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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Epistemologia Genetica de Jean Piaget








Epistemologia Genética de Jean Piaget
Epistemologia genética
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Epistemologia_gen%C3%A9tica

A Epistemologia Genética é a teoria desenvolvida por Jean Piaget (nascido na Suiça), e consiste numa síntese das teorias então existentes, o apriorismo e o empirismo

Piaget não acredita que o conhecimento seja inerente ao próprio sujeito, como postula o apriorismo, nem que o conhecimento provenha totalmente das observações do meio que o cerca, como postula o empirismo.

Para Piaget, o conhecimento é gerado através de uma interação do sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes no sujeito.

 Assim sendo, a aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com os objetos. 

Durante sessenta anos, Jean Piaget coordenou projetos de pesquisas, que deram base à compreensão contemporânea do desenvolvimento infantil. 

Piaget estava interessado em investigar como o conhecimento se desenvolvia nos humanos. 

Piaget fez sua formação inicial em Biologia e por isso alguns conceitos desta disciplina influenciaram sua teoria e descobertas sobre o desenvolvimento infantil.

Índice
1 Estrutura e aprendizagem
2 Estágios do Desenvolvimento
3 Etimologia da Palavra

Estrutura e aprendizagem

Na concepção piagetiana, a aquisição de conhecimento só ocorre mediante a consolidação das estruturas de pensamento e portanto sempre se dá após a consolidação do esquema que a suporta, da mesma forma a passagem de um estágio a outro depende da consolidação e superação do anterior.

Para Piaget, o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores.

Sua teoria depende de 4 elementos:

1. Maturação do sistema nervoso central
2. Experiências físicas e lógico-matemáticas
3. Transmissão social
4. Equilibração das estruturas cognitivas

Estágios do Desenvolvimento

De 0 a 1 ½ ou 2 anos: Sensório-motor
De 1 ½ ou 2 anos até 6 ou 7 anos: Pré-operatório
De 7 ou 8 anos até 11 ou 12 anos: Operatório concreto
De 11 ou 12 anos em diante: Operatório formal


Sensório-Motor
A criança busca adquirir coordenação motora e aprender sobre os objetos que a rodeiam.
. Período mais elementar
. Período em que a criança capta o mundo pelas sensações;
. O bebe pequeno inicialmente não separa o eu do objeto
. É como se ele e o mundo fosse uma coisa só

Pré-Operatório
A criança adquire a habilidade verbal e simbólica. Nesse estágio, ela inicia a nomear objetos e raciocinar intuitivamente, mas ainda não consegue realizar operações propriamente lógicas:
. Fase bastante egocêntrica
. Realiza representações mentais de objetos

Operatório Concreto
A criança começa a formar conceitos como os de número e classes.
Possui lógica consistente e habilidade de solucionar problemas concretos.

Operatório Formal
O adolescente começa a raciocinar de forma lógica com enunciados puramente verbais (hipóteses)
. raciocínio hipotético-dedutivo
. deduções lógicas sem o apoio de objetos concretos
. refletir para além do real presente
. refletir sobre possibilidades
. fazer planos
. elaborar “teorias”
. construir “sistemas”
. pensar sobre o próprio pensamento.

Etimologia da Palavra
epistemo = conhecimento
logia = estudo
gené = hereditariedade
tica = técnica

epistemologia = (filosofia): reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano (...); teoria do conhecimento; (Derivação) estudo dos postulados, conclusões e métodos dos diferentes ramos do saber científico, ou das teorias e práticas em geral, (...); teoria da ciência.

genética = (biologia, medicina): ciência voltada para o estudo da hereditariedade, bem como da estrutura e das funções dos genes; (biologia): estudo das inter-relações das características genéticas e ecológicas das espécies ou populações de seres vivos.

Desta forma, "Epistemologia Genética" expressa a idéia de busca pelo entendimento científico da perpetuação do conhecimento expressada pelos seres vivos e sua evolução.

Se epistemologia é uma palavra recente, sintetizada a partir de radicais (epistem- + -o- + -logia ), enquanto genética é uma nova área do conhecimento em plena expansão (principalmente após a recente descoberta da estrutura do ácido nucleico em Dupla Hélice), epistemologia genética é um termo utilizado em contexto científico, semelhante a epistemologia; já genética tem expressão cotidiana em novelas, jornais e revistas, científicas e populares.

Ver também Teoria cognitiva

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo:



Jean Piaget
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget

Jean Piaget
Busto de Jean Piaget
Nome completo Jean William Fritz Piaget
Nascimento 9 de agosto de 1896
Neuchâtel, cantão de Neuchâtel
Suíça
Morte 16 de setembro de 1980 (84 anos)
Genebra, Suíça
Suíça
Nacionalidade Suíça
Ocupação epistemólogo, psicólogo
Magnum opus A Epistemologia Genética
Escola/tradição Universidade de Genebra

Sir Jean William Fritz Piaget (Neuchâtel, 9 de agosto de 1896 - Genebra, 16 de setembro de 1980) foi um epistemólogo suíço, considerado o um dos mais importantes pensadores do século XX. Defendeu uma abordagem interdisciplinar para a investigação epistemológica nota 1 e fundou a Epistemologia Genética, teoria do conhecimento com base no estudo da gênese psicológica do pensamento humano.1

Estudou inicialmente biologia na Universidade de Neuchâtel onde concluiu seu doutorado, e posteriormente se dedicou à área de Psicologia, Epistemologia eEducação. Foi professor de psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, e tornou-se mundialmente reconhecido pela sua revolução epistemológica. Durante sua vida Piaget escreveu mais de cinqüenta livros e diversas centenas de artigos.

Piaget também teve um considerável impacto no campo da ciência da computação.Seymour Papert usou o trabalho de Piaget como fundamentação ao desenvolver alinguagem de programação Logo.2 Alan Kay usou as teorias de Piaget como base para o sistema conceitual de programação Dynabook, que foi inicialmente discutido em Xerox PARC. Estas discussões levaram ao desenvolvimento do protótipo Alto, que explorou pela primeira vez os elementos do GUI, ou Interface Gráfica do Usuário, e influenciou a criação de interfaces de usuário a partir dos anos 1980.

Em 1919, viaja para Paris e começa a trabalhar no Instituto Jean-Jacques Rousseau, quando publica os primeiros artigos sobre a criança. O nascimento dos filhos (1925-1931) amplia o convívio diário com a "criança pequena" e possibilita o registro de observações que geram novas hipóteses sobre as origens da cognição humana. Durante sua estadia em Paris, Piaget conhece Théodore Simon, que o convida a padronizar os "testes de raciocínio de Cyril Burt, desenvolvidos nos Estados Unidos, experiência que lhe permitiu delimitar um campo de estudos empíricos: o pensamento infantil e o raciocínio lógico. Como resultado desse trabalho, Piaget é convidado para o cargo de coordenador de pesquisas do Instituto, função que inclui a "Maison des Petits" (Casa das crianças).1

Índice
1 Vida e obra
2 A teoria dos estágios (1940 a 1945)
3 Educação: uma nova filosofia
4 Objeto de estudo de Piaget e principais contribuições
5 Homenagens internacionais
6 Publicações em português da obra de Jean Piaget
6.1 Como autor principal
6.2 Em co-autoria com Bärbel Inhelder
6.3 Em co-autoria com Paul Fraisse
6.4 Em co-autoria com Rolando Garcia
6.5 Outras co-autorias
7 Ver também
8 Referências
9 Notas
10 Ligações externas

Vida e obra

Filho de Arthur Piaget, professor de língua e literatura medievais, e de Rebecca Suzane, uma das primeiras socialistas suíças, Piaget vive sua infância e adolescência em Neuchâtel onde, aos onze anos de idade (1907), publica o primeiro relato sobre um pardal albino.34 Nesse mesmo ano, torna-se auxiliar de Paul Godet, especialista em malacologia e diretor do Museu de História Natural da cidade.1Aos catorze anos, o jovem Piaget ingressa no "Clube dos Amigos da Naturezanota 2 e em 1911 escreve os primeiros artigos sobre "taxionomia malacológica" para revistas especializadas.5

Influenciado por sua mãe, Piaget frequenta a Igreja Independente de Neuchâtel (protestante) no mesmo ano em que inicia a leitura da obra de Henri Bergson, que o influenciou de maneira duradoura, e é envolvido por leituras variadas de filosofia e psicologia. Assiste às aulas de lógica, metodologia científica e psicologia. Confuso, Piaget vive um momento que opõe religião e ciência e se vê impelido a escolher: "(...) a ou o conhecimento?".

Na filosofia de Bergson, busca um caminho possível para o conhecimento científico e a análise crítica da origem do conhecimento e descobre a epistemologia.5

Em um contexto de guerra (1915), Piaget conclui os estudos secundários, ingressa na Faculdade de Ciências da Universidade de Neuchâtel e publica A Missão da Ideia. Filia-se à Federação Socialista Cristã, em 1917. Em 1918, obtém o bacharelado em ciências naturais para, em seguida, finalizar a sua tese: Introdução à Malacologia da Região do Valais.1

Entre 1915 e 1917, problemas de saúde o obrigam a estadias em Leysin. Piaget retoma, então, o dilema entre ciência e fé e, em 1918, escreve o romance filosófico e autobiográfico: Recherche - ("expressão que em frances tem um duplo sentido - "busca" e "pesquisa").1

Nesse período, Piaget busca uma formação em psicologia e vai para Zurique. Lá, conhece Eugène Bleuler, então diretor em uma clínica psiquiátrica, e seu assistente Carl Gustav Jung. A perspectiva psicanalítica não o entusiasma e, em 1919, retoma seus estudos em malacologia e viaja para Paris. Na Sorbonne, conhece grandes nomes da psicologia e psicopatologia como Pierre Janet e Léon Brunschvicg. A estadia em Paris (1919-1921) se revela importante especialmente pelo encontro com Théodore Simon, que lhe possibilita investigar o pensamento infantil, e descobre na criança pequena uma forma própria de raciocínio. Estas pesquisas resultam na publicação de três artigos. Suas primeiras pesquisas em psicologia, como coordenador do Instituto Jean-Jacques Rousseau, resultam em um ciclo de cinco publicações: A linguagem e o pensamento na criança (1923); O raciocínio da criança (1924); A representação do mundo na criança (1926); A causalidade física na criança (1927); e O julgamento moral na criança (1931). Esta fase, sobretudo por apresentar a criança como sujeito da razão, "ainda que de uma razão própria"1 , desperta interesse de estudiosos e Piaget é convidado para expor suas ideias em universidades europeias e norte-americanas. Logo a seguir, Piaget participa de um Congresso Internacional de Psicanálise, em Berlim, com um trabalho sobre "o pensamento simbólico infantil". Com o livro A linguagem e o pensamento na criança Piaget apresenta um quadro do processo de aprendizado infantil. Qualificada como uma “coletânea de estudos preliminares”, tornou-se o início de uma obra influente sobre o desenvolvimento humano.6

Além de suas pesquisas, Piaget mantém atividades como professor e assume as cadeiras de "Filosofia da Ciência, de Psicologia e de Sociologia" na Universidade de Neuchâtel. Em 1929, assume também a cadeira de "História do Pensamento Científico", e continua ensinando "Psicologia da Criança" no Instituto Jean-Jacques Rousseau. É também nesse ano que Piaget assume a direção do Bureau International de L'Education, vinculado à Unesco. A década de 1920 é representativa, também, na vida pessoal de Piaget. Em 1924, casa-se com Valentine Châtenay, com quem tem três filhos: Jacqueline (1925), Lucienne (1927) e Laurent (1931).1

A teoria dos estágios (1940 a 1945)

Através da minuciosa observação de seus filhos e principalmente de outras crianças, Piaget impulsionou a Teoria Cognitiva, onde propõe a existência de quatro estágios de desenvolvimento cognitivo no ser humano: o estágio sensório-motor, pré-operacional (pré-operatório), operatório concreto e operatório formal. Piaget influenciou a educação de maneira profunda. Para ele as crianças só podiam aprender o que estavam preparadas a assimilar. Aos professores, cabia aperfeiçoar o processo de descoberta dos alunos.5

Nessa fase Piaget conclui suas pesquisas com Barbel Inhelder e Alina Szeminskanota 3 e investiga a gênese psicológica das "estruturas do pensamento" nas diversas áreas do conhecimento científico, diferentemente do estudo do pensamento infantil - a partir de sua expressão verbal - nos anos 1920. Agora, as entrevistas propõem problemas concretos e envolvem a possibilidade de a criança agir sobre os objetos, manipulando brinquedos, massinha de modelar, líquidos, flores.5

Esses estudos abrangem temas diversos e resultam, cada qual, em uma publicação: O desenvolvimento das quantidades físicas(1941) - estuda os "invariantes físicos": massa, peso, volume; A gênese do número (1941); A noção de tempo na criança (1946); A geometria espontânea na criança (1948); A representação do espaço na criança (1948); e, entre tantos, destaca-se no período A gênese das estruturas lógicas elementares (1959) - que focaliza classificação e seriação, e Da lógica da criança à lógica do adolescente (1955) - que trata das "operações formais". O experimento com as crianças e os vários temas abordados são definidos a partir de uma discussão epistemológica em torno de cada uma das noções científicas estudadas. Nesse processo, as diferenças individuais entre uma criança e outra não é destacado, mas sim o processo de desenvolvimento das "estruturas operatórias" que caracterizam o pensamento científico. Convicto de que o desenvolvimento intelectual dá-se em estágios determinados, Piaget aborda em seus livros temas como as “estruturas operatórias” e demonstra o "sujeito epistêmico" como sendo o conjunto de características comuns a todas as crianças de um mesmo estágio de desenvolvimento.

