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quarta-feira, 20 de março de 2013

Orgasmo Feminio

Orgasmo feminino
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Orgasmo_feminino

O orgasmo feminino refere-se ao prazer sexual intenso alcançado pelas mulheres através da relação sexual, masturbação ou outros meios de forma única ou múltipla. É sentido por intensas contrações rítmicas, principalmente na região vaginal, durando cerca de 0,8 s cada, totalizando de 3 a 12 contrações; com a sensação de prazer aumentando em intensidade a cada momento, até que se atinja o clímax, seguido do relaxamento.[1] Cada mulher sente o orgasmo de forma distinta: algumas só conseguem através de estimulação clitoriana, penetração, preliminares longas/curtas e outras nunca conseguiram atingir o pico de prazer máximo na hora do sexo.[2]Estima-se que 70% das mulheres nunca chegaram a sentir um orgasmo com seus parceiros.[3]

A ocorrência do prazer do orgasmo é proporcionada por uma descarga química de neurotransmissores tais como as catecolaminas (noradrenalina e adrenalina), a indoleamina e a serotonina. A dopamina e a serotonina estimulam a produção de endorfinas que estimulam o prazer.[4][5]

Pode ser sentido no clítoris, na entrada da uretra, no colo do útero e no ânus ou de em todos ou alguns destes pontos ao mesmo tempo. Algumas mulheres podem fingir o orgasmo para agradarem seus parceiros.[6]


Índice
1 Função biológica
2 Fases do ciclo sexual feminino
2.1 O Desejo
2.2 Excitação
2.3 Orgasmo
2.4 Duração
3 Clítoris e o orgasmo através da masturbação
4 Disfunções relacionadas ao orgasmo feminino
4.1 Anorgasmia
4.2 Vaginismo
4.3 Síndrome de excitação sexual persistente
5 Tabus e vida moderna
6 Notas e referências
7 Bibliografia
8 Ver também
9 Ligações externas

Função biológica

A função biológica do orgasmo feminino, diferente do que ocorre nos homens, não é consensual entre os cientistas. Foram propostas diversas teorias para tentar explicá-lo.[7]

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.


Desmond Morris em seu livro O macaco nu acredita que o fato dos humanos andarem em posição ereta tenha ocasionado problemas, pois o local que o esperma entra nas mulheres, o óstio do colo do útero, fica localizado numa posição superior. Desta forma, o evento do orgasmo provocaria relaxamento na mulher e esta por sua vez tenderia a ficar deitada, o que facilitaria a fertilização. Todavia, muitas fêmeas de animais de quatro patas também tem orgasmo.[7]

Outra hipótese, seria a fragilidade do ser humano ao nascer. Assim, o orgasmo seria para os humanos uma recompensa para aumentar a proximidade do casal para cuidar do recém nascido. Mas o orgasmo também pode ser problemático e em alguns casos afastar casais que procurariam outros parceiros para satisfazer suas necessidades de prazer.[7]

Cyril A. Fox e sua equipe, em 1970, estudaram a pressão intravaginal e intrauterina quando as mulheres faziam sexo. Descobriu que uma diferença de pressão levaria esperma para dentro do canal cervical, o que ocorria durante orgasmos. Isto, aumentaria as chances de fecundação do óvulo. Esta hipótese chama-se hipótese da sucção.[7]

Alguns cientistas ainda constatam que o orgasmo feminino não teria qualquer função biológica, sendo comparável ao mamilo dos homens (vestígio evolutivo das mamas femininas), onde seria apenas um vestígio evolutivo do orgasmo masculino.[7]

Ainda, existem aqueles que acreditam que seria possível de forma consciente ou não, a mulher fazer a seleção de genes melhores através do orgasmo, uma vez que Baker e Bellis desvendaram que 1 minuto antes do homem ejacular e 45 minutos depois, na ocorrência de orgasmo feminino, aumentam a retenção de esperma. Caso as mulheres escondam o orgasmo, reduziriam a possibilidade de engravidar, pela demora na ejaculação masculina. Orgasmos fingidos podem fazer o homem ejacular mais rápido e acabar o ato sexual, reduzindo também a possibilidade de gravidez. Orgasmos múltiplos facilitariam a possibilidade de gerar um bebê.[7]
Fases do ciclo sexual feminino

