Google Tag Manager

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Poder Executivo do Brasil e demais poderes

Poder Executivo do Brasil e demais poderes



Poder Executivo do Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Poder_Executivo_do_Brasil



República Federativa do Brasil



Este artigo é parte da série:
Política e governo do
Brasil



Executivo


Presidente (Dilma Rousseff)
Vice-Presidente (Michel Temer)
Casa Civil (Gleisi Hoffmann)
Advocacia-Geral (Luís Inácio Adams)
Ministérios
Controle interno
Conselho de Defesa Nacional
Legislativo


Senado Federal
Câmara dos Deputados
Tribunal de Contas da União
Judiciário


Supremo Tribunal Federal
Superior Tribunal de Justiça
Tribunal Superior Eleitoral
Tribunal Superior do Trabalho
Superior Tribunal Militar
Conselho Nacional de Justiça
Federação


Estados e Territórios (propostas)
Governadores atuais
Municípios (lista)

Outras instituições


Ministério Público
Defensoria Pública
Forças Armadas
Estado brasileiro e a União
Prefeitura
Câmara Municipal
Assembléia legislativa
Senado estadual
Presidencialismo

Ordem política


Leis
Constituição atual (passadas)
Partidos políticos
Eleições
Referendos
Política externa

Portal do Brasil
vereditar


O Poder Executivo do Brasil é um dos três poderes existentes no país. É também o conjunto dos órgãos e autoridades públicas aos quais a Constituição Federal brasileira (a atual é de 1988) atribui a função administrativa e adota os princípios da soberania popular e da representação, segundo os quais o poder político, teoricamente, pertence ao povo e é exercido em nome deste por órgãos constitucionalmente definidos (art. 1º, parágrafo único)1 . Para tanto, a Constituição Federal constitui três Poderes, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos (art. 2º)1 .

O Poder Executivo é regulado pela Constituição Federal nos seus artigos 76 a 911 . É exercido, no âmbito federal, desde 18912 , pelo Presidente da República, eleito por sufrágio popular e direto2, em eleição de dois turnos, e substituído em seus impedimentos pelo Vice-Presidente2 . Colaboram com o chefe do executivo os Ministros de Estado, por ele nomeados1 .

No plano estadual, o Poder Executivo é exercido pelo Governador3 , substituído em seus impedimentos pelo Vice-Governador3 , e auxiliado pelos Secretários de Estado3 .

Já no plano municipal, é exercido pelo Prefeito4 , substituído em seus impedimentos pelo Vice-Prefeito4 e auxiliado pelos Secretários Municipais4 . A sede de cada município toma seu nome e tem oficialmente a categoria de cidade.


Índice
1 Órgãos
2 Autoridades
3 Poder Executivo Federal
3.1 Presidente
3.1.1 Competência
3.1.2 Crimes de responsabilidade
3.2 Vice-presidente
3.3 Ministros de Estado
3.4 Administração indireta
3.5 Forças Armadas
3.6 Ministério Público
3.7 Segurança pública
4 Poder Executivo Estadual
5 Poder Executivo Municipal
6 Ver também
7 Notas
8 Referências
8.1 Bibliografia
9 Ligações externas

Órgãos

Os principais órgãos do Poder Executivo brasileiro são os seguintes:
Órgãos federais
Presidência da República: integrada pelo Presidente da República, seu gabinete, a Casa Civil, o Gabinete de Segurança Institucional, a Advocacia-Geral da União, a Imprensa Nacional, a Secretaria de Comunicação, entre outros órgãos.
Vice-Presidência da República: integrada pelo Vice-Presidente da República
Ministérios de Estado
Defensoria Pública da União
Órgãos estaduais
Governos das Unidades Federativas: representados pelos governadores.
Secretarias de Estado das Unidades Federativas: representadas pelos secretários de estado.
Órgãos municipais
Prefeituras Municipais: representadas pelos Prefeitos.
Secretarias Municipais: representadas pelos secretários municipais.

Autoridades

As autoridades civis do Poder Executivo são:
Autoridades federais
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado.
Autoridades estaduais
Governadores das Unidades Federativas;
Vice-Governadores das Unidades Federativas;
Secretários de Estado das Unidades Federativas
Autoridades municipais
Prefeitos dos Municípios;
Secretários dos Municípios;
Poder Executivo Federal

O Poder Executivo Federal é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado (artigo 76).1

A estrutura do Poder Executivo a nível federal, além da Presidência da República e dos ministérios, compreende os gabinetes Pessoal e de Segurança Institucional, a Casa Civil e vários órgãos de assessoramento.5

Os ministérios são órgãos de execução de política governamental, atuando cada um deles num setor da administração. Os órgãos de assessoria auxiliam o chefe do Executivo como órgãos de consulta, estudo, planejamento e controle.
Presidente
Ver artigo principal: Presidente do Brasil

Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo brasileiro, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília, capital do Brasil.

Para ser presidente da República é preciso ser brasileiro nato, maior de 35 anos, estar no exercício dos direitos políticos e, evidentemente, ser eleito através de partido político.1

As regras para a eleição do Presidente da República estão definidas na constituição. As principais são:1

A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente.
§ 1º - A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado.
§ 2º - Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
§ 3º - Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.
§ 4º - Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
§ 5º - Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso (artigo 77).

O presidente e o vice-presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil (artigo 78).1

O mandato do Presidente da República é de quatro anos, sendo permitida a reeleição para o período subsequente, e terá início emprimeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição (artigo 82).1

Competência

A competência exclusiva do presidente da República é muito ampla, destacando-se, entre suas atribuições:1
direção superior da administração federal;
participação no processo legislativo, com iniciativa de leis, veto a projetos e lei, sanção, promulgação, publicação e regulamentação das leis;
nomeação e exoneração de ministros de Estado e governadores de Territórios, além de outros funcionários;
celebrar tratados, declarar a guerra e fazer a paz, ad referendum do Congresso;
comando supremo das Forças Armadas;
decretação do estado de defesa e do estado de sítio;
decretação e execução da intervenção federal (artigo 84).

