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domingo, 25 de agosto de 2013

Padre Cicero e o Auto da Compadecida

Padre Cicero








Padre Cícero
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Padre_C%C3%ADcero

Cícero Romão Batista

Padre Cícero com cerca de oitenta anos
São Cícero do Juazeiro, Padim Cíço
Canonização 1973, Maceió por Igreja Católica Apostólica Brasileira
Festa litúrgica 20 de julho
Portal dos Santos


Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844Juazeiro do Norte, 20 de julho de1934) foi um sacerdote católico brasileiro

Na devoção popular, é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço.1 Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará bem como do Nordeste.

Em março de 2001, foi escolhido "O Cearense do Século" em votação promovida pela TV Verdes Mares em parceria com a Rede Globo de televisão 2 .

Em julho de 2012, foi eleito um dos "100 maiores brasileiros de todos os tempos" em concurso realizado pelo SBT com a BBC.3

Índice
1 Biografia
1.1 Ordenação
1.2 Chegada a Tabuleiro Grande
1.3 Apostolado
1.4 Suposto milagre
1.5 Política
1.6 Ligação com o cangaço
1.7 Falecimento
2 Ver também
3 Referências
3.1 Bibliografia
4 Ligações externas

Biografia


Proprietário de terras, de gado e de diversos imóveis, Cícero fazia parte da sociedadepolítica conservadora do sertão do Cariri.

 Sempre teve o médico Floro Bartolomeu como o seu braço direito, e integrava o sistema político cearense que ficou sob o controle da família Accioli durante mais de 2 décadas.

Nascido no interior do Ceará, era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, conhecida como dona Quinô. 

Ainda aos 6 anos, começou a estudar com o professor Rufino de Alcântara Montezuma.

Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade feito aos 12 anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales4 .

Em 1860, foi matriculado no colégio do renomado padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras na Paraíba

Aí pouco demorou, pois a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera em 1862, o obrigou a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das irmãs solteiras. 

A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérias dificuldades financeiras à família de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha, em Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o coronel Antônio Luís Alves Pequeno4 .

Ordenação

Durante o período em que esteve no seminário, Cícero era considerado um aluno mediano e, apesar de anos depois arrebatar multidões com seus sermões, apresentou notas baixas nas disciplinas relacionadas à oratória e eloquência5 .

Cícero foi ordenado padre no dia 30 de novembro de 1870

Após sua ordenação retornou ao Crato e, enquanto o bispo não lhe dava paróquia para administrar, ficou a ensinar latim no Colégio Padre Ibiapina, fundado e dirigido pelo professor José Joaquim Teles Marrocos, seu primo e grande amigo.

Chegada a Tabuleiro Grande

Estátua do Padre Cícero na colina do Horto, em Juazeiro do Norte

No Natal de 1871, convidado pelo professor Simeão Correia de Macedo, o padre Cícero visitou pela primeira vez o povoado de Juazeiro (numa fazenda localizada na povoação de Juazeiro, então pertencente à cidade do Crato), e ali celebrou a tradicional missa do galo.

O padre visitante, então aos 28 anos, estatura baixa, pele branca, cabelos louros, penetrantes olhos azuis e voz modulada, impressionou os habitantes do lugar. 

E a recíproca foi verdadeira. Por isso, decorridos alguns meses, exatamente no dia 11 de abril de 1872, lá estava de volta, com bagagem e família, para fixar residência definitiva no Juazeiro.

Muitos livros afirmam que Padre Cícero resolveu fixar morada em Juazeiro devido a um sonho (ou visão) que teve, segundo o qual, certa vez, ao anoitecer de um dia exaustivo, após ter passado horas a fio a confessar as pessoas do arraial, ele procurou descansar no quarto contíguo à sala de aulas da escolinha, onde improvisaram seu alojamento, quando caiu no sono e a visão que mudaria seu destino se revelou. 

Ele viu, conforme relatou aos amigos íntimos, Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados à mesa, numa disposição que lembra a última Ceia, de Leonardo da Vinci

De repente, adentra ao local uma multidão de pessoas carregando seus parcos pertences em pequenas trouxas, a exemplo dos retirantes nordestinos. 