Segundo os estudos de Masters e Johnson (coordenado pelo casal William Masters e Virginia E. Johnson) o orgasmo feminino foi dividido na década de 1960 , em fases: desejo, excitação, orgasmo, orgasmos múltiplos.[8]
O Desejo

O desejo sexual é o que faz as mulheres buscarem o sexo, através da estimulação dos instintos, e assim sua vontade aumenta. O tato e o olfato são os principais motivadores para o aumento do desejo nas mulheres.[8]
Excitação

Com a excitação, o corpo responde aos estímulos iniciados com o desejo sexual. A vagina produz um muco que facilita a lubrificação. O volume de sangue na região vaginal aumenta e existe miotonia, ou seja, ocorrem a contração involuntária de fibras musculares, o aumento de tamanho dos seios e a ereção e hipersensibilidade dos mamilos. Além disso, a excitação provoca hiperemia da face eaumento de frequência cardíaca e respiratória. O ânus, o reto, a bexiga e a uretra podem ter pequenas contrações.[8] O clítoris aumenta de tamanho.
Orgasmo

É o momento máximo de prazer, onde toda tensão proveniente da estimulação anterior é atingida. Além de contrações rítmicas involuntárias da plataforma orgástica, o clítoris pode retrair-se, além de mudanças na coloração do genital[9] e descontrole muscular corporal. Num momento seguinte a mulher pode ser estimulada e alcançar outros orgasmos, diferente do homem que precisa esperar alguns minutos.[8] Em média um orgasmo feminino dura de 90 a 104 s.[10]Nesta fase, algumas mulheres podem expelir um líquido, e este evento chama-se ejaculação feminina.[11]Algumas mulheres quando sentem o orgasmo podem soltar gritos e gemidos altos ou baixos bem como ficarem caladas e após ele tendem a experimentar um sentimento de calmaria e relaxamento.
Duração

O orgasmo feminino, segundo pesquisa, dura em média 23 segundos; o orgasmo masculino em média 6 segundos [12] [13]. Segundo estudos científicos, a mulher dispõe exclusivamente de uma capacidade de sentir orgasmos múltiplos ou ininterruptos; ao contrário, nos homens há o chamado período refratário, fenômeno este não identificado nas mulheres; o período é associado a uma neccessidade de relaxamento para reiniciar novamente a atividade sexual. Na juventude este lapso de tempo pode ser de segundos, em homens mais velhos, de horas a dias [14].
Clítoris e o orgasmo através da masturbação

Close de um clítoris humano.



Ver artigo principal: Clítoris

O clítoris é um órgão do aparelho sexual feminino que possui muitas terminações nervosas e elevada sensibilidade. É dividido em haste, base e coroa. A literatura registra aproximadamente 8 mil fibras nervosas na região.[15] A grande maioria das mulheres alcança o orgasmo com o a estimulação do clítoris, seja pelo sexo oral, masturbação ou com a utilização de dildos ou vibradores.[16]

Estruturalmente, o clítoris é diferente em cada mulher, podendo ser mais ou menos visível e proeminente. Com a excitação ele aumenta seu volume e fica mais sensível.

Disfunções relacionadas ao orgasmo feminino
Anorgasmia
Ver artigo principal: Anorgasmia

A anorgasmia é uma disfunção do orgasmo feminino caracterizada pela falta total do prazer proporcionado pelo orgasmo, popularmente conhecido como "gozo".[17] Neste casos, pode ocorrer a excitação com todas suas características, mas a mulher não atinge o clímax.[17] Este quadro atinge 30% das brasileiras.[17] É classificada em primária (quando a mulher nunca conseguiu chegar a um orgasmo) e secundária (quando esta passa a não ter mais orgasmos durante os seu atos sexuais).[17]
Vaginismo
Ver artigo principal: Vaginismo

