
 racional para decidirem sobre suas próprias vidas.


 Podemos citar alguns adeptos
 notáveis dessa escola de pensamento,

Os adeptos desta visão muitas vezes
 defendem a revogação das leis que
 restringem as liberdades dos povos
 conhecidos por serem suicidas, bem
 como as leis que permitem o seu compromisso
 involuntário em hospitais mentais.

Suicidas famosos
Ver artigo principal: Anexo:Lista de suicídios
Ver também

Referências

Durkheim, 1982
a b Hawton K, van Heeringen K. 
(2009). "Suicide". Lancet 373(9672): 1372–81. DOI:10.1016/S0140-6736(09)60372-X.PMID 19376453.
www.uvm.edu (PDF).
Cholbi, Michael, "Suicide",
 The Stanford Encyclopedia of 
Leicester: BPS Books. 33–37 p. ISBN 978-1-85433-290-5
Bertolote JM, Fleischmann A. (2002).
 "Suicide and psychiatric diagnosis: a worldwide perspective". World Psychiatry 1 (3): 181–5. 
Attacks+in+Israel+Since.htm
Hall, John R. (1987). 
Gone from the Promised Land: 
Jonestown in American Cultural History. 
New Brunswick, New Jersey: Transaction 
Publishers. p. 282. 
Página visitada em 2007-07-21.
Werlang, B. S. G. (2000). 
Proposta de uma entrevista semi-estruturada
 para a Autópsia Psicológica em casos de suicídio. 
Tese de Doutorado, Faculdade de Psicologia,
 Universidade de Campinas - UNICAMP, Campinas.
a b c d e f g h PREVENÇÃO DO SUICÍDIO: 
emailorprint.cfm?id=16364&type=lib#fatoresderisco
Arsenault-Lapierre G, Kim C, Turecki G. (2004).
 a meta-analysis". BMC Psychiatry 4: 37.
ID 15527502.
a b Bertolote JM, Fleischmann A, 
De Leo D, Wasserman D. (2004). 
"Psychiatric diagnoses and suicide: 
revisiting the evidence". Crisis 25 (4): 
"The lifetime risk of suicide in schizophrenia: 
a reexamination". Arch. Gen. Psychiatry 62 (3): 247–53. DOI:10.1001/archpsyc.62.3.247.PMID 15753237.
Introduction to chemical dependency counseling.
 Northvale, N.J.: Jason Aronson. 150–152 p.
Philadelphia: Lippincott Williams Wilkins. p. 217. 
ISBN 978-0-7817-3669-5
a b (1991) "Suicide risk associated 
with drug and alcohol dependence.". 
Journal of addictive diseases 10 (3): 49–61.DOI:10.1300/J069v10n03_06. ISSN 1055-0887. PMID 1932152.
Brezo J, Klempan T, Turecki G. (2008). 
"The genetics of suicide: a critical 
review of molecular studies". Psychiatr. 
Clin. North Am. 31 (2): 179–203. DOI:10.1016/j.psc.2008.01.008.PMID 18439443.
a b Goldsmith, Sara K.. Reducing suicide: 
a national imperative. Washington, D.C:
 National Academies Press, 2002. 141 p. 
ISBN 0-309-08321-4
Deslandes SF.
 O atendimento às vítimas de violência 
na emergência: "prevenção numa hora dessas?"
 Cienc Saúde Coletiva 1999;4:81-94.
Durkheim E. O suicídio: um estudo sociológico.
 Rio de Janeiro: Zahar Editores; 1982.
Drumond M, Barros MBA. 
Desigualdades sócio-espaciais na mortalidade do adulto no município de São Paulo. Rev Bras Epidemiol 
1999(1/2):34-49.
Suicide and Self-Starvation, Terence M. O'Keeffe,
Philosophy, Vol. 59, No. 229 (Jul., 1984), pp. 349-363
http://www.nytimes.com/1987/01/23/us/official-calls-in-press-and-kills-himself.html
M.Okumiya/Cadin, Martin - ZERO 
Asas Japonesas na Guerra (1941-1945)- 
Editora Flamboyant,sem data
D., PhD Frank, Jerome; Levin,
 Jerome D; S., PhD Piccirilli, Richard; Perrotto, 
Richard S; Culkin, Joseph (28 Sep 2001). 
Introduction to chemical dependency counseling. 
Northvale, NJ: Jason Aronson. pp. 150–152. 
ISBN 978-0-7657-0289-0.
Miller M, Hemenway D, Rimm E (May 2000).
 "Cigarettes and suicide: 
a prospective study of 50,000 men.". 
American journal of public health 90 
(5): 768–73. PMC 1446219.
Iwasaki M, Akechi T, Uchitomi Y, 
Tsugane S (April 2005). 
"Cigarette Smoking and Completed Suicide among 
Middle-aged Men: A Population-based 
Cohort Study in Japan". Annals of Epidemiology 
-depression.htm
Brooks-Gunn, J., & Petersen, A. (1991). 
Studying the emergence of depression and
 depressive symptoms during adolescence.
 Journal of Youth And Adolescence, 2(20),
 115-119.
a b c Júlia Camarotti Rodrigues, 
Marcelo Tavares. (2009) 
Versão em Português das Escalas Beck. 
São Paulo, Brasil: Casa do Psicólogo.
Vivian Roxo Borges & Blanca Susana
 Guevara Werlang (2006) ESTUDO
DE IDEAÇÃO SUICIDA EM 
ADOLESCENTES DE 13 E 19 ANOS. 
PSICOLOGIA, SAÚDE & DOENÇAS, 2006, 7
 (2), 195-209
Qin P, Agerbo E, Mortensen PB. (2003).
 "Suicide risk in relation to socioeconomic, 
demographic, psychiatric, and familial 
factors: a national register-based 
study of all suicides in Denmark, 1981-1997". 
Am J Psychiatry 160 (4): 765–72. PMID 12668367.
Birtchnell J, Masters N. (1989). "Poverty and depression".Practitioner 233 (1474): 1141–6. PMID 2616460.
Ajdacic-Gross V, Weiss MG, Ring M, et al.. (2008).
 "Methods of suicide: international suicide 
patterns derived from the WHO mortality database". 
Bull. World Health Organ. 86 (9): 726–32.
PMID 18797649.
Gunnell D, Eddleston M, Phillips MR, 
Konradsen F. (2007). "The global distribution 
of fatal pesticide self-poisoning: systematic review". 
Página visitada em 2008-03-24.
http://www.cdc.gov/violenceprevention/
pdf/Suicide-FactSheet-a.pdf
UpToDate Inc..
Brent DA, Moritz G, Bridge J, Perper J, 
Canobbio R. (1996). "Long-term
impact of exposure to suicide: 
a three-year controlled follow-up". J Am
 Acad Child Adolesc Psychiatry 35(5): 646–53. 
PMID 8935212.
Phillips DP, Carstensen LL. (1986). 
"Clustering of teenage suicides
 after television news stories about suicide". 
N. Engl. J. Med. 315 (11): 685–9. 
[S.l.: s.n.], 2002.. 
Página visitada em 2009-12-13.
Suicide prevention. WHO Sites: 
Mental Health. World Health Organization 
(February 16, 2006). 
(PDF). 
World Health Organization (2008). 
Página visitada em 2008-10-26.
[2]
U.S. Suicide Rate Increasing 
Newswise, Retrieved on October 21, 2008.
Sher, 2006b
(2006) "Homicides and suicides--
National Violent Death Reporting System, 
United States, 2003-2004". MMWR Morb. 
Mortal. Wkly. Rep. 55 (26): 721–4. PMID 16826158.
Crombie et al., 1998.
Carlini-Cotrim et al., 1998.
Exum, 2002.
Louis Appleby (Foreword), 
David Duffy (Editor), Tony Ryan (Editor)
. New Approaches to Preventing Suicide.
 [S.l.]: Jessica Kingsley Publishers. 31–32 p
. ISBN 978-1843102212
La Vecchia C, Lucchini F, Levi F. (1994). 
"Worldwide trends in suicide mortality, 1955-1989".
Acta Psychiatr Scand 90 (1): 53–64. 
ISSN 0001-690X. PMID 7976451.; Lester, Patterns, 
1996, pp. 28-30.
Hoyert DL, Heron MP, Murphy SL, Kung HC. (2006). 
 Natl Vital Stat Rep 54 (13): 1–120.
ISSN1551-8922. PMID 16689256.
men: 24.9, women: 8.2, combined: 
16.0 Scottish Public Health Observatory

