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sábado, 7 de setembro de 2013

Blended Learning Educacao a distancia sempre em evolucao

Futuro da educação é mistura de presencial com virtual, diz especialista








CRISTIANE CAPUCHINHO
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Fonte: 
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u705377.shtml
Artigo de 12/03/2010



A expansão da educação a distância e a chegada de cursos dessa modalidade em universidades públicas enseja a discussão sobre o preconceito em relação ao ensino que não é presencial. 

Romero Tori, pesquisador do tema encampa a luta contra o título a distância e questiona a sensação de presença. 

"Existem alunos em um presencial que estão muito mais distantes do que no virtual", diz.



Em seu novo livro, "Educação sem Distância" (Editora Senac), TORI defende a integração dos dois modelos educacionais para atingir uma nova geração de alunos e prepará-los para o ensino continuado durante toda a vida.

Leia, a seguir, trechos da entrevista.

FOLHA - Por que o senhor questiona o termo "a distância"?
ROMERO TORI - O preconceito contra a EAD (educação a distância) vem da cultura arraigada de que para haver uma boa educação é importante que todos estejam presentes. Existe um erro na definição desse conceito porque o que se faz numa educação virtual é tentar eliminar a distância. O que é essa sensação de presença? Existem alunos em um presencial que estão muito mais distantes do que no virtual.

A nova geração já não sente mais da mesma maneira a diferença do presencial físico e do virtual. Eles estão no MSN, nas redes sociais.

FOLHA - Como o modelo presencial e o a distância se completam?
TORI - No presencial, o que há de melhor é a sensação de presença e a motivação que isso proporciona. Mas existem muitos professores que se acomodaram por ter os alunos como reféns em sua sala e deixam de criar atividades interessantes. O improviso não funciona no modelo a distância, pois o aluno está a um clique de se dispersar. Por outro lado, no modelo virtual já se percebeu a importância de encontros.

Proponho que tudo o que foi desenvolvido para melhorar o curso a distância seja usado no presencial, considerada a adequação ao objetivo da atividade. O ideal é aproveitar o encontro presencial para usar a possibilidade de interação em debates ou laboratorios.

FOLHA - Desde 2001 o MEC prevê que 20% das disciplinas de graduação possam ser virtuais, mas isso não é ser aplicado com frequência. A que o senhor atribui esse descompasso?
TORI - Ao preconceito e a uma visão errada do que é ensino virtual. Existe na cultura dos próprios alunos e dos professores a ideia de que EAD é não ter aula. Ela tem que ser vista como ferramenta.

Os estudantes que nasceram com internet não terão mais paciência para ouvir um professor à moda antiga, então o professor terá de ter um papel completamente diferente. Ele terá de usar a sua experiência e não seu conteúdo, já que com uma simples busca na internet qualquer estudante pode se tornar um expert no assunto de interesse. Os alunos têm de aprender a filtrar esse conteúdo, e os professores terão que ensiná-los a aprender.

FOLHA - Ainda se questiona a qualidade do conteúdo on-line. Como o senhor vê a avaliação qualitativa nessa mistura de modelos?

TORI - Muitas vezes a qualidade é medida pela quantidade de conhecimento jogada aos alunos, e não por quanto eles aprenderam. Acho que a mudança deve vir com o foco na avaliação e na aprendizagem, e não na quantidade de conteúdo. Já é comprovado que o aprendizado melhora com a participação do estudante e com sua motivação. O que não interessa é apagado da memória em seguida.

Deve se investir em verificar como está sendo o envolvimento do aluno, sua postura, sua motivação durante o curso. Depois pode-se calibrar o curso e direcioná-lo para ir atrás das informações que precisa.

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo


Fonte: 
http://books.google.com.br/books/about/Educa%C3%A7ao_Sem_Distancia.html?hl=pt-BR&id=vua42NxpVXwC
Comentário do usuário

esse livro é bom


TORI, R.; Livro: Educação sem distância: as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Senac São Paulo, 2010.


Trata-se de um livro que direciona a educação apoiada por tecnologias interativas, nesse contexto mídias digitais se destacam oferecendo novas formas de trabalho e de aprendizagem. Com as opções tecnológicas existentes, planejamento e programação de atividades de aprendizagem tornaram-se mais eficazes, considerando interatividade, relações de distância e sequenciamento em programas educacionais que integrem recursos virtuais e presenciais.

Na parte I da obra, A Distância que Aproxima, trata o assunto como uma modalidade educacional desmembrada do ensino tradicional e, reforça que tal separação não necessariamente contribui para que ocorra avanços, mas deixa claro que as formas e os meios que o ensino se desenvolve interrompe a ideia presencial entre aluno e professor e as atividades que deixam de ser executadas por intermédio de programas.

Visualizando ambas as modalidades, se tradicional ou a distância, o que importa é ter uma outra opção de ensino e aprendizagem, uma nova forma de adquirir saberes. O fato, é que no mundo atual, a realidade em que os indivíduos se encontram cada vez mais sem tempo, a EAD veio ultrapassar fronteiras e quebrar paradigmas quanto ao poder ser permitido ou não e na hora em que se deseja e quer, quando assunto é educação.

Na parte II da obra, Distância e presença na medida certa, a discussão a cerca da educação a distância esta direcionada a separação geográfica existente entre alunos e instrutor e, por muitas vezes condicionada pela separação de tempo.