Crimes de responsabilidade

Caso falhe no cumprimento de seus deveres, ou cometa algum delito, o presidente da República é levado a julgamento perante oSupremo Tribunal Federal nos crimes comuns, ou perante o Senado, nos crimes de responsabilidade.

São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:1
I — a existência da União;
II — o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das *Unidades da Federação;
III — o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV — a segurança interna do País;
V — a probidade na administração;
VI — a lei orçamentária;
VII — O cumprimento das leis e das decisões judiciais (artigo 85).
Vice-presidente
Ver artigo principal: Vice-presidente do Brasil

Eleito como companheiro de chapa do presidente, cabe ao vice-presidente da República substituir o titular nos seus impedimentos ou suceder-lhe na vacância do cargo. Os requisitos para o cargo são os mesmos do cargo de presidente.

O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais (artigo 79, parágrafo único).1

Se o presidente e o vice estiverem impedidos, ou deixarem vagos os respectivos cargos, serão chamados a assumir a Presidência, pela ordem, o presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.

O presidente da República e seu vice só poderão ausentar-se do País com licença do Congresso, sob pena de perda do cargo, salvo se a ausência não for superior a 15 dias (artigo 83).
Ministros de Estado
Ver artigo principal: Ministérios do Brasil

Bandeira do Ministro de Estado doBrasil.

Principais auxiliares do presidente da República, os ministros de Estado são por ele escolhidos livremente, entre brasileiros natos, maiores de 21 anos, em gozo de direitos políticos.

Compete ao ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei:
I — exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo presidente da República;
II — expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;
III — apresentar ao presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
IV — praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo presidente da República. (artigo 87)1

Atualmente, são 24 os ministérios, 8 as secretarias da presidência e 6 os órgãos. A criação, modificação de estruturas e eventual extinção de um ministério são feitas através de lei especial, cuja iniciativa é da competência do presidente da República. Além dos titulares dos ministérios, são também ministros de Estado os chefes dos seguintes órgãos de assessoramento: Secretaria de Comunicação Social, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial,Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Secretaria Especial de Portos, Secretaria-Geral da Presidência, Secretaria de Relações Institucionais, Advocacia-Geral da União, Banco Central, Casa Civil da Presidência da República, Controladoria-Geral da União, Núcleo de Assuntos Estratégicos, Gabinete de Segurança Institucional.
Administração indireta

Na direção dos negócios do Estado, o Executivo atua diretamente através dos ministérios e órgãos integrantes da Presidência da República, e indiretamente, através dos órgãos da administração indireta, que são:
Autarquias: entidades criadas por legislação especial, para obter maior eficiência em determinados setores, através da descentralização administrativa e financeira. São serviços autônomos, com personalidade jurídica, patrimônio e receita própria. Podem estar vinculados diretamente à Presidência da República ou a determinado ministério. Exemplo: o Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq).
Empresas públicas: entidades constituídas com personalidade jurídica, patrimônio próprio e capital exclusivo da União; dedicam-se a determinadas atividades econômicas, cuja exploração é julgada de interesse para o governo. Exemplo: a Caixa Econômica Federal e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Sociedades de economia mista: criadas para a exploração de determinadas atividades econômicas, sob a forma desociedades anônimas, em que a maioria das ações com direito de voto pertencem à União ou a uma entidade da administração indireta. Exemplos: Banco do Brasil e Petrobrás.
Forças Armadas
Ver artigo principal: Forças Armadas do Brasil

Para atender aos problemas relacionados com manutenção da ordem interna e soberania externa, que constituem a base da segurança nacional, o Estado brasileiro conta com órgãos especiais, que são as Forças Armadas.

Ex-presidente Lula, que representa o Poder Executivo, passa em revista as tropas da MINUSTAH, no Haiti.

Constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.(artigo 142)1

Ministério Público

Junto ao Poder Judiciário, mas não subordinado a ele, está o Ministério Público da União. É o órgão oficial do Poder Executivo para a promoção da Justiça e defesa dos interesses sociais. Sua atuação mais evidente é no processo penal, cabendo-lhe a iniciativa da ação para levar aos tribunais os transgressores da lei.

No nível federal, o Ministério Público é chefiado pelo procurador-geral da República, nomeado pelo presidente da República, com aprovação do Senado. (artigos 127 a 135)1

Segurança pública

Entre as muitas tarefas que o Poder Executivo deve desempenhar para realizar o bem comum, destaca-se o cuidado com a segurança pública.

"A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares." (artigo 144)1

Cabe à polícia federal, entre outras tarefas:
apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimenio de bens, serviços e interesses da União;
prevenir e reprimir em todo o território nacional o contrabando e o tráfego ilícito de entorpecentes e drogas afins;
exercer a polícia marítima, aérea e de fronteiras.

A polícia rodoviária federal, órgão permanente, estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.

As polícias civis destinam-se à apuração de infrações penais e à execução das funções de polícia judiciária, ressalvada a competência da União.

Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.

Aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

Os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei. (artigo 144, par. 89)
Poder Executivo Estadual

O Palácio Iguaçu, em Curitiba, é a sede do governo do Paraná de 1953 a2007 e a partir de 18 de dezembro de 2010.

O Executivo estadual é exercido pelo governador do estado,3 auxiliado pelos secretários do estado3 .

Para ser governador de estado é preciso ser brasileiro maior de 30 anos, estar no gozo dedireitos políticos e ser eleito por partido político3 . Os mesmos requisitos são exigidos do candidato a vice-governador3 . Ambos são eleitos para um mandato de 4 anos3 , observando-se na eleição as mesmas regras da eleição para presidente da República, inclusive quanto ao segundo turno de votação3 , caso nenhum dos candidatos obtenha na primeira votação a maioria absoluta dos votos válidos. (artigo 28)

A competência do governador é definida, na constituição estadual, respeitados os princípios daconstituição federal, e segundo o esquema do Executivo da União.

Eleitos em 2010, os atuais governadores tomaram posse em 1º de janeiro de 2011.