Associação previne o suicídio em Portugal. Disponível em:http://www.solidariedade.pt/sartigo/index.php?x=4478
"Risco de Morrer em Portugal em 2003", 
Assessment. In: ROTHSCHILD, Anthony.
 Acute care psychia try: Diagnosis and Treatment.
 Baltimore: Williams and Wilkins, 1997.
HILLARD, James.
 Emergency management 
of the suicidal patient. 
In: WALKER, Ingram. 
Psychiatric Emergencies. 
Philadelphia: Lippincott Company, 1983.
SCHMITT, Ricardo (et al). 
Risco de suicídio: avaliação e manejo. 
In: SCHMITT, Ricardo (et al). 
Emergências psiquiátricas. 
Porto Alegre: Artmed, 2001. vol I.
WHO Europe - Suicide Prevention (PDF).
 Página visitada em 2008-09-16.
Shaffer D. (1988). 
"The epidemiology of teen suicide: 
an examination of risk factors". 
J Clin Psychiatry 49 (Suppl): 36–41.

ISSN 0160-6689. PMID 3047106.
C Estellita-Lins, V Oliveira, 
M CoutinhoAcompanhamento terapêutico: 
intervenção sobre a depressão e o suicídio. 
Psychê, 2006, redalyc.uaemex.mx
Elisa Pinto Seminotti, Mariana Esteves Paranhos,
Valéria de Oliveira Thiers. 
Intervenção em crise e suicídio: 
análise de artigos indexados. 
Pontifícia Universidade Católica do
 Rio Grande do Sul – Porto Alegre (Brasil) 2006
ESTELLITA-LINS, Carlos; OLIVEIRA, 
Verônica Miranda de e COUTINHO,
 Maria Fernanda Cruz. Acompanhamento terapêutico: 
intervenção sobre a depressão e o suicídio.
 Psyche (Sao Paulo) [online]. 
2006, vol.10, n.18 [citado 2011-07-02], pp. 151-166 . 
arquivos/alertas07/n_58_jan_07.pdf
C Estellita-Lins, V Oliveira, M Coutinho
 Intervenção em crise e suicídio:
análise de artigos indexados. PUC - RS 2006
C Estellita-Lins, V Oliveira, M Coutinho. 
Intervenção em crise e suicídio: análise de 
artigos indexados. PUC - RS 2006
Platão. Laws, Book IX
Durkheim, Émile (1897). Suicide. New York: 
The Free Press (reprint, 1997), 327. ISBN 0684836327.
Laws - IPC - Section 309.
 Vakilno1.com (2006-10-10). 
Página visitada em 2009-05-06.
"German politician Roger Kusch helped elderly 
woman to die"Times Online July 2, 2008
Durkheim E. Suicide: A Study in Sociology. 
New York: Free Press, 1966.
Gartner, J.; Larson, D.B.; Allen, G. Religious
 commitment and mental health: a review 
of the empirical literature. Journal of Psychology
 and Theology 19: 6-25, 1991.
Rachel Esteves Soeiro e col. 
Religião e transtornos mentais em 
pacientes internados em um hospital
 geral universitário. Cad. Saúde Pública,
 Rio de Janeiro, 24(4):793-799, abr, 2008
Torres, Wilma da Costa. Relaçäo 
entre religiosidade, medo da morte e
 atitude frente ao suicídio. Arq. bras. psicol;38(4):
3-23, out.-dez. 1986. tab.
Dr. Ronald Roth, D.Acu..
Acu-cell.com. Página visitada em 2009-05-06.
Norman N. Holland, Literary Suicides: 
A Question of Style. Clas.ufl.edu. 
Página visitada em 2009-05-06.
Catechism of the Catholic Church -
cborromeo.org (1941-06-01). 
Página visitada em 2009-05-06.
The Sin of Suicide, Aquinas

Csulb.edu (1996-08-28). 
Página visitada em 2009-05-06.
SANSANO, R. Suicídio: 
suicidio-cristao.html
a b c Euthanasia and Judaism: 
Jewish Views of Euthanasia and Suicide (2008)http://www.religionfacts.com/euthanasia
(Submission)- War system in Islam
Hindu Website. Hinduism and suicide
Cult Members say Solar Temple Leaders
 Ordered Mass Suicides, AFP, 19 de abril de 2001 [www.rickross.com]
"O MITO DE SÍSIFO DE CAMUS". 
Vilém Flusser. Acesso: 16 de dezembro, 2011.
http://www.erudit.org/revue/LTP/1993/
v49/n3/400796ar.pdf
By SIMON ROBINSON 
(Sunday, Mar. 27, 2005). Europe's Way of Death.
 Página visitada em 2009-05-06.
Schopenhauer | On Suicide[ligação inativa]
Suicide (Stanford Encyclopedia of Philosophy). Plato.stanford.edu. Página visitada em 2009-05-06.