É a contração involuntária dos músculos vaginais provocando dificuldades na penetração.[18] É associada a transtornos psicológicos sofridos pelas mulheres em algum momento de suas vidas.[19]
Síndrome de excitação sexual persistente
Ver artigo principal: Síndrome da excitação sexual persistente

Nesta síndrome o problema é a falta de controle sobre a excitação e os orgasmos. A mulher passa a ficar excitada mesmo sem estimulação sexual. Alguns casos relatados atingem a marca de 200 orgasmos diários[20]e podem chegar até 800.[4]
Tabus e vida moderna

A dificuldade de atingir o orgasmo é um fato determinado pela história de repressão feminina. A maioria das sociedades configura o sexo como sendo algo pecaminoso, incluindo ai a masturbação, que na opinião de muitos especialistas faz com que a mulher desconheça seu corpo. Na época da Inquisição, mulheres que sentiam prazer eram consideradas bruxas e condenadas à morte.[21]

Fora isto, temos as variações hormonais, menopausa, a tensão pré menstrual, stress da vida moderna, fobias tornam dificultoso a execução do ato sexual seguido de orgasmo.[21] Até mesmo o estresse e preocupação demasiada em como determinar e proporcionar a ocorrência de orgasmo feminino pode ser um fator que dificulta que este aconteça e diversos sexólogos, terapeutas e autores recomendam lembrar que orgasmo não se planeja, acontece[22] e que é mais valioso cuidar do prazer do momento que se preocupar em atingir ou não o orgasmo.

Notas e referências

O Globo. Guia sobre o orgasmo feminino para mulheres modernas. Página visitada em 26/07/2009.
Sana, Cristiane Cador, Ibrasa, Alma de Mulher. Página visitada em 25 de julho de 2009.
MIOTO, Ricardo (6 de agosto de 2010). Mais de 70% das mulheres nunca atingiram o orgasmo com seus parceiros. Folha. Página visitada em 01/03/2012.
a b Margolis, Jonathan, Ediouro, A História Íntima do Orgasmo, Rio de Janeiro: 2006.
DiarioWeb (2006). 'Drogas' do amor. Página visitada em 28/07/2009.
Cama na Rede.http://camanarede.terra.com.br/orgasmo/orgasmo_14.htm. Página visitada em 19/01/2010.
a b c d e f Os segredos evolutivos do orgasmo feminino
a b c d ABC da Saúde. Resposta Sexual Feminina. Página visitada em 26/07/2009.
Spitz, Christian, Summus, Adolescentes perguntam.
Lins, Regina Navarro, Braga, Flávio, Ediouro, O Livro de Ouro do Sexo, Rio de Janeiro: 2005.
Walfrido, Valéria, Ediouro, Toque sedutor, Rio de Janeiro: 2003.
http://nova.abril.com.br/blog/sexpert/eles-tambem-fingem-orgasmo/
Guardian
Abc da Saúde
MORRIS, Desmond. A mulher nua: um estudo do corpo feminino. São Paulo: Globo, 2005. pag. 196
Banco de Saúde. Orgasmo. Página visitada em 01/08/2009.
a b c d ABC da Saúde. Disfunções do orgasmo feminino. Página visitada em 19/01/2010.
Correio Braziliense. Para especialistas, não chegar ao orgasmo tem causas mais psicológicas do que físicas. Página visitada em 19/01/2010.
Expresso. Sexo: Quando elas não conseguem. Página visitada em 19/01/2010.
Pravda. Britânica de 24 anos atinge 200 orgasmos por dia. Página visitada em 19/01/2010.
a b Terra. Orgasmo feminino: você tem esse direito. Página visitada em 26/07/2009.
Como a mulher sabe quando vai gozar?. Página visitada em 20/02/2011.
Bibliografia
MARGOLIS, Jonathan. A História íntima do orgasmo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006 e 2009.
CATTRALL, Kim. LEVINSON, Mark. Satisfação - A arte do orgasmo feminino. São Paulo: Prestígio.
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