Jesus Cristo, virando-se para os famintos, falou da sua decepção com a humanidade, mas disse estar disposto ainda a fazer um último sacrifício para salvar o mundo. 

Porém, se os homens não se arrependessem depressa, Ele acabaria com tudo de uma vez. 

Naquele momento, Ele apontou para os pobres e, voltando-se inesperadamente ordenou: - E você, Padre Cícero, tome conta deles!
Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.



Apostolado

Imagem em Agrestina

Uma vez instalado, formado por um pequeno aglomerado de casas de taipa e uma capelinha erigida pelo primeiro capelão-padre Pedro Ribeiro de Carvalho, em honra a Nossa Senhora das Dores, padroeira do lugar, ele tratou inicialmente de melhorar o aspecto da capelinha, adquirindo várias imagens com as esmolas dadas pelos fiéis.

Depois, tocado pelo ardente desejo de conquistar o povo que lhe fora confiado por Deus, desenvolveu intenso trabalho pastoral com pregação, conselhos e visitas domiciliares, como nunca se tinha visto na região. 

Dessa maneira, rapidamente ganhou a simpatia dos habitantes, passando a exercer grande liderança na comunidade.

Paralelamente, agindo com muita austeridade, cuidou de moralizar os costumes da população, acabando pessoalmente com os excessos de bebedeira e com a prostituição.

Restaurada a harmonia, o povoado experimentou, então, os passos de crescimento, atraindo gente da vizinhança curiosa por conhecer o novo capelão.

Para auxiliá-lo no trabalho pastoral, o padre Cícero resolveu, a exemplo do que fizera Padre Ibiapina, famoso missionário nordestino falecido em 1883, recrutar mulheres solteiras e viúvas para a organização de uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade.

Atuou sempre com zelo na recepção dos imigrantes, dentre eles pode-se destacar José Lourenço Gomes da Silva, líder do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto.


Suposto milagre

No ano de 1889, durante uma missa celebrada pelo padre Cícero, a hóstia ministrada pelo sacerdote à religiosa Maria de Araújo se transformou em sangue na boca da religiosa. 

Segundo relatos, tal fenômeno se repetiu diversas vezes durante cerca de dois anos. 

Rapidamente espalhou-se a notícia de que acontecera um milagre em Juazeiro.

A pedido de padre Cícero a diocese formou uma comissão de padres e profissionais da área da saúde para investigar o suposto milagre. 

A comissão tinha como presidente o padre Clycério da Costa e como secretário o padre Francisco Ferreira Antero, contava, ainda, com a participação dos médicos Marcos Rodrigues Madeira e Ildefonso Correia Lima, além do farmacêutico Joaquim Secundo Chaves. 

Em 13 de outubro de 1891, a comissão encerrou as pesquisas e chegou à conclusão de que não havia explicação natural para os fatos ocorridos, sendo portanto um milagre.

Insatisfeito com o parecer da comissão, o bispo Dom Joaquim José Vieira nomeou uma nova comissão para investigar o caso, tendo como presidente o padre Alexandrino de Alencar e como secretário o padre Manoel Cândido. 

A segunda comissão concluiu que não houve milagre, mas sim um embuste.

Dom Joaquim se posicionou favorável ao segundo parecer e, com base nele, suspendeu as ordens sacerdotais de padre Cícero e determinou que Maria de Araújo, que viria a morrer em 1914, fosse enclausurada.

Em 1898, padre Cícero foi a Roma, onde se reuniu com o Papa Leão XIII e com membros da Congregação do Santo Ofício, conseguindo sua absolvição. 

No entanto, ao retornar a Juazeiro, a decisão do Vaticano foi revista e padre Cícero teria sido excomungado, porém, estudos realizados décadas depois pelo bispo Dom Fernando Panico sugerem que a excomunhão não chegou a ser aplicada de fato. 

Atualmente, Dom Fernando conduz o processo de reabilitação do padre Cícero junto ao Vaticano.

Em 1973, foi canonizado pela Igreja Católica Apostólica Brasileira (diferente da Igreja Católica Apostólica Romana).

Política

Floro Bartolomeu e Padre Cícero.