Bibliografia

Bedford, D.; O’Farrell, A.; Howell, F. - Blood 
alcohol levels in persons who died from
 accidents and suicide. Irish Medical
 Journal 99(3): 80-83, 2006.
Borges, G.; Rosovsky, H. - 
Suicide attempts and alcohol consumption 
in an emergency room sample. 
J Stud Alcohol 57: 543-548, 1996.
Caces, F.E. & Harford, T. -
 Time series analysis of alcohol 
consumption and suicide mortality in the 
United States 1934-1987. J Stud Alcohol
 59(4): 455-461, 1998.
Carlini-Cotrim, B.; Gallina, J.R.; Chasin, 
A.A.M. - Ocorrências de suicídios sob
 efeito de álcool: um estudo na região
 metropolitana de São Paulo. 
Rev. ABP-APAL 20(4): 146-149, 1998.
Crombie, I.K.; Pounder, D.J.; Dick, R.H. - 
Who takes alcohol prior to suicide? 
Journal of Clinical Forensic
 Medicine 5: 65-68, 1998.
Durkheim, E. - O Suicídio. Lisboa, 
Editorial Presença, 1982.
Exum, M.L. - The application and 
robustness of the rational choice 
perspective in the study of intoxicated 
and angry intentions to aggress. 
Criminology 40(4): 933-966, 2002.
Henderson, J.P.; Mellin, C.; Patel, 
F. - Suicide – A statistical analysis 
by age, sex and method. Journal 
of Clinical Forensic *Medicine 12: 305-309, 2005.
Hercules, H.C. (Ed.) - Medicina Legal – 
Texto e Atlas. São Paulo, Editora Atheneu, 2005.
Hufford, M.R. - Alcohol and suicidal behaviour.
 Clinical Psychology Review 21(5): 797-811, 2001.
Klerman, G.L. - Clinical epidemiology 

of suicide. J Clin Psychiatry 48(12 suppl.): 33-38, 1987.
Mann, J.J.; Cornelius, J.R.; Salloum, I.M.; 
Thase, M.E. - Patterns of suicidality 
and alcohol use in alcoholics with 
major depression. Alcohol Clin 
Exp Tes 20: 1451-1455, 1996.
Marra, Realino, Suicidio, diritto e 
anomia. Immagini della morte 
volontaria nella civiltà occidentale, 
Edizioni Scientifiche Italiane, 
Napoli, 1987, ISBN 209776
Mello-Santos, C.; Bertolote, J.M.;
 Wang, Y.P. - Epidemiology of suicide in Brazil
 (1980-2000). Rev Bras Psiquiatr 27(2): 131-134, 2006.
Ministério da Saúde.
 Sistema de Informações sobre Mortalidade
 [SIM]- DATASUS (Online). 
[Acessado em 20 agosto 2006]
Nemtsov, A. - Suicides and alcohol 
consumption in Russia, 1965-1999. 
Drug and Alcohol Dependence 71: 161-168, 2003.
Pirkola, S.P.; Isometsä, E.T.; 
Heikkinen, M.E.; Lönnqvist, J.K. - 
Suicides of alcohol misusers and non-misusers
 in a nationwide population. Alcohol
 & Alcoholism 35(1): 70-75, 2000.
Sher, L. - Alcoholism and suicidal 
behavior: a clinical overview. 
Acta Psychiatr Scand 113: 13-22, 2006a.
Sher, L. - Alcohol consumption and suicide.
 Q J Med 99: 57-61, 2006b.
Souza, E.R.; Minayo, M.C.S.;
 Malaquias, J.V. - Suicide among young 
people in selected Brazilian 
State capitals. Cad Saúde Pública 18(3): 673-683, 2002.
World Health Organization (WHO). 
The economic dimensions of interpersonal violence. 
World Health Organization, Geneva,
 Switzerland. 2004. Disponível online em: http://www.who.int/violence_injury_prevention/


Ligações externas
Grupos de apoio psicológico
CVV - Centro de Valorização da Vida 
(Brasil), entidade de utilidade pública federal brasileira.
Telefone da Amizade (Portugal), 
apoio telefónico e por email a situação
 de crise pessoal e suicídio.
SOS voz amiga (Portugal), 
linha telefónica de ajuda generalista, onde se 
inclui situações de risco de suicídio.Artigos esparsos
Lítio na água pode prevenir suicídios
'Sociedade esconde o suicídio no trabalho', diz psicólogo
Artigo sobre o suicídio no site Redepsi

Eutanásia.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Eutan%C3%A1sia




Uma máquina de eutanásia.

Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ
 "bom", θάνατος "morte") é a prática
 pela qual se abrevia a vida de um enfermo
 incurável de maneira controlada e
 assistida por um especialista.

A eutanásia representa atualmente
 uma complicada questão de bioética
e biodireito, pois enquanto o Estado
tem como princípio a proteção da vida
 dos seus cidadãos, existem aqueles que,
 devido ao seu estado precário de saúde
, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte.

Independentemente da forma de eutanásia
 praticada, seja ela legalizada ou não (tanto
 em Portugal como no Brasil esta prática
 é considerada ilegal), ela é considerada
 um assunto controverso, existindo sempre
 prós e contras – teorias eventualmente mutáveis
 com o tempo e a evolução da sociedade,
 tendo sempre em conta o valor de
 uma vida humana. Sendo eutanásia
 um conceito muito vasto, distinguem-se
 aqui os vários tipos e valores intrinsecamente
 associados: eutanásia, distanásia, ortotanásia,
 a própriamorte e a dignidade humana.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar
 que a eutanásia pode ser dividida
 em dois grupos: a "eutanásia ativa" 
e a "eutanásia passiva". 

