Google Tag Manager

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Passe o favor adiante Pay it Foward A Corrente do Bem










Filme:Passe o favor adiante - Pay it Foward - A Corrente do Bem
em Portugal: Favores em cadeia.



Trecho dublado.
Ao receber um favor, retribuir o favor para mais 3 pessoas e pedi-las para fazer o mesmo.

Se demorar a abrir, vá direto em 
http://www.youtube.com/watch?v=JcL5UHvDdzM

Trecho legendado
O desafio do professor de Estudos Sociais para a sétima série, turma de 11 anos de idade.


Se demorar para abrir, vá direto para



"Crie uma ideia que possa mudar o mundo e coloque-a em ação."

Veja um exemplo em:


Sinopse:
Eugene Simonet (Kevin Spacey), um professor de Estudos Sociais, faz um desafio aos seus alunos em uma de suas aulas: que eles criem algo que possa mudar o mundo.


 Trevor McKinney (Haley Joel Osment), um de seus alunos e incentivado pelo desafio do professor, cria um novo jogo, chamado "pay it forward", em que a cada favor que recebe você retribui a três outras pessoas.

 Surpreendentemente, a ideia funciona, ajudando o próprio Eugene a se desvencilhar de segredos do passado e também a mãe de Trevor, Arlene (Helen Hunt), a encontrar um novo sentido em sua vida.


A Corrente do Bem



Assistindo ao filme “A corrente do bem” escrevi um pequeno texto sobre as impressões obtidas, relacionando-as a nossa realidade.

Embora, possa ser acusado de um certo viés de pessimismo em relação à natureza humana, considero o filme “ A corrente do bem” um bom filme , embora de uma ingenuidade digna de contos de fada. 

Acredito que todos desejaríamos ser bons. 

Queremos nos julgar bons. 

Cada um de nós possuí um juízo sobre si próprio em que se julga “bom”. 

Mesmo o ladrão ou o assassino uma vez presos e provada indubitavelmente sua culpa, quando nem mesmo negam mais seus atos tentam justificá-los se não para os outros pelo menos para si mesmos. 

Mesmo o indivíduo mais condenável aos olhos da sociedade julga-se “bom” e tenta justificar seus atos (quando a sociedade os condena) dizendo que “qualquer outro em meu lugar teria feito o mesmo”...

Assim quando assistimos a um filme como “ A Corrente do Bem” ficamos comovidos. 

Vivemos um momento em que realmente “somos” os personagens do filme , ou pelo menos desejaríamos sê-los. 

 As idéias utópicas surgiram antes da criação da própria palavra “Utopia”. 

O filme , então, é uma pequena jóia de roteiro bem feito. 

A história e o modo como a mesma é contada nos arranca lágrimas.
Ao explicar o projeto, o professor convida os alunos a realizar uma ação, que seja documentada, através da qual eles consigam mudar o mundo, mesmo que minimamente.

O professor pode até não ter a intenção de realmente transpor os limites físicos da escola onde leciona e mudar o mundo para melhor , mas ao trazer a proposta para a escola, em algum momento ele iria deparar com um aluno que resolvesse assumir os riscos e realmente se propor a “arregaçar as mangas” para realizar tal intento. 

Entretanto lembremos que o professor , intimamente, não esperava que alguém realmente o levasse a sério.

 Vemos claramente isso no diálogo que o mesmo mantém com a mãe do aluno que o procura indignada com o fato de seu filho ter levado um mendigo para casa.

Surgiram várias idéias , mas a ideia de um aluno surpreendeu o professor. 

A sua proposta de fazer o bem para três pessoas desconhecidas, sem pedir nada em troca a não ser que esses beneficiados por sua bondade e solidariedade. 

Essas pessoas se prontificariam a também ajudar outras três pessoas, dando seqüência a uma corrente do bem.

Assim, funcionam as correntes de orações, livros, dinheiro, etc...
A corrente do bem está relacionada com o imperativo categórico de Kant:
 “Age de maneira que possas querer que o motivo que te levou a agir seja uma lei universal”,

 a vontade é livre para Kant, assim como para o menino. 

Para ficar ainda em Kant cito a seguinte frase :” se uma pessoa age de acordo com a lei simplesmente por medo ou esperando alguma recompensa não há aí uma moralidade”.

 Deste modo, nada obrigava o garoto do filme a fazer seu trabalho escolar daquele modo.

 Ele o fez porque o quis .
 Há no menino uma moralidade , um idealismo e (como já disse acima) uma ingenuidade (própria das crianças) .


O imperativo categórico funciona como forma que serve para guiar nossa vontade.

 O bem surge na medida em que nós legislamos sobre nossa conduta, em relação à conduta de todas as pessoas.

Quando a razão cria normas, pensamos a partir de nós mesmos, em nossas necessidades, desejos e todos os seus limites.

 Mas, como criar normas para nós mesmos que sejam justas?

 Precisamos encontrar os imperativos, que nada mais são do que normas sem conteúdo, que servem para o indivíduo e para todo mundo.

 A regra é simples: “ o que é justo para mim deve ser justo para todos”.

 Existem dois imperativos em Kant, a saber, os imperativos hipotéticos, que organizam nossa vontade para conseguir objetivos, e os imperativos categóricos, que produzem o bem por meio da ideia de dever.
Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.