Piaget continua atuando como professor de Psicologia experimental e Sociologia na Universidade de Lausanne (1938-1951) e naUniversidade de Genebra (Psicologia Experimental), quando sucede Edouard Clapèrede (1940). Durante a Segunda guerra mundial(1942), ministrou no Collège de France conferências que foram depois reunidas na publicação “A psicologia da inteligência” (1947).

Em 1950, pública sua primeira síntese epistemológica - “Introdução à Epistemologia Genética” em três volumes: O pensamento matemático (volume I), O pensamento físico (volume II), e O pensamento biológico, psicológico e sociológico (volume III). Na mesma década, a partir da criação do Centro Internacional de Epistemologia Genética (CIEG) em 1955, intensifica o estudo e a investigação interdisciplinar, com a colaboração de pesquisadores de diversas áreas do conhecimento (lógica, física, matemática, psicologia,biologia, sociologia, epistemologia) e promove discussões acerca dos diversos pontos de vista e pesquisas com crianças. O resultado desse esforço é reunido nos Estudos de Epistemologia Genética, publicados anualmente entre 1955 e 1980.7

Educação: uma nova filosofia

Na educação, Piaget utiliza sua “teoria dos “estágios” para contrapor o ensino tradicional, autoritário, herdado do século XIX. A Escola Nova critica, sobretudo no início do século XX, o ensino onde “o professor dita e o aluno copia e repete” – Paulo Freire chama-o de “educação bancária”. Na medida em que critica essa educação tradicional, Piaget é interpretado equivocadamente como um não “diretivista”, um “espontaneísta”.8 A ideia piagetiana de interação não foi aceita nos moldes da escola tradicional.

A partir da trilogia: O nascimento da inteligência na criança; A construção do real na criança; A formação do símbolo na criança - Piaget relata seus estudos sobre o desenvolvimento cognitivo para demonstrar que "a capacidade cognitiva humana nasce e se desenvolve, não vem pronta". Dessa forma, marca oposição ao behaviorismo por um lado, e à Gestalt por outro, quando afirma que o conhecimento tem origem na interação "sujeito-objeto".nota 4 A ideia piagetiana de capacidade cognitiva, então, propõe que o conhecimento não nasce no sujeito, nem no objeto, mas origina-se da interação "sujeito-objeto".9
Objeto de estudo de Piaget e principais contribuições

Piaget desenvolveu em suas pesquisas a teoria da construção do conhecimento, mais conhecida como Epistemologia genética, seu foco principal foi o sujeito Epistemológico o qual foi estudado pelo método clínico desenvolvido pelo próprio Piaget. A teoria explica como o conhecimento é adquirido e montado em nossa psiquê, desde a primeira infância até a maturescência humana. A obra deste estudioso é reconhecida em todo mundo, pois contribui para compreensão da formação e construção do intelecto.

Através desta teoria, diversas propostas de educação, diferenciadas para crianças em cada uma das fases, surgiram, todas com a pretensão de melhorar a educação através das características específicas de cada uma destas fases observadas, por Piaget, em seus estudos. Ao entender como acontece o processo de construção do conhecimento pode-se desenvolver métodos pedagógicos mais eficientes afim de aperfeiçoar ou substituir os sistemas de ensino já existentes. Como exemplo, um de seus alunos, Reuven Feuerstein, desenvolveu a Teoria da modificabilidade cognitiva estrutural. Esta afirma que a inteligência humana pode ser estimulada e que qualquer indivíduo, independente de idade e mesmo considerado inapto, pode adquirir a capacidade de aprender.

Homenagens internacionais

Piaget mantém seus compromissos internacionais junto ao Gabinete Internacional de Educação. Em 1952, é convidado para ensinar na Sorbonne - ocasião em que trata, entre outros, do tema das relações entre inteligência e afetividade. Dois anos depois, assume a presidência da União Internacional de Psicologia Científica (1954-1957).

Em 1936, recebe o primeiro título de "doutor honoris causa" pela Universidade Harvard. A Sorbonne e a Universidade Federal do Rio de Janeiro - 1946 e 1949, respectivamente - lhe conferem o mesmo título, ato que se repete por mais de trinta universidades em todo o mundo.1


Publicações em português da obra de Jean Piaget

Como autor principal
A Construção do Real na Criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 360 p.
A Epistemologia Genética e a Pesquisa Psicológica. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1974.
A Epistemologia Genética. Trad. Nathanael C. Caixeira. Petrópolis: Vozes, 1971. 110p.
A Equilibração das Estruturas Cognitivas. Problema central do desenvolvimento. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
A Evolução Intelectual da Adolescência à Vida Adulta. Trad.Fernando Becker e Tania B.I. Marques. Porto Alegre: Faculdade de Educação, 1993. Traduzido de: Intellectual Evolution from Adolescence to Adulthood. Human Development, v. 15, p. 1-12, 1972.
A Formação do Símbolo na Criança. Imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.
A Linguagem e o Pensamento na Criança. Trad. Manuel Campos. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1959. 307 p.
A Noção de Tempo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, (s.d.).
A Origem da Ideia do Acaso na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, (s.d.).
A Práxis na Criança. In.: Piaget. Rio de Janeiro: Forense, 1972.
A Psicologia da Inteligência. Trad. Egléa de Alencar. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1958. 239 p.
A Representação do Mundo na Criança. Rio de Janeiro: Distribuidora Record, [s.d.].
A Situação das Ciências do Homem no Sistema das Ciências. Trad. Isabel Cardigos dos Reis. Amadora: Bertrand, Vol. I, 1970. 146 p.
A Vida e o Pensamento do Ponto de Vista da Psicologia Experimental e da Epistemologia Genética. In.: Piaget. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1972.
Abstração Reflexionante: Relações lógico-aritméticas e ordem das relações espaciais. Trad. Fernando Becker e Petronilha G. da Silva, Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
Aprendizagem e Conhecimento. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1979.
Biologia e Conhecimento. Trad. Francisco M. Guimarães. Petrópolis: Vozes, 1973. 423p.
Conversando com Jean Piaget. Rio de Janeiro: Difel, 1978.
Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente. São Paulo: Pioneira, 1976.
Ensaio de Lógica Operatória. São Paulo: Editora Globo/EDUSP, 1976.
Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.
Fazer e Compreender. Trad. Cristina L. de P. Leite. São Paulo: Melhoramentos; EDUSP, 1978. 186 p.
Gênese das Estruturas Lógicas Elementares. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 356 p.
Inconsciente Afetivo e Inconsciente Cognitivo. In.: Piaget. Rio de Janeiro: Forense, 1972.
O Estruturalismo. Trad. Moacir R. de Amorim. São Paulo: Difel, 1970. 119 p.
O Juízo Moral na Criança. São Paulo:Summus, 1994. 302 p.
O Julgamento Moral na Criança. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O Nascimento da Inteligência na Criança. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 387p.
O Possível e o Necessário. Evolução dos necessários na criança. Porto Alegre: Artes médicas, v. 2, 1986.
O Raciocínio na Criança. Trad. Valerie Rumjanek Chaves. Rio de Janeiro: Record, 1967. 241p.
O Trabalho por Equipes na Escola: bases psicológicas. Trad. Luiz G. Fleury. Revista de Educação. São Paulo: Diretoria do Ensino do Estado de São Paulo. vol. XV e XVI, 1936. p. 4-16.
Para Onde Vai a Educação? Trad. Ivete Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. 89 p.
Psicologia e Epistemologia: Por uma teoria do conhecimento. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1973. 158 p.
Psicologia e Pedagogia. Trad. Dirceu A. Lindoso; Rosa M.R. da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1970. 182 p.
Sabedoria e Ilusões da Filosofia. Trad. Zilda A. Daeir. São Paulo: Difusão Européia, 1969. 200 p.
Seis Estudos de Psicologia. Trad. Maria A.M. D'Amorim; Paulo S.L. Silva. Rio de Janeiro: Forense, 1967. 146 p.
Tratado de Psicologia Experimental: A inteligência. Trad. Alvaro Cabral. Rio de Janeiro: Forense, v. 7, 1969.
Em co-autoria com Bärbel Inhelder
A Psicologia da Criança. Trad. Octavio M. Cajado. São Paulo: Difel, 1968. 146 p.
Memória e Inteligência. Trad. Alexandre R. Salles. Rio de Janeiro: Artenova, [s.d.]; Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1979. 410 p.
O Desenvolvimento das Quantidades Físicas na Criança. Conservação e atomismo. Trad. Christiano M. Oiticica. Rio de Janeiro: Zahar. 1970. 359 p.
A Imagem Mental na Criança.Trad.António Couto Soares.Porto:Livraria Civilização-Editora.1977.525p.
Em co-autoria com Paul Fraisse
Tratado de Psicologia Experimental: A percepção. Trad. Eliseu Lopes. Rio de Janeiro: Forense, v. 6, 1969.
Tratado de Psicologia Experimental: Aprendizagem e memória. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense, v. 4, 1969. 300 p.
Tratado de Psicologia Experimental: História e método. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense, v. 1, 1969. 188 p.
Tratado de Psicologia Experimental: Linguagem, comunicação e decisão. Rio de Janeiro: Forense, v. 8, 1969.
Tratado de Psicologia Experimental: Motivação, emoção e personalidade. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Florense, v. 5, 1969.
Tratado de Psicologia Experimental: Psicofisiologia do comportamento. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Forense, v. 3, 1969. 163 p.
Tratado de Psicologia Experimental: Psicologia social. Rio de Janeiro: Florense, v. 9, 1970.
Tratado de Psicologia Experimental: Sensação e motricidade. Trad. Agnes Cretella. Rio de Janeiro: Florense, v. 2, 1969. 158 p.
Em co-autoria com Rolando Garcia
Psicogênese e História das Ciências. Trad. Giselle Unti. Petrópolis: Vozes, 2011, 376 p.
Outras co-autorias
Com Louis Meylan e Pierre Bovet:
Edouard Claparède: A escola sob medida e estudos complementares sobre Claparède e sua doutrina.Trad. Maria Lúcia E. Silva. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1973. 246 p.
Com A. Szemninska:
A Gênese do Número na Criança.Trad. Christiano Monteiro Oiticia. Rio de Janeiro: Zahar, 1971. 331 p.
Com vários:
A Tomada da Consciência. Trad. Edson B. de Souza. São Paulo: Melhoramentos e EDUSP, 1977. 211 p.
Educar para o Futuro. Trad. Rui B. Dias. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1974. 110 p.
Problemas de Psicolingüística. Trad. Alvaro Cabral. São Paulo: Mestre Jou, 1973. 252p.

Ver também

Referências
Colinvaux, Dominique "Pensador rigoroso, homem afável". Revista Educação - História da Pedagogia, nº 1, pgs. 6-19. Editora Segmento. São Paulo (2010)
 "A Informática Aplicada Na Educação" - Brasil Escola
 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - "Um pardal albino - Jean Piaget"
 Vidal, Fernando. "Piaget antes de ser Piaget". Tradução de Pablo Manzano. Editora Morata. Madrid, Espanha. (1998)
 Revista Educação - História da Pedagogia, nº 1, pgs. 1-35. Editora Segmento. São Paulo (2010)
 Nosso Tempo, vol. I, pg. 171 – “Como as crianças aprendem”. Klick Editora (1995)
 Revista Educação - História da Pedagogia, nº 1, pgs. 16. Editora Segmento. São Paulo (2010)
 "Se o diretivismo entende que o professor ensina e o aluno aprende, o não diretivismo põe o ensino na berlinda e passa a pregar que a criança aprende por si mesma." Becker, Fernando: “Inteligência e Aprendizagem”. Revista Educação – História da Pedagogia”, edição 1, pgs. 22-35. Editora Segmento. São Paulo.
Revista Educação -História da Pedagogia 1: "Jean Piaget - principais teses", por Fernando Becker. Pgs. 22-35. editora Segmento. São Paulo.

Notas
Em sessenta anos de pesquisa, apoiado em dados empíricos de observação e registro das centenas de entrevistas conduzidas com crianças, Piaget atravessa as fronteiras da psicologia e da filosofia reunindo contribuições da história da matemática, da física e da própria lógica para demonstrar que cada conceito tem lugar e função específicos.
Jump up↑ Um grupo de naturalistas amadores com o objetivo voltado para a formação científica de alunos secundaristas.
Jump up↑ Em 1932, começa a trabalhar sobre as quantidades físicas de massa, peso e volume e sobre a noção de número e inicia as pesquisas sobre as relações entre espaço e tempo.
Jump up↑ A Gestalt considera que essa capacidade é determinada a "priori" (apriorismo). O behaviorismo atribui ao meio a sua determinação.