Embora existam duas "classificações" 
possíveis, a eutanásia em si consiste 
no ato de facultar a morte sem sofrimento
 a um indivíduo cujo estado de doença
 é crônico e, portanto, incurável, 
normalmente associado a um imenso
 sofrimento físico e psíquico.

A "eutanásia ativa" conta com o
 traçado de acções que têm por 
objectivo pôr término à vida, na
 medida em que é planeada e 
negociada entre o doente e o 
profissional que vai levar e a termo o acto.

A "eutanásia passiva" por sua vez,
 não provoca deliberadamente a morte,
 no entanto, com o passar do tempo,
 conjuntamente com a interrupção
 de todos e quaisquer cuidados médicos,
 farmacológicos ou outros, 
o doente acaba por falecer. 
São cessadas todas e quaisquer
 ações que tenham por fim prolongar a vida
. Não há por isso um acto que provoque
 a morte (tal como na eutanásia ativa),
 mas também não há nenhum que a
 impeça (como na distanásia).

É relevante distinguir eutanásia

 de "suicídio assistido", 
na medida em que na primeira é
 uma terceira pessoa que executa, 
e no segundo é o próprio doente 
que provoca a sua morte, ainda que para isso
 disponha da ajuda de terceiros.

Etimologicamente, distanásia é 
o oposto de eutanásia. 
A distanásia defende que devem 
ser utilizadas todas as possibilidades 
para prolongar a vida de um ser humano, 
ainda que a cura não seja uma possibilidade 
 acredita-se que esta seja um caminho
 para evitar a dor e o sofrimento de
 pessoas em fase terminal ou sem 
qualidade de vida, um caminho 
consciente que reflete uma escolha
 informada, o término de uma vida em que, 
quem morre não perde o poder de ser ator e 
agente digno até ao fim.

São raciocínios que participam na defesa da 
autonomia absoluta de cada ser individual, na
 alegação do direito à autodeterminação, direito
 à escolha pela sua vida e pelo momento da morte.
 Uma defesa que assume o interesse individual
 acima do da sociedade que, nas suas leis e
 códigos, visa proteger a vida. A eutanásia
 não defende a morte, mas a escolha pela
 mesma por parte de quem a concebe
 como melhor opção ou a única.

A escolha pela morte não poderá ser irrefletida.
 As componentes biológicas, sociais, culturais,
 econômicas e psíquicas têm que ser avaliadas,
 contextualizadas e pensadas, de forma a assegurar
 a verdadeira autonomia do indivíduo que, alheio
 de influências exteriores à sua vontade, certifique
 a impossibilidade de arrependimento.

Quando uma pessoa passa a ser prisioneira
 do seu corpo, dependente na satisfação
 das necessidades mais básicas; o medo de ficar só, 
de ser um "fardo", a revolta e a vontade de dizer 
"Não" ao novo estatuto, levam-no a pedir o direito
 a morrer com dignidade. Obviamente, o pedido
 deverá ser ponderado antes de operacionalizado,
 o que não significa a desvalorização que tantas
 vezes conduz esses homens e mulheres a lutarem
 pela sua dignidade anos e anos na procura do não
 prolongamento de um processo de deterioramento
 ou não evolução.

"A dor, sofrimento e o esgotamento do projeto
 de vida, são situações que levam as pessoas a
 desistirem de viver" (Pinto, Silva – 2004 - 36)
 Conduzem-nas a pedir o alívio da dor, a dignidade
 e piedade no morrer, porque na vida em que são
 "atores" não reconhecem qualidade. A qualidade
 de vida para alguns homens não pode ser um demorado
 e penoso processo de morrer.

No Brasil, normalmente é apontado como suporte
 a essa posição o art. 1º, III, da Constituição Federal
, que reconhece a "dignidade da pessoa humana"
 como fundamento do Estado Democrático de Direito,
 bem como o art. 5º, III, também da 
Constituição da República, que expressa que
 "ninguém será submetido a tortura nem a
 tratamento desumano ou degradante", além do art. 
15 do Código Civil que expressa que 
"Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, 
com risco de morte, a tratamento médico ou
 a intervenção cirúrgica", o que autoriza o paciente 
a recusar determinados procedimentos médicos, e 
o art. 7º, III, da Lei Orgânica de Saúde, de nº 8.080/90, 
que reconhece a "preservação da autonomia das 
pessoas na defesa de sua integridade física
 e moral".[1][2][3]

No Estado brasileiro de São Paulo, existe a Lei dos 
Direitos dos Usuários dos Serviços de Saúde do
 Estado de São Paulo, de nº 10.241/99, que em seu 
art. 2º, Inciso XXIII, expressa que são direitos 
dos usuários dos serviços de saúde no
Estado de São Paulo"recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida".[4][5]

A autonomia no direito a morrer não é permitida 
em detrimento das regras que regem a sociedade, 
o comum, mas numa política de contenção 
economica, não serão os custos dessa
 obrigatoriedade elevados?

Além do mais, em um país como o Brasil, 
onde o acesso à saúde pública não é satisfatório, 
a prática da eutanásia é muitas vezes encarada 
como um modo de proporcionar a doentes de 
casos emergenciais uma vaga nos departamentos de saúde.

Contra

Muitos são os argumentos contra a eutanásia, 
desde os religiosos, éticos até os políticos e sociais. 
Do ponto de vista religioso a eutanásia é tida como
 uma usurpação do direito à vida humana, 
devendo ser um exclusivo reservado ao Senhor,
 ou seja, só Deus pode tirar a vida de alguém.
 "algumas religiões, apesar de estar consciente
 dos motivos que levam a um doente a pedir
 para morrer, defende acima de tudo o caráter
 sagrado da vida,…" (Pinto, Susana

Da perspectiva da ética médica, tendo em
 conta o juramento de Hipócrates, segundo
 o qual considera a vida como um dom sagrado
 sobre a qual o médico não pode ser
 juiz da vida ou da morte de alguém,
 a eutanásia é considerada homicídio.

 Cabe assim ao médico, cumprindo o
 juramento Hipocrático, assistir o paciente,
 fornecendo-lhe todo e qualquer meio
 necessário à sua subsistência. 

Para além disto, pode-se verificar a existência
 de muitos casos em que os indivíduos
 estão desenganados pela Medicina 
tradicional e depois procurando 
alternativas conseguem curar-se.