Para auxiliá-lo na administração, o governador conta com os secretários de Estado,nota 1 . O número de secretários varia de um estado para outro e suas atribuições correspondem, no âmbito estadual, às dos ministros de Estado.

Para a garantia da ordem e da segurança pública, os Estados mantêm o serviço de policiamento, estruturado em Polícia civil eMilitar; estatutos especiais regulam a composição e atribuições de cada uma. (artigo 144)1

Também na esfera estadual o Executivo organiza, junto ao Poder Judiciário, o Ministério Público, chefiado pelo procurador-geral doestado, exercido pelos procuradores do Estado e promotores de justiça. Sua estrutura e funcionamento, semelhantes às do Ministério Público da União. são definidos pela Constituição estadual e leis complementares. (artigo 128, par. 3º)1
Poder Executivo Municipal
Ver artigo principal: Anexo:Lista dos prefeitos dos cem municípios mais populosos do Brasil

Palácio 29 de Março, sede da prefeitura de Curitiba.

O poder executivo municipal é exercido pelo prefeito4 . Para ajudá-lo na direção do município, ele conta com os secretários municipais4 , encarregados dos vários setores administrativos. São de livre escolha do prefeito4 , permanecendo no cargo enquanto ele achar conveniente.

O prefeito e o vice-prefeito são eleitos simultaneamente com os vereadores4 , para mandato de4 anos4 . A eleição é realizada no primeiro domingo de outubro antes do término do mandato do governante em exercício, e a posse no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da eleição1 .

Caso falhe no cumprimento de suas obrigações, o prefeito é julgado perante o Tribunal de Justiça de seu estado.

Entre outras normas previstas nas constituições e leis federais e estaduais, o prefeito deve, no desenvolvimento de seu trabalho levar em conta que a Constituição federal determina expressamente que a administração municipal se faça com a "cooperação das associações representativas no planejamento municipal." (artigo 29, X)1
Ver também
Poder executivo
Presidencialismo no Brasil
Palácio do Planalto
Presidente do Brasil
Ministérios do Brasil
Prefeitura de São Paulo
Notas

Se o governador não gostou da ação do secretário estadual que escolheu, ele pode substituí-lo por outro que seja mais capaz. O governador geralmente escolhe pessoa de confiança, capaz administrativamente e que lhe renda dividendos políticos.
Referências

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t GUIMARÃES, Ulysses (5 de outubro de 1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República Federativa do Brasil. Página visitada em 18 de fevereiro de 2010.
a b c BARROS, Prudente José de Moraes (24 de fevereiro de 1891). Constituição da República dos Estados Unidos de 1981. Presidência da República Federativa do Brasil. Página visitada em 18 de fevereiro de 2010.
a b c d e f g h i KHURY, Anibal (5 de outubro de 1989). Constituição do Estado do Paraná. Sistema Estadual de Legislação. Página visitada em 18 de fevereiro de 2010.
a b c d e f g h Lei Orgânica do Município de Curitiba.
Presidência da República. SIORG - Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal. Página visitada em 18 de fevereiro de 2009.
Bibliografia
DUARTE, Gleuso Damasceno. Conjuntura atual em OSPB:: segundo grau (em português). 10ª ed. Belo Horizonte: Ed. Lê, 1992.
Ligações externas[editar]
Página oficial do Governo Federal
Página oficial da Presidência da República
Página oficial da Vice-Presidência da República
Página oficial do Ministério da Educação
Página oficial do Ministério da Cultura
Página oficial da Ministério da Saúde
Página oficial do Ministério da Justiça
Página oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Página oficial do Ministério da Ciência e Tecnologia

veTópicos sobre o Brasil

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Compre jogo de toalhas e ganhe brinde na First Class

 







Promoção da First Class vai dar brinde na compra de jogo de toalhas

A First Class criou uma promoção que vai deixar o banho mais colorido. Na compra de um jogo com uma toalha de banho e uma toalha de rosto (R$ 29,99), o cliente ganha um piso. O cliente pode escolher entre cores iguais, ou criar kits coloridos. A promoção é válida para todas as 120 lojas da First Class espalhadas por todo país até o final de junho de 2013. Vale conferir.
_________________________________________
Fonte: www.dablio3.com
W3 . FAZENDO COMUNICAÇÃO DE QUALIDADE
Toalha Banho.jpgToalha Banho.jpg
375

sábado, 22 de junho de 2013

Judaismo e costumes judaicos

Judaísmo e costumes judaicos









Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Juda%C3%ADsmo


Judaísmo

Movimentos

Filosofia

Textos

Lei

Cidades Sagradas

Lugares

Líderes

Sábios rabínicos

Cargos religiosos

Cultura

Educação

Artigos religiosos

Orações

Relações com outras religiões

Tópicos relacionados

Judaísmo (em hebraico: יהדות, Yahadút) é uma das três principais religiões abraâmicas, definida como a "religião, filosofia e modo de vida" do povo judeu.1 Originário da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em textos posteriores, como oTalmud, é considerado pelos judeus religiosos como a expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre Deus com os Filhos de Israel. De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, Deus revelou as suas leis e mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral.2 Esta foi historicamente desafiada pelo caraítas, um movimento que floresceu no período medieval, que mantém vários milhares de seguidores atualmente e que afirma que apenas a Torá escrita foi revelada.3 Nos tempos modernos, alguns movimentos liberais, tais como o judaísmo humanista, podem ser considerados não-teístas.4

O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas5 e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas que sobrevive até os dias atuais.6 7 Os hebreus/israelitas já foram referidos como judeus nos livros posteriores ao Tanakh, como o Livro de Ester, com o termojudeus substituindo a expressão "Filhos de Israel."8 Os textos, tradições e valores do judaísmo foram fortemente influenciados mais tarde por outras religiões abraâmicas, incluindo o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá'í.9 10 Muitos aspectos do judaísmo também foram influenciados, direta ou indiretamente, pela ética secular ocidental e pelodireito civil.11

Para saber mais, clique em Mais informações abaixo.