Ligações externas

O Wikiquote possui citações de ou sobre: Jean Piaget
Conhecimento prévio (em português) - Revista Nova Escola
Piaget – Esquemas de ação (em português) - Revista Nova Escola
O sujeito epistêmico de Piaget (em português) - Revista Nova Escola
Traduções de alguns textos de Jean Piaget
Piaget: Notas para uma Teoria Construtivista da Inteligência
"Jean Piaget, o biólogo que colocou a aprendizagem no microscópio" - Revista Nova Escola
"Jean Piaget - O cientista suíço revolucionou o modo de encarar a educação de crianças ao mostrar que elas não pensam como os adultos"outras línguas
Entrevista com Jean Piaget e Inhelder Bärbel por Elizabeth Hall (em inglês)
Arquivos Jean Piaget(em francês, inglês, castelhano e alemão)
Jean Piaget Society
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Archives Jean Piaget com bibliografia completa
Jean Piaget @ Teaching & Learning Developmental Psychology
Jean Piaget's Genetic Epistemology: Appreciation and Critique Robert Campbell (2002), sumário de seu trabalho e biografia
The Construction of Reality in the Child (1937)
Atividades de Piaget no International Bureau of Education
Atividades de Piaget na International Conference on Education
Genetic Epistemology by Jean Piaget (1968)
Comments on Vygotsky de Piaget (1962)
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O modelo do sistema nervoso humano de acordo com as teorias de Piaget (francês)
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Nascidos em 1896
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Bebeto faz show especial no Caxias Shopping dia 26 de setembro de 2013

Bebeto faz show especial no Caxias Shopping dia 26 de setembro de 2013

Fonte: www.dablio3.com

O cantor e compositor Bebeto é a estrela do show especial gratuito que o Caxias Shopping apresenta quinta, dia 26 de setembro de 2013. 

Considerado um dos grandes nomes do samba-rock brasileiro, o torcedor rubro-negro Bebeto promete um show memorável. 

Para isso, preparou um repertório que mistura suingue, samba rock, balanço, charme e groove, além, claro, de suas homenagens ao Flamengo. 

Em 2011, quando o artista esteve no Caxias Shopping pela primeira vez, o show foi um sucesso. 

O público lotou a Praça de Alimentação e cantou todas as músicas do setlist.



Bebeto, que fez muito sucesso na década de 80, foi redescoberto pelos DJs, que sempre incluem suas composições em mixagens modernas e atuais que estão no topo das paradas de sucesso de pistas no Brasil e no exterior. 

 O set list do show do Caxias Shopping reúne sucessos que marcaram a carreira do artista, além de cações de seu mais recente trabalho, “Prazer eu sou Bebeto”, em que interpreta novas e antigas composições. 

O espetáculo acontece a partir das 19h, no espaço de shows da Praça de Alimentação. 

Vale conferir.



SERVIÇO: O show de Bebeto é gratuito e acontece dia 26 de setembro (quinta) de 2013, a partir das 19h, na Praça de Alimentação do Caxias Shopping - Rodovia Washington Luiz, 2895 - Duque de Caxias – RJ - Telefone: (21) 2430-5110.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Gesto Verde faz meu blog ser neutro em CO2


Bom dia Jorge, tudo bem?

Obrigada por colaborar com a divulgação do Gesto Verde!

Assim que o senhor inserir o link para o site Gesto Verde: http://www.guiato.com.br/meioambiente/blog-neutro-co2/participe-deste-gesto/ favor entrar em contato novamente conosco, para que possamos plantar uma árvore em seu nome.

Atenciosamente,

Camila Araujo

Olá integrante do http://drbachflower.blogspot.com.br/, tudo bem?

Eu sou Camila Araujo e faço parte da equipe Gesto Verde, uma campanha sem fins lucrativos promovida pela Guiato, uma startup que visa promover a sustentabilidade através do meio digital.


Conhecendo um pouco do site http://drbachflower.blogspot.com.br/ percebi que temos muito em comum, afinal de contas, ambos buscamos o melhor, seja para o nosso leitor ou para o mundo.


E por conta disso gostaria de lhe contar uma coisa: 


Você sabia que um blog produz quase 3,6 kg de dióxido de carbono por ano?

É por isso que o Gesto Verde lançou o desafio inicial de plantar 500 árvores em prol da diminuição do impacto ambiental gerado pela sociedade e após conquistar a parceria de 500 sites/blogs o Gesto Verde lança um desafio ainda maior: plantar 1.000 árvores nativas no Brasil, e para isso precisamos da participação de 1.000 sites/blogs, sendo que cada post sobre a campanha é revertido em uma árvore plantada pelo IBF.


Além disso a divulgação do gesto promove mais plantios, por isso o post informativo é o método ideal para instruir os seus leitores sobre esse gesto tão simples e promotor do meio ambiente que a Guiato está proposta a realizar pela sociedade.

Para participar são apenas 2 passos simples:
Escrever um pequeno post no seu blog sobre o tema “Meu blog é neutro em carbono” e inserir uma chamada no final para outras pessoas participarem. A nossa sugestão de chamada é: “Meu Blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. Saiba como.”
Enviar um email para CO2neutro@guiato.com.br

E nós da campanha Gesto Verde promovida pela Guiato plantamos uma árvore para o seu blog!

Contamos com a sua colaboração e estamos abertos a sugestões.


Após a publicação entre em contato conosco enviando o link do post, para que possamos contabilizar a sua participação
.

Como usar corretamente o trono com Squatty Potty












Você que sempre imaginou que fazia as necessidades da maneira mais segura, pode descobrir que passou a vida equivocado quanto à melhor forma de descarregar o corpo. 


Um projeto chamado Squatty Potty produziu um vídeo educativo que orienta a forma correta de sentar no trono e garantir um resultado satisfatório para o ato, como para o corpo. 


A boa postura na hora H, segundo os produtores, pode prevenir doenças como hemorróidas e câncer do cólon. 

Os idealizadores do vídeo acreditam que a sociedade ocidental pode corrigir um problema histórico e através de uma prática simples, fazer uma revolução nos hábitos fisiológicos. 

Veja abaixo as recomendações para uma boa "obra".


VEJA O VIDEO AQUI: http://vimeo.com/45270716


sábado, 7 de setembro de 2013

Distancia Transacional

Distância transacional
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dist%C3%A2ncia_transacional

A teoria da distância transacional foi formulada por Michael Grahame Moore 1 em 2007, entretanto, o termo distância transacional foi usado pela primeira vez no Manual de Educação de Adultos, editado por Boyd e Apps, em 1980, com base no conceito de transação, elaborado por Dewey (Dewey e Bentley 1949) 2 , o qual expressa a interação entre o ambiente, os indivíduos e os padrões de comportamento numa determinada situação.

Ensino à distância e distância transacional

Conceito


O conceito de distância transacional refere-se ao espaço cognitivo entre professor e aluno num ambiente educacional, mais especificamente na educação à distância. Segundo a teoria, a distância entre professor e aluno não é meramente geográfica, mas educacional e psicológica. Esse espaço psicológico e de comunicação existente entre os dois parceiros no empreendimento educacional é um espaço de potencial mal-entendido entre as entradas do instrutor e as do aluno.

De acordo com esta Teoria, a distância pedagógica, cognitiva e social que existe entre professor e aluno influencia a eficácia e eficiência da aprendizagem. Assim,

“...esta distância é a distância da compreensão e percepção causada pela distância geográfica que tem de ser ultrapassada por professores, alunos e instituições educativas para que ocorra um processo de aprendizagem eficaz, deliberado e planeado. Os procedimentos para ultrapassar esta distância são de natureza interativa e de concepção educativa e, para enfatizar que a distância é pedagógica e não geográfica, usamos o termo “distância transacional” (Moore & Kearsley, 1996, cf. Keegan, 1993) 3 .

Segundo Moore, há três principais componentes que têm que trabalhar juntos para encurtar a distância transacional e proporcionar uma experiência de aprendizagem significativa:

• diálogo – refere-se à interação entre alunos e professores; alunos e conteúdos e alunos e alunos, é encarado como característica positiva e importante tanto para professores como para alunos. A interação é fundamental neste tipo de processo de aprendizagem. Segundo Moore (1993, p. 24): ‘’uma distinção pode ser feita. O termo ‘diálogo’ é usado aqui para descrever uma interação ou série de interações que possuem qualidades positivas que outras interações podem não ter. [...] Pode haver interações negativas ou neutras; o termo diálogo é reservado para interações positivas, onde o valor incide sobre a natureza sinérgica da relação entre as partes envolvidas. O diálogo numa relação educacional é direcionado para o aperfeiçoamento da compreensão do aluno.’’ 4 O tipo de diálogo estabelecido depende de diversos factores, por exemplo, personalidade individual dos intervenientes; conteúdos; metodologia pedagógica e meio de comunicação. O meio de comunicação utilizado é um importante factor de influência do diálogo e, consequentemente, a distância transaccional será, também, influenciada por este e pelo diálogo estabelecido. Esta distância, poderá ser maior ou menor consoante o tipo de interação do diálogo.

• estrutura dos programas de ensino - Os programas são estruturas das mais variadas formas, mais ou menos estruturados.

A estrutura de um programa define a rigidez ou flexibilidade dos objetivos pedagógicos, estratégias utilizadas e métodos de avaliação (Moore, M. 1993, p.5) 5

Quando temos programas pouco estruturados, os alunos recebem instruções e orientações de estudo por meio de diálogo com o professor diminuindo assim a distância transacional. Por outro lado, quando temos programas altamente estruturados e pouco diálogo, a relação entre o aluno e os materiais é passível de ser interpretado de diferentes formas aumentando assim a distância transacional.

Assim, num curso em que a distância transacional é pequena, o diálogo é mais forte, fazendo com que os alunos recebam instruções e informação diretamente do professor. Quando a distância transacional é grande, estas instruções são proporcionadas pela estrutura (Grof, L. et al., 2010, p. 9). 6

• autonomia - De acordo com Moore (1989), a autonomia do aluno é a medida pela qual, na relação ensino/aprendizagem, é o aluno e não o professor quem determina os objetivos, as experiências de aprendizagem e as decisões de avaliação do programa de aprendizagem. Isso quer dizer que a autonomia do aluno está relacionada com a distância, pois quanto maior for a distância, maior será a autonomia do aluno, a liberdade e a responsabilidade para estudar independentemente.

O ideal de um aluno totalmente autônomo é descrito como uma pessoa emocionalmente independente de um instrutor, uma pessoa que nas palavras do psicólogo da educação Robert Boyd, "pode abordar assuntos diretamente sem ter um adulto participando de um conjunto de papéis de mediação entre o aluno e a matéria" (Boyd 1966). 7 O aluno autônomo deverá ter a capacidade de utilizar os materiais didáticos e os programas de ensino, segundo a sua própria metodologia e controle, de forma a atingir os seus objetivos, os quais, em muitos casos é o próprio aluno quem determina.

Esta autonomia do aluno torna-se muito importante, na medida em que se deve procurar que estes sejam responsáveis pelos seus próprios processos de aprendizagem e de compartilharem essa responsabilidade. A autonomia do aluno tem a ver com a capacidade que este tem, perante os conteúdos programáticos do curso, de estabelecer os seus próprios objetivos, metodologias e materiais a utilizar, bem como etapas e modos de avaliação da sua aprendizagem e aquisição de conhecimentos/competências.

Malcolm Knowles (1970) 8 observa que, como os alunos são treinados para serem dependentes do sistema escolar, apenas uma minoria dos adultos consegue agir como alunos inteiramente autônomos. Sendo assim, a obrigação dos professores é conduzi-los e auxiliá-los a adquirir estas habilidades.




Ensino à distância e distância transacional


A Distância Transacional e a EAD

Com relação ao ensino à distância, o termo transacional significa então, "A interação de professores e alunos em ambientes que têm características especiais do seu ser espacialmente separados um do outro" (Moore, 2007, p.91). 9 Esta separação conduz a padrões especiais de comportamento de alunos e professores. A separação entre alunos e professores afeta profundamente tanto o ensino quanto a aprendizagem. Com a separação surge um espaço psicológico e comunicacional a ser transposto, um espaço de potenciais mal-entendidos entre as intervenções do instrutor e as do aluno. Este espaço psicológico e comunicacional é a distância transacional.

De acordo com Moore, para que os resultados da aprendizagem em qualquer curso de educação a distância sejam maximizados, a distância transacional precisa ser minimizada ou encurtada.

Moore considera que a autonomia surge como consequência do processo de maturação do indivíduo e que os programas de Ensino a Distância, devido à sua estrutura, requerem alunos com comportamentos autônomos de modo a conseguirem concluir com sucesso esses mesmos programas.

Ainda segundo Moore, programas de Educação a Distância podem ser examinados para se verificar em que medida o professor ou o aluno controla os principais processos de ensino-aprendizagem, e podem então ser classificados de acordo com o grau de autonomia do aluno permitida por cada programa. Em programas muito distantes, os alunos precisam se responsabilizar por julgar e tomar decisões acerca das estratégias de estudo.

Mesmo quando um curso é estruturado para oferecer o maior número de instruções e a melhor orientação, caso isso não ocorra, os estudantes podem acabar por decidir por si próprios se as lições serão usadas, e se for o caso quando, de que maneira e em que medida. Assim sendo, quanto maior a distância transacional, mais o aluno exercerá esta autonomia.


BOYD, R. A. (1966) Psychological definition of adult education, Adult Leadership 13, November, 160-81.