"Nunca é lícito matar o outro: 
ainda que ele o quisesse, mesmo 
se ele o pedisse (…) nem é lícito sequer 
quando o doente já não estivesse em 
condições de sobreviver" (Santo Agostinho in Epístola)

Outro dos argumentos contra, centra-se
 na parte legal, uma vez que o Código Penal
atual não especifica o crime da eutanásia, 
condenando qualquer ato antinatural na
 extinção de uma vida. 
Sendo quer o homicídio voluntário, 
o auxilio ao suicídio ou o homicídio mesmo
 que a pedido da vitima ou por "compaixão", 
punidos criminalmente.

O dicionário Houaiss diz que eutanásia é
 “ato de proporcionar morte sem sofrimento
 a um doente atingido por afecção incurável
 que produz dores intoleráveis”. 
O dicionário Aurélio afirma que eutanásia é:
 “1. Morte serena, sem sofrimento. 
2. Prática pela qual se busca abreviar,
 sem dor ou sofrimento, a vida dum enfermo
 reconhecidamente incurável”.
 O dicionário De Plácido e Silva, 
considera que Eutanásia é
 “derivado do grego eu (bom) e
 thanatos (morte) quer significar,
 vulgarmente, a boa morte, 
a morte calma, 
a morte doce e tranquila“. 
Juridicamente, entende-se o 
direito de matar ou o direito de morrer, 
em virtude de razão que possa justificar 
semelhante morte, em regra provocada 
para término de sofrimentos, 
ou por medida de seleção, ou de eugenia. 

A eutanásia provocada por outrem, 
ou a morte realizada por misericórdia 
ou piedade, constitui o homicídio ou 
criem eutanásico, considerado como 
a suprema caridade. Não é, no entanto, 
a eutanásia admitida pelo nosso Direito Penal. 
Mas admitem-na outras legislações. 
E ainda apegando-nos as referências 
essências da ética, e em particular a 
da moral católica, que desenvolveu 
amplamente os temas relacionados 
a bioética, devemos esclarecer 
o alcance do assunto correlativo, 
que leva o nome de “dignidade da morte” 
ou de “humanização da morte” 
A eutanásia é um assunto que sempre 
foi discutido, afinal era muito utilizada
 principalmente por povos primitivos, 
como afirma o criminalista 
Luiz Flávio Borges D’Urso. 

Há muito tempo atrás os Celtas 
tinham em sua cultura o “hábito que 
os filhos matassem os seus pais 
quando estes estivessem velhos e doentes” 
e na Índia era ainda pior,
 “os doentes incuráveis eram levados 
até a beira do rio Ganges, 
onde tinham as suas narinas e 
a boca obstruídas com o barro”, 
muito tempo se passou e este assunto 
foi discutido por muitos filósofos c
omo Platão, Sócrates. 

Mais tarde, no século XX na Europa, 
pensou em usar este procedimento 
para eugenia, eliminando assim os 
que para a sociedade não são 
“prósperos”, sendo uma verdadeira matança. 


Um fato recente ocorrido no Brasil foi em 1996, 
quando no Senado Federal o senador 
Gilvam Borges (PMDB-AP), 
propôs um projeto de lei (125/96) 
que pretendia liberar a prática 
em algumas situações, 
sendo arquivada pelos parlamentares. 

Diferentemente deste é o conceito 
do deputado Osmâmio 
Pereira (PTB-MG) do qual, indagou a 
idéia de ser considerada a eutanásia 
crime hediondo, sendo o seu projeto 
de lei também arquivado.
Logo entendemos que no Brasil 
este procedimento não é 
aceito e sequer é mencionado na 
Constituição Federal, e ainda alguns
 juristas acreditam que quando é 
praticada essa conduta pode ser
 aplicado ao autor o artigo 121
 do código penal que é “matar alguém”, 
considerado crime doloso. 
Mais recentemente ainda, a campanha
 da fraternidade lançada pela Conferência
 Nacional dos Bispos
 do Brasil (CNBB) em 2008,
 “Escolhe, pois a vida” se manifestava 


dentro outras coisas, contra a eutanásia. 
Sendo no Brasil a eutanásia 
considerada homicídio dolosa.


Perspectivas

O doente

“Mar…doce mar…
Que embalas nas tuas ondas
Os humanos pecadores!
Mar…doce mar…
Que transportas em teu ventre 
Vida Celeste e rancor…
Mar…doce mar…
Embala-me a mim…
Com tua suave canção de amor
Eleva-me aos céus,
Aquece-me a alma…
Leva o meu corpo
Afagado entre abraços
De onda e de sal,
Mar…doce mar…”
Inês Cunha


As pessoas com doença crônica e, portanto,
 incurável, ou em estado terminal,
 têm naturalmente momentos de desespero,
 momentos de um sofrimento físico
 e psíquico muito intenso, 
mas também há momentos em
 que vivem a alegria e a felicidade. 

Estas pessoas lutam dia após dia 
para viverem um só segundo mais. 

Nem sempre um ser humano com 
uma determinada patologia quer 
morrer "porque não tem cura"!

Muitas vezes acontece o contrário, 
tentam lutar contra a Morte, 
tal como refere Lucien Israël: 
"Não defendem uma politica do tudo ou nada. 

Aceitam ficar diminuídos desde que 
sobrevivam, e aceitam sobreviver mesmo
 que sintam que a doença os levará um dia. 

(…) dizem-nos com toda a simplicidade: 
se for necessário, eu quero servir de cobaia. 

(…) arriscam o termo para nos encorajarem
 à audácia. (Israël, Lucien; 1993; 86-87).

Contrariando esta tendência
 de luta a todo o custo, 
em alguns casos surgem os doentes que realmente
 estão cansados de viver, que não aguentam
 mais sentirem-se "um fardo", 
ou sentirem-se sozinhos, 
apenas acompanhados por um 
enorme sofrimento de ordem física, 
psíquica ou social. 
Uma pessoa 
cuja existência deixou de lhe fazer 
sentido sofre, no seu íntimo, 
e muitas vezes isolada no seu 
mundo interior; sente que paga a cada 
segundo que passa uma pena 
demasiadamente pesada pelo 
simples fato de existir.

Nesta altura, e quando a morte 
parece ser a única saída que o doente vislumbra, dever-se-á informar
 o doente dos efeitos, riscos, dos sentimentos, 
das reações que
 a Eutanásia comporta, da forma como 
é ou vai ser praticada. 

Só assim o doente poderá decidir 
conscienciosamente e ter a certeza 
de que, para si, essa é a melhor opção.

