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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Escola Mandala PPP Projeto Politico Pedagogico exemplo de como elaborar um

Escola Mandala PPP - Projeto Político Pedagógico










 exemplo de como elaborar um


Fonte: http://www.faetec.rj.gov.br/desup/index.php/livross/15-escola-mandala


Título: Escola Mandala: uma nova Concepção para o Ensino Tecnológico na Rede FAETEC
Origem: IST-Rio
Produção: dez/2006 1ª Edição, ago/2007 2ª edição
ISBN: 8598931039
Resumo: Educar tem sido uma tarefa difícil nos últimos anos. 
O mundo mudou radicalmente: uma nova configuração de países emergiu, novas forças políticas se estabeleceram, novas demandas sociais afloraram, novas formas de se organizar o trabalho emergiram. 
Apesar de tantas mudanças a nossa volta, quando olhamos a escola, esta permanece a mesma. 

Pedro Demo em seu artigo Ensino Superior no Século XXI: Direito de Aprender – Reflexões 2005 PUCRS, citando Duderstadt destaca a seguinte passagem “Imagine as reações de um médico do século XIX, de repente transportado para frente no tempo dentro de uma sala moderna de cirurgia, repleta de todos os avanços tecnológicos da medicina moderna. 
O médico de ontem reconheceria muito pouco – talvez nem sequer o paciente – e certamente não seria capaz de funcionar em nenhum modo significativo. 
Contraste isso com um professor do século XIX, transportado para uma sala de aula da universidade contemporânea. 
Aí tudo seria familiar – os mesmos púlpitos para preleção, quadros negros e estudantes prontos para tomar notas. Mesmo os assuntos – literatura, história, línguas – seriam familiares e ensinados precisamente dos mesmos modos”.

Apesar deste contraste, vemos na literatura várias tentativas de se tornar a escola alinhada a seu tempo. Entretanto, a realidade continua sendo dura e as práticas continuam sendo aquelas do século XIX. Em algum ponto, a passagem das concepções contemporâneas às práticas cotidianas é falha. Tentamos importar modelos, mas nossa realidade de alunos, de cultura e de dimensão de país é muito diferente. Temos que buscar alternativas próprias e valorizar a experiência local.