DEWEY, J. and BENTLEY, A.F. (1949) Knowing and the Known, Boston: Beacon Press. GROF, L. et al. (2010) A teoria da distância transaccional – Michael Moore. Modelos de Ensino a Distância. Universidade Aberta

KEEGAN, D. (1993) Theoretical Principles of Distance Education. London: Routledge, p. 22-38. Traduzido por Wilson Azevêdo

KNOWLES, M. (1970) The Modern Practice of Adult Education, New York: Association Press.

MOORE, M. (1993) Theory of Transactional Distance. New York: Routledge, p. 23-25

MOORE, M. (2007) Educação a distância: uma visão integrada. Michael G. Moore, Greg Kesrley. Tradução Roberto Galman. São Paulo: Thomson Learning.


http://wikieducator.org/WikiEdProfessional_DE_Concepts/Michael_Moore

Referências

http://wikieducator.org/WikiEdProfessional_DE_Concepts/Michael_Moore
Dewey, J. and Bentley, A.F. (1949)
Keegan, D. (1993)
Moore (1993)
Moore, M. (1993)
Grof, L. et al. (2010)
Boyd, R. A. (1966)
Knowles, M. (1970)
Moore

Blended Learning Educacao a distancia sempre em evolucao

Futuro da educação é mistura de presencial com virtual, diz especialista








CRISTIANE CAPUCHINHO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Fonte: 
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u705377.shtml
Artigo de 12/03/2010



A expansão da educação a distância e a chegada de cursos dessa modalidade em universidades públicas enseja a discussão sobre o preconceito em relação ao ensino que não é presencial. 

Romero Tori, pesquisador do tema encampa a luta contra o título a distância e questiona a sensação de presença. 

"Existem alunos em um presencial que estão muito mais distantes do que no virtual", diz.



Em seu novo livro, "Educação sem Distância" (Editora Senac), TORI defende a integração dos dois modelos educacionais para atingir uma nova geração de alunos e prepará-los para o ensino continuado durante toda a vida.

Leia, a seguir, trechos da entrevista.

FOLHA - Por que o senhor questiona o termo "a distância"?
ROMERO TORI - O preconceito contra a EAD (educação a distância) vem da cultura arraigada de que para haver uma boa educação é importante que todos estejam presentes. Existe um erro na definição desse conceito porque o que se faz numa educação virtual é tentar eliminar a distância. O que é essa sensação de presença? Existem alunos em um presencial que estão muito mais distantes do que no virtual.

A nova geração já não sente mais da mesma maneira a diferença do presencial físico e do virtual. Eles estão no MSN, nas redes sociais.

FOLHA - Como o modelo presencial e o a distância se completam?
TORI - No presencial, o que há de melhor é a sensação de presença e a motivação que isso proporciona. Mas existem muitos professores que se acomodaram por ter os alunos como reféns em sua sala e deixam de criar atividades interessantes. O improviso não funciona no modelo a distância, pois o aluno está a um clique de se dispersar. Por outro lado, no modelo virtual já se percebeu a importância de encontros.

Proponho que tudo o que foi desenvolvido para melhorar o curso a distância seja usado no presencial, considerada a adequação ao objetivo da atividade. O ideal é aproveitar o encontro presencial para usar a possibilidade de interação em debates ou laboratorios.

FOLHA - Desde 2001 o MEC prevê que 20% das disciplinas de graduação possam ser virtuais, mas isso não é ser aplicado com frequência. A que o senhor atribui esse descompasso?
TORI - Ao preconceito e a uma visão errada do que é ensino virtual. Existe na cultura dos próprios alunos e dos professores a ideia de que EAD é não ter aula. Ela tem que ser vista como ferramenta.

Os estudantes que nasceram com internet não terão mais paciência para ouvir um professor à moda antiga, então o professor terá de ter um papel completamente diferente. Ele terá de usar a sua experiência e não seu conteúdo, já que com uma simples busca na internet qualquer estudante pode se tornar um expert no assunto de interesse. Os alunos têm de aprender a filtrar esse conteúdo, e os professores terão que ensiná-los a aprender.

FOLHA - Ainda se questiona a qualidade do conteúdo on-line. Como o senhor vê a avaliação qualitativa nessa mistura de modelos?

TORI - Muitas vezes a qualidade é medida pela quantidade de conhecimento jogada aos alunos, e não por quanto eles aprenderam. Acho que a mudança deve vir com o foco na avaliação e na aprendizagem, e não na quantidade de conteúdo. Já é comprovado que o aprendizado melhora com a participação do estudante e com sua motivação. O que não interessa é apagado da memória em seguida.

Deve se investir em verificar como está sendo o envolvimento do aluno, sua postura, sua motivação durante o curso. Depois pode-se calibrar o curso e direcioná-lo para ir atrás das informações que precisa.

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo


Fonte: 
http://books.google.com.br/books/about/Educa%C3%A7ao_Sem_Distancia.html?hl=pt-BR&id=vua42NxpVXwC
Comentário do usuário

esse livro é bom


TORI, R.; Livro: Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Senac São Paulo, 2010.


Trata-se de um livro que direciona a educação apoiada por tecnologias interativas, nesse contexto mídias digitais se destacam oferecendo novas formas de trabalho e de aprendizagem. Com as opções tecnológicas existentes, planejamento e programação de atividades de aprendizagem tornaram-se mais eficazes, considerando interatividade, relações de distância e sequenciamento em programas educacionais que integrem recursos virtuais e presenciais.

Na parte I da obra, A Distância que Aproxima, trata o assunto como uma modalidade educacional desmembrada do ensino tradicional e, reforça que tal separação não necessariamente contribui para que ocorra avanços, mas deixa claro que as formas e os meios que o ensino se desenvolve interrompe a ideia presencial entre aluno e professor e as atividades que deixam de ser executadas por intermédio de programas.

Visualizando ambas as modalidades, se tradicional ou a distância, o que importa é ter uma outra opção de ensino e aprendizagem, uma nova forma de adquirir saberes. O fato, é que no mundo atual, a realidade em que os indivíduos se encontram cada vez mais sem tempo, a EAD veio ultrapassar fronteiras e quebrar paradigmas quanto ao poder ser permitido ou não e na hora em que se deseja e quer, quando assunto é educação.

Na parte II da obra, Distância e presença na medida certa, a discussão a cerca da educação a distância esta direcionada a separação geográfica existente entre alunos e instrutor e, por muitas vezes condicionada pela separação de tempo.

Observando a questão levantada, vê-se que não ha distância na verdade entre homens e mulheres quanto ao desenvolvimento de atividades mútuas e colaborativas, mesmo que se encontrem distante espacialmente. Todavia a distância que aflora no indivíduo relativo à questão presencial pode ser substituída por atividades afins que são técnicas a distância processada de forma presencial (videoconferências, Chats). No tocante do presencial a cerca das sensações que se manifestam no indivíduo através deste tipo de ensino e aprendizagem é a conformidade permanente com os amigos de classe que, passa a não ser mais a mesma, hábitos e costumes adquiridos no decorrer de uma convivência, agora interrompidos por meio de um novo molde educacional norteado sob linhas de autonomia do participante. 

Na parte III da obra, A presença da tecnologia, o ambiente virtual traz o aluno para interatividade (software Alice), aproximando-o, envolvendo-o e ao mesmo tempo repassando a sensação de presença com o conteúdo, haja visto possuir programas em que se desempenham funcionalidades de projeção de objetos virtuais, o indivíduo de certa forma tem como aprender fazendo, ha casos em se pode salvar configurações existentes de um ambiente para outro, podem também ser exportados e trabalhados, assegurando ao aluno participante baixar, vídeos e materiais didáticos por exemplo.

De fato, não há dúvida de que a internet tenha provocado uma mudança extraordinária na vida útil do homem, uma ocorrência emanada por processos de evolução cada vez mais surpreendentes. E no que diz respeito às expectativas futuras, a tecnologia hoje não pode ser vista como uma tendência, pois as transformações a qual estão destinadas ocorrem sem impedimentos humanos e ideais fundamentados no tradicionalismo educacional.

Contudo, foi impregnado na sociedade a ideia de que a tecnologia assumiria tudo daqui por diante, isso é mito, a verdade é que o professor não vai sumir, ele será adaptado a novas tecnologias e moldes pedagógicos, afim de fazer uso de toda a tecnologia a seu dispor em favor do ensino e aprendizagem do aluno, o qual não fará seu trabalho apenas de corpo presente mas, virtualmente.

Jucileide Emanuelle Pereira de Brito 

Saiba mais:

Fonte: http://www.aedi.ufpa.br/index.php/component/content/article/8-assessoria-de-ducacao-a-istancia/79-romero-tori-defende-pratica-da-educacao-sem-distancia.html

Romero Tori defende prática da ‘Educação sem Distância’



Débora Thomé

“Talvez estejamos em breve pedindo aos alunos que liguem seus celulares em vez de desligá-los”. A previsão, que também pode ser encarada como uma sugestão, é feita pelo professor e escritor Romero Tori. Na verdade, a frase resume, a grosso modo, as expectativas do educador, que acaba de lançar o livro ‘Educação Sem Distância – as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem’ (Editora Senac São Paulo e Escola do Futuro), onde procura demonstrar que as barreiras entre métodos de ensino podem e devem ser quebradas.

Professor do Centro Universitário Senac e da Escola Politécnica da USP, Tori mostra, em 16 capítulos, como aproximar alunos e professores para melhor aproveitamento de ambientes e conteúdos, além de discutir os conceitos de presença, distância e interatividade, e as tendências da educação a distância – daí a “criação” do termo ‘educação sem distância’, como ele defende. “O que se deve almejar é uma educação ’sem distância’, seja na sala de aula, no laboratório, no ambiente virtual, ou, melhor ainda, numa mistura desses
cenários.”

Ainda segundo o autor, a educação deve convergir no futuro para uma única forma de ensino que combine interação virtual, encontros pessoais e uso de tecnologias, como realidade aumentada e jogos – que poderão ser aplicadas em qualquer tipo de curso. “Instrumentos como multimídia, hipermídia e jogos possuem grande potencial no segmento educacional, que vão desde a apresentação de conteúdos multimídia até a interação entre aluno e professor – ou entre aluno e aluno, ou entre aluno e conteúdo. Na educação apoiada por essas tecnologias, as ferramentas digitais assumem papel de destaque e oferecem novas formas de trabalho e aprendizagem”, disse.

A partir de sua longa experiência no uso e na implantação de ambientes virtuais de apoio à aprendizagem, Tori acredita que a EAD tenderá a sumir. “Calma (risos), não estou dizendo que a educação virtual acabará, pelo contrário. À medida em que as tecnologias interativas forem mais e mais incorporadas à educação, as distâncias se tornarem cada vez menores e imperceptíveis e o blended learning se tornar comum, não haverá mais sentido em se falar em ‘Educação a Distância’ ou em ‘Educação Presencial’. Teremos apenas Educação”, explicou o professor.

O livro de Tori traz um capítulo especialmente dedicado ao blended learning, conceito que busca a harmonia entre as atividades virtuais e presenciais. Para o autor, essa é uma tendência mundial, que pode aumentar a sensação de proximidade na aprendizagem a distância: “Uma vídeo-conferência, por exemplo, pode integrar aluno e professor e um chat promover mais interação entre alunos”.

Livre-docente em tecnologias interativas, Tori destaca, ainda, que a America Society Training and Development, a mais importante associação do mundo destinada ao treinamento profissional, coloca o blended learning como uma das tendências da indústria do conhecimento. “À medida que cursos tradicionais ampliarem a utilização de recursos virtuais e cursos a distância incorporarem mais atividades presenciais ao vivo, ficará cada vez mais difícil de separar essas modalidades”, definiu.

Fonte: Folha Dirigida Educação a Distância



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A historia da cerveja

A história da cerveja












Cerveja
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerveja


Uma caneca de cerveja

A cerveja (do gaulês, através do latim servisia1 ) é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada. Acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas que foram criadas pelo ser humano2 3 4 5 6 . Atualmente, é a terceira bebida mais popular do mundo, logo depois da água e do chá. É a bebida alcoólica mais consumida no mundo atualmente.7

Veja que video interessante sobre o assunto:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xO53rQ9nqQs



Índice
1 História
2 Etimologia
3 Ingredientes
3.1 Água
3.2 Malte de cevada
3.3 Lúpulo
3.4 Levedura ou fermento
3.5 Agentes clarificantes
4 Preparação
4.1 Maltagem
4.2 Brassagem
4.3 Fervura
4.4 Whirlpool
4.5 Hopback
4.6 Resfriamento do mosto
4.7 Fermentação
4.8 Condicionamento
4.9 Embalagem
5 Estilos de cervejas
5.1 Old Ale
5.2 Lager
5.3 Ale
6 Classificação das cervejas
6.1 Elementos dos estilos de cerveja
6.1.1 Aparência
6.1.2 Aroma
6.1.3 Sabor
6.1.4 Sensação na boca
6.1.5 Força
6.1.6 Gravidade
7 Copos de cerveja
7.1 Flauta
7.2 Goblet ou cálice
7.3 Tulipa
7.4 Pint (Becker, Nonic, Tumbler)
7.5 Pilsner
7.6 Caneco (ou Seidel, Stein)
7.7 Weizen
8 Problemas e benefícios para a saúde e para a sociedade
9 Mercado publicitário
10 Ver também
11 Referências
12 Ligações externas

História

A Estela de Hamurabi, onde estão escritas as leis mais antigas sobre a cerveja, no Museu do Louvre, em Paris

Um mapa mostrando o consumo de cerveja por pessoa em cada país

Historicamente, a cerveja já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios,mesopotâmios e ibéricos, remontando, pelo menos, a 6000 a.C.8

A agricultura surgiu na Mesopotâmia em um período entre a revolução do Neolítico e a Idade dos Metais.