 No entanto, 
e a par da informação, o doente deve ser acompanhado psicologicamente, 
a fim de se esclarecer que este não sofre de qualquer distúrbio mental,
 permanente ou temporário, 
e está capacitado para decidir por si e pela sua Vida.

Há autores que defendem que um ser humano
, ainda que a sofrer demasiado,
 se bem tratado, não pede a Eutanásia.
 Hoje em dia podem ser administrados analgésicos
 e outros fármacos que minimizam
 o sofrimento e efeitos da doença
 e de intervenções técnicas, a uma pessoa
 em estado terminal.

"Não podemos admitir que estas
 pessoas não tenham um acompanhamento
 digno na sua morte e no seu percurso até ela
. Não podemos fechar os olhos a alguém
 que com muito sacrifício se abre connosco
 e manifesta o desejo de morrer; 
não podemos ignorar um pedido de Eutanásia
 e deixá-lo passar em branco!

 Os pedidos de Eutanásia por parte do
s doentes são muitas vezes pedidos de ajuda,
 implorações para que se pare o seu sofrimento!

 Segundo estes autores, a maioria das pessoas
 que se encontram na reta final da sua vida, não desiste!
 Estas pessoas "Persistem e dão-nos coragem
 para fazermos o mesmo." (Israël, Lucien; 1993;87).

Talvez a esta altura seja pertinente 
pensarmos que um dia podemos ser nós,
 um familiar ou um amigo próximo,
 a estar numa situação em que
 "não há mais nada a fazer";
 para essas pessoas, resta-lhes a esperança
 e apoio da família. 

Muitas pessoas que se encontram nesta fase, 
sentem-se um peso pela doença e
 a necessidade de cuidados e pela preocupação
 e o cansaço estampados nos rostos 
daqueles que amam e estavam
 habituados a ver sorridentes.

No entanto, e após as relações anteriores,
 não é correto pensar que um pedido de
 Eutanásia não possa ser um pedido refletido
 e ser a verdadeira vontade daquele
 Ser Humano, alheia a factores economicos,
 sociais, culturais, religiosos, físicos e psíquicos.

Família e sociedade

O Homem como animal cultural,
 social e individual, quando inserido
 nos diferentes grupos,
 vai oferecer-lhes toda a sua complexidade 
que caracteriza o particular
 e o comum aos diferentes elementos 
que os constituem.
 A família grupo elementar que é para
 cada indivíduo e para a Sociedade,
 quando confrontado com a morte reage
 na sua especificidade
 que a caracteriza, quando o confronto é
 com as diferentes situações
 que podem levar um ser humano a lutar 
pelo direito a morrer,
 essas especificidades não desaparecem.

É a diferença essencialmente cultural e social,
 que faz com que a legislação mude de país
para país, que faz com que os Países Baixos 
tenha legalizado a eutanásia e o nosso país não.

Num país como Portugal em que a morte
 tem perdido visibilidade, é excluída de práticas antigas, os familiares
 são afastados, as crianças não sabem o que é, 
os processos de luto
são cada vez menos vividos e morre-se 
mais nos hospitais, no lar ou em
 casa dependente nos cuidados. 
Uns por opção e altruísmo, 
pelo manter do seu papel e estatuto social,


 como opção lúcida e
 reconhecida; outros por medo,
 por a família não aceitar ou não 
querer vivenciar essa última fase 
m que culmina a vida.

Em Portugal morrer sozinho pode ser mais
 do que um título, é muitas vezes
 realidade ou uma escolha.

Num país em que esperança média de vida
 aumenta, em que a todo o momento se vende
 o light e o saudável,
 contrasta a realidade dos
como primeira causa de morte e as
doenças de foro oncológico como segunda. 


Muitas doenças "arrastam-se" 
para a cronicidade com o aumento 
de esperança de vida vigente 
na nossa Sociedade.
 No nosso país a maioria das 
pessoas quer salvar, 
ainda não considera o término do
 sofrimento como algo qualitativo, 
em detrimento do arrastar da 
decadência física e psíquica. 


O "fazer tudo que estiver ao seu 
alcance para manter a vida" é o 
mais aceite na nossa Sociedade, no entanto
 o ato de promover a morte 
antes do que seria de esperar, 
por motivo de compaixão e diante 
de um sofrimento penoso e insuportável,
 sempre foi motivo de 
reflexão por parte da Sociedade. 


Frequentemente a família divide-se
 entre o que existe entre a eutanásia e a distanásia.

Salvar, fazer uso dos meios, 
do conhecimento, dos dadores, 
de todos os recursos para salvar é lógico. 
No entanto, os cuidados paliativos
 que visam a melhor
qualidade de vida possível para o doente
 e para a família, pode ou não
 equivaler a definição de qualidade
 desses intervenientes, 
o que pode levantar dúvidas, 
despoletar as habituais polemicas
 associadas ao debate do tema. 
Quando se fala neste, as opiniões divergem,
 o debate acende-se e os extremos 
refutam com prós e contras, 
sendo a maioria contra.

Num país laico, como Portugal, 
em que a maioria da sua população é

rege-se pela palavra de Deus inscrita na Bíblia,
 segue maioritariamente
 o que Deus ordena; "Não matarás". 
Também por isto é fácil 
compreender o número de famílias 
que não considera eutanásia como opção.

Perante o tabu da morte e a família
 como um elemento cuidador e na
 sociedade, existe inúmeros contextos
 e particularidades é necessário definir o comum. 

A eutanásia continuará a suscitar grande
polémica na sociedade, 
de argumentos supostamente válidos
 entre os que defendem a legalização 
e os que a condenam, havendo assim

 necessidade de compreender 
a moral à prática concreta dos homens 
enquanto membros de uma dada sociedade,
 com condicionalismos diversos e específicos, 

e refletir sobre essas práticas (ética), 
afinal a vida humana
 é direito em qualquer sociedade.


A ótica da enfermagem

O exercício da atividade profissional
 de enfermagem, pauta-se pelo respeito à dignidade humana
 desde o nascimento à morte, devendo o enfermeiro ser um elemento
 interveniente e participativo em
 todos os atos que necessitem de
 uma componente humana efetiva por forma a atenuar o sofrimento,
 todos os atos que se orientem para
 o cuidar, individualizado
 e holístico.