Os judeus são um grupo etno-religioso12 e incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo. Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria dos vivos restantes na Europa.13 O maior movimento religioso judaico é o judaísmo ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador e o judaísmo reformista. A principal fonte de diferença entre esses grupos é a sua abordagem em relação à lei judaica.14 O judaísmo ortodoxo sustenta que a Torá e a lei judaica são de origem divina, eterna e imutável, e que devem ser rigorosamente seguidas. Judeus conservadores e reformistas são mais liberais, com o judaísmo conservador, geralmente promovendo uma interpretação mais "tradicional" de requisitos do judaísmo do que o judaísmo reformista. A posição reformista típica é de que a lei judaica deve ser vista como um conjunto de diretrizes gerais e não como um conjunto de restrições e obrigações cujo respeito é exigido de todos os judeus.15 16 Historicamente, tribunais especiais aplicaram a lei judaica; hoje, estes tribunais ainda existem, mas a prática do judaísmo é na sua maioria voluntária.17 A autoridade sobre assuntos teológicos e jurídicos não é investida em qualquer pessoa ou organização, mas nos textos sagrados e nos muitos rabinos e estudiosos que interpretam esses textos.18


Índice
1 Etimologia
2 História
3 Doutrinas
3.1 Monoteísmo
3.2 Revelação
3.3 Metafísica
3.3.1 Conceitos de vida e morte
3.3.2 Ressurreição e a vida além-morte
3.3.3 Cabalá
3.4 Judeus
3.5 Ciclo de vida judaico
3.6 Vida comunitária
3.6.1 Sinagoga
3.6.2 Cherem
3.7 Cultura
3.7.1 Vestimentas
3.7.2 Calendário
3.7.3 Língua hebraica
3.8 Crença messiânica e escatologia
3.8.1 Messias
3.9 Literatura
3.10 Literatura rabínica
4 Ramificações
5 Judaísmo e o mundo
5.1 Judeus e não-judeus: as leis de Noé
5.2 Judaísmo e cristianismo
5.3 Judaísmo e islamismo
6 Ver também
7 Referências
7.1 Bibliografia
8 Ligações externas

Etimologia

Este artigo contém texto em hebraico.
Sem suporte multilingual apropriado, você verá interrogações, quadrados ou outros símbolos em vez de letras hebraicas.


O termo "judaísmo" veio ao português pelo termo grego Ιουδαϊσμός (transl.Iudaïsmós), que, por sua vez, designava algo ou alguém relacionado ao topônimoJudá - em grego Ιούδα (transl. Iúda), e em hebraico יהודה (transl. Yehudá).
História
Ver artigo principal: História do judaísmo

O sacrifício de Abraão, por Rembrandt. O patriarca Abraão é considerado o fundador do judaísmo, a mais antiga dasreligiões abraâmicas.

A história do judaísmo é a história de como se desenvolveu a religião principal da comunidade judaica que, ainda que não seja unificada (ver Religiosidade judaica), contém princípios básicos que a distingue de outras religiões. De acordo com a visão religiosa o judaísmo é uma religião ordenada pelo Criador através de um pacto eterno com o patriarcaAbraão e sua descendência. Já os estudiosos[carece de fontes] creem que o judaísmo seja fruto da fusão e evolução de mitologias e costumes tribais da região do Levante unificadas posteriormente mediante a consciência de um nacionalismo judaico.

Ainda que seja intimamente relacionada à história do povo judeu, a história do judaísmo se distingue por enfatizar somente a evolução da religião e como esta influenciou o povo judeu e o mundo.
Doutrinas



Símbolos do judaísmo (em sentido horário): castiçais do Shabat, cálice de lavagem das mãos, Chumash e Tanakh,ponteiro da Torá, shofar e caixa de etrog.

Surgiram variadas formulações das crenças judaicas, a maioria das quais com muito em comum entre si, mas divergentes em vários aspectos. Uma comparação entre várias dessas formulações mostra um elevado grau de tolerância pelas diferentes perspectivas teológicas. O que se segue é um sumário das crenças judaicas. Uma discussão mais detalhada destas crenças, acompanhada por uma discussão sobre as suas origens, pode ser encontrada no artigo sobre os princípios de fé judaicos.

Monoteísmo

O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de YHWH como Deus e criador, onipotente, onisciente, onipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma. A afirmação da crença no monoteísmo manifesta-se na profissão de fé judaica conhecida como Shemá. Assim qualquer tentativa de politeísmo é fortemente rechaçada pelo judaísmo, assim como é proibido seguir ou oferecer prece a outro que não seja YHWH.

Conforme o relacionamento de YHWH com Israel, o judaísmo enfatiza certos aspectos da divindade chamando-o por títulos diferenciados (ver Nomes de Deus no Judaísmo).

O judaísmo posterior ao exílio no entanto assumiu a existência de uma corte espiritual na qual Deus seria uma espécie de rei, o qual controlaria seres para execução de sua vontade (anjos). Esta visão era aceita pelos fariseus e passada para o posterior judaísmo rabínico, mas no entanto desprezada pelos saduceus.
Revelação

O judaísmo defende uma relação especial entre Deus e o povo judeu, manifesta através de uma revelação contínua de geração a geração. O judaísmo crê que a Torá é a revelação eterna dada por Deus aos judeus. Os judeus rabinitas e caraítas também aceitam que homens através da história judaica foram inspirados pela profecia, sendo que muitas das quais estão explícitas nos Neviim e nosKethuvim. O conjunto destas três partes formam as Escrituras Hebraicas conhecidas como Tanakh.

A profecia dentro do judaísmo não tem o caráter exclusivamente adivinhatório como assume em outras religiões, mas manifestava-se na mensagem da Divindade para com seu povo e o mundo, que poderia assumir o sentido de advertência, julgamento ou revelação quanto à Vontade da Divindade. Esta profecia tem um lugar especial desde o princípio do mosaísmo, seguindo pelas diversas escolas de profetas posteriores (que serviam como conselheiros dos reis) e tendo seu auge com a época dos dois reinos. Oficialmente se reconhece que a época dos profetas encerra-se na época do exílio babilônico e do retorno a Judá. No entanto o judaísmo reconheceu diversos profetas durante a época do Segundo Templo, e durante o posterior período rabínico.
Metafísica
Conceitos de vida e morte

O entendimento dos conceitos de corpo, alma e espírito no judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas judaicas. OTanach não faz uma distinção teológica destes, usando o termo que geralmente é traduzido como alma (néfesh) para se referir à vida e o termo geralmente traduzido como espírito (ruakh) para se referir a fôlego. Deste modo, as interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.
Ressurreição e a vida além-morte


O Tanach, excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais faz referência a uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno, pelo que os saduceus posteriormente rejeitavam estas doutrinas. Porém após o exílio em Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final, e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus.