A mais antiga lei que regulamenta a produção e a venda de cerveja é a Estela de Hamurabi, que data de 1760 a.C.

 Nela, se condena à morte quem não respeita os critérios de produção de cerveja indicados. Incluía várias leis de comercialização, fabricação e consumo da cerveja, relacionando direitos e deveres dos clientes das tabernas. 9 O Código de Hamurabi também estabelecia uma ração diária de cerveja para o povo da Babilônia: 2 litros para os trabalhadores, 3 para os funcionários públicos e 5 para os administradores e o sumo sacerdote. O código também impunha punições severas para os taberneiros que tentassem enganar os seus clientes.10

A notícia mais antiga que se tem da cerveja vem de 2600 a 2350 a.C. Desta época, arqueólogos encontraram menção no Hino a Ninkasi, a deusa da cerveja, de que os sumérios já produziam a bebida. Já na Babilônia dá-se conta da existência de diferentes tipos de cerveja, originadas de diversas combinações de plantas e aromas, e o uso de diferentes quantidades de mel.

Posteriormente, no antigo Egito, a cerveja, segundo o escritor grego Ateneu de Náucratis (século III d.C.), teria sido inventada para ajudar a quem não tinha como pagar o vinho. Inscrições em hieróglifos e obras artísticas testemunham o gosto deste povo pelo henket ou zythum, apreciado por todas as camadas sociais. Até um dos faraós, Ramsés III (1184-1153 a.C.), passou a ser conhecido como "faraó-cervejeiro" após doar, aos sacerdotes do Templo de Amon, 466 308 ânforas ou aproximadamente um milhão de litros de cerveja provenientes de suas cervejeiras.

Praticamente qualquer açúcar ou alimento que contenha amido pode, naturalmente, sofrer fermentação alcoólica. Assim, bebidas semelhantes à cerveja foram inventadas de forma independente em diversas sociedades em redor do mundo. Na Mesopotâmia, a mais antiga evidência referente à cerveja está numa tabua sumeriana com cerca de 6 000 anos de idade na qual se veem pessoas tomando uma bebida através de juncos de uma tigela comunitária. A cerveja também é mencionada na Epopeia de Gilgamesh. Um poema sumeriano de 3 900 anos homenageando a deusa dos cervejeiros, Ninkasi, contém a mais antiga receita que sobreviveu, descrevendo a produção de cerveja de cevada utilizando pão.

A cerveja teve alguma importância na vida dos primeiros romanos, mas, durante a República Romana, o vinho destronou a cerveja como a bebida alcoólica preferida, passando esta a ser considerada uma bebida própria de bárbaros. Tácito, em seus dias, escreveu depreciativamente acerca da cerveja preparada pelos povos germânicos.

Na Idade Média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas ervas para aromatizá-la, como mírica, rosmarinho, louro, sálvia, gengibre e o lúpulo, este utilizado até hoje e introduzido no processo de fabricação da cerveja entre os anos 700 e 800. O uso de lúpulo para dar o gosto amargo da cerveja e para preservá-la é atribuída aos monges do Mosteiro de San Gallo, na Suíça.11 Houve um tempo em que o papel da levedura na fermentação era desconhecido. Na época dos Vikings, cada família tinha sua própria vara de cerveja que eles usavam para agitar a bebida durante a produção. Estas varas de cerveja eram consideradas herança de família, porque era o uso da vara que garantia que a cerveja daria certo. Hoje em dia, sabe-se que estas varas continham uma cultura de levedura. A Lei da Pureza Alemã de cerveja de 1516 - a Reinheitsgebot - definia os únicos materiais permitidos para fabricação de cerveja como sendo malte, lúpulo e água. Com a descoberta do fermento e de sua função no final da década de 1860 por Louis Pasteur, a lei teve que ser alterada. 12

A maior parte das cervejas, até tempos relativamente recentes, eram do tipo que agora chamamos de ales. As lagers foram descobertas por acidente no século XVI, quando a cerveja era estocada em frias cavernas por longos períodos; desde então, elas ultrapassaram largamente as cervejas tipo ale em volume. O lúpulo é cultivado na França desde o século IX. O mais antigo escrito remanescente a registrar o uso do lúpulo na cerveja data de 1067 pela abadessa Hildegarda de Bingen: "Se alguém pretender fazer cerveja da aveia, deve prepará-la com lúpulo." No século XV, na Inglaterra, a fermentação sem lúpulo podia dar origem a uma bebida tipo ale - o uso do lúpulo torná-la-ia uma cerveja. A cerveja com lúpulo era importada para a Inglaterra (a partir dos Países Baixos) desde cerca de 1400, em Winchester. O lúpulo passou a ser cultivado na ilha a partir de 1428. A Companhia dos Fabricantes de Cerveja de Londres foi longe a ponto de especificar que "nenhum lúpulo, ervas, ou coisa semelhante será colocada dentro de nenhumaale ou bebida alcoólica enquanto a ale estiver sendo feita - mas somente um licor (água), malte e uma levedura". Contudo, por volta do século XVI, "ale" veio a referir-se a qualquer cerveja forte, e todas as ales e cervejas continham lúpulo.

No idioma eslavo, a cerveja é chamada piwo (pronuncia-se "pivo"), do verbo pić (pronuncia-se "pítch"), "beber". Por isso, piwo pode ser traduzido como "bebida", o que demonstra a importância que lhe é concedida.

O Kalevala, poema épico finlandês coligido na forma escrita no século XIX mas baseado em tradições orais seculares, contém mais linhas sobre a origem da fabricação de cerveja do que sobre a origem do homem.

Em 2013, foi desenvolvido pela primera vez sorvete13 e ovo de páscoa14 a partir de cerveja.15

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.




Etimologia
Existem vários pontos de vista:
Segundo Joan Corominas,16 cerveja vem do latim cervēsia, que, por sua vez, toma a palavra do gaulês, uma língua celta. A raiz celta parece ser um cognato do galês cwrw e do gaélico coirm.
Duboë-Laurence Philippe e Christian Berger17 sugerem que o francês cervoise viria de cerevisia, acrescentando, em seguida, que esta viria de Ceres, deusa romana da terra e dos cereais. Esta etimologia pertence a um gênero de etimologia de fantasia. Em todo caso, é amplamente aceito que "cereal" vem de cerealis, o que significa "pertencente à deusa Ceres", normalmente representada com espigas de trigo na mão.

Em todo caso, a raiz comum é facilmente perceptível em suas formas em português "cerveja", em espanhol cerveza, em catalãocervesa e em galego cervexa. Em outros idiomas europeus, são usados ​​derivados da mesma raiz germânica, como a palavra alemãbier, o inglês beer, o francês bière e o italiano birra. Em inglês, também usa-se a palavra ale, equivalente a öl, a palavra escandinava para a bebida.

Ingredientes
Os ingredientes básicos da cerveja são: água; uma fonte de amido, tais como malte de cevada, capaz de ser sacarificado (convertidos em açúcares), então fermentados (convertido em álcool e dióxido de carbono); uma levedura de cerveja para produzir a fermentação, e o lúpulo.18 Uma mistura de fontes de amido podem ser usados, com uma fonte secundária de amido, como o milho (milho) ou arroz, sendo muitas vezes denominado um adjunto, especialmente quando utilizado como um substituto de custo mais baixo para a cevada maltada.19 Fontes de amido menos utilizadas incluem milheto, sorgo, raiz de mandioca na África, tubérculo de batata no Brasil e agave no México, entre outros. .20

Água

As regiões têm água com componentes minerais diferentes. Como resultado, diferentes regiões foram inicialmente mais adequadas para se fazer certos tipos de cerveja, dando-lhes um caráter regional. Por exemplo, Dublin tem água dura adequada para se fazerstouts como a Guinness, enquanto que Plzeň tem água macia adequada para se fazer uma Bohemian Pilsner como a Pilsner Urquell.21 As águas de Burton, na Inglaterra, contêm gipsita, que beneficia a fabricação de pale ales, a tal ponto que as cervejeiras que produzem Pale Ales acrescentam gesso na água em um processo conhecido como burtonização.22

Malte de cevada

Malte: principal ingrediente da cerveja

A fonte de amido em uma cerveja fornece o material fermentável e é um fator determinante no sabor da cerveja. A fonte de amido mais comum usada na cerveja é a cevada maltada. A cevada é maltada por imersão em água, permitindo que ele comece a germinação e em seguida seca-se o grão parcialmente germinado em um forno.

O grão maltado produz enzimas que convertem o amido nos grão em açúcares fermentáveis,23 diferentes tempos e temperaturas são utilizados para produzir cores diferentes de malte a partir do mesmo grão. Maltes escuros produzirão cervejas mais escuras.24

Durante a preparação da cerveja, a cevada é moída, remove-se a casca, e o grão é dividido em pedaços. Estas cascas permanecem com o grão durante a brassagem e atuam como um filtro natural durante a lavagem dos grãos, quando o mosto é separado do material insolúvel do grão.

Outros grãos maltados e não maltados (incluindo o milho, arroz, trigo, aveia, e centeio, e menos frequentemente, sorgo) podem ser utilizados. Nos últimos anos, alguns poucos fabricantes têm produzido cerveja sem glúten, feita com sorgo e sem malte de cevada, para aqueles que não podem consumir glúten provenientes de grãos como trigo, centeio, cevada e etc.25

Lúpulo

Flor de lúpulo em Hallertau, na Alemanha
Ver artigo principal: Lúpulo

O lúpulo que é utilizado na fabricação de cervejas na verdade é a flor da espécie vegetal Humulus lupulus. A planta é dioica, ou seja, possui os sexos separados, mas somente as flores da planta fêmea são utilizadas como ingredientes da bebida. Nessas flores, existem glândulas amareladas entre as pétalas, chamadas lupulinas, que produzem resinas e óleos que são responsáveis pelo aroma e amargor que é conferido à cerveja.26 Esse sabor amargo, que serve para equilibrar a doçura do malte, é medido por meio da Escala Internacional de Unidades de Amargor. O lúpulo atribui aromas e sabores cítricos e florais à cerveja. Além disso, essa flor tem um efeito antibiótico que favorece a atividade da levedura de cerveja sobre microorganismos menos desejáveis ​​e ajuda na retenção da espuma da bebida.27 28 A acidez do lúpulo também age como um conservante natural da bebida.29 30Graças a todas essas características, a maior parte do lúpulo utilizado comercialmente é usado na fabricação de cerveja.31

A primeira menção histórica do uso do lúpulo na cerveja foi de 822 d.C. em escrituras de um mosteiro feitas por Alhard the Elder, também conhecido como Adalard de Corbie,32 33 embora normalmente a data mencionada para o cultivo generalizado de lúpulo para uso em cerveja date do século XIII 32 .33 Antes desse século, a cerveja era aromatizada com outras plantas, como a glechoma hederacea por exemplo. As combinações de ervas aromáticas, frutos diversos e até mesmo ingredientes como o absinto eram combinados em uma mistura conhecida como gruit.34 Atualmente algumas cervejas, como a Fraoch' da empresa Scottish Heather Ales e Cervoise Lancelot da empresa French Brasserie-Lancelot, utilizam outras plantas além de lúpulo para condimentação.35 36

Levedura ou fermento

S. cerevisiae vista em um microscópio
Ver artigo principal: Saccharomyces cerevisiae

A levedura é o microorganismo responsável pela fermentação em cerveja. A levedura metaboliza os açúcares extraídos a partir de grãos, o que produz o álcool e dióxido de carbono, e, assim, se transforma o mosto em cerveja. Além de fermentar a cerveja, a levedura influencia o caráter e sabor.37 Um dos tipos de levedura mais usados ​​para fazer cerveja é a Saccharomyces cerevisiae.38 Também são usadas Brettanomyces, para fermentar Lambics,39 e Torulaspora delbrueckii, para fermentar a weissbier da Baviera. 40Antes que a ação da levedura na fermentação fosse entendida, a fermentação era feita com leveduras selvagens encontradas ao ar livre. Alguns tipos de cerveja como as Lambics seguem esse método até hoje, mas a fermentação mais moderna acrescenta culturas de levedura puras.41

Agentes clarificantes
Alguns fabricantes adicionam um ou mais agentes clarificantes na cerveja, o que tipicamente precipita (coleta como um sólido) para fora da cerveja, juntamente com os sólidos de proteínas que seriam encontradas no produto final. Este processo dá à cerveja uma aparência brilhante e límpida, em vez do aspecto turvo de certos estilos, como a weissbier.42

Alguns exemplos de agentes clarificantes são: isinglass (em português, ictiocola), obtido a partir da bexiga natatória de peixes; irish moss, uma alga marinha; carragenina, obtida da alga Kappaphycus cottonii; Polyclar, artificial; e gelatina 43

Preparação



Diagrama ilustrando o processo de fabricação de cerveja
Tanque de
água quente
Brassagem
Malte
Lúpulo
Fervura
Hopback
Adicionar
levedura no
Fermentador
Refrigeração
Envase
Barril

O objetivo do processo é converter a fonte de amido em um líquido açucarado chamado mosto e depois converter o mosto em uma bebida alcoólica conhecida como a cerveja, em um processo de fermentação efetuada por leveduras. Há várias etapas no processo de fabricação de cerveja, que pode incluir maltagem, brassagem, lavagem, fervura, fermentação, maturação, filtragem e embalagem.44

Maltagem

O chão de uma maltaria na Highland Park Distillery.