Filme A Corrente do Bem

Lançamento
2000 (2h 3min)
Dirigido por
Mimi Leder
Com
Kevin Spacey, Helen Hunt, Haley Joel Osment mais
Gênero
Comédia dramática , Romance
Nacionalidade
EUA



A Corrente do Bem : Elenco, atores, equipe técnica, produção

Diretores



Mimi Leder


Atores e atrizes



Kevin Spacey

Personagem: Eugene Simonet




Helen Hunt

Personagem: Arlene McKinney




Haley Joel Osment

Personagem: Trevor McKinney




Jay Mohr

Personagem: Chris Chandler




Jim Caviezel

Personagem: Jerry




Jon Bon Jovi

Personagem: Ricky




Angie Dickinson

Personagem: Grace




Marc Donato

Personagem: Adam


Bonnie
Kathleen Wilhoite
Principal
Tina Lifford
Shawn
Shawn Pyfrom

Topo

Equipe técnica
Compositor
Thomas Newman

WARNER BROS.
Produção
Warner Bros.
Produção
Tapestry Films
Produção
Bel-Air Entertainment
Produção
StudioCanal


Filme: A Corrente do Bem
Fonte: http://sociologialimite.blogspot.com.br/search?q=filme:+corrente+do+bem

Como iniciar grandes transformações a partir de pequenos passos

Pensar na escola como sendo um lugar que pode gerar uma transformação tão grandiosa que ultrapasse os limites espaciais da vida de um estudante é algo que nos parece longe demais, no entanto, o filme a "Corrente do Bem" parte dessa premissa, parece querer nos dizer que o aquilo que nos parece aparentemente impossível pode estar ao nosso alcance.

A história do filme tem um grande mérito em seu currículo, já foi capaz de promover o surgimento nos Estados Unidos de um movimento assemelhado ao que foi apresentado nas telas, portanto, como dizemos na gíria, "moveu montanhas".

Vamos ao filme, trata-se da história de um garoto de 12 ou 13 anos, portanto um aluno de 7ª Série, com as aulas começando, em seu primeiro dia. 

Quando o garoto e seus colegas chegam a sala de aula, encontram o professor de estudos sociais os aguardando, sentado em uma cadeira, a meditar sobre os pontos que pretende desenvolver nesse primeiro encontro com seus novos alunos. 

Quando todos estão sentados e instala-se um necessário silêncio, o professor inicia suas atividades apresentando-se e falando sobre os propósitos de seu curso e das dificuldades de se trabalhar com adolescentes;

 apesar de ter marcado o mapa na lousa em diversos pontos, o professor despreza o material e propõe uma atividade diferenciada, pergunta aos alunos sobre a possibilidade de desenvolvimento de um projeto, mas não um simples trabalho escolar, algo que vá além, que gere consequências, que provoque transformações.


Apesar de inicialmente termos a idéia de que tal professor (vivido pelo oscarizado Kevin Spacey, premiado pelo seu trabalho no crítico "Beleza Americana") é conservador e que suas aulas devem corresponder a sua postura e atitude diante do grupo, esta proposta inicial nos coloca diante de uma nova perspectiva, mais bela, mais poética, mais revolucionária.

Se ficamos interessados pela proposta, imaginem então, como reagiriam alunos de 12 ou 13 anos.

 Isso mesmo, a princípio, com grande indiferença, a não ser por um dos garotos, de nome Trevor, personificado pelo impressionante Haley Joel Osment (do surpreendente suspense "O Sexto Sentido" e do instigante "AI - Inteligência Artificial"), que cria a "Corrente do Bem".

 Essa corrente funciona como as pirâmides através das quais as pessoas tentam ganhar dinheiro ou livros, por exemplo, só que ao invés de utilizar essa artimanha para multiplicar os ganhos materiais, a proposta do garoto encaminha-se no sentido de fazer com que as pessoas pratiquem o bem para os outros, sem esperar qualquer devolução ou retorno.

Cada pessoa teria que fazer o bem para 3 indivíduos e, pedir que os outros continuassem fazendo o mesmo, ou seja, praticando o bem para outras pessoas e pedindo que elas estendessem essa corrente indefinidamente.

 De 3 benfeitorias ou benefícios prestados passaríamos numa segunda etapa para 9, dos 9 para 27 e, assim sucessivamente.
Perceberam como, uma simples ideia lançada numa sala de aula acabou por se tornar uma verdadeira revolução no pensar e no agir?

Além de nos provocar para que, como professores procuremos fazer com que nossos pequenos esforços se tornem grandes em seus resultados gerais para nossos alunos e nossas comunidades, o filme traz ainda discussões importantes acerca do respeito pelas diferenças, das dificuldades de relacionamente familiar nos tempos em que vivemos e, mais especificamente, da dificuldade que temos em entender os mais jovens (parecemos não querer escutá-los, mesmo quando nos mostramos atentos; parecemos não nos importarmos com o que os jovens pensam, quando deveríamos participar nossas opiniões e saber escutar a deles; apesar de toda rebeldia, muitos deles querem e precisam muito de nosso apoio).


O filme é muito interessante no sentido de despertar diálogos, de nos fazer entender pelos jovens e de nos fazer atentos a suas colocações, de nos fazer promover uma possibilidade de maior entendimento entre pais e filhos (fundamental para a educação!) e de aproximar as escolas daquilo que seja significativo para os estudantes, a comunidade e mesmo para nós, professores!

Ficha Técnica

A Corrente do Bem
(Pay it Forward)

País/Ano de produção:- EUA, 2000
Duração/Gênero:- 122 min., drama
Disponível em vídeo e DVD
Direção de Mimi Leder
Roteiro de Mike Rich
Elenco:- Kevin Spacey, Haley Joel Osment, Helen Hunt, Jon Bon Jovi,
James Caviezel, Angie Dickinson, Shawn Pyfrom, Jay Mohr.

Links

http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=1393
http://www.adorocinema.com/filmes/pay-it-forward/pay-it-forward.htm

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...