Nas atuais correntes do judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações, e varia-se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.

Cabalá
Ver artigo principal: Cabala

Cabalá é o nome dado ao conhecimento místico esotérico de algumas correntes do judaísmo, que defende interpretação do universo, de Deus e das escrituras através de suas naturezas divinas.
Judeus
Ver artigo principal: Judeu

Judeus rezando no Yom Kipur, de Maurycy Gottlieb.

A lei judaica ortodoxa considera judeu todo aquele que nasceu de mãe judia ou se converteu de acordo com essa mesma lei, segundo o judaísmo rabínico. Algumas ramificações como o Reformismo e o Reconstrucionismo aceitam também a linhagem patrilinear, desde que o filho tenha sido criado e educado em meio judaico.

Um judeu que deixe de praticar o judaísmo e se transforme num judeu não-praticante continua a ser considerado judeu. Um judeu que não aceite os princípios de fé judaicos e se torne agnóstico ou ateu também continua a ser considerado judeu.

No entanto, se um judeu se converte a uma outra religião, ou ainda, que se afirme "judeu messiânico" (ramificação que defende Jesus como o messias para os judeus) geralmente é visto como que perdido o lugar como membro da comunidade judaica tradicional e transforma-se num apóstata. Esta pessoa, caso pretenda retornar ao judaísmo, não precisa se converter, de acordo com a maior parte das autoridades em lei judaica, mas abjurar das antigas práticas relativas às outras fés.

As pessoas que desejam se converter ao judaísmo devem aderir aos princípios e tradições judaicas. Os homens têm de passar pelo ritual do brit milá (circuncisão). Qualquer converso tem de passar ainda pelo ritual da mikvá ou banho ritual. Os judeus ortodoxos reconhecem apenas conversões feitas por seus tribunais rabínicos, seja em Israel ou em outros locais. As comunidades reformistas e liberais também exigem a adesão aos princípios e tradições judaicos, o brit milá e a mikvá, de acordo com os critérios estipulados em cada movimento.

Enquanto as conversões autorizadas por tribunais rabínicos ortodoxos são aceitas como válidas por quase todas as correntes do judaísmo, aquelas feitas de acordo com as correntes Reformista ou Conservadora são aceitas pelo Estado de Israel e nas comunidades judaicas não-ortodoxas no mundo inteiro - mais de 80% da população dos judeus do planeta, mas rejeitadas pelo movimento ortodoxo.
Ciclo de vida judaico
Ver artigo principal: Ciclo de vida judaico

Material usado em uma cerimônia de brit milá, exibido no museu da cidade de Göttingen
Brit milá - As boas-vindas dos bebés do sexo masculino à aliança através do ritual dacircuncisão.
Zeved habat - As boas-vindas dos bebés do sexo feminino na tradição sefardita.
B'nai Mitzvá - A celebração da chegada de uma criança à maioridade, e por se tornar responsável, daí em diante, por seguir uma vida judaica e por seguir a halakhá.
Casamento judaico
Shiv'á - O judaísmo tem práticas de luto em várias etapas. À primeira etapa (observada durante uma semana) chama-se shiv'á, à segunda (observada durante um mês) chama-se sheloshim e, para aqueles que perderam um dos progenitores, existe uma terceira etapa, a avelut yod bet chódesh, que é observada durante um ano.
Vida comunitária

Vida comunitária judaica é o nome dado à organização das diferentes comunidades judaicas no mundo. Há variações de locais e costumes mas geralmente as comunidades contam com um sistema de regras comunais e religiosas, um conselho para julgamento e um centro comunal com local para estudo. No entanto, a família é considerada o principal elemento da vida comunitária judaica, o que ao lado do mandamento de Crescei e multiplicaileva ao desestímulo de práticas ascéticas como o celibato apesar da existência através da história de algumas seitas judaicas que promovessem esta renúncia.
Sinagoga
Ver artigo principal: Sinagoga

Sinagoga Kahal Zur Israel, a mais antiga sinagoga das Américas, localizada em Recife, Pernambuco.

A sinagoga é o local das reuniões religiosas da comunidade judaica, hábito adquirido após a conquista de Judá pela Babilônia e a destruição do Templo de Jerusalém. Com a inexistência de um local de culto, cada comunidade desenvolveu seu local de reuniões, que após a construção do Segundo Templo tornou-se os centros de vida comunitária das comunidades da Diáspora. Na estrutura da sinagoga destaca-se o rabino, líder espiritual dentro da comunidade judaica e o chazan (cantor litúrgico).
Cherem
Ver artigo principal: Chérem

O Chérem é a mais alta censura eclesiástica na comunidade judaica. É a exclusão total da pessoa da comunidade judaica. Excepto em casos raros que tiveram lugar entre os judeus ultra-ortodoxos, o cherem deixou de se praticar depois do Iluminismo, quando as comunidades judaicas locais perderam a autonomia de que dispunham anteriormente e os judeus foram integrados nas nações gentias em que viviam.
Cultura
Ver artigo principal: Cultura judaica

Cultura judaica lida com os diversos aspectos culturais das comunidades judaicas, oriundos da prática do judaísmo, de sua integração aos diversos povos e culturas no mundo, assim como assimilação dos costumes destes. Entre os principais aspectos da cultura judaica podemos enfatizar os idiomas, as vestimentas e a alimentação (Cashrut).
Vestimentas

Solidéu, símbolo distintivo usado principalmente pelos judeus rabínicoscomo temor a Deus

