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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ensaio sobre Motivação : Uma introdução ao tema.



APRESENTAÇÃO

Este ensaio introdutório tem por objetivo explorar alguns aspectos da motivação humana, sem se aprofundar em aspectos patológicos e psicológicos específicos ou querer esgotar o assunto. Simplesmente desejo expor minhas percepções, leituras e vivência em relação ao tema.

INTRODUÇÃO

O homem é um ser social por natureza e, por isso, falar de motivação não é só falar das necessidades básicas individuais e sim perceber que, além destas, o meio social e o “outro” acabam sendo elementos de grande importância no dito “estado motivacional” de cada um de nós. Esses dois pontos (individual e coletivo) criam e sustentam um processo dialético que acompanha a vida do indivíduo da infância à sua velhice. Esclarecendo, o processo dialético é um embate entre pontos de vistas divergentes em busca de uma síntese na unidade.
O ser humano vive em função de ser feliz (síntese), isto é, atender suas necessidades básicas e sociais (elementos dialéticos). Então entender e promover motivação vai além de você criar condições externas e pensar que isso irá mudar o outro ou a si mesmo, como elemento único de solução. Penso que motivação é um conjunto de ações que podem favorecer as mudanças internas do indivíduo e o meio em que o mesmo vive, em direção a felicidade. Esse tipo de visão leva a outra questão: Motivação é um ato individual que pode ser favorecido por fatores externos, porém, ele deve ter a participação efetiva do ser em processo de equilíbrio motivacional.
Não é estático! Isto é, ser feliz não é um estado e sim um processo!!! Se é um processo deve ter um “mote” de trabalho e é na busca da autorealização que iremos perceber a função criadora da personalidade e sua interação no meio social em que se vive. Nas palavras do Dr. Gonzáles Serra (2008 – tradução livre): “O psiquismo humano constitui a unidade de autorealização, adaptação e reação ao mundo externo, e o peso relativo de cada um destes componentes depende da interação indivíduo - meio e o momento histórico em que se viva.
A autorealização pode ser social, altruísta ou, ao contrário, puramente individual”
Ela busca atender diversos aspectos, como a necessidade de possuir bens materiais e de posição de prestigio social , como também no sentido altruísta de querer e fazer o bem ao próximo (família, filhos, necessitados, etc.).
Esse psiquismo humano caracteriza o que chamamos de personalidade. Isto é, a estrutura de ordenação psíquica individual do sujeito. Sem querer me aprofundar em questões do campo da psicologia,  podemos afirmar que é o relativo equilíbrio entre consciente e inconsciente.  E novamente, lembrando da constante dialética entre esses dois elementos mais o externo (social) e suas constantes adaptações em busca do equilíbrio geral do indivíduo. 

MOTIVAÇÃO

Podemos então definir motivação como uma complexa interação entre os processos psíquicos que efetuam a regulação indutora do comportamento, determinando a direção, a intensidade e o sentido do comportamento. A motivação desperta, inicia, mantém, fortalece ou diminui a intensidade do comportamento e põe fim ao mesmo, uma vez atingida a meta/necessidade que o sujeito persegue. (GONZÁLES SERRA, 2008 – Tradução livre). 

O processo motivacional consistem em determinar os objetivos a serem atingidos suas transformações e resultados, tanto das necessidades da personalidade individual e o reflexo do mundo real exterior.  Como ele esta em constante transformação, os elementos materiais externos, as demais pessoas interagem com o sujeito e em decorrência de seus processos psíquicos e necessidade de sua personalidade, se convertem em objetos de conhecimento, incentivos e elementos incentivadores que geram no sujeito os “motivos” para as “ações”. Esses motivos podem ser de atração (por exemplo, desejo)  ou repulsão (por exemplo, medo).
Como consequência, a eficiência motivacional implica na harmonização da direção, da dinâmica e da energia empregada.  
Além dos cognitivos, os processos afetivos (sentimentos e emoções) têm o papel de aumentar ou diminuir o estimulo e as energias da psique nos momentos em que o sujeito interage com as situações e os objetos de suas necessidades. Esses sentimentos e emoções podem ser conscientes ou inconscientes. Com isso, vamos perceber que o processo de motivação é situacional e afetiva.

FINALIZAÇÃO
Como este ensaio é um estudo inicial, deixo para trabalhos futuros os aprofundamentos em relação as necessidades do indivíduo, sua parcela de participação social e de como isso gera motivos ou frustrações em sua vida.
Espero que este texto sirva de fonte de especulação e interrogação em relação de nossas motivações e daqueles com quem interagimos, principalmente nossos alunos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GONZÁLES SERRA, Diego Jorge. Psicologia de la motivación. La Habana (Cuba): Editorial Ciências Médicas, 2008.

SOBRE O AUTOR

José Amande é formado em Letras – Língua Portuguesa (UEPG), Análise e Desenvolvimento de Sistemas (UNICESUMAR) com pós graduação em Língua e Literatura Brasileira, Administração de BD, Docência para o Ensino Profissionalizante e concluindo Gestão Escolar.
Atua na coordenação de cursos profissionalizantes, interagindo com jovens e adultos nesse processo pedagógico a mais de quinze anos.
Curioso pelas questões da mente humana e suas relações psicológicas afetivas.
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