As necessidades de um doente em
 estado terminal, muitas vezes isolado
 pela sociedade, aumentam as
 exigências no que respeita a cuidados de conforto que promovam
 a qualidade de vida física, intelectual e emocional sem descurar
 a vertente familiar e social.

Apesar desta consciência, lidar com
 situações limite, potencia um afastamento motivado por sentimentos
 de impotência perante a realidade. 

Este contexto agrava-se se o
for confrontado com uma vontade 


expressa pelo doente em querer 
interromper a sua vida. 
Como agir perante o princípio de 
autonomia do doente? 
Como agir perante o direito de viver? 


Perante este quadro, com o qual nos
 poderemos deparar um dia, há que ter
 um profundo conhecimento das competências,
 obrigações e direitos profissionais, 
de forma a respeitar e proteger a vida
 como um direito fundamental das pessoas.

Legislação

República Portuguesa

Na Lei Fundamental de Portugal 
pode-se observar:

Art. 1ºPortugal é uma República soberana
baseada na dignidade da pessoa humana e
 na vontade popular e empenhada 
na construção de uma sociedade livre,
 justa e solidária.

E se alguma dúvida ainda subsistisse 
na interpretação do seu art. 1º, quanto
 ao respeito pela vida humana, a mesma
 se dissipa atento o disposto no seu:

Art. 16º n.2Os preceitos constitucionais 
e legais relativos aos direitos fundamentais 
devem ser interpretados e integrados de
 harmonia com a Declaração universal 
dos direitos do Homem., onde regulamenta que:

Art. 3ºTodo o indivíduo tem direito à vida à 
liberdade e à segurança pessoal.
Art. 24º n.1A vida humana é inviolável.

Art. 25º n.2A integridade moral e física das 
pessoas é inviolável.

O Código Penal Português trata este assunto
 com um rigor acentuado havendo severas
 penalizações no que se concerne à prática da eutanásia:

Artigos 133º e 134º - Eutanásia ativa:

Art. 133º (Homicídio privilegiado)

Quem matar outra pessoa dominad
por compreensível 


ou motivo de relevante valor social ou moral, 

que diminuam sensivelmente a sua culpa, 

é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos.



Art. 134º (Homicídio a pedido da vítima)
Quem matar outra pessoa determinado
 por pedido sério, instante e expresso
 que ela lhe tenha feito é punido com
 pena de prisão até 3 anos.
A tentativa é punível.

Artigo 138º - Eutanásia passiva:

Art. 138º (Exposição ou abandono)
Quem colocar em perigo a vida de outra pessoa:

a) expondo-a em lugar que a sujeite a 
uma situação de que ela, só por si, 
não possa defender-se, ou

b) abandonando-a sem defesa,
 em razão de idade, deficiência física ou doença,
 sempre que ao agente coubesse 
o dever de a guardar, vigiar ou assistir, 
é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos.


Se o fato for praticado por ascendente ou descendente, adotante ou adotado da vítima, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 5 anos.


Se do fato resultar:

a) Ofensa à integridade física grave, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos;

b) A morte, o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.

Artigo 132º - Eutanásia eugénica:

Art.132º (Homicídio qualificado)
Se a morte for produzida em circunstâncias
 que revelam especial censurabilidade ou perversidade,
 o agente é punido com pena de prisão de 12 a 25 anos.


É susceptível de revelar especial censurabilidade 
ou perversidade a que se refere o
 número anterior, entre outras,
 a circunstância do agente:


 adotado ou adotante, da vítima;


b) Empregar tortura ou ato de crueldade
 para aumentar o sofrimento da vítima;


c) Ser determinado por avidez, pelo 
prazer de matar, ou para satisfação 
do instinto sexual ou por qualquer 
motivo torpe ou fútil;



d) Ser determinado por ódio racial, 
religioso ou político;


e) Ter em vista preparar, facilitar, executar
 ou encobrir um outro crime, facilitar
 a fuga ou assegurar a impunidade
 do agente de um crime;

f) Utilizar veneno, qualquer outro meio
 insidioso ou que se traduza
 na prática de crime de perigo comum;


g) Agir com frieza de ânimo com reflexão sobre os meios empregados ou ter persistido na intenção
 de matar por mais de 24h;h) 


Ter praticado o fato contra membro
 de órgão de soberania, do Conselho de Estado
membro de órgão do governo próprio
 das regiões autonomas
 ou do território de Macau
 membro de órgão das autarquias 
locais ou de serviço ou organismo 
que exerça autoridade pública
comandante da força pública,
agente das forças ou
 serviços de segurança, funcionário público
civil ou militar, agente da força pública
 ou cidadão encarregado de serviço público,
 docente ou examinador público, ou ministro de culto religioso, 
no exercício das suas funções ou por causa delas.

O Conselho Nacional de Ética para 
as Ciências da Vida, tomando por base no essencial o 
Relatório que o precede, 
é de Parecer:

que não há nenhum argumento
 ético, social, moral, jurídico ou da deontologia 
das profissões de saúde
 que justifique em tese vir a tornar possível por lei a morte
 intencional de doente 
(mesmo que não declarado ou assumido como tal) 
por qualquer pessoa designadamente por decisão médica, 
ainda que a título de "a pedido"
 e/ou de "compaixão";
que, por isso, não há nenhum argumento
 que justifique, pelo respeito devido à pessoa humana e à vida
, os actos de eutanásia;
que é ética a interrupção de tratamentos
 desproporcionados e ineficazes, mais ainda quando
 causam incomodo e sofrimento ao doente,
 pelo que essa interrupção, 
ainda que vá encurtar o tempo de vida, 
não pode ser considerada eutanásia;


que é ética a aplicação de medicamentos
 destinados a aliviar a dor do paciente,
 ainda que possa ter, 
como efeito secundário, redução 
de tempo previsível de vida, 
atitude essa que não pode também 
ser considerada eutanásia;
que a aceitação da eutanásia 
pela sociedade civil, e pela lei, levaria 
à quebra da confiança que o
 doente tem no médico e nas equipes
 de saúde e poderia levar a uma 
liberalização incontrolável de "licença para matar"
 e à barbárie;

Código deontológico do enfermeiro 
permite também 
orientar a análise e avaliação de opinião 
do enfermeiro aquando 
uma tomada de decisão, por forma a 
garantir uma atuação segura
 e legal.

Artigo 78º (Princípios gerais):

As intervenções de enfermagem são 
realizadas com a preocupação da 
defesa da liberdade e da dignidade 
da pessoa humana e do enfermeiro.