Observando a questão levantada, vê-se que não ha distância na verdade entre homens e mulheres quanto ao desenvolvimento de atividades mútuas e colaborativas, mesmo que se encontrem distante espacialmente. Todavia a distância que aflora no indivíduo relativo à questão presencial pode ser substituída por atividades afins que são técnicas a distância processada de forma presencial (videoconferências, Chats). No tocante do presencial a cerca das sensações que se manifestam no indivíduo através deste tipo de ensino e aprendizagem é a conformidade permanente com os amigos de classe que, passa a não ser mais a mesma, hábitos e costumes adquiridos no decorrer de uma convivência, agora interrompidos por meio de um novo molde educacional norteado sob linhas de autonomia do participante. 

Na parte III da obra, A presença da tecnologia, o ambiente virtual traz o aluno para interatividade (software Alice), aproximando-o, envolvendo-o e ao mesmo tempo repassando a sensação de presença com o conteúdo, haja visto possuir programas em que se desempenham funcionalidades de projeção de objetos virtuais, o indivíduo de certa forma tem como aprender fazendo, ha casos em se pode salvar configurações existentes de um ambiente para outro, podem também ser exportados e trabalhados, assegurando ao aluno participante baixar, vídeos e materiais didáticos por exemplo.

De fato, não há dúvida de que a internet tenha provocado uma mudança extraordinária na vida útil do homem, uma ocorrência emanada por processos de evolução cada vez mais surpreendentes. E no que diz respeito às expectativas futuras, a tecnologia hoje não pode ser vista como uma tendência, pois as transformações a qual estão destinadas ocorrem sem impedimentos humanos e ideais fundamentados no tradicionalismo educacional.

Contudo, foi impregnado na sociedade a ideia de que a tecnologia assumiria tudo daqui por diante, isso é mito, a verdade é que o professor não vai sumir, ele será adaptado a novas tecnologias e moldes pedagógicos, afim de fazer uso de toda a tecnologia a seu dispor em favor do ensino e aprendizagem do aluno, o qual não fará seu trabalho apenas de corpo presente mas, virtualmente.

Jucileide Emanuelle Pereira de Brito 

Saiba mais:

Fonte: http://www.aedi.ufpa.br/index.php/component/content/article/8-assessoria-de-ducacao-a-istancia/79-romero-tori-defende-pratica-da-educacao-sem-distancia.html

Romero Tori defende prática da ‘Educação sem Distância’



Débora Thomé

“Talvez estejamos em breve pedindo aos alunos que liguem seus celulares em vez de desligá-los”. A previsão, que também pode ser encarada como uma sugestão, é feita pelo professor e escritor Romero Tori. Na verdade, a frase resume, a grosso modo, as expectativas do educador, que acaba de lançar o livro ‘Educação Sem Distância – as tecnologias interativas na redução de distâncias em ensino e aprendizagem’ (Editora Senac São Paulo e Escola do Futuro), onde procura demonstrar que as barreiras entre métodos de ensino podem e devem ser quebradas.

Professor do Centro Universitário Senac e da Escola Politécnica da USP, Tori mostra, em 16 capítulos, como aproximar alunos e professores para melhor aproveitamento de ambientes e conteúdos, além de discutir os conceitos de presença, distância e interatividade, e as tendências da educação a distância – daí a “criação” do termo ‘educação sem distância’, como ele defende. “O que se deve almejar é uma educação ’sem distância’, seja na sala de aula, no laboratório, no ambiente virtual, ou, melhor ainda, numa mistura desses
cenários.”

Ainda segundo o autor, a educação deve convergir no futuro para uma única forma de ensino que combine interação virtual, encontros pessoais e uso de tecnologias, como realidade aumentada e jogos – que poderão ser aplicadas em qualquer tipo de curso. “Instrumentos como multimídia, hipermídia e jogos possuem grande potencial no segmento educacional, que vão desde a apresentação de conteúdos multimídia até a interação entre aluno e professor – ou entre aluno e aluno, ou entre aluno e conteúdo. Na educação apoiada por essas tecnologias, as ferramentas digitais assumem papel de destaque e oferecem novas formas de trabalho e aprendizagem”, disse.

A partir de sua longa experiência no uso e na implantação de ambientes virtuais de apoio à aprendizagem, Tori acredita que a EAD tenderá a sumir. “Calma (risos), não estou dizendo que a educação virtual acabará, pelo contrário. À medida em que as tecnologias interativas forem mais e mais incorporadas à educação, as distâncias se tornarem cada vez menores e imperceptíveis e o blended learning se tornar comum, não haverá mais sentido em se falar em ‘Educação a Distância’ ou em ‘Educação Presencial’. Teremos apenas Educação”, explicou o professor.

O livro de Tori traz um capítulo especialmente dedicado ao blended learning, conceito que busca a harmonia entre as atividades virtuais e presenciais. Para o autor, essa é uma tendência mundial, que pode aumentar a sensação de proximidade na aprendizagem a distância: “Uma vídeo-conferência, por exemplo, pode integrar aluno e professor e um chat promover mais interação entre alunos”.

Livre-docente em tecnologias interativas, Tori destaca, ainda, que a America Society Training and Development, a mais importante associação do mundo destinada ao treinamento profissional, coloca o blended learning como uma das tendências da indústria do conhecimento. “À medida que cursos tradicionais ampliarem a utilização de recursos virtuais e cursos a distância incorporarem mais atividades presenciais ao vivo, ficará cada vez mais difícil de separar essas modalidades”, definiu.

Fonte: Folha Dirigida Educação a Distância



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