Era filiado ao extinto Partido Republicano Conservador (PRC). 

Foi o primeiro prefeito de Juazeiro do Norte, em 1911, quando o povoado foi elevado a cidade

Em 1926 foi eleito deputado federal, porém não chegou a assumir o cargo1 .

Em 4 de outubro de 1911, o padre Cícero e outros 16 líderes políticos da região se reuniram em Juazeiro e firmaram um acordo de cooperação mútua bem como o compromisso de apoiar o governador Antônio Pinto Nogueira Accioli

O encontro recebeu a alcunha de Pacto dos Coronéis, sendo apontado como uma importante passagem na história do coronelismo brasileiro6

Em 1913, foi destituído do cargo pelo governador Marcos Franco Rabelo, voltando ao poder em 1914, quando Franco Rabelo foi deposto no evento que ficou conhecido como Sedição de Juazeiro. Foi eleito, ainda, vice-governador do Ceará.

Ao fim dos anos 20, o padre Cícero começou a perder a sua força política, que praticamente acabou depois da Revolução de 1930. Seu prestígio como santo milagreiro, porém, aumentaria cada vez mais.7

Ligação com o cangaço

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, era devoto de padre Cícero e respeitava as suas crenças e conselhos. 

Os dois se encontraram uma única vez, em Juazeiro do Norte, em 1926

Naquele ano, a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes, percorria o interior do Brasil desafiando o Governo Federal. 

Para combatê-la foram criados os chamados Batalhões Patrióticos, comandados por líderes regionais que muitas vezes arregimentavam cangaceiros.

Existem duas versões para o encontro. 

Na primeira, difundida por Billy Jaynes Chandler, o sacerdote teria convocado Lampião para se juntar ao Batalhão Patriótico de Juazeiro, recebendo em troca, anistia de seus crimes e a patente de Capitão8

Na outra versão, defendida por Lira Neto e Anildomá Willians, o convite teria sido feito por Floro Bartolomeu sem que padre Cícero soubesse.

O certo é que ao chegarem em Juazeiro, Lampião e os 49 cangaceiros que o acompanhavam, ouviram padre Cícero aconselhá-los a abandonar o cangaço. 

Como Lampião exigia receber a patente que lhe fora prometida, Pedro de Albuquerque Uchoa, único funcionário público federal no município, escreveu em uma folha de papel que Lampião seria, a partir daquele momento, Capitão e receberia anistia por seus crimes. 

O bando deixou Juazeiro sem enfrentar a Coluna Prestes. pessoas falavam dos milagres do Padre Cícero como estátua era uma ave que ele descansava, após ao falecimento do Padrinho, ao corta árvores ela gemeu e derramou sangue, o cortador da árvore fez uma promessa com o próprio Padre Cícero , faria uma estátua dele no lugar da árvore por isso que hoje em dia existe a estátua do Padre Cícero e fora outros milagres acontecidos.

Falecimento

O padre Cícero faleceu em Juazeiro do Norte em 20 de julho de 1934, aos 90 anos. 

Encontra-se sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na mesma cidade do Ceará.

Ver também
Benjamin Abrahão Botto - fotógrafo, foi o "secretário internacional" do padre Cícero.

Padre Cícero - minissérie exibida pela Rede Globo em 1984, tendo como protagonista o ator Stênio Garcia.

Referências

a b Finados: devoção a Padre Cícero deve levar 400 mil pessoas a Juazeiro do Norte. Página visitada em 10 de março de 2010.
Pequena Biografia do Padre Cícero - O Cearense do Século
http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/candidatos/
a b Padre Cícero Romão Batista. Página visitada em 9 de março de 2010.
O que Lula e Padre Cícero têm em comum?
O Poder Político em Juazeiro do Norte - Mudancas e Permanências - As Eleições de 2000
Turner Publishing, Inc. e Century Books, Inc. Nosso Tempo - "Padre Cícero: o Santo e o Político". Volume I, pg. 99. Editora Klick. 1995
Lampião (Virgulino Ferreira da Silva)
Bibliografia
AQUINO, Pedro Ferreira de. O Santo do Meu Nordeste - Padre Cícero Romão Batista. São Paulo: Ed. Letras & Letras, 1997. ISBN 85-85-387-63-7
BARBOSA, Geraldo Menezes. Relíquia: o mistério do sangue das hóstias de Juazeiro do Norte. Juazeiro do Norte: Gráfica e Editora Royal, 2004.
________________________. A um Sopro do Infinito. Juazeiro do Norte: Realce, 2007.
CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.
DELLA CAVA, Ralph. Milagre em Joazeiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
NETO, Lira. Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
SILVA, Antenor Andrade. Cartas do Pe. Cícero. Salvador - Bahia, 1982.
SOUZA, Anildomá Willans. Lampião: Nem herói nem bandido... A história. Serra Talhada: GDM Gráfica, 2006.
Ligações externas