Talvez uma das razões para este fracasso seja a adoção de práticas pontuais que acabam por serem superadas pela força da tradição conservadora de se fazer escola. Assim, mesmo mudando a forma de se avaliar, as práticas de relação entre aluno e professor permanecem, o enfoque centrado no programa da disciplina se impõe, entre outras ações.
Este livro apresenta uma alternativa de se conceber a escola. Não se trata de apontar práticas isoladas, mas de, antes de tudo, apresentar uma concepção de escola onde todos os seus pontos se inter-relacionam e colaboram, em igual importância, para o resultado final, caracterizando um rizoma de ações: uma mandala. Além da concepção, este livro apresenta o que tem sido a prática desta concepção com seus defeitos e qualidades. 
Assim para apresentar a concepção proposta e a sua prática, segue uma visão geral da estrutura e organização do texto.
O primeiro capítulo (Profª Regina Célia de Souza e Andréia De Luca Heredia de Sá) trata da apresentação do conceito e simbologia de mandala e sua relação com o mundo contemporâneo em que real e virtual são combinados e transformados por meio de modernas tecnologias. Fornece, portanto, as bases para a compreensão dos demais capítulos, fundamentando idéias para a construção do projeto pedagógico do IST-Rio.
Em complemento ao capítulo anterior, o segundo capítulo (Profª Cládice Nóbile Diniz) apresenta o significado do símbolo Mandala como uma rede fortemente interconectada e dinâmica de informações e conhecimento. Desde o surgimento das redes de computadores, diversos significados foram atribuídos ao termo rede. Estes são apresentados ao longo do texto e discutidos. Sob a óptica da concepção Mandala, a autora explica como os diversos setores institucionais e pessoas se apresentam como elos de uma grande teia em busca de seus objetivos, desfazendo desvios, conflitos e humanizando idéias.
O terceiro capítulo (Profº Marcos Paulo Monteiro) descreve como a evolução da área da Tecnologia da Informação vem desencadeando uma crise de legitimidade nas instituições da era industrial, que, no novo contexto, se ressentem de forte esvaziamento de sentido e de funções. Em seguida, o autor discorre sobre como o IST-Rio, por meio de seu projeto Mandala, unem conceitos, conteúdos, práticas acadêmicas e profissionalizantes, relacionamentos humanos, sociais e ambientais para enfrentar essa crise e construir uma forte identidade institucional plenamente inserida na rede virtual da informação e do conhecimento.
Em complemento ao exposto no capítulo anterior, o capítulo quatro (Profª Sibele Calazans) enfatiza a importância da qualidade dos relacionamentos em locais de trabalho e sua influência no desenvolvimento do ser humano como indivíduo e da equipe como uma rede produtiva de conhecimento. A autora relata sua experiência, sua inserção e ações no contexto da concepção mandala adotada pelo instituto. Em uma perspectiva mais geral, o capítulo reflete a importância da união da equipe para o sucesso e desenvolvimento da proposta do projeto Mandala.
Também como reforço ao capítulo três, o quinto capítulo (Profª Márcia Marques Freire) busca destacar a importância de se repensar a relação professor, alunos e o processo de ensino-aprendizagem. Apresenta abordagens sócio-interacionais e o afeto como instrumentos facilitadores e coerentes com a concepção Mandala para criar um ambiente favorável para maior participação e colaboração dos alunos na construção de identidades, relações e significados.
No sexto capítulo (Profº Fernando da Silva Mota), o diretor do IST-Rio relata inicialmente como a proposta de gestão institucional participativa se enquadra na concepção Mandala, viabilizando uma maior agilidade e dinâmica das ações gestoras. Em seguida descreve a realidade do instituto na prática das células de competência e sua relevante importância no projeto pedagógico institucional. Nesse cenário, apresenta como todos os espaços do IST-Rio se integram em uma grande rede de informação e conhecimento.
O sétimo capítulo (Profº Ronaldo Ribeiro Goldschmidt) destaca a importância da integração das dimensões de ensino, pesquisa e extensão para o desenvolvimento institucional. Nele, o autor descreve um conjunto de ações em desenvolvimento pelo IST-Rio que, norteadas pela concepção do Projeto Mandala, favorecem a integração efetiva e harmoniosa das referidas dimensões.
Como exposto no quarto capítulo, as células de desenvolvimento de competência têm papel de grande importância na prática pedagógica do IST-Rio. Em sintonia com a concepção mandala e à semelhança da Escola de Sagres, as células de competência são descritas no oitavo capítulo (Profº Horácio da Cunha e Souza Ribeiro) como agentes de um processo de construção de conhecimento por meio da solução de problemas práticos em uma perspectiva interdisciplinar, necessária ao tratamento de problemas, e de trabalho cooperativo, importante na formação de profissionais para o trabalho em equipes.
O capítulo nove (Profº Marcio de Albuquerque Vianna) relata a experiência do autor com a utilização das chamadas salas híbridas, nas disciplinas “Matemática Aplicada” e “Álgebra Linear” do Curso de Análise de Sistemas Informatizados do IST-Rio. Uma sala híbrida é um espaço dotado de equipamentos multimídia em que aulas teóricas, atividades práticas e desenvolvimento de projetos são mesclados em ações de ensino e aprendizagem. No caso da matemática, os alunos são levados a perceber e construir a própria estrutura do conceito matemático, formando, assim, um movimento dialético entre o geral e o particular na formação do saber. Em consonância com a concepção Mandala e as células de competência descritas no sétimo capítulo, esse capítulo apresenta o modelo aplicado no IST-Rio. A utilização de computadores na vida moderna vem se tornando uma prática cada mais freqüente e popular em diversos segmentos da sociedade. Apesar dos benefícios proporcionados pela tecnologia, alguns cuidados com a saúde e o bem-estar devem ser tomados quando essa utilização se prolonga por longos e contínuos períodos de tempo.
O décimo capítulo (Profº Vasco Manuel Martins do Amaral) procura orientar quanto aos problemas de saúde física e mental decorrentes dessa exposição excessiva. A concepção Mandala enfatiza a preocupação com a saúde e com o bem-estar, como importantes elementos no desenvolvimento do ser humano e na contribuição desse em ambientes sociais, sejam eles reais ou virtuais.  
No décimo primeiro capítulo (Profª Themis Aline Calcavecchia dos Santos), a autora descreve sua experiência no IST-Rio em que apresenta a disciplina de Direito em uma abordagem holística, em consonância com a concepção Mandala, como contraponto à abordagem de ensino tradicional. Para tanto, apresenta a origem do Direito, e sua função social no paradigma da modernidade vigente. Toda ação pedagógica requer reflexão quanto aos resultados produzidos.
O décimo segundo capítulo (Profº Márcio Francisco Campos e Fernando da Silva Mota) discute a necessidade de se melhorar o processo de avaliação continuada, tendo como base referências existentes e relatando a experiência dos portfólios avaliativos no IST-Rio, segunda prática pedagógica do projeto Mandala.

Veja o livro abaixo on-line, ou compre na fonte indicada acima. Publicado aqui mediante prévia permissão do Prof. Fernando S. Mota - Organizador.

 

Em resumo, este livro representa o plantio de idéias para que a escola se torne “contemporânea” de seu tempo e que seja um modelo para reflexão e de ação educativa da gestão escolar.

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