O judaísmo possui algumas tradições religiosas e culturais em relação à vestimentas, dentre as quais podemos destacar:
Kipá são os chapéus utilizado pelos judeus tanto como símbolo da religião como símbolo de "temor a Deus".
Tefilin
Tzitzit é o nome dado à franjas do talit, que servem como meio de lembrança dos mandamentos de Deus.
Calendário
Ver artigo principal: Calendário hebraico

Baseados na Torá a maior parte das ramificações judaicas segue o calendário lunar. O calendário judaico rabínico é contado desde 3761 a.C. O Ano Novo judaico, chamado Rosh Hashaná (em hebraico ראש השנה, literalmente "cabeça do ano") é o nome dado ao ano-novo no judaísmo)., acontece no primeiro ou no segundo dia do mês hebreu de Tishrei, que pode cair em setembro ou outubro. Os anos comuns, com doze meses, podem ter 353, 354 e 355 dias, enquanto os bissextos, de treze meses, 383, 384 ou 385 dias. o calendario judaico começa a ser contado em 7 de outubro de 3760 a.C.que para os judeus foi a data da criação do mundo.

Diversas festividades são baseados neste calendário: pode-se dar ênfase às festividades de Rosh Hashaná, Pessach, Shavuót, Yom Kipur e Sucót. As diversas comunidades também seguem datas festivas ou de jejum e oração conforme suas tradições. Com a criação do Estado de Israel diversas datas comemorativas de cunho nacional foram incorporadas às festividades da maioria das comunidades judaicas.
Língua hebraica
Ver artigo principal: Língua hebraica

O hebraico (também chamado לשון הקודש Lashon haKodesh ("A Língua Sagrada") ) é o principal idioma utilizado no judaísmo utilizado como língua litúrgica durante séculos. Foi revivido como um idioma de uso corrente no século XIX e utilizado atualmente como idioma oficial no Estado de Israel. No entanto diversas comunidades judaicas utilizam outros idiomas cuja origem em sua maioria surgem da mistura do hebraico com idiomas locais (ver Línguas judaicas).
Crença messiânica e escatologia
Ver artigo principal: Escatologia judaica, Judaísmo messiânico

Escatologia judaica refere-se às diferentes interpretações judaicas dadas aos temas relacionados ao futuro: ainda que se acreditarmos na Torá este tema não seja tão desenvolvido no judaísmo primitivo após o retorno do Exílio em Babilônia desenvolveu-se baseado no profetismo e no nacionalismo judaico conceitos que iriam formar a base da escatologia judaica. Entre estes temas principais podemos nomear os conceitos sobre o Messias e o Olam Habá (mundo vindouro) no qual todas as nações submeter-se-iam a YHWH e a Torá e na qual Israel ocuparia um lugar de proeminência.
Messias
Ver artigo principal: Messias, Messianismo
Mais informações: Yeshua

Dentro do judaísmo, a doutrina do Messias é um assunto que pode variar de ramificação para ramificação. Historicamente diversos personagens foram chamados de Messias, do hebraico ungido, que não assume o mesmo sentido habitual do cristianismo como um "ser salvador e digno de adoração" . Até mesmo o conceito do Messias não aparece na Torá, e por isto mesmo recebe interpretações diferentes de acordo com cada ramificação.

A maior parte dos judeus crê no Messias como um homem judeu, filho de um homem e de uma mulher, (em algumas ramificações é considerado que viria da tribo de Judá e da descendência do rei David, uma herança do sentimento nacionalista que regulou a vida judaica pós-exílio) que reinará sobre Israel, reconstruirá a nação fazendo com que todos os judeus retornem à Terra Santa e unirá os povos em uma era de paz e prosperidade sob o domínio de YHWH.

Algumas ramificações judaicas (reformistas) creem no entanto que a era messiânica não envolva necessariamente uma pessoa, mas sim que se trate de um período de paz, prosperidade e justiça na humanidade. Dão por isso particular importância ao conceito de "Tikun Olam", "reparar o mundo", ou seja, a prática de uma série de actos que conduzem a um mundo socialmente mais justo.
Literatura

Sefer Torá.

Os diversos eventos da história judaica levaram a uma valorização do estudo e da alfabetização dos membros da comunidade judaica. Na Diáspora a busca de conexão com o judaísmo e a busca de não-assimilação com os costumes gentílicos levaram a uma ênfase na necessidade da educação e alfabetização desde a infância, pelo que na maior parte das comunidades judaicas o analfabetismo é praticamente inexistente. Este pensamento levou à criação de uma vasta literatura principalmente de uso religioso.

Dentro do judaísmo, a escritura mais importante é a Torá, que seria o livro contendo o conjunto de histórias da origem do mundo, do homem e do povo de Israel, assim como os mandamentos de obediência a Deus. Para a maior parte das ramificações judaicas, acrescenta-se a história de Israel e as palavras dos profetas israelitas até a construção doSegundo Templo, com sua literatura relacionada, que compiladas na época do retorno deBabilônia, constituíram o que conhecemos como Tanakh, conhecido pelos não-judeus comoAntigo Testamento.

Os judeus rabinitas creem que Moisés recebeu além da Torá escrita, uma tradição oral que serviria como um complemento da primeira, e que seria passada de geração à geração desde Moisés, e que viria a ser compilada no século IV d.C. como o Talmude. Os judeus caraítas recusam estes textos .

Cada ramificação tem seus próprios textos e livros.
Literatura rabínica
Ver artigo principal: Literatura rabínica

O Mishná com comentários.
Os Talmudes de Jerusalém e Babilónico e respectivos comentários.
O Toseftá.
O Midrash de Halakhá e de Aggadá.
Códigos de Lei e Costume Judaicos.
A Mishné Torá com comentários.
O Tur com comentários.
O Shulkhan Arukh com comentários.
Responsa.
Pensamento e ética judaicas.
Filosofia judaica.
Ética judaica e Movimento mussar.
Cabalá.
Judaísmo Chasídico / Hassidismo.
Poesia judaica clássica (Piyyut).
Liturgia judaica, incluindo o Siddur.
Ramificações
Ver artigo principal: Religiosidade judaica

Nos dois últimos séculos, a comunidade judaica dividiu-se numa série de denominações; cada uma delas tem uma diferente visão sobre que princípios deve um judeu seguir e como deve um judeu viver a sua vida. Apesar das diferenças, existe uma certa unidade nas várias denominações.