Maltagem é o processo onde os grãos são preparados para a fabricação de cerveja.45 A maltagem é dividida em três etapas, a fim de ajudar a liberar os amidos do grão.46 Em primeiro lugar, o grão é adicionado a um tanque com água e permanece de molho por aproximadamente 40 horas.47 Durante a germinação, o grão é espalhado no chão da sala de germinação por cerca de 5 dias. A parte final da maltagem é a secagem. Aqui, o malte passa por uma temperatura muito elevada de secagem em forno. A alteração da temperatura é gradual de modo a não perturbar ou danificar as enzimas no grão. Quando a secagem está completa, os grãos são agora denominados de malte, e irão ser moídos ou triturado para separar os grãos e expor o cotilédone, que contém a maior parte dos carboidratos e açúcares; isso faz com que seja mais fácil de extrair os açúcares durante brassagem.12 Dentre os maltes, o de cevada é o mais frequente e largamente usado devido ao seu alto conteúdo de enzimas, mas outros cereais maltados ou não maltados são também usados na fabricação de cerveja, inclusive:trigo, arroz, milho, aveia e centeio.

Brassagem

Recipiente de brassagem vazio.

Brassagem converte os amidos liberados durante a fase de maltagem, em açúcares que podem ser fermentados. O grão moído é misturado com água quente num recipiente grande. Neste recipiente, o grão e a água são misturados em conjunto para criar um mosto de cereais. Durante a brassagem, as enzimas que existem naturalmente no malte convertem os amidos (carboidratos de cadeia longa) no grão em moléculas menores ou açúcares simples (mono-, di-, e tri-sacarídeos). Esta "conversão" é chamada de sacarificação. O resultado do processo de brassagem é um líquido rico em açúcar ou "mosto", que é então filtrada através da parte inferior do recipiente num processo conhecido como drenagem do mosto. Antes da drenagem, a temperatura do mosto pode ser aumentada até cerca de 75 graus centígrados (conhecido como um mashout) para desativar as enzimas. Água adicional pode ser liberada sobre os grãos para extrair os açúcares adicionais. 48

Fervura

Fábrica de cerveja na Abadia de Nossa Senhora de Saint-Remy, em Rochefort, naBélgica

Ferver o extrato de açúcar do malte, chamado mosto, assegura a sua esterilização, e, portanto, impede uma série de infecções. Durante a fervura o lúpulo é adicionado, o qual contribui para amargor, sabor, aroma e compostos para a cerveja. O calor da fervura, faz com que as proteínas no mosto coagulem e o pH do mosto caia. Finalmente, os vapores produzidos durante a fervura volatilizam sabores indesejados, incluindo precursores do odimetilsulfureto (DMS). A fervura deve ser realizada de modo que seja uniforme e intensa. A fervura dura entre 15 e 120 minutos, isso depende da intensidade da fervura, o tempo de adição de lúpulo, e volume de água a ser evaporada. 12 Durante a fervura, ocorrem reações químicas com os componentes do lúpulo, entre eles os alfa ácidos. Alfa ácidos têm uma leve efeito antibiótico/bacteriostático contra bactéria Gram-positiva, e favorecem a atividade exclusiva da levedura durante a fermentação da cerveja. Os alfa ácidos são responsáveis ​​pelo sabor amargo na cerveja, porém o mesmo é insolúvel em água até ser isomerizado pela ebulição do mosto. Quanto maior o tempo de ebulição, maior o percentual de isomerização e mais amarga a cerveja será. No entanto, os óleos que contribuem com sabores e aromas característicos são voláteis e se perdem em grande quantidade durante longas fervuras. Há muitas variedades de lúpulo, mas estes podem ser divididos em duas categorias gerais: amargor e aroma. Lúpulos de amargor são ricos em ácidos alfa, cerca de 10 por cento de seu peso. 12 Lúpulos de aroma contém geralmente menos, cerca de 5 por cento e produzem um sabor e aroma mais desejável à cerveja. Muitas variedades estão no meio-termo e são utilizadas para ambos os fins. Lúpulos de amargor são acrescentados no início da ebulição e fervidos durante cerca de uma hora. Lúpulos de aroma são adicionados ao final da fervura e normalmente fervidos por 15 minutos ou menos. Adicionando-se diferentes variedades de lúpulo em diferentes momentos durante a fervura, um perfil mais complexo pode ser alcançado, fazendo com que a cerveja apresente um equilíbrio entre amargor, sabor e aroma.12

Whirlpool[

No final da fervura, o mosto é colocado em movimento espiral. O assim chamado paradoxo das folhas de chá obriga os sólidos densos (proteínas coaguladas, matéria vegetal a partir de lúpulo) a formar um cone no centro do tanque de whirpool. Na maior parte das grandes cervejarias, existe um tanque separado para whirlpool. Estes tanques têm um diâmetro grande para facilitar a sedimentação, fundo plano ou uma inclinação de 1 ou 2 graus na direção da saída, uma entrada tangencial perto do fundo, e uma saída na parte inferior perto da borda externa do turbilhão. O recipiente não deve ter protuberâncias internas que possa diminuir a rotação do líquido. Cervejarias menores costumam usar o recipiente de fervura para fazer o whirpool.

Hopback

A hopback é uma câmara selada que é inserida entre o recipiente de fervura e do resfriador de contra-fluxo do mosto. Lúpulo é adicionado à câmara, o mosto quente passa através dele, e imediatamente depois arrefecido no resfriador de mosto antes de entrar no câmara de fermentação. Esse processo facilita a retenção máxima de compostos voláteis de aroma do lúpulo que normalmente seriam perdidos. No Reino Unido, é prática comum o uso de hopback para clarificar o mosto. Este processo tem o mesmo efeito que owhirpool, mas funciona de uma maneira completamente diferente. Os dois processos são muitas vezes confundidos, mas são funcionalmente, bem diferente. Enquanto o whirpool utiliza força centrífuga, o hopback utiliza uma camada de flores de lúpulo fresco em um espaço confinado para agir como um filtro para remover o trub. 49

Resfriamento do mosto

Depois do whirpool, o mosto deve ser resfriado para temperaturas de fermentação (20-26 graus centígrados)50 antes da levedura ser adicionada. Em fábricas de cerveja modernas, isto é conseguido através de um trocador de calor de placas. Um trocador de calor de placas tem várias placas estriadas que formam dois caminhos distintos. O mosto é bombeado para dentro do trocador de calor, e passa através de cada dois intervalos entre as placas. O meio de arrefecimento, geralmente água, passa através dos outros intervalos. Os sulcos nas placas asseguram um fluxo turbulento. Um bom trocador de calor pode diminuir a temperatura de 95 para 20 graus Celsius enquanto aquece o meio de arrefecimento de cerca de 10 até 80 graus Celsius. As últimas placas frequentemente utilizam um fluido de arrefecimento, que pode ser arrefecido abaixo do ponto de congelamento, o que permite um controle mais fino sobre a temperatura do mosto de saída, e também permite o arrefecimento para cerca de 10 graus Celsius. Após o resfriamento, oxigênio é muitas vezes dissolvido no mosto para revitalizar o fermento e ajudar em sua reprodução.

Enquanto ferve, é importante se recuperar parte da energia usada para ferver o mosto. Em seu caminho para fora da cervejaria, o vapor criado durante a fervura é passa por uma serpentina pela qual flui água não aquecida. Ao ajustar a velocidade de fluxo, a temperatura de saída da água pode ser controlada. Isto também é muitas vezes feito utilizando um trocador de calor de placas. Essa água é então armazenado para uso na próxima brassagem, na limpeza de equipamento, ou sempre que necessário.51

Outro método comum de recuperação de energia ocorre durante o arrefecimento do mosto. Quando a água fria é usada para arrefecer o mosto num trocador de calor, a água é aquecida significativamente. Numa fábrica de cerveja eficiente, a água passa através do trocador de calor a uma taxa definida para maximizar a temperatura da água ao sair. Esta água quente é agora em seguida armazenada num tanque de água quente para uso posterior.51

Fermentação

Tanques de fermentação modernos
Ver artigo principal: Fermentação

Fermentação, na fabricação de cerveja, é a conversão de carboidratos para dióxido de carbono e de álcoois ou ácidos orgânicos utilizando leveduras, bactérias, ou uma combinação das mesmas, sob condições anaeróbicas. Uma definição mais restrita de fermentação é a conversão química dos açúcares em etanol. 12

Depois que o mosto é arrefecido e oxigenado - geralmente com ar estéril - a levedura é adicionada a ele, e então começa a fermentar. É durante esta fase, que açúcares obtidos a partir do malte são metabolizados em álcool e dióxido de carbono, e o produto pode ser chamado pela primeira vez de cerveja. A fermentação acontece em tanques que vêm em todos os tipos de formas, desde enormes cilindro-cônicos até tonéis de madeira.12

Condicionamento

Depois da fermentação inicial ou primária, a cerveja é agora condicionada, maturada ou envelhecida,52 em uma de várias formas,53 que pode levar entre 2 a 4 semanas, vários meses ou vários anos, dependendo do tipo de cerveja. A cerveja é geralmente transferida para um segundo recipiente, de modo que já não se encontre mais exposta à levedura morta e outros detritos (também conhecido como "trub") que tenham decantado no fundo do fermentador principal. Isto evita a formação de sabores indesejáveis ​​e compostos prejudiciais, tais como os acetaldeídos.54Fermentação secundária

Durante a fermentação secundária, a maior parte da levedura remanescente irá depositar-se no fundo do fermentador, produzindo um produto menos turvo.55Fermentação em garrafa

Algumas cervejas sofrem uma fermentação na garrafa, dando carbonatação natural. Esta pode ser uma segunda ou terceira fermentação. Elas são engarrafadas com uma população de levedura viável em suspensão. Se não houver açúcar residual fermentável, açúcar pode ser adicionado. A fermentação resultante gera dióxido de carbono que fica preso dentro da garrafa, permanecendo na solução e proporcionando carbonatação natural. 12Lagering

Lagers são envelhecidas perto de temperaturas de congelamento durante 1-6 meses, dependendo do estilo. Este envelhecimento a frio serve para reduzir o teor de compostos sulforosos produzidos pela levedura de baixa fermentação e para produzir um produto final com sabor mais limpo, com menos ésteres. Sabores desagradáveis, ​​tais como compostos fenólicos, tornam-se insolúveis na cerveja fria e o sabor da cerveja torna-se mais suave. Durante esse tempo, a pressão é mantida nos tanques.12Kräusening

Kräusening é um método de condicionamento em que mosto fermentando é adicionada à cerveja acabada.56 A levedura ativa irá reiniciar fermentação na cerveja acabada, e assim introduzir novo dióxido de carbono, o tanque de condicionamento será então selado de modo que o dióxido de carbono seja dissolvido na cerveja produzindo certo nível de carbonatação. 56 O método kräusening pode também ser usado para cervejas condicionadas em garrafa.

Embalagem

"Embalar" é colocar a cerveja dentro de recipientes para deixar a cervejaria. Normalmente, isso significa colocar a cerveja em garrafas, latas de alumínio ou barris. 57 A maioria das cervejas são clarificadas pela filtragem, quando embalados em latas ou em garrafas. 58 No entanto, cervejas condicionadas em garrafa retém um pouco de levedura, quer seja por não serem filtradas, ou por terem sido filtradas e, em seguida, adicionado-se levedura. 59

Estilos de cervejas

Old Ale

Tipo de cerveja escura inglesa de alta fermentação. Esses tipos de cervejas são envelhecidas por pelo menos dois anos antes de serem consumidas. A cerveja old ale geralmente tem um teor alcoólico de 6 por cento em volume, possuindo bom corpo e gosto estruturado.

Lager
Ver artigo principal: Lager

Tipo de cerveja fermentada com uma levedura que trabalha melhor em temperaturas mais baixas. Tal levedura é chamada de levedura de baixa fermentação.60 Ao processo pelo qual a cerveja é maturada em temperaturas baixas (comumente em caves, cavernas ou adegas) por longos períodos de tempo, chamamos de lagering,60 do alemão lagern que significa armazemar.