O Commons possui multimídias sobre Padre Cícero

O Wikiquote possui citações de ou sobre: Padre Cicero
Página dedicada à vida de Padre Cícero
Site que resume Juazeiro do Norte e seus personagens mais importantes


O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Padre Cícero
Categorias:
Naturais do Crato (Ceará)
Padres católicos do Brasil
Ex-padres
Prefeitos de Juazeiro do Norte
Políticos do Ceará
Líderes religiosos
Santos do Brasil

Severino de Aracajú
O Auto da Compadecida


Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Auto_da_Compadecida_(filme)

O Auto da Compadecida (filme)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Auto da Compadecida
Pôster promocional
Brasil
2000 • cor • 104 min
Produção
Direção Guel Arraes
Produção Guel Arraes
Produção executiva Eduardo Figueira
Daniel Filho
Roteiro Guel Arraes
Adriana Falcão
Criação original Ariano Suassuna

Elenco original 
Matheus Nachtergaele
Selton Mello
Marco Nanini
Denise Fraga
Fernanda Montenegro
Lima Duarte
Rogério Cardoso
Paulo Goulart
Maurício Gonçalves

Gênero comédia/drama
Idioma original português
Música Sá Grama
Estúdio Lereby Produções
Distribuição Globo Filmes
Lançamento 10 de setembro de 2000
15 de março de 2001
30 de novembro de 2002

Página no IMDb (em inglês)
Projeto CinemaPortal Cinema

A Wikipédia possui o

Portal Cinema


O Auto da Compadecida é um filme brasileiro de comédia e drama lançado em 2000


Dirigido por Guel Arraes e com roteiro de Adriana Falcão, o filme é baseado no romance homônimo de 1955 de Ariano Suassuna, com elementos de O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, ambas do mesmo autor, e influências do clássico de Giovanni Boccaccio Decameron.1 


O filme recebeu durante o Grande Prêmio Cinema Brasil, evento criado pelo Ministério da Cultura, as premiações de melhor diretor, melhor roteiro, melhor lançamento e melhor ator.2

As filmagens do filme foram feitas em 2000 na cidade de Cabaceiras, interior do estado da Paraíba, conhecida por ser palco de vários outros filmes brasileiros,3 com parceria de produção entre a Globo Filmes e a Lereby Produções

Estreou em 10 de setembro de 2000, no Brasil, e foi exibido em outros países em eventos de cinema e em mídia para distribuição. 

Nos Estados Unidos, o filme foi renomeado como A Dog's Will. (O testamento da cachorra).

Foi recebido com críticas positivas na maioria dos países da América do Sul.

Índice
1 Sinopse
2 Elenco
3 Produção
4 Recepção
5 Prêmios
6 Ver também
7 Ligações externas
8 Referências


Sinopse

O enredo do filme se desenvolve com ambientação no sertão nordestino em torno de dois personagens principais: João Grilo (Matheus Nachtergale), um sertanejo mentiroso e Chicó (Selton Mello), o maior covarde da região. 

Ambos são muito pobres e sobrevivem de pequenos negócios e saques enquanto vagam pelo sertão. 

Em um desses golpes, eles se envolvem com Severino de Aracaju (Marco Nanini), um temido cangaceiro, que os persegue pela região. 

Com uma mistura de drama e comédia, o filme também aborda aspectos culturais e religiosos do nordeste do Brasil.