São valores universais a observar na relação profissional:

a) A igualdade;




b) A liberdade responsável, com a capacidade
 de escolha, tendo em atenção o bem comum;


c) A verdade e a justiça;







e) A competência e o aperfeiçoamento profissional.



São princípios orientadores da atividade dos enfermeiros:




a) A responsabilidade inerente ao papel assumido perante a sociedade;



b) O respeito pelos direitos humanos na relação com os clientes;


c) A excelência do exercício na profissão
em geral e na relação com os outros profissionais.

(…)

Artigo 82º 
(Dos direitos à vida e à qualidade de vida):

O enfermeiro, no respeito do direito da 
pessoa à vida durante todo o ciclo vital, assume o dever de:


a) Atribuir à vida de qualquer pessoa igual valor, 
pelo que protege e defende a vida humana em todas as circunstâncias;.

b) Respeitar a integridade bio-psicossocial, 
cultural e espiritual da pessoa;

c) Participar nos esforços profissionais 
para valorizar a vida e a qualidade de vida;


d) Recusar a participação em qualquer forma de tortura
tratamento cruel, desumano ou degradante.

(…)



Artigo 87º (Do respeito pelo doente terminal):
O enfermeiro, ao acompanhar o doente 
nas diferentes etapas da fase terminal, 
assume o dever de:


a) Defender e promover o direito
 do doente à escolha do local e das
 pessoas que deseja que o acompanhem
 na fase terminal da vida;

b) Respeitar e fazer respeitar as manifestações
 de perda expressas pelo doente
 em fase terminal, pela família
 ou pessoas que lhe sejam próximas;


c) Respeitar e fazer respeitar o corpo após a morte.

República Federativa do Brasil

Na Constituição Federal 
brasileira podemos observar:

Art. 1º A República Federativa 
do Brasil, formada pela união indissolúvel
 dos Estados e Municípios
 e do Distrito Federal, constitui-se 
em Estado Democrático
 de Direito e tem como fundamentos: (…)
III - a dignidade da pessoa humana.

Ainda na Constituição Federa
l brasileira consta o que segue:

Art. 5º (artigo que trata dos direitos fundamentais individuais)
III - ninguém será submetido a tortura
 nem a tratamento desumano ou degradante.

O Código Civil brasileiro de 2002 assim expressa:

Art. 15.Ninguém pode ser constrangido
 a submeter-se, com risco de morte,
 a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

Já a Lei dos Direitos dos Usuários
 dos Serviços de Saúde do Estado de São Paulo,
 de nº 10.241/99,
 também conhecida como "Lei Mário Covas"
, assim expressa:

Art. 2º São direitos dos usuários dos
 serviços de saúde no Estado de
 São Paulo:XXIII - recusar tratamentos
 dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida.

Notas e referências

BORGES, Roxana Cardoso Brasileiro.
 Eutanásia, ortotanásia e distanásia:
 visão jurídica. Disponível em 
Breves Considerações sobre Eutanásia
 e Ortotanásia e o respeito
 ao Princípio da Dignidae no 
Momento da Morte. In: Anuário
 da Produção Acadêmica Docente.
 Vol. XII, nº 2, ano 2008. 
Disponível 
Acesso em 05 de novembro de 2009.
RIBAS, Ângela Mara Piekarski. 

O Direito à Vida sob uma ótica contemporânea. 
Disponível em 
Acesso em 05 de novembro de 2009.
MENEZES, Rachel Aisengart. 
Projetos de Lei em Torno da 
Eutanásia: entre poder médico, 
autonomia e valores religiosos. 
In: DUARTE, Luiz Fernando Dias; GOMES, 
Edlaine de Campos; MENEZES, Rachel Aisengart; 
NATIVIDADE, Marcelo (orgs.). 
Valores Religiosos e Legislação no Brasil: 
a tramitação de projetos de lei sobre 
temas morais controversos. 
Rio de Janeiro: Garamond, 2009, p. 112.
OSELKA, Gabriel. Direitos dos
 Pacientes e Legislação. In: Rev. Assoc. 
Med. Bras., vol.47, no.2, São Paulo, 
April/June 2001. Disponível em
Acesso em 05 de novembro de 2009.
[editar]Bibliografia
ARCHER, Luís VVA – Bioética. Lisboa: 
Editorial Verbo
CUNDIFF, David – A Eutanásia não 
é a Resposta. Lisboa: Instituto Piaget, 1992.
ISBN 972-8407-50-5
HENNEZEL, Marie de – Diálogo 
com a morte. 2ª ed. Lisboa: Notícias Editorial, 1997.
ISBN 972-46-0793-3
DWORKIN, Ronald - Domínio da vida. 
Aborto, eutanásia e liberdades individuais. São Paulo: Martins Fontes, 2003. ISBN 85-336-1560-4
HOTTOIS, Gilbert ; PARIZEU, Marie-Hélène –
 Dicionário da Bioética, Lisboa: Instituto Piaget, Atlas e Dicionários. ISBN 972-8407-72-6
ISRAËl, Lucien – A Vida até ao Fim:
Eutanásia e outras derivas. Lisboa: 
Instituto Piaget, 1993. ISBN 972-8245-00-9
NEVES, Maria do Céu Patrão – 
Comissão de Ética, das bases teóricas à actividade quotidiana, 2ª
 Edição revista e aumentada. 
C.E. de Bioética, Pólo dos Açores, Gráfica de Coimbra, 2002. ISBN 972-603-273.3
PACHECO, Susana – Cuidar a Pessoa
 em Fase Terminal. 1ª ed. Loures: Lusociência, 2002.
ISBN 972-8383-30-4
PINTO, Susana M. F., MOREIRA DA SILVA,
 Florido A . C. – A Incapacidade Física, Nursing.
 Lisboa. ISSN 0871- 6196: (Março 2004) 34 – 39
SAPETA, Paula – O Doente Terminal e a Família:
 Realidades e Contextos, Nursing. Lisboa. ISSN 0871- 6196: (Dezembro de 1997) 28 – 31
SILVA, Paula Martinho – 
onvenção dos Direitos do Homem e da Biomedicina, Edições Cosmo, Lisboa, 1997.
ISBN 972-762-050-7
SERRÃO, Daniel; NUNES, Rui – 
Ética em Cuidados de saúde, Porto: 
Porto Editora, 1998. ISBN 972-0-06033-6
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...