O judaísmo rabínico, surgido do movimento dos fariseus após a destruição do Segundo Templo, e que aceita a tradição oral além da Torá escrita, é o único que hoje em dia é reconhecido como judaísmo, e é comumente dividido nos seguintes movimentos:
Judaísmo ortodoxo - considera que a Torá foi escrita por Deus que a ditou a Moisés, sendo as suas leis imutáveis. Os judeus ortodoxos consideram o Shulkhan Arukh (compilação das leis do Talmude do século XVI, pelo rabino Yosef Karo) como a codificação definitiva da lei judaica. O judaísmo ortodoxo exprime-se informalmente através de dois grupos, o judaísmo moderno ortodoxo e o judaísmo haredi. Esta última forma é mais conhecida como "judaísmo ultraortodoxo", mas o termo é considerado ofensivo pelos seus adeptos. O judaísmo chassídico é um subgrupo do judaísmo haredi.
Judaísmo conservador - fora dos Estados Unidos é conhecido por judaísmo Masorti. Desenvolveu-se na Europa e nos Estados Unidos no século XIX, em resultado das mudanças introduzidas pelo Iluminismo e a Emancipação dos Judeus. Caracteriza-se por um compromisso em seguir as leis e práticas do judaísmo tradicional, como o Shabat e o cashrut, uma atitude positiva em relação à cultura moderna e uma aceitação dos métodos rabínicos tradicionais de estudo das escrituras, bem como o recurso a modernas práticas de crítica textual. Considera que o judaísmo não é uma fé estática, mas uma religião que se adapta a novas condições. Para o judaísmo conservador, a Torá foi escrita por profetas inspirados por Deus, mas considera não se tratar de um documento da sua autoria.
Judaísmo reformista - formou-se na Alemanha em resposta ao Iluminismo. Rejeita a visão de que a lei judaica deva ser seguida pelo indivíduo de forma obrigatória, afirmando a soberania individual sobre o que observar. De início este movimento rejeitou práticas como a circuncisão, dando ênfase aos ensinamentos éticos dos profetas; as orações eram realizadas na língua vernácula. Hoje em dia, algumas congregações reformistas voltaram a usar o hebraico como língua das orações; a brit milá é obrigatória e a cashrut, estimulada.
Judaísmo reconstrucionista: formou-se entre as décadas de 20 e 40 do século XX por Mordecai Kaplan, um rabino inicialmente conservador que mais tarde deu ênfase à reinterpretação do judaísmo em termos contemporâneos. À semelhança do judaísmo reformista não considera que a lei judaica deva ser suprema, mas ao mesmo tempo considera que as práticas individuais devem ser tomadas no contexto do consenso comunal.

Para além destes grupos existem os judeus não praticantes, ou laicos, judeus que não acreditam em Deus mas ainda assim mantêm culturalmente costumes judaicos; e o judaísmo humanístico, que valoriza mais a cultura e história judaica.

O Muro Ocidental, em Jerusalém, Israel, é o que resta do Segundo Templo.
Judaísmo e o mundo

Porcentagem de judeus por país.
Judeus e não-judeus: as leis de Noé
Ver artigo principal: Leis de Noé

O judaísmo não é atualmente uma religião proselitista, ainda que no passado já tenha efetuado missões deste tipo, especialmente durante o período do Segundo Templo19 20 . Atualmente o judaísmo aceita a pluralidade religiosa, e prega a obrigação dos cumprimentos da Torá apenas ao povo judeu. No entanto defende que certos mandamentos (chamados de Leis de Noé, devido à terem sido entregues por Deus a Noé depois do Dilúvio), devem ser seguidas por toda a vida.
Judaísmo e cristianismo
Ver artigo principal: Judaísmo e cristianismo

Apesar do Cristianismo defender uma origem judaica, o judaísmo considera o cristianismo uma religião pagã[carece de fontes]. Apesar da existência de judeus convertidos ao Cristianismo e outras religiões, não existe nenhuma forma de judaísmo rabínico que aceite as doutrinas do Cristianismo como a divindade de Jesus ou a crença em seu caráter messiânico. Há movimentos, como Judaísmo messiânico que tentam conciliar a crença em Jesus como messias e a identidade judia. Algumas ramificações tentaram ver Jesus como um profeta ou um rabino famoso, mas hoje esta visão também é descartada pela maioria dos judeus.

Existem diversos artigos sobre a relação entre o judaísmo e o cristianismo. Esses artigos incluem:
Comparando e contrastando o judaísmo e o cristianismo.
Tradição judaico-cristã.
Cristianismo e anti-semitismo.

Desde o Holocausto, deram-se muitos passos no sentido da reconciliação entre alguns grupos cristãos e o povo judeu. O artigo sobre a reconciliação entre judeus e cristãos estuda este assunto.

Tentativas por parte de grupos religiosos cristãos (principalmente de origem evangélica) de conversão ao judaísmo são desprezadas e condenadas pelos grupos religiosos judaicos.
Judaísmo e islamismo

O islamismo toma diversas de suas doutrinas do judaísmo, sendo que as duas religiões mantêm seu intercâmbio religioso desde a época de Maomé, com períodos de tolerância e intolerância de ambas as partes. É especialmente significativo o período conhecido como Idade de Ouro da cultura judaica, entre 900 a 1200 na Espanha muçulmana. Na China imperial os judeus eram contados juntos com os muçulmanos sob a designação de Hui-hui e tanto as sinagogas e mesquitas chamadas pelo mesmo nome, Tsing-chin sze. Em algumas instâncias, grupos judeus adotaram o islão, como ocorreu entre os jehudi al-islami na pérsia.