Elenco

Matheus Nachtergaele como João Grilo
Selton Mello como Chicó
Marco Nanini como Cangaceiro Severino de Aracaju
Fernanda Montenegro como Nossa Senhora (Compadecida)
Denise Fraga como Dora
Lima Duarte como Bispo
Rogério Cardoso como Padre João
Diogo Vilela como Eurico
Maurício Gonçalves como Jesus Cristo
Virginia Cavendish como Rosinha
Paulo Goulart como Major Antônio Morais
Luís Melo como Satanás
Bruno Garcia como Seu Vicentão
Enrique Diaz como Capanga De Severino
Aramis Trindade como Cabo Setenta

Produção

Auto da Compadecida nasceu originalmente como uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna em 1957. 

Em 1999, transformou-se em uma microssérie exibida pela Rede Globo, que continha tramas paralelas que acabaram por serem removidas do filme.4 

Nessa época, o diretor Guel Arraes procurou Suassuna para que ele fizesse uma adaptação cinematográfica da peça, acrescentando cenas de outras de suas peças, O Santo e a Porca e Torturas de um Coração

O escritor disse: "Como são obras no mesmo estilo de O Auto, ou seja, com histórias populares, eu aceitei". 

O diretor foi mais além e incluiu influências de Decameron, de Boccaccio, no filme.1 

Entre os fatos omitidos do filme estão o gato que "discome", na qual João Grilo e Chicó tentam enganar Dora, a esposa do padeiro, apresentando-lhe um gato que evacuava moedas de prata; a primeira invasão dos cangaceiros à cidade de Tape.


Recepção

Os atores escolhidos pelo diretor agradaram Suassuna, que disse que Matheus Nachtergaele foi o melhor intérprete para João Grilo. 


Ele afirmou: "Sua atuação é impecável, pois consegue passar toda a esperteza do personagem, que luta contra o patriarcado rural, a burguesia urbana, a polícia, o cangaceiro e até contra o diabo".1 


Elogiando as demais atuações, Suassuna disse que a melhor atriz do filme foi Fernanda Montenegro, no papel de Nossa Senhora. 


"O rosto de Fernanda agora vai se juntar, na minha memória, ao de Socorro Raposo, a primeira atriz a interpretar o papel, no Recife, e que ainda hoje continua encenando, já somando oito anos ininterruptos", disse.1


Prêmios

Grande Prêmio Cinema Brasil
PrêmioVenceu/Indicado
Melhor diretor (Guel Arraes) Venceu
Melhor ator (Matheus Nachtergaele) Venceu
Melhor roteiro Venceu
Melhor lançamento Venceu
Melhor filme Indicado
Cartagena Film Festival
PrêmioVenceu/Indicado
Melhor filme Indicado
Miami Brazilian Film Festival
PrêmioVenceu/Indicado
Prêmio da audiência (Guel Arraes) Venceu
Melhor edição (Paulo Henrique Farias) Indicado
Viña del Mar Film Festival
PrêmioVenceu/Indicado
Melhor ator (Matheus Nachtergaele) Venceu

Ver também

Lista de filmes brasileiros
O Auto da Compadecida (minissérie que deu origem ao filme)

Ligações externas

O Auto da Compadecida (filme) (em inglês) no Internet Movie Database
O Auto da Compadecida no Adoro Cinema
O Auto da Compadecida no Filmow

Referências

a b c d Suassuna aprova "O Auto" de Guel Arraes. Terra (15 de setembro de 2000). Página visitada em 12 de dezembro de 2003.
Destaques do Grande Prêmio Brasil. UOL (21 de fevereiro de 2001). Página visitada em 3 de abril de 2009.
Eduardo Vessoni (15 de março de 2011). Cabaceiras, no interior da Paraíba, é a 'roliúde' brasileira e terra de outros cenários cinematográficos. UOL. Página visitada em 17 de março de 2011.
Guel Arraes transforma série de TV em um bom longa. Veja (13 de setembro de 2000). Página visitada em 2 de dezembro de 2011.

veFilmes dirigidos por Guel Arraes
O Auto da Compadecida (2000) • Caramuru - A Invenção do Brasil (2001) • Lisbela e o Prisioneiro (2003) • Romance (2008) • O Bem Amado (2010)

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