Embora existam muitos estilos de lagers, a maioria delas é clara na cor, com alto teor de gás carbônico, de sabor moderadamente amargo e conteúdo alcoólico entre 3 e 6 por cento por amostra. Os estilos de lager incluem: Bock, Doppelbock, Eisbock, Munchner Helles, Munchner Dunkel, Maibock, Dry Beer, Export, Märzen (feita somente para a Oktoberfest bávara), Pilsener e Schwarzbier (cerveja preta).
Ale
Ver artigo principal: Cerveja Ale

Tipo de cerveja produzida a partir de cevada maltada usando uma levedura que trabalha melhor em temperaturas mais elevadas.60 Tal levedura, conhecida como levedura de alta fermentação, fermenta a cerveja rapidamente, proporcionando um sabor frutado devido a maior produção de ésteres 12

Cervejas de fermentação alta, especialmente populares na Grã-Bretanha e Irlanda, incluindo as mild (meio amargas), bitter (amargas),pale ale (ale clara), porter (cerveja escura muito apreciada por estivadores) e stout (cerveja preta forte). Diferenças de estilo entre cervejas de fermentação alta são muito maiores do que aquelas encontradas entre as cervejas de baixa fermentação e muitos estilos são difíceis de categorizar. A cerveja comum da Califórnia, por exemplo, é produzida usando o fermento para lagers em temperaturas para ales. As cervejas à base de trigo são geralmente produzidas usando um fermento para ales e então armazenadas, às vezes com um fermento para lagers. A cerveja belga Lambic é produzida com fermentos selvagens e bactérias, nativos da região do vale do rio Zenne (Pajottenland), perto de Bruxelas.


veTabela de Cervejas
Lager Munich Helles · Dortmunder · Munich Dunkel · German Pilsner · Bohemian Pilsner
Bock Helles Bock · Doppelbock · Traditional Bock · Eisbock
American Ale American Pale Ale · American Amber Ale · American Brown Ale
Lambic e Sour Lambic · Gueuze · Faro · Flanders Red Ale · Oud Bruin · Berliner Weisse
Trigo e Centeio Weissbier · Roggenbier
Stout Dry Stout · Sweet Stout · Oatmeal Stout · Foreign Extra Stout · American Stout · Russian Imperial Stout
Outras Trippel · Rauchbier

Classificação das cervejas

O conceito moderno de estilo de cerveja é em grande parte baseado na obra do escritor Michael Jackson (escritor) em seu livro de 1977 The World Guide To Beer em que ele categoriza cervejas de todo o mundo em grupos de estilo de acordo com os costumes locais e nomes.61 Em 1989, Fred Eckhardt publicou a obra The Essentials of Beer Style..62 Embora o estudo sistemático dos estilos de cerveja seja um fenômeno moderno, a prática de distinguir entre diferentes variedades de cerveja é antiga, datando de pelo menos 2000 a.C.

O estudo do que constitui um estilo de cerveja pode envolver proveniência,63 a tradição local,64 ingredientes,65 e / ou impressão empírica, que é convencionalmente dividida em alguns elementos, normalmente - aroma, aparência, sabor e paladar. .66 O sabor pode incluir o grau de amargor da cerveja devido a agentes de amargor, como lúpulo, cevada torrado, ou ervas, e da doçura do açúcar presente na cerveja.

Elementos dos estilos de cerveja

Cervejas podem ser categorizadas a partir de uma série de fatores.

Aparência


SRM/LovibondExemploCor da CervejaEBC
2 Pale lager 4
3 German Pilsner 6
4 Pilsner Urquell 8
6 12
8 Weissbier 16
10 pale ale 20
13 26
17 Dark lager 33
20 39
24 47
29 Porter 57
35 Dry Stout 69
40 79
70 Imperial stout 138



As características visuais que podem ser observados numa cerveja são cor, clareza e colarinho. A cor é geralmente transmitida pelos maltes utilizados, embora outros ingredientes podem contribuir para a cor de alguns estilos, tais como cervejas de fruta. Intensidade da cor pode ser medida por sistemas tais como EBC, SRM ou Lovibond. Muitas cervejas são transparentes, mas algumas cervejas, tais como hefeweizen, podem ser turvas devido à presença de leveduras. Uma terceira variedade é a cor opaca ou quase opaca que existem em stouts, porters, schwarzbiers(cerveja preta) e outros estilos escuros. Tamanho e retenção do colarinho e o laço (marcas da espuma no copo) são também fatores na aparência uma cerveja.

Aroma


O aroma de uma cerveja pode ser formado a partir dos maltes fermentáveis, a intensidade e o tipo de lúpulo, o álcool, os ésteres, e os vários componentes aromáticos outros que podem ser proporcionadas pela levedura, e outros elementos que podem derivar da água e ao processo de fabricação de cerveja.

Sabor


As características de sabor de uma cerveja podem vir do tipo e quantidade de malte utilizados, sabores transmitidos pela levedura, e intensidade do amargor. O amargor pode ser medido em uma escala internacional de unidades de amargor.

Sensação na boca

A sensação de uma cerveja na boca, tanto a partir da viscosidade do líquido e da carbonatação, também pode ser considerada como parte do estilo da cerveja. A cerveja com mais dextrinas parece mais viscosa na boca. O nível de carbonatação (ou nitrogênio) varia de um estilo de cerveja para o outro. Para algumas cervejas pode dar uma sensação cremosa, enquanto para outros, contribui para uma sensação de formigamento.

Força


A força da cerveja é um termo geral para a quantidade de álcool presente. Ela pode ser quantificada quer indiretamente através da medição do peso específico, ou, mais diretamente através da determinação da percentagem global de álcool na cerveja.

Gravidade


O refratômetro é um instrumento utilizado para medir a gravidade da cerveja

A medição do peso específico da cerveja é utilizada para estimar a força de cerveja por medição da sua densidade. Várias escalas têm sido utilizadas para a medição da gravidade, incluindo o Plato, Baumé, Balling e escalas Brix, com a escala Plato sendo a medida moderna mais comum.

Esta abordagem baseia-se no fato de os açúcares dissolvidos e o álcool afetam a densidade de cerveja de modo diferente. Uma vez que os açúcares são convertidos em álcool durante o processo de fermentação, a gravidade pode ser utilizada para estimar o álcool final. Na produção de cerveja, é feita uma distinção entre a gravidade original, a gravidade do mosto antes da fermentação começar, e a gravidade final do produto quando a fermentação foi concluída. Uma vez que a concentração de açúcares é diretamente proporcional à gravidade, a gravidade original dá uma ideia do teor alcoólico do produto final. Após a fermentação, as diferenças entre as gravidades finais e original indica a quantidade de açúcar convertidos em álcool, o que permite que a concentração do teor alcoólico de seja calculado.

A gravidade original de uma cerveja foi a base para determinar a tributação no Reino Unido e Irlanda a partir de 1880 até o final do século XX. Na Europa Continental, a força de uma cerveja, em graus Plato é algumas vezes utilizada por uma fábrica de cerveja para distinguir uma determinada cerveja produzido em linha. Por exemplo, a cervejaria Rochefort produz três cervejas, todos diferentes na cor, sabor e aroma;. e vende-as como Rochefort 6, Rochefort 8 e Rochefort 10, os números referentes às gravidades originais das cervejas. Westvleteren Brewery, por sua vez, produz três cervejas, e os chama de Blonde, 8 e 12.

Há muitos tipos diferentes de cerveja. Uma descrição detalhada dos estilos de cerveja pode ser encontrada na página de Internet da Beer Judge Certification Program. A tabela a seguir apresenta cervejas que figuram no guia de estilos do BJCP.

Copos de cerveja

Assim que a cerveja entra no copo, a sua cor, aroma e sabor são alterados, bem como a percepção do indivíduo que irá desfrutar a bebida, ou seja, a antecipação é afetada. Nuances escondidas, tornam-se mais pronunciadas, como o brilho das cores, afetando a experiência de beber cerveja. Estudos científicos mostram que a forma do copo afeta o desenvolvimento e a retenção da espuma.67 A espuma criada quando uma cerveja é servida funciona como uma barreira para alguns compostos da cerveja. Esses compostos que evaporam de cerveja para criar o seu aroma, tais como óleos do lúpulo, todos os tipos de subprodutos gerados na fermentação pela levedura, como o álcool, e ésteres frutados, especiarias ou outras adições. Assim, um copo que promove uma retenção de espuma saudável pode melhorar a captura de certos compostos. E como diferentes níveis de retenção de espuma e apresentação são esperados em diferentes estilos de cervejas, diferentes estilos de copos podem ser usados em conformidade.68

Flauta



Em forma de flauta, são mais usados para beber espumantes e champagnes, mas são ideais para cervejas do tipo Faro, Lambic, Gueuze ou as champegnoises, como a belga Deus e a brasileira Lust. O fato de serem esguios possibilita que o creme demore mais para se dissipar, mantendo as qualidades da cerveja no copo.68

Goblet ou cálice



Peças majestosas de trabalho. Os mais delicados também podem ter suas bordas decoradas com prata ou ouro ou ostentar esculturas. Alguns são concebidos para manter um colarinho de 2 centímetros. Isto é obtido, marcando o fundo na parte interior do copo, o que cria um ponto de nucleação de gás carbônico, e um fluxo de bolhas eterna, com uma perfeita retenção de espuma como resultado. Benefícios: Projetado para manter espuma. De boca larga para goles profundos. Ideais para as grandes trapistas belgas. Também podem ser usados com os estilos Dubbel, Tripel e Quadrupel. Váriações de formato são encontradas com os nomes de Bolleke (copos da Leffe e Westmalle) e Trapist (copo da LaTrappe), mas todos compartilham características como bocas largas e uma haste alongada.68

Tulipa




Ideal para cervejas que possuem bastante creme, como a Duvel e outras Strong Ales belgas. O desenho é baixo e elegante, permitindo também observar a evolução da espuma. A Tulipa parece mais com uma taça de conhaque, porém com a boca do copo virada para fora. Benefícios: captura e aumenta compostos voláteis, enquanto induz e apoia grandes colarinhos. Ideal também para scottish ales,american double/imperial IPAs, barleywines, Belgian ales outras cervejas aromáticas.68

Pint (Becker, Nonic, Tumbler)



Tumbler



Imperial



Pint de Guinness

Quase cilíndrico, com uma ligeira conicidade e boca larga. Há dois tamanhos padrão: a 16 onças (Tumbler EUA) ou o Imperial de 20 onças (Nonic), que tem uma ligeira crista em direção ao topo. A versão de 20 onças é o preferido para acomodar mais cerveja ou cervejas com grandes colarinho. Um Becker é o equivalente alemão, afinando no topo. Benefícios: barato de fazer. Fácil de guardar. Ideal para as cervejas do tipo Bitter e Stout. O anel dos pints Nonick foram encorporados por volta de 1960 para facilitar o empilhamento de copos, evitando que eles ficassem presos e quebrassem.69 70

Pilsner





Captura a efervescência e as cores de uma Pilsen. Realça a cor, clarificação e carbonatação. Promove a retenção de espuma. Melhora a percepção de compostos voláteis. Adequado para Viena Lager, Light American Lager, Dortmunder, Doppelbock, Bohemian Pilsner,German Pilsner, entre outros.68
Caneco (ou Seidel, Stein)

Ver artigo principal: Maß



Caneco



Stein com o logo da Wikipédia

Pesado, robusto, grande e com alça, a caneca é uma peça divertida e séria de vidro que vem em vários tamanhos e formas. A melhor parte de usar uma caneca é que você pode brindar com mais confiança do que outros tipos de vidro. Seidel é uma caneca alemã, enquanto um Stein é o equivalente de pedra que tradicionalmente apresenta uma tampa, cuja utilização remonta à peste negra para evitar que moscas caíssem dentro. Benefício: fácil de beber. Comporta muito volume. Ideal para: American Amber / Red Ale American Amber / Red Lager American Black Ale American Blonde Ale American Brown Ale American Dark Wheat Ale American IPA American Malt Liquor American Pale Ale (APA) American Pale Wheat Ale American Porter American Stout American Strong Ale Baltic PorterBlack & Tan Bock California Common / Steam Beer Chile Beer Cream Ale Czech Pilsener Doppelbock English Bitter English Brown Ale English Dark Mild Ale English India Pale Ale (IPA) English Porter English Stout English Strong Ale Euro Dark Lager Extra Special / Strong Bitter (ESB) Fruit / Vegetable Beer German Pilsener Herbed / Spiced Beer Irish Dry Stout Irish Red Ale Keller Bier / Zwickel Bier Maibock / Helles Bock Märzen / Oktoberfest Milk / Sweet Stout Oatmeal Stout Rauchbier Roggenbier Sahti Scottish Ale Scottish Gruit / Ancient Herbed Ale Smoked Beer Vienna Lager Witbier68 .

Weizen



Especificamente produzido para comportar volume e colarinho, enquanto retém os aromas de banana e fenóis associados com o estilo. Este copo, comprido e com as suas paredes finas, mostra a cor da cerveja e permite muito espaço livre para conter o colarinho volumoso e cremoso associado com o estilo. A maioria tem 0,5L de volume, com ligeiras variações de tamanhos. Indicado paraWeissbier, American Dark Wheat Ale, American Pale Wheat Ale, Dunkelweizen, Gose, Hefeweizen, Kristalweizen, Weizenbock.68

Problemas e benefícios para a saúde e para a sociedade

Um pint de Stout

A prática de crendices populares que estimulam o uso da cerveja como tratamento para certas enfermidades, como por exemplo cálculos renais, podem causar seríssimos danos ao organismo.

Apesar disso, é sabido também que o consumo de álcool (incluindo a cerveja) em doses moderadas é capaz de diminuir severamente o surgimento de doenças cardíacas. Em estudo de 1972, o epidemiologista Carl Seltzer, daUniversidade de Harvard, constatou através dos dados do Framingham Heart Study que o uso moderado do álcool pode ser agente profilático contra as doenças cardíacas. Se ingerido com moderação, o álcool presente na cerveja é capaz de promover um incremento no HDL (também conhecido como "colesterol bom"), auxiliando assim na prevenção de derrames e infartos .71

Além deste, diversos outros estudos posteriores também chegaram a conclusões parecidas de que o consumo de até três doses diárias de bebida alcoólica é capaz de reduzir o risco de cardiopatias em até 40 por cento.