O recente conflito palestino-israelense, o que envolve entre parte da população muçulmana e dos judeus devido à questão do controle de Jerusalém e outros pontos políticos, históricos e culturais fomentou ainda mais a divergência entre judaísmo e islão.

O islão reconhece os judeus como um dos povos do Livro, apesar de acreditarem que os judeus sigam uma Torá corrompida. Já o judaísmo rabínico não crê em Maomé como profeta e não aceitam diversos mandamentos do Islão.
Ver também
A Wikipédia possui os portais:
Portal do Judaísmo
Portal de Israel

Antijudaísmo
Culinária judaica
Festas judaicas
História de Israel
Israel
Judaísmo em Portugal
Judaísmo no Brasil
Judeu
Referências

Jacobs, Louis (2007). "Judaism". Encyclopaedia Judaica (2d) 11. Ed. Fred Skolnik. Farmington Hills, Mich.: Thomson Gale. ISBN 9780-02-865928-2 “Judaísmo, a religião, filosofia e modo de vida dos judeus.”
What is the oral Torah?. Torah.org. Página visitada em 22/08/2010.
Karaite Jewish University. Kjuonline.com. Página visitada em 22/08/2010.
Society for Humanistic Judaism. Shj.org. Página visitada em 22/08/2010.
Religion & Ethics - Judaism. BBC. Página visitada em 22/08/2010.
JudaismPDF (52.1 KB)
The 3 Monotheistic Religions - Essays - Noel12. Oppapers.com (26/05/2008). Página visitada em 22/08/2010.
Settings of silver: an introduction to Judaism p. 59 by Stephen M. Wylen, Paulist Press, 2000 [1]
Heribert Busse. Islam, Judaism, and Christianity: Theological and Historical Affiliations. [S.l.]: Markus Wiener Publishers, 1998. 63–112 p. ISBN 9781558761445
Irving M. Zeitlin. The Historical Muhammad. [S.l.]: Polity, 2007. 92–93 p. ISBN 9780745639994
Jewish Contributions to Civilization: An Estimate (book)
See, for example, Deborah Dash Moore, American Jewish Identity Politics, University of Michigan Press, 2008, p. 303; Ewa Morawska,Insecure Prosperity: Small-Town Jews in Industrial America, 1890-1940, Princeton University Press, 1999. p. 217; Peter Y. Medding,Values, interests and identity: Jews and politics in a changing world, Volume 11 of Studies in contemporary Jewry, Oxford University Press, 1995, p. 64; Ezra Mendelsohn, People of the city: Jews and the urban challenge, Volume 15 of Studies in contemporary Jewry,Oxford University Press, 1999, p. 55; Louis Sandy Maisel, Ira N. Forman, Donald Altschiller, Charles Walker Bassett, Jews in American politics: essays, Rowman & Littlefield, 2004, p. 158; Seymour Martin Lipset, American Exceptionalism: A Double-Edged Sword, W. W. Norton & Company, 1997, p. 169.
World Jewish Population, 2010. Sergio Della Pergola, Hebrew University of Jerusalem
Jewish Denominations. ReligionFacts. Página visitada em 22/08/2010.
Reform Judaism. ReligionFacts. Página visitada em 22/08/2010.
What is Reform Judaism?. Reformjudaism.org. Página visitada em 22/08/2010.
Encyclopædia Britannica. Britannica Online Encyclopedia: Bet Din. Britannica.com. Página visitada em 22/08/2010.
Judaism 101: Rabbis, Priests and Other Religious Functionaries. Jewfaq.org. Página visitada em 22/08/2010.
http://www.encyclopedia.com/article-1G2-2587516121/proselytes.html
http://www.blackwellreference.com/public/tocnode?id=g9780631187288_chunk_g978063118728821_ss1-274
Bibliografia
Dosick, Wayne. Living Judaism: The Complete Guide to Jewish Belief, Tradition and Practice.
Gillman, Neil. Conservative Judaism: The New Century, Behrman House.
Gurock, Jeffrey S. American Jewish Orthodoxy in Historical Perspective, 1996, Ktav.
Guttman, Julius. Philosophies of Judaism, trad. para o inglês por David Silverman, JPS. 1964.
Back to the Sources: Reading the Classic Jewish Texts Ed. Barry W. Holtz, Summit Books.
Johnson, Paul. A History of the Jews, HarperCollins, 1988.
A People Divided: Judaism in Contemporary America, Jack Wertheimer. Brandeis Univ. Press, 1997.
Encyclopaedia Judaica, Keter Publishing, edição CD-ROM, 1997.
MARQUES, Leonado A. História das Religiões e a Dialética do Sagrado. Madras, 2005. ISBN 85-7374-952-0
Mayer, Egon; Kosmin, Barry e Keysar, Ariela. "The American Jewish Identity Survey", in The American Religious Identity Survey, City University of New York Gradute Center, artigo comentado no The New York Jewish Week, de 2 de Novembro de 2001.
Mimouni, Simon-Claude. Les chrétiens d'origine juive dans l'Antiquité. Albin Michel, 2004.
Wigoder, Geoffrey; Goldberg, Sylvie Anne Dictionnaire encyclopédique du judaïsme. Laffont, 1997.
Lesser, Jeffrey. Brasil e a questão judaica - Imigração, diplomacia e preconceito. Imago, 1995.
Ligações externas
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Livros e manuais no Wikilivros
Citações no Wikiquote

CONIB (em português) - Confederação Israelita do Brasil
Conversãojudaica.org (em português) - site com informações a respeito da conversão ao judaísmo
Morashá (em português) - revista sobre o judaísmo
Thesouro dos Dinim, que o povo de Israel he obrigado saber e observar - Menasseh ben Israel (Amsterdam 1645-47)
Comunidade Israelita de Lisboa (Portugal) (em português)
Kehilat Beit Israel - Comunidade Judaica Masorti de Lisboa
Sítio oficial do Beit Chabad (Brasil) (em português)
Cohen.org.br (em português) - Associação Brasileira de Cohanim
JewishEncyclopedia.com
Falecimento luto (em português)

Portal do judaísmo
Portal de Israel
Portal da religião
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...