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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Veneno cicuta e os seus efeitos

Veneno cicuta e os seus efeitos no organismo
Cicuta a planta. Para veneno vide mais abaixo no texto.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Cicuta

Nota: Se procura Cicuta, o veneno, veja Conium maculatum.
Cicuta


Cicuta maculata
Classificação científica

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Apiales

Família: Apiaceae

Género: Cicuta


Espécies
Ver texto

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Cicuta L. (também chamado abioto, em alguns lugares de Portugal) é um género de plantas apiáceas que compreende quatro espécies muito venenosas, nativas das regiões temperadas do Hemisfério Norte, especialmente da América do Norte. São plantas herbáceas perenes, que crescem até 1-2 metros.

É também o nome comum do veneno extremamente poderoso produzido pela planta conhecida por cicuta (Conium maculatum), nativa da Europa, do Médio Oriente e dabacia mediterrânica. A principal causa de sua toxicidade é a presença da substância cicutoxina.
Além do seu uso para a ponta de flechas, este veneno ficou conhecido como «veneno de Sócrates» porquanto que o filósofo grego o tomou num processo de auto-envenenamento da época por ser acusado de ateísmo e corrompimento dos jovens gregos; antes de falecer, segundo Platão, seu mestre incutiu uma dúvida a seus acusadores: "E agora chegou a hora de nós irmos, eu para morrer, vós para viver; quem de nós fica com a melhor parte ninguém sabe, exceto o Deus."[1]

Índice
1 Espécies
2 Classificação do gênero
3 Referências
4 Ligações externas

Espécies
Cicuta bulbifera
Cicuta douglasii
Cicuta maculata
Cicuta virosa
Lista completa

Classificação do gênero
SistemaClassificaçãoReferência
Linné Classe Pentandria, ordem Digynia Species plantarum (1753)

Referências

Apud Guia do Estudante - Atualidades Vestibular + Enem 2011, edição 12, p.93. Editora Abril.


Ligações externas
PPP-Index (em alemão)
USDA Plants Database (em inglês)


Conium, Veneno Cicuta.
Ilude-se quem pensa que a ação é fulminante. Implica em um imenso sofrimento.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Conium maculatum)

Conium


Conium maculatum
Classificação científica

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Apiales

Família: Apiaceae

Género: Conium


Espécies
Ver texto


Conium maculatum - MHNT

Conium L. é um género botânico pertencente à família Apiaceae
O veneno cicuta (não confundir com o género da mesma família Cicuta) é obtido a partir de uma espécie deste género, o Conium maculatum.

Sócrates, foi condenado à morte por ingestão de chá de cicuta.


Após tomar a cicuta, ficou dando voltas no quarto como lhe haviam recomendado, até que sentiu as pernas pesadas.
Deitou-se de costas para que, em intervalos, se examinassem os pés e as pernas, ocasião em que Sócrates já não mais os sentia.
Sócrates começou a ficar frio e enrijecido, até que o veneno chegou no coração do filósofo e sobreveio a morte
(ver também: A Morte de Sócrates).

A Cicutina é um alcalóide muito venenoso extraído da cicuta e que tem a aparência de um óleo amarelado.

Atenção: Jamais confie nas informações da Wikipédia como fonte única para identificar plantas a serem consumidas seja por pessoas ou por animais domésticos
Espécies
Conium africanum
Conium chaerophylloides
Conium maculatum
Conium rigens
Conium verrucosum
Lista completa
Classificação do gênero
SistemaClassificaçãoReferência
Linné Classe Pentandria, ordem Digynia Species plantarum (1753)

Ligações externas
PPP-Index (em alemão)
USDA Plants Database (em inglês)
Germplasm Resources Information Network (GRIN) (em inglês)


Veja agora um relato moderno:

fonte:http://toxicologiadealimentos.blogspot.com.br/2011/06/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html


Caso clínico de uso de cicuta

W.S, 25 anos, chega ao hospital logo após sofrer uma convulsão enquanto disputava um campeonato de luta medieval, apresentando hemorragia na esclerótica.
Suspeitando de intoxicação, foram realizados tratamentos suportivos como lavagem gástrica e a utilização de carvão ativado.
Após várias hipóteses supostas pela equipe médica, foram realizados alguns exames, como ressonância (suspeita de hematoma subdural) e ultra sonografia (suspeita de câncer). 
Enquanto recebia os atendimentos necessários, foram surgindo outros sintomas, como vômito, taquicardia e bolhas no corpo, além de rabdomiólise, peliose hepática e endocardite, fatores essenciais para o diagnóstico. 
Só após a descoberta de que houve ingestão de cicuta, foi realizado um exame chamado cromatografia gasosa, que revelou grandes concentrações de piperidina, determinante para a finalização do caso.

Resultado dos exames:
Ressonância: negativo para hematoma subdural.
Ultra sonografia: negativo para câncer.
Cromatografia gasosa: altos níveis de piperidina.

1- Qual a possível causa dos sintomas apresentados pelo paciente?
Como o paciente participava de lutas pode se presumir uso de esteróides anabolizantes em abuso, onde alguns sintomas clássicos são danos no fígado, insuficiência renal, hipertensão arterial, acne grave e tremor, que com a ingestão de cicuta teria acelerado o aparecimento desses efeitos prejudiciais, já que a cicuta pode provocar sintomas como rabdomiólise, insuficiência renal e danos hepáticos, como os observados pelo paciente (rabdomiólise e pelióse hepática).

A rabdomiólise é uma destruição muscular geralmente causada por excesso de atividades musculares e é também indicadora de insuficiência renal. Já a pelióse hepática é uma doença hepática vascular induzida por drogas. É caracterizada por cavidades preenchidas por sangue que estão distribuídas randomicamente pelo lóbulo hepático.


E por fim o uso compartilhado de esteróides por seringas e agulhas não esterilizadas é comum e pode expor o indivíduo a doenças como Aids, hepatites B e C e endocardite bacteriana (infecção bacteriana do endocárdio).


2- O que significa o achado de piperidina na cromatografia gasosa?
A piperidina é um derivado da coniina, alcalóide de maior importância encontrado na cicuta.
Ao encontrar altos níveis de piperidina na cromatografia gasosa, essa indica que realmente houve intoxicação por cicuta.


3- Qual o tratamento adequado?
Para o uso abusivo de esteróides usa-se em geral terapia de suporte combinado com a educação sobre possíveis sintomas de abstinência.
Se os sintomas forem graves ou prolongados, medicamentos paliativos, como, antidepressivos e analgésicos, ou hospitalização pode ser necessário .

O tratamento de vitimas de envenenamento por cicuta consiste em: cuidados de suporte, incluindo entubação, sedação e ventilação, já que não existem antídotos conhecidos.
O suporte respiratório, lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado devem ser procedimentos aplicados o mais rápido possível.
Pode-se recorrer ao uso de anticonvulsivantes quando tal se mostrar necessário.


4- Quais os sinais e sintomas prováveis da intoxicação por cicuta, sem a presença de esteróides?
Os alcalóides da cicuta têm um efeito tóxico sobre o ser humano.


Atuam deprimindo a atividade autônoma ganglionar com um efeito preliminar sobre a medula espinhal, bloqueando os reflexos espinhais, e em grandes quantidades causam bloqueio neuromuscular, por ação sobre os receptores nicotínicos.
Esta ação pode originar depressão respiratória e lesão cerebral por anóxia, com eventual morte num período de 24 horas após a ingestão. 

Apesar de rabdomiólise e insuficiência renal aguda associada a intoxicação por cicuta, verificou-se ainda que em envenenamentos sem efeitos tóxicos diretos, há um envolvimentos também de fígado e rins.
A cicuta também pode causar asfixia agonizante com convulsões, acidose metabólica severa, bradicardia e hipotensão.

Referências
1-Disponível em:

http://www.wix.com/redsak/cicuta/mecanismos-de-toxicidade#!__antidotos-vs-tratamento Acessado em 2 de junho de 2011.

2- Disponível em:
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4019&ReturnCatID=1796
Acessado em 2 de junho de 2011.

3-Disponível em:
http://drugrehabexpert.org/pt-pt/reabilitacao-da-droga/2116/o-abuso-de-esteroides Acessado em 2 de junho de 2011.

4-Disponível em: http://www.mavicevap.com/medi/pt/466.html
Acessado em 2 de junho de 2011.

Por Thamis R Soares
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