Em 1997, a revista Epidemiology publicou artigo sobre estudo feito por cientistas de Munique, na Alemanha, que procuraram avaliar a população do estado da Baviera (maior consumidor de cerveja) em relação às doenças cardíacas e chegou a resultados parecidos.

Também, no dia 20 de maio de 2000, o British Medical Journal publicou artigo sobre pesquisa realizada por centros de estudos ingleses e tchecos que chegaram a conclusão de que o consumo da cerveja, bebida que foi utilizada no estudo, é capaz de diminuir significativamente o aparecimento de doenças do coração.

Este efeito seria resultado da ingestão do etanol e não de nenhuma substância particular de bebida alcoólica específica.

A bebida alcoólica portanto, assim como qualquer outro tipo de alimento, pode ser benéfica ou maléfica ao consumo humano, dependendo da quantidade em que é consumida.

Mercado publicitário
Ver artigo principal: Publicidade de cerveja

Os aspectos nocivos do álcool incitam debates sobre a publicidade do setor, que hoje possui regras cada vez mais rígidas. Mas, apesar disso, inúmeras celebridades figuram em anúncios de bebidas alcoólicas num mercado extremamente competitivo. Em junho de 2007, o então ministro da saúde do Brasil José Gomes Temporão ressaltou que a classe artística deveria avaliar como ela coloca sua imagem, antes de endossar campanhas de bebidas, uma vez que, apenas entre os anos de 2005 e 2006, o consumo de álcool no Brasil cresceu 7,5 por cento.72

Nos primeiros meses de 2007, no Brasil, uma liminar foi concedida pelo juiz Jorge Luís Barreto,73 da 2ª Vara Federal no Ceará, proibindo em todo o país propagandas de cerveja entre as 6 e as 21 horas. Dentro dos horários previstos, os anúncios deveriam ter a informação de que "o consumo de bebidas alcoólicas provoca dependência química e psicológica".

Após um estudo realizado pela Câmara dos Deputados, apurou-se que, dos 513 parlamentares brasileiros, 87 (16,96 por cento) estão ligados a empresas com interesses contrários à regulamentação da publicidade de cerveja.74
Ver também

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Cervejaria
Cerveja de banana
Cerveja no mundo
Chope
Embriaguez
Chope (ou Fino em Portugal)
Hidromel
Lista de países por consumo de cerveja por pessoa
Microcervejarias no Brasil
Reinheitsgebot
Sidra
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Sorvete de cerveja chega aos bares na próxima semana
Skol lança ovo de Páscoa feito de cerveja
Skol vai lançar sorvete com sabor de cerveja
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Suspensa liminar que proibia anúncio de cerveja. Página visitada em 16 de Agosto de 2012.
Pesquisa aponta que 17% dos deputados estão ligados a "lobby da cerveja". Página visitada em 16 de Agosto de 2012.
Ligações externas


veBebidas alcoólicas
Conceitos
Álcool
Alcoolismo
Destilação
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Ressaca
Teor alcoólico
Bebidas fermentadas
Cerveja
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Hidromel
Saquê
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Vinho
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Bebidas destiladas
Armanhaque
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Calvados
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Grappa
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Tequila
Uísque
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Bebidas destiladas aromatizadas
Absinto
Arak
Pastis
Raki
Triple Sec
Uzo

A História da Cerveja no Brasil

História da cerveja no Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cerveja_no_Brasil


Parte da fachada da antiga Cervejaria Brahma, atual Shopping Total, em Porto Alegre, no Brasil.

A história da cerveja no Brasil teve início na época do Brasil colonial.

Índice
1 Brasil Colônia
2 Brasil império
3 República
4 Pioneiros nos estados
5 Marca Barbante
6 Outras bebidas
7 Referências
8 Ver também
9 Ligações externas

Brasil Colônia

A história das primeiras cervejarias no Brasil começa com a chegada de Maurício de Nassau ao Recife em 1637

Ele veio rodeado de sábios, cientistas, astrônomos, etc., principalmente médicos e artistas.1 Foi um período de prosperidade para a cidade do Recife, que desenvolveu-se rapidamente tornando-se o principal porto da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil, tendo também a primeira ponte, o primeiro observatório astronômico e a primeira fabrica de cerveja das Américas. Junto com Nassau veio o cervejeiro Dirck Dicx com uma planta de cervejaria e os componentes para serem montados. A cervejaria foi montada a partir de outubro de 1640 na residência chamada "La Fontaine" que Nassau deixou de utilizar após a construção do parque de Vrijburg.1

Nas partes sob domínio português, a bebida demorou a chegar à colônia pois os portugueses temiam perder o filão da venda de seus vinhos. Havia porém contrabando de cerveja nos portos do Rio de Janeiro, de Salvador e de Recife, dando a oportunidade, por exemplo, em 1800, ao inglês Lindley de consumir cerveja em um mosteiro de Salvador e verificasse no local a existência de estoques da bebida, de origem inglesa. 2 Também foram encontradas garrafas de cerveja em inventários de Porto Alegre em 1806.3

A ampliação da venda de cerveja ao Brasil ocorreu a partir de 1808, trazida pela família real portuguesa de mudança para o território. Consta que o rei consumia muito a bebida.1 Logo ao chegar, o rei Dom João decreta a abertura dos portos às nações amigas, abolindo o monopólio comercial luso.1 Até 1814 a abertura dos portos beneficiava exclusivamente a Inglaterra, que praticamente monopolizava o comércio com o Brasil, fazendo com que a cerveja consumida no Brasil, de qualquer origem, fosse introduzida com exclusividade pela Inglaterra.1

A cerveja normalmente era importada em barricas, sendo depois acondicionada em garrafas, para ser distribuída ao consumo, podendo ser adulterada por parte dos taberneiros e intermediários.3 Havia também importação de cerveja envasada em garrafas lacradas de grés do norte da Europa, para atender as encomendas da elite.3

Brasil império

Até o 2º Reinado, em (1840), os anúncios comerciais nos jornais referiam-se, exclusivamente, à venda de cerveja, nunca à produção. Foi só a partir da década seguinte que as famílias de imigrantes começaram a usar escravos e também a empregar trabalhadores livres para produzir a bebida e vendê-la ao comércio local. Nesse momento, o Rio de Janeiro já tinha uma população de padrão médio formada por militares, oficiais de indústrias, proprietários de pequenas manufaturas, profissionais liberais e funcionários públicos. A cidade já era comparável a outras da Europa Central, e já possuía um mercado consumidor relevante. A venda era feita no balcão e na própria cervejaria (ver propaganda de empresa que atendia a particulares). Convites eram espalhados pelos proprietários em bares próximos e festas eram realizadas dentro das cervejarias. As entregas eram feitas por carroças ao comércio dos bairros próximos e a partir da metade do século XIX, a fabricação de cerveja brasileira começa a tomar vulto com o aparecimento de diversas fábricas.1

A primeiras fábricas produziam cerveja sem marca alguma e geralmente vendiam, em barris, para os depósitos (comércio que nem sempre era só de cerveja), onde era vendida de várias formas, às vezes engarrafadas e com rótulos próprios, veja esta propaganda/comunicado.1 Mas o desenvolvimento cervejeiro não foi só exercido em fábricas. O grande impulso foi sempre executado domesticamente e principalmente pelas mulheres, já que a atividade de fabricação da cerveja era uma atividade tida como "de cozinha". Este produto artesanal não era destinado ao comércio e sim para o consumo das famílias.1

A ativa indústria européia não hesitou em vender seus vidros ao Brasil. Portugueses e brasileiros de recursos consumiram tais importações e inaugurou-se, assim, no Brasil, o hábito de beber cervejas contidas em garrafas de vidro. Passou-se algum tempo até que os brasileiros conhecessem a primeira cervejaria brasileira, fundada em 1834 no Rio de Janeiro. O sucesso desta cervejaria despertou o interesse na produção local de cerveja.1

Devido à grande influência comercial que a Inglaterra exercia sobre Portugal nessa época, as cervejas inglesas dominaram o mercado brasileiro até meados do ano de 1870. No final do século, quando a importação voltou a crescer, a preferência passou a ser pela cerveja alemã, que vinha em garrafas e em caixas, ao contrário das inglesas, acondicionadas em barris. A cerveja alemã se contrapunha à inglesa: era clara, límpida, conservava-se melhor e agradava mais ao paladar da época.

República

O período áureo da cerveja alemã não foi longo, já que em 1896 os impostos de importação foram quadruplicados. Com essas dificuldades, somadas ao desenvolvimento da indústria cervejeira no Brasil, praticamente cessaram as importações no início do século XX.1

A disputa entre as grandes e as pequenas cervejarias duraria até finais do século XX, quando começam a despontar as microcervejarias que permitiam a produção de cerveja em pequenas quantidades para consumo no local ou eventual envasamento do excedente para consumo em outros locais.1

Pioneiros nos estados

No Rio de Janeiro, a população bebia a cerveja fabricada inicialmente por Carlos Rey & Cia., na Vila Teresa, e depois, também porAugusto Chedel (Luiz Augusto Chedel) e Henrique Leiden. Timóteo Duriez e Pedro Gerhardt também fabricavam cerveja. 

Importante assinalar que, em 1853, as duas fábricas de Carlos Rey e Chedel produziam seis mil garrafas por mês e a metade da produção era consumida pelos 6 mil habitantes da época. Com o bom andamento dos negócios, em 1858, já existiam 6 fábricas de cerveja barbante (de alta fermentação). Em 1898, fundou-se a Companhia Bohemia em Lindscheid.1

No Rio Grande do Sul, em 1854 na região de São Leopoldo havia seis fábricas de cerveja. Em 1868 a fábrica de Christoffel em Porto Alegre já vendia mais que as cervejas importadas da Inglaterra, da Alemanha e Dinamarca.4

Em São Paulo, no dia 23 de setembro de 1877, realizou-se a inauguração do jardim do estabelecimento denominado "Stadt Bern" (cidade de Berna), situado à rua São Bento número 73, antigo prédio térreo de seis portas, com caramanchões, jogos de bola, etc.. Por ocasião da inauguração do jardim, a orquestra do antigo Teatro São José executou, entre as escolhidas peças de seu repertório, a nova valsa Lungfrau, sendo a entrada no estabelecimento franca, tanto pela rua de São Bento como pela de São José (atual Líbero Badaró), passando a fazer forte concorrência à Gengibirra e à Caramuru, servindo em seu caramanchão florido a Cerveja Bávara (e não Bavária), então produzida por Heinrich Stupakoff & Cia., custando cada copo 160 réis.1

Em 22 de dezembro de 1869, segundo o Diário de Pernambuco, Henri Joseph Leiden, proprietário da grande fábrica de cerveja da Rua do Sebo, foi agraciado como "o Imperador" em referência ao fato dele ter sido o fundador da primeira fábrica de cerveja no Brasil no ano de 1842 e ao grande desenvolvimento que deu a essa indústria tanto na Côrte como em Pernambuco.1

Em Santa Catariana o desenvolvimento cervejeiro foi impulsionado pelos imigrantes alemães. A evolução ano a ano das indústrias na Colônia Blumenau, mostra que de 1856 a 1860 havia somente uma fábrica de cerveja, em 1861 havia duas, de 1862 a 1865 eram três, em 1866 a quantidade duplicou, passando a seis, em 1867 a oito e em 1868 dez fábricas de cerveja. No ano seguinte, 1869, houve um declínio no número de fábricas de cerveja, chegando a não haver nenhuma fábrica e, a partir de 1870, reiniciou-se com uma. No período de 1871 à 1874 havia duas fábricas de cerveja, em 1877 já havia cinco, 1878 e 1879 contavam seis para encerrar a série em 1880 com nove fábricas de cerveja.1 5

Marca Barbante

"Cerveja Marca Barbante" foi a denominação genérica dada às primeiras cervejas brasileiras que, com sua fabricação rudimentar, tinham um grau tão alto de fermentação que, mesmo depois de engarrafadas, produziam uma enorme quantidade de gás carbônico, criando grande pressão. A rolha era, então, amarrada com barbante para impedir que saltasse da garrafa. Refrescante e de baixo teor alcoólico, a cerveja foi aos poucos conquistando popularidade no Brasil. Era também, conhecida como "cerveja de cordão" na região Nordeste.1

Outras bebidas

Até o final da década de 1830, a cachaça era a bebida alcoólica mais popular do Brasil. Além dela, eram importados licores da França e vinhos de Portugal, especialmente para atender à nobreza. 

Nesse período a cerveja já era produzida, mas num processo caseiro realizado por famílias de imigrantes para o seu próprio consumo.1

A bebida consumida pela população era a gengibirra, feita de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água. Essa infusão descansava alguns dias, sendo então vendida em garrafas ou canecas ao preço de 80 réis. Era também consumida a Caramuru, feita de milho, gengibre, açúcar mascavo e água, cuja mistura fermentava por uma semana e custava 40 réis o copo.1

A gengibirra era encontrada em botijas louçadas, que antes eram utilizadas na embalagem da cerveja preta inglesa. Amarradas com barbantes, as rolhas de tais garrafas estouravam quando abriam (daí o nome de "cerveja marca barbante", como seriam chamadas as primeiras cervejas do Brasil